
O Gênio da Garrafa - História Infantil
by Julio Lins
Essa história tradicional, contada de maneira relaxante pelo professor Júlio Lins, incentiva o estudo e a curiosidade das crianças. O Gênio da Garrafa, leitura clássica dos contos de fadas registrada pelos irmãos Grimm, traz elementos como o estudo e amor pelos pais. Após a história há uma breve sugestão de imaginação com os olhos fechados e a música continua tocando alguns minutos.
Transcrição
Olá,
Eu sou o Júlio Lins,
Eu sou médico e professor de meditação,
Ensino meditações também para criança dormir e hoje eu vou estar contando uma história para você,
Essa é uma história clássica que foi contada por muitas gerações até que foi registrada pelos irmãos Grimm.
O nome da história?
O gênio na garrafa.
Era uma vez um pobre lenhador que trabalhava desde a manhã até a noite fechada,
Quando finalmente ele conseguiu juntar um pouco de dinheiro disse ao seu menino,
Você é meu filho único e quero aplicar o meu dinheiro que ganhei com o suor do meu rosto na sua instrução,
Se você aprender alguma coisa que preste poderá me sustentar na minha velhice,
Quando os meus membros estiverem endurecidos e eu tiver e ficar sentado em casa.
Então o menino foi para uma boa escola e estudou com afinco,
De modo que seus mestres o elogiavam e ficou algum tempo por ali,
Ele terminou um par de cursos mas ainda não tinha se informado em tudo,
Quando aconteceu que o pouco dinheiro que o pai economizara se acabou e ele teve de voltar para casa,
Disse o pai tristonho,
Não posso dar-lhe mais nada e com esta carestia não consigo tão pouco ganhar nem um vintem a mais que para o pão de cada dia.
Querido pai,
Respondeu o filho,
Não se preocupe com isso,
Se Deus quiser tudo terá sido para melhor,
Eu vou me arranjar.
Quando o pai ia sair para a floresta para ganhar alguma coisa com a lenha preparada o filho disse,
Pai eu quero ir com você e ajudá-lo,
Sim meu filho disse o pai,
Mas isso lhe será muito difícil,
Você não está acostumado ao trabalho duro e não vai aguentar,
Além disso eu não tenho machado sobrando e nem dinheiro para poder comprar um novo.
Vá procurar o vizinho,
Respondeu o filho,
Ele emprestará o seu machado até que eu possa ganhar o bastante para comprar um para mim.
Então o pai tomou o machado emprestado do vizinho e no dia seguinte de manhã cedinho os dois saíram para a floresta juntos.
O filho ajudou o pai com esforço e animado sem se cansar e quando o sol estava a pique sobre eles o pai falou,
Vamos descansar e almoçar,
Depois o trabalho rende o dobro.
O filho pegou o seu pedaço de pão e disse,
Descanse pai,
Eu não estou fatigado,
Quero passear um pouco pela floresta e procurar ninhos de passarinho.
Ô rapastrulo,
Disse o pai,
Para que eu vou ficar correndo de um lado para o outro só para ficar cansado e depois não poder erguer o braço?
Fique aqui sentado ao meu lado.
Mas o filho se emprenhou na floresta,
Comeu o seu pão,
Muito contente e espiou por entre os galhos a ver se encontrava algum ninho.
Ouvindo o canto dos pássaros,
Sentindo a brisa do vento,
Os cheiros das plantas,
As belezas das flores,
Tantas cores lindas,
Os detalhes das cascas das árvores,
As cores lindas das flores,
Ouvindo o canto dos pássaros e observando a beleza das árvores,
Tantas folhas.
Assim ele andou de um lado para o outro,
Até que chegou um grande carvalho que devia ter muitos séculos de idade e cujo tronco cinco homens não poderiam abraçar.
Ele disse,
Aqui muitos pássaros devem ter construído seus ninhos.
Mas aí,
Pareceu-lhe de repente ouvir uma voz,
Prestou atenção e ouviu gritar em tom bastante abafado,
Deixe-me sair,
Deixe-me sair.
Olhou em volta e não conseguiu ver nada,
Mas pareceu-lhe que a voz saía de dentro da terra.
Então gritou,
Onde está você?
A voz respondeu,
Estou encalhado aqui debaixo,
Junto das raízes,
Deixe-me sair,
Deixe-me sair.
Começou a cavocar debaixo da árvore e a procurar entre as raízes,
Até que por fim encontrou no pequeno desvão uma garrafa de vidro e segurou a contraluz e então viu lá dentro uma coisa que parecia um sapo pulando para cima e para baixo.
Deixe-me sair,
Deixe-me sair,
Ouviu de novo.
E o garoto que não desconfiava de nada de mal,
Tirou a rolha da garrafa e imediatamente escapou de um gênio que começou a crescer.
E cresceu tão grande que em poucos instantes surgiu diante do estudante uma figura terrificante,
Do tamanho de metade da árvore.
Sabe,
Horrorou a aparição em voz apavorante,
Qual é o seu prêmio por ter-me libertado?
Não,
Respondeu o estudante sem se assustar,
Como poderia saber disso?
Então eu lhe direi,
Gritou o gênio,
Vou quebrar-lhe o pescoço em troca disso.
Isso você devia ter me dito antes,
Aí eu teria deixado lá dentro,
Mas minha cabeça tem de crescer no seu lugar.
A recompensa merecida,
Esta você vai ganhar,
Gritou o gênio,
Ou pensa que foi por benevolência que me deixaram trancado dentro da garrafa por tanto tempo.
Foi por castigo,
Eu sou o poderoso Mercúrios,
Quem me soltar terá o pescoço quebrado.
Mais devagar,
Respondeu o estudante,
As coisas não vão assim tão depressinha,
Primeiro eu preciso ter certeza de que você com este tamanho todo estava de fato dentro desta pequena garrafa e de que você é o gênio verdadeiro.
Se você puder entrar e caber lá dentro de novo,
Então vou acreditar e poderá fazer comigo o que quiser.
O gênio falou cheio de arrogância,
Isto não é problema,
E começou a se encolher e ficou tão fino e pequeno como estivera antes,
De modo que se enfiou pela mesma abertura no gargalo para dentro da garrafa,
Mas nem bem ele estava lá dentro,
O estudante tampou depressa a garrafa com a mesma arrulha,
Pois a garrafa de volta no antigo lugar e o gênio foi logrado.
Agora o estudante queria voltar para junto do gênio,
Mas o gênio gritou muito lamentoso,
Deixe-me sair,
Oh,
Deixe-me sair.
Não,
Respondeu o estudante,
Você iria me esganar como da primeira vez.
Você está a ponto de perder sua própria felicidade,
Disse o gênio,
Eu não lhe farei mal,
Mas vou recompensá-lo ricamente.
O estudante pensou,
Vou tentar,
Quem sabe ele mantém a palavra e eu não deixaria que ele me faça mal.
Então tirou a arrulha e o gênio saiu como da primeira vez,
Espreguiçou-se e ficou do tamanho de um gigante.
Agora você terá a sua recompensa,
Disse ele,
Entregando ao estudante um pequeno pano que parecia um emplastro.
E continuou,
Se você esfregar um ferimento com a ponta dele,
A ferida se fechará,
E se esfregar ferro ou aço com a outra ponta,
O metal se transformará em prata.
Precisa experimentar isso,
Disse o estudante.
Pegou seu machado,
Feriu a casca de uma árvore com ele e esfregou o corte com uma ponta do emplastro.
Imediatamente o corte se fechou e a casca sarou.
Muito bem,
A coisa funciona,
Disse ele ao gênio.
Agora podemos nos separar.
O gênio agradeceu-lhe pela sua libertação e o estudante agradeceu ao gênio pelo presente e voltou para junto do pai.
— Por onde você andou passeando?
Perguntou o pai.
— Por que esqueceu o trabalho?
— Bem que eu disse logo que você não seria capaz de fazer coisa alguma.
— Não se zangue,
Pai,
Eu vou alcançá-lo.
— Sim,
Alcançar,
Alcançar,
Disse o pai irritado.
— Isso não é tão fácil.
— Pois presta atenção,
Pai,
Eu vou derrubar essa árvore aqui tão bem que ela vai tombar com um estrondo.
Então ele pegou o seu machado,
Esfregou-o com o emplastro e desferiu um poçante machadara na árvore.
Mas como o ferro tinha virado a prata,
A lâmina perdeu todo o corte.
— Ei,
Pai,
Veja que machado ruim você me deu.
Ele entortou todo com o primeiro golpe.
O pai assustou-se e disse,
— Ai,
O que você fez?
Agora terei de pagar pelo machado e não sei como nem com o que.
É esta vontade que me traz o seu trabalho?
— Não se zangue,
Pai,
Respondeu o filho,
Eu vou pagar pelo machado.
— Oh,
Seu bobalhão,
Explicou o pai,
Com que você vai pagá-lo se não tem nada além do que lhe dou?
Tolices de estudante,
É só o que tem na cabeça.
Mas de cortar lenha você não entende nada.
Dali a pouco o estudante disse,
— Pai,
Agora que eu não posso trabalhar mais mesmo,
É melhor que encerremos a jornada e vamos para casa.
— Qual o quê?
Respondeu o pai,
— Você pensa que eu quero cruzar os braços no colo como você?
Eu ainda preciso trabalhar,
Mas você pode se mandar para casa.
— Pai,
É a primeira vez que eu estou aqui no meio da floresta,
Não sei achar o caminho de volta para casa sozinho.
Venha comigo.
Como a sua cólera já se acalmara,
O pai deixou-se com a vadia e voltou com o filho para casa.
Então lhe disse,
— Vai vendo o machado estragado e veja o que pode conseguir por ele.
Vou tratar de ganhar diferença com o meu trabalho para pagar o vizinho.
No dia seguinte,
O filho pegou o machado e levou-o à cidade e a um ourives.
Este fez a prova,
Colocou o machado na balança e disse,
— Ele vale quatrocentos talhers.
— Eu não tenho tanto dinheiro para pagar a vista.
O estudante falou,
— Dê-me o quanto tiver em dinheiro,
Eu espero pelo restante em confiança.
O ourives pagou-lhe trezentos talhers e ficou devendo cem.
Com isso,
O estudante voltou para casa e disse,
— Pai,
Eu tenho dinheiro.
— Pai,
Eu tenho dinheiro.
Vá e pergunte o que o vizinho quer pelo seu machado.
— Isso eu já sei,
Disse o pai,
Um talher e seis décimos.
Então,
Dê-lhe dois talhers e doze décimos.
Isto é o dobro e é o suficiente.
— Está vendo,
Pai,
Eu tenho dinheiro de sobra.
E com isso ele entregou ao pai cem talhers e disse,
— Nunca mais vai lhe faltar nada,
Pai.
Viva agora em conforto.
— Meu Deus,
Disse o velho,
Como foi que lhe veio essa riqueza?
Então,
O filho contou-lhe como tudo acontecera,
Como ele,
Confiante na sorte,
Fizera tão rico o achado.
Mas com o dinheiro que sobrou,
O rapaz voltou para a escola superior e continuou e continuou a estudar.
E como podia curar todos os ferimentos com seu implástico,
Ele tornou-se o médico mais famoso do mundo inteiro.
Agora você pode,
De olhos fechados,
Imaginar a história.
Enquanto dá boa noite,
Boa noite ao seu pé,
Boa noite,
Pezinho,
Boa noite,
Mãozinha,
Boa noite,
Perninha.
Agora você pode,
De olhos fechados,
Imaginar o caminho dele.
Enquanto estudou,
Curou,
Você vai imaginando.
Boa noite.
E a música vai continuar tocando enquanto você,
De olhos fechados,
Vai imaginando.
Conheça seu professor
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