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"A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver" e o Meu Despertar

by Daniella Tavares

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Nesse áudio eu compartilho com vocês o início do despertar e também um trecho do livro "A morte é um dia que vale a pena viver.: Espero ser uma ferramenta de inspiração para que vocês enxerguem a própria luz e o próprio potencial para viver o hoje. Que possamos ter uma vida próspera, abundante e equilibrada.

Transcrição

Olá,

Hoje vamos refletir sobre um trecho do livro da Ana Cláudia Arantes A Morte é um dia que vale a pena viver e um excelente motivo para se buscar um novo olhar para a vida.

Começo dizendo que livro é esse.

Livro bom é aquele que dá vontade de agradecer a autora por compartilhar tantos conhecimentos,

Ensinamentos e aprendizados.

Ufa!

Acabei de ler e ainda estou com o coração palpitando.

Incrível!

Tenho vontade de sair por aí lendo,

Conversando e discutindo cada capítulo.

Essa leitura vem a um encontro do nosso coração.

É claro que o título assusta,

Mas por quê?

Ainda temos muito medo e preconceito de falar a respeito.

Indico aos amigos da área de saúde e todos aqueles que desejarem compreender a finitude da vida.

No final da leitura vamos compreender que a maior parte a ser cuidada é o famoso eu.

Cuidar da própria saúde mental e física.

Saúde essa que muitas vezes fica esquecida e negligenciada pela rotina do dia a dia.

A Ana Cláudia mostra a todos nós como podemos encher de significado a própria vida,

A fim de que a morte seja um dia que vale a pena ter vivido.

Então,

Eu escolhi agora compartilhar com vocês o capítulo que fala sobre os zumbis existenciais.

Vamos ouvir e até identificar se temos algum conhecido ou se nós mesmos estamos vivendo como esses zumbis.

Vamos lá?

Capítulo zumbis existenciais da página 2,

105 do livro da Ana Cláudia Arantes.

Um trem de ferro é uma coisa mecânica,

Mas atravessa a noite,

A madrugada,

O dia.

Atravessou minha vida,

Virou só sentimento.

Na terminalidade humana é comum que todos ao redor da pessoa que morre a observem como se ela já estivesse morta,

Mas o maior do mundo a nossa volta passa longe da doença física.

Muita gente não está viva de fato,

Mesmo com o corpo funcionando bem.

É uma coisa terrível.

Gente que enterrou suas dimensões emocional,

Familiar,

Social e espiritual.

Gente que não sabe se relacionar,

Que tem dificuldade de viver bem,

Sem culpas nem medos.

Gente que prefere não acreditar para não correr o risco de se decepcionar,

Seja em relação ao outro,

Seja em relação a Deus.

Gente que não confia,

Não entrega,

Não permite,

Não perdoa,

Não abençoa.

Gente viva que vive de um jeito morto.

Temos mortos andando livres nas galerias de ginásticas,

Nos bares,

Nos almoços de família,

De comercial de margarina,

Desperdiçando domingo por mês e desafio.

Gente que reclama de tudo e de todos.

Gente que perpetua a própria dor,

Se entupercendo com drogas,

Álcool,

Antidepressivos,

Tentando se proteger da tristeza de não se saber e de sentir alegria.

Vejo isso nos hospitais,

Em especial na sala dos médicos,

Na sala do café das enfermarias,

Nos vestiários.

São lugares povoados por gente morta andando perdida,

Sem encontrar sentido em cada dia de trabalho.

Na maioria dos hospitais e instituições que se institulam serviços de saúde,

O que mais está presente é esse cheiro de gente morta viva.

Nos grandes escritórios vejo pessoas cheias de razão econômica,

Política,

Administrativa.

Esses também se empobreceram de vida e se enriqueceram de morte.

Em um contexto no qual as pessoas não têm a chance de perceber que são vivas,

O cheiro característico da morte está mais presente.

Mas onde a morte está de verdade,

A vida se manifesta.

O desafio de fazer uma pessoa se sentir viva não é negar o processo de morte dela.

Então,

Se desejamos estar presentes,

Seja trabalhando,

Seja vivenciando a morte de uma pessoa que amamos muito.

Os primeiros desafios são estes.

Saber quem somos,

O que estamos fazendo ali e como faremos para que aquele processo seja o menos doloroso possível.

O passo seguinte é buscar saber qual é a nossa capacidade de transformar a maneira como aquela pessoa se vê.

Como um fardo,

Um peso,

Um mar de medos e arrependimentos em algo de valor.

Se nos sentirmos perdidos no meio disso tudo,

Observemos.

Em uma sábia fala de um filme popular,

Piratas do Caribe,

Um personagem lança luz sobre esse momento tenso.

Quando a gente está perdido,

Encontra lugares que se a gente soubesse que encontravam,

Jamais teria encontrado.

Aproveitemos o tempo em que nos perdemos,

Permanecer ao lado de alguém que está morrendo fará com que experimentemos muitas vezes essa sensação de estar perdidos.

Não é o caso de fugir,

É nesse espaço de tempo que conheceremos caminhos totalmente perdidos dentro de nós mesmos para chegar a um lugar incrível,

A vida.

Vamos voltando aos poucos então a nossa conversa.

Me digam,

Chocante né?

Identificaram alguém?

Agora vou explicar para vocês o porquê de ter escolhido esse capítulo.

Então,

Há alguns anos esse zumbi existencial estava querendo tomar conta de mim.

Já andei por aí sem muito propósito,

Ou melhor,

Nem sabia ao certo qual era o meu propósito.

Vivia para um dia encontrar de fato a felicidade.

Achava que eram as pessoas,

As coisas,

As viagens,

Carros,

Bens materiais que iam me trazer a felicidade.

Então,

Trabalhava para conquistar essas coisas.

Só que eu já estava cansada com o excesso de trabalho,

Com a vida corrida para ajustar a rotina entre trabalho,

Casamento,

Cuidados com a filha,

Com a família,

Com os amigos.

Passei um período da vida tendo três empregos e ainda cuidando de tudo o normal.

Mesmo vivendo assim na época,

Nem me achava cansada ou esgotada.

E ia vivendo,

Até muitas pessoas me perguntavam,

Não sei como você aguenta essa rotina.

É,

Enfim,

Eu aguentava.

Eu ia seguindo,

Tinha minha filha,

Que me dava toda a energia para viver.

Estar com ela,

Com meu marido e com a minha família,

Mesmo que na correria,

Me dava um pouco de tranquilidade.

Mas,

Quando eu tinha que trabalhar,

Finais de semana,

Feriados e às noites,

Voltava a ficar angustiada.

Principalmente,

Porque eu tinha muito sofrimento nos pacientes que eu atendia.

Só um parêntese aqui.

Para quem não me conhece,

Eu trabalho em uma CTI pediátrica e outra neonatal.

Então,

Eu via e vejo muito sofrimento de crianças,

De pais.

Eram famílias sofrendo com doenças terminais de entes queridos.

Chegar em casa,

Depois de 12 horas de plantão,

Não era fácil.

Abstrair todo o sofrimento dos pais e pacientes,

Também não era fácil.

Desabafar com outras pessoas para amenizar o sofrimento,

Também não era possível.

A verdade é que ninguém quer ouvir sobre essas coisas.

Então,

Durante anos,

Vamos acumulando sentimentos de tristeza,

Angústia.

E chega um momento que você não aguenta mais.

E aí,

Começa a ficar chateado para ir para o trabalho,

Pensando que vai ter que atender aquele paciente,

Aquela família.

Enfim,

Vai dando desânimo,

Vontade de largar tudo.

E foi justamente nesse momento que eu resolvi tomar uma Não,

Não foi largar o trabalho.

Foi começar a minha busca pelo autoconhecimento.

Comecei a perceber,

Em primeiro lugar,

Que eu tinha mais coisas para agradecer do que reclamar.

Afinal,

Tinha e tenho uma família linda,

Unida,

Saudável.

Tinha e tenho meus empregos que eu tanto amava e amo.

Comecei a perceber que não era justo eu estar sofrendo com tanto sofrimento que eu via no hospital.

Decidi,

Então,

Mudar.

Mudei,

Primeiro,

A minha forma de pensar.

Mudei as minhas atitudes.

Eu comecei a ler muitos livros,

A seguir pessoas novas nas redes sociais,

Que poderiam me ajudar nessa nova descoberta de mim mesma.

Comecei a meditar,

Fazer ioga e foi assim,

Aos poucos,

Há aproximadamente um ano e meio que eu venho me transformando.

Comecei a perceber que eu podia oferecer o melhor para os meus pacientes.

Eu podia mudar aquele minuto de sofrimento em um momento de conforto,

Carinho e cuidado.

Eu poderia pegar o meu conhecimento técnico junto com o melhor que eu podia e que eu tinha dentro de mim.

Eu podia oferecer para os meus pacientes como um ser humano.

Eu era um ser humano e eu podia oferecer o melhor para eles.

Comecei a ter mais compaixão pelos meus pacientes e como a própria Ana Cláudia Arantes diz em seu livro,

Num trecho sobre a compaixão,

Ela fala a compaixão vai além da capacidade de se colocar no lugar do outro.

A compaixão nos permite compreender o sofrimento do outro sem que sejamos contaminados por ele.

Então,

Na compaixão,

Para que nós vamos ao encontro do outro,

Temos que saber quem somos e do que somos capaz.

Esse foi realmente o ponto principal para a minha mudança.

E hoje tenho como missão e propósito ser melhor e maior,

Não do que os outros,

Mas ser a cada novo dia melhor do que eu fui ontem.

Luxo para mim é poder viver enquanto tantas pessoas lutam contra doenças terminais e apenas desejam ter mais um dia de vida.

Percebo que tudo muda quando você começa a emitir sua própria frequência,

Ao invés de absorver as frequências ao seu redor.

Tudo muda quando você começa a criar sua própria percepção do universo,

Ao invés de receber uma impressão de toda a existência.

A vida,

Ela acontece todo dia e poucas vezes as pessoas param para se dar conta disso.

Lembre-se,

Você tem a capacidade de escolher.

Escolha a vida,

Escolha o amor.

Agradeço a vocês por ouvirem um pouco da minha história.

Sou grata pela vida e,

Afinal do dia,

De um plantão,

Eu estou em paz,

Porque as minhas emoções são boas e o meu coração é puro.

Te desejo um ótimo dia sempre,

Te desejo muita energia boa,

Te desejo saúde,

Amor e prosperidade.

Aqui só cabe o bem.

Até a próxima!

4.5 (31)

Avaliações Recentes

Cleci

May 13, 2025

Gratidão 🙏🏻

Daniella

August 29, 2019

Amo

David

August 28, 2019

Esse livro é realmente muito bom. Parabéns pelo seu despertar lindo.

© 2026 Daniella Tavares. All rights reserved. All copyright in this work remains with the original creator. No part of this material may be reproduced, distributed, or transmitted in any form or by any means, without the prior written permission of the copyright owner.

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