Minha sugestão é que esta prática seja feita sentado,
Ou sentada,
E o convite é o de repousar,
Aterrar,
Chegar ao momento presente.
E uma das formas de o fazermos não é modificarmos o que quer que seja,
Mas sim dar atenção e intensificar um pouco,
Focar naquilo que já está presente.
Então,
Estando na posição sentada,
Reconhecer os pontos de contacto do corpo com a cadeira,
Com o chão,
Começando por notar os pés em contacto com o chão,
Os joelhos,
Talvez a parte de trás dos joelhos,
Se estivermos sentados numa cadeira,
Ou mesmo nessa zona da dobra do joelho,
Em contacto com a roupa,
Que aí se dobra e acumula.
E ao darmos atenção a esses pequenos pormenores,
Estamos a dar atenção ao momento presente,
Sem precisar que nada se altere,
Nada seja melhor,
Diferente,
Notando os pontos de contacto das nádegas,
As coxas,
A bacia,
Com a cadeira,
Com a almofada de meditação,
Qualquer que seja a superfície que nos suporta,
Notando como por instante não é necessário qualquer esforço,
E como a partir da nossa coluna a postura se ergue,
E talvez as mãos estejam no colo,
Em cima dos joelhos,
Qualquer que seja esse local,
Vamos notar bem a pressão que já existe nessa zona,
O contacto,
E que nos relembra que estamos aqui agora,
Notando o peso dos braços,
Como esse peso se transfere para as mãos,
Se quisermos até movimentar um pouco as mãos ao longo das coxas,
Se for esse o caso,
E aí estarem,
Ou sobre os joelhos,
Ou sobre o colo,
Simplesmente levantando um pouco e voltando a deixar esse peso se acomodar pelo corpo.
Por vezes guardamos tanta atenção no corpo,
Que quando nos propomos a praticar,
O que mais notamos é a tensão,
E um antito,
Uma forma de lidar com isso,
É notar o que já está bem,
O que já está suportado,
O que já se sustenta,
E como tal não tem sentido estar a aumentar a tensão,
Estar em esforço,
Por vezes esse esforço acontece simplesmente por hábito,
E deixando que o som da taça nos traga a atenção para o momento presente,
Deixando que o corpo se possa mover de forma consciente e gentil de novo.