
A Lei do Progresso
by João Alencar
O progresso é uma lei universal, nada fica parado. Assim como o universo está em constante aceleração, a vida também nos empurra para uma constante evolução. Mas qual é a regra do jogo do nosso progresso? Preciso ficar me comparando com os outros e julgando quem está "melhor" ou "pior"? Precisamos tentar observar esse jogo de fora, pois as próprias regras podem vir a atrapalhar nossa evolução.
Transcrição
Bom,
Então pessoal,
Vamos lá,
Começando mais um podcast Alma Livre,
Alma Livre Cast,
Seu podcast sobre espiritualidade livre,
Independente,
Universalista,
Eu queria falar hoje com vocês sobre uma lei do universo,
Da vida,
Que é a lei do progresso.
Tudo no universo progride,
Tudo está em constante mudança para continuar evoluindo,
Crescendo,
Despertando e até a própria física,
A física comum,
Sem ser física quântica,
Já está aí postulando que,
Provavelmente,
Muito provavelmente,
O universo continua em expansão,
Em aceleração,
Porque existem aqueles que dizem que tem a teoria de que o universo está,
Primeiro,
Se expandindo para depois desacelerar,
E aí tem uma parada e depois começar a ter o retrocesso e voltar para o seu centro,
Como se fosse um processo de respiração,
Que você tem primeiro o Big Bang,
Que tudo se espalha,
Se expande,
E depois tudo se contrai novamente e volta para um centro único,
Para depois ter um novo Big Bang e ter essa respiração do universo,
Digamos assim.
Já existem outras teorias agora de que o universo não está desacelerando e,
Pelo contrário,
Ele está em constante aceleração,
Em cada vez mais rápida expansão,
A viagem das estrelas no universo,
A velocidade de expansão de sistemas solares e tudo mais,
De continuar acelerando a sua jornada,
O seu rastro do universo.
Então,
Uma das indicações materiais de que a lei do progresso,
A lei do crescimento,
O amadurecimento está em constante funcionamento.
E,
Falando sobre essa coisa do crescimento e do amadurecimento,
Eu queria falar sobre as crianças,
Como que a criança funciona nesse sentido.
Então,
O que a gente,
Quando nós somos crianças,
O que a gente costuma fazer?
Geralmente,
A gente tem uma tendência a ter fantasias,
Né?
A gente gosta de brincar fantasiando,
Brincando sobre.
.
.
Inventando brincadeiras,
Né?
Inventando histórias,
Situações,
Para que a gente possa se divertir com aquela coisa toda imaginativa,
Lúdica,
Que não tem nada de real.
E,
Para a gente,
Quando a gente é criança,
Para as crianças,
Essa imaginação é muito vívida,
É muito real.
Aquela coisa está acontecendo para ela,
Praticamente,
Né?
É aquela guerrinha do aviãozinho que está lá disparando bomba aqui para ele fazer aquelas explosões com a boca,
Né?
Fazer lá uns.
.
.
É muito real,
É como se tivesse,
Realmente,
A história se desenrolando diante dos olhos daquela criança.
E o que a gente faz,
Então,
Né?
A gente vai tendo essas situações de brincadeira,
De simulação da realidade,
E,
Com elas,
Essas brincadeiras,
A gente vai aprendendo,
A gente tem um processo de aprendizado que parte a partir dessas situações que são nada mais,
Nada menos do que imaginação,
Né?
Simplesmente fantasia.
E,
À medida que a gente vai crescendo,
Amadurecendo,
A gente vai abrindo mão,
Vai tirando essas fantasias,
Essas brincadeiras.
Mas,
Enquanto criança,
Essas brincadeiras são muito sérias,
São muito,
Sabe?
Tem que brincar desse jeito,
Porque a regra do jogo,
A regra da brincadeira é essa.
Fui eu que inventei,
Eu que viajei na maionese criando essa brincadeira,
Essa regra,
Mas é assim.
E,
Aí,
Quando você vai brincar com outras crianças,
Né?
Essa regra precisa ser seguida,
Porque,
Senão,
Você entra em parafuso,
Né?
Você faz birra,
Você fica com raiva,
Briga lá com os outros coleguinhas,
Porque não está brincando direito.
Por quê?
Porque o outro coleguinha também está na fantasia,
Na brincadeira dele,
Na coisa dele lá.
Está lá,
Tendo a sua própria fantasia,
A sua própria imaginação,
Que,
Às vezes,
Não está de acordo com a que eu imaginei,
Não está batendo,
Não ouviu qual seria a minha colocação da minha imaginação e está,
Simplesmente,
Seguindo a própria,
Né?
E,
Algumas vezes,
Entra em conflito.
E,
Aí,
Também não quero mais brincar,
Então,
Me magoei,
Então,
Você é feio,
Bobo chato,
E não vou seguir mais brincando com você e vou,
Até,
De repente,
Brigar pela brincadeira,
Né?
E,
Aí,
A gente vai amadurecendo.
E o que eu estou querendo dizer com isso tudo é que,
Muitas vezes,
A gente continua,
Ainda na fase adulta,
Criando situações que são fantasias,
São brincadeiras,
São jogos,
São regras que são imaginadas,
Que a gente adquire,
Que,
Nada mais,
Nada menos,
São do que cenários imaginários,
Situações desejadas,
Né?
Expectativas criadas pela nossa imaginação,
Pelos nossos desejos,
Nossas vontades,
De que as coisas aconteçam seguindo uma certa regra que,
Para mim,
Sendo cumprido e alcançando aquele objetivo,
Eu terei sucesso,
Prazer,
Vai ser divertido para mim.
E,
Aí,
Às vezes,
A gente se apega a esses cenários imaginários,
A essas fantasias,
E quer que todos joguem de acordo com o que a gente está querendo colocar.
E,
Aí,
Muitas vezes,
Isso não acontece,
As coisas não vão exatamente de acordo com o que a gente tinha sonhado.
E,
Aí,
Aquela nossa contação de história,
De quem somos,
O que somos,
O que estamos fazendo na vida,
Esses papéis que a gente está contando sobre nós mesmos,
Na nossa fantasia,
No nosso jogo,
Na nossa brincadeira,
Muitas vezes,
A própria vida em si vai quebrando,
Vai tirando isso e mostrando que a vida não é bem assim,
Que as coisas não funcionam exatamente como eu estou imaginando,
Que as regras do jogo não são necessariamente essas que eu estou querendo que sejam,
Né?
E,
Aí,
A gente tem várias formas de viver,
O que a gente considera ser o sucesso,
Que são regras de jogo inventadas,
Muitas vezes,
Adquiridas dos pais,
Da sociedade,
Da cultura,
Né?
Então,
A gente tem o básico,
Que é,
Tipo,
Você ter um emprego bacana,
De você,
De repente,
Ser alguém bem-sucedido,
Ser alguém na vida,
Você precisa ser alguém na vida.
E,
Aí,
Dentro dessa regra,
Já tem outras mini-regras,
Já tem outras fantasias,
Imaginações,
Que a pessoa estabelece para si o que seria ser alguém,
Que se não for daquele jeito,
Então,
Ela será frustrada,
Não vai querer mais brincar,
Não vai querer mais ir para o parquinho.
E,
Aí,
A gente tem isso,
Né?
E tem outras também,
Tem que casar,
Tem que ter filhos.
E,
Aí,
Em Brasília,
A gente tem até uma brincadeira aqui,
O brasiliense nasce,
Cresce,
Passa no concurso,
Vai morar em águas claras,
Compra um humidificador e morre,
Porque há uma certa pressão social,
Principalmente em termos de concurso,
Né?
Ah,
Porque você vai fazer concurso,
A gente está chegando aí no fim do ano,
Natal,
Encontrar com a família,
Os tios,
E,
Aí,
O papo geralmente gira em torno disso também.
Ah,
E o concurso?
Concurso,
Os filhos,
Netinho,
Casar,
Não sei o quê,
Pá!
Como se fossem,
Assim,
As regras normais,
Padrão estabelecido para que se tenha uma história de vida,
A brincadeira da vida aí,
Seguida de forma a trazer um suposto sucesso e realização pessoal.
E a gente fica preso,
Muitas vezes,
Nessas regras,
Nessa imaginação,
Nesse cenário,
E,
Muitas vezes,
O cenário não acontece.
E,
Aí,
A gente vai para onde?
Para o fundo do poço,
Né?
Para possíveis traumas,
Talvez depressão.
E,
Aí,
A gente não percebe que,
Muitas vezes,
O que está trazendo o trauma,
A frustração,
São as regras que eu coloquei e não a forma que a vida está se desenrolando em si.
E,
Aí,
Por eu estar batendo o pé sobre aquela regra,
Estou fazendo birra para aquela regra acontecer daquele jeito que eu quero que aconteça,
Às vezes,
É isso que está criando a minha situação.
Um filósofo que eu gosto muito de estudar,
Que eu estudei bastante já as palestras dele em inglês,
É o Alan Watts,
Que fala muito sobre taoísmo,
Budismo,
E,
Na verdade,
É um filósofo que faz uma análise comparativa de diferentes religiões.
Uma das coisas que ele fala,
Então,
É que está todo mundo jogando um jogo,
Nesse sentido que eu falei de eu estou com uma regra do que eu acho que é legal,
Sucesso ou bacana de se fazer com os meus objetivos,
Né?
E um desses jogos que nós jogamos é o do meu jogo é melhor do que o seu jogo.
A minha forma de estar vivendo,
Estabelecendo os meus sucessos e as minhas coisas são melhores do que a do outro,
Né?
Então,
Entra em um processo de comparação,
De comparar como é que está a minha história em relação à história do outro.
E aí,
Isso pode também levar a outras situações de frustração.
Você se inspirar em outra pessoa que tem determinado sucesso é bom para você,
De repente,
Até ver aí um caminho bacana para você tomar,
Para você continuar crescendo,
Evoluindo,
Se aprimorando e despertando qualidades em você.
Agora,
Você se comparar com o outro simplesmente para ver se você está se saindo melhor do que o outro,
Para ver se você está em um status bacana em relação ao outro,
Isso é uma tentativa de reafirmar o ego,
De reafirmar de novo aquela coisa da minha história,
Se a minha história é aceitável,
Se a minha história é adequada,
Se eu sou adequado,
Se eu me encaixo,
Se eu estou bem.
E aí,
Aquela história da grama do vizinho é sempre mais verde,
Né?
Porque sempre se eu for buscar enxergar se o outro está fazendo alguma coisa melhor do que eu,
É muito provável que eu vou encontrar,
Sim,
Alguém que parece estar numa situação mais interessante do que a minha,
E se eu ficar me pautando sobre isso toda vez,
Eu nunca vou ter a felicidade ou o sucesso,
A realização que eu almejo ter.
E,
Principalmente,
Eu estou dizendo que parece que o do vizinho é melhor,
Porque,
Geralmente,
A gente só tem a impressão externa longe da realidade,
Ou seja,
A pessoa está lá vivendo a vida dela e eu que estou de fora acho que está tudo ótimo,
Lindo,
Maravilhoso,
Mas pode não ser necessariamente assim,
Entendeu?
Pode ser que,
Na pele da pessoa,
Tem problemas ali,
Tem situações difíceis de serem mantidas para manter aquela grama verde,
Que eu acho que é,
Simplesmente,
O bem-estar,
O bem bom.
E,
Muitas vezes,
Há um processo todo de aprendizado,
De luta,
De crescimento,
De sofrimento,
Para que a pessoa tenha aprendido a manter aquela suposta grama verde.
Ou seja,
Às vezes,
A gente precisa do esforço,
Sim.
Então,
A gente não está na pele das outras pessoas para saber exatamente o que está acontecendo.
E,
Muitas vezes,
A gente abre lá o Instagram,
Todo mundo posando bonitinho,
Lindo,
Maravilhoso,
Nas festas,
Nas praias,
Nos parques e tudo mais,
E a gente está achando que está todo mundo numa vida maravilhosa,
E só eu que tenho problemas,
Que só eu que estou nessa minha história de vida aqui,
Assim,
Assado,
E,
Aí,
Eu acho que eu preciso contar uma história bacana também,
Para colocar lá nos stories de Instagram,
Facebook,
Twitter,
WhatsApp e tudo quanto é mídia social,
Para fazer a nossa mídia,
O nosso filme,
A nossa história,
As nossas regras,
O nosso jogo,
Transparecer para outras pessoas também,
Para eu entrar no processo de autoafirmação daquele jogo,
Daquela situação que eu estou vivendo.
E,
Aí,
Vamos falar um pouquinho de como que a gente adquire regras,
Que a gente está preso a elas sem ter a necessidade de estar preso,
Mas nós temos nossas próprias prisões mentais,
Conscienciais,
Psicológicas,
Psíquicas.
Vou falar um pouquinho sobre um experimento realizado com macacos,
Que foi o seguinte,
É um experimento científico,
Então,
Um grupo de macacos,
10 macacos,
Se eu não me engano,
Foram colocados no ambiente em que havia grades no chão,
Eles andavam sobre umas grades e havia uma escada que levava,
No topo,
Até um cacho de bananas.
E o que acontecia?
Toda vez que algum macaco ia tentar pegar as bananas lá em cima,
Eles tomavam os outros macacos,
Todos que estavam lá embaixo na grade,
Tomavam choque,
Levavam choque,
Era ativada uma chave para dar choque em todos eles.
E,
Aí,
Eles foram aprendendo que havia uma conexão entre subir para pegar a banana lá e levar choque.
Então,
Eles foram sendo condicionados a não subir.
E toda vez que algum deles ia tentar subir,
Os outros tentavam controlar,
Porque os outros iam levar choque.
Então,
O sistema,
A sociedade daqueles macacos ali,
Estabeleceu que nenhum poderia subir para fazer isso,
Porque senão todos iam levar choques.
E,
Aí,
O que eles foram fazendo?
Depois que eles tinham aprendido essa regra de convívio social,
Os cientistas lá foram mudando os macacos um por um,
Tiram um deles e colocam um outro,
E,
Aí,
Esse outro,
Sem saber de nada na história,
Via a situação da banana lá em cima e já ia querer se arriscar a tentar subir a escada para pegar as bananas.
Só que,
Aí,
Todos os outros o impediam de fazer isso,
Davam uma surra nele,
O seguravam.
E não deixavam que ele fizesse isso,
Mesmo não havendo o choque lá,
Porque não precisava ter o choque,
Eles já tinham aprendido.
Então,
Eles mesmos se controlavam lá,
Se impediam de subir na escada.
E,
Aí,
Um por um,
Eles foram tirando,
Aí,
Tirava outro macaco,
Colocava o outro,
Ele tentava subir,
Levava uma surra,
E aprendia que não era para subir para pegar a banana.
E,
Aí,
Tiravam o outro,
Acontecia a mesma coisa,
Até que eles substituíram todos os macacos que haviam levado choque inicial,
E não havia mais nenhum deles que tivesse,
No histórico,
Ter tomado aquele choque.
Porém,
Todos eles estavam controlados,
No sentido que nenhum subia a escada para pegar a banana,
Porque eles tinham aprendido,
Uns com os outros,
Socialmente,
Que aquilo era errado,
Proibido,
Que era ruim,
Feio,
Imoral,
Ilegal fazer aquilo.
Então,
Sendo que não fazia parte da realidade deles o choque em si,
Eles não sabiam se,
De repente,
Eles subissem lá e pegassem a banana,
O que ia acontecer,
Exatamente?
Nenhum deles passou pela experiência,
Estavam todos se controlando e se mantendo longe da escada,
Longe daquela banana.
E a gente pode pensar,
Mas isso não se aplica a seres humanos,
Os humanos são inteligentes,
Os humanos não têm essa coisa de instinto,
De animalidade,
De racionalidade.
Porém,
Esses experimentos de condicionamento de pressão social já foram realizados com os seres humanos também.
Claro que não com choque elétrico,
Esses testes com animais muitas vezes são cruéis,
Infelizmente.
E com os seres humanos foi algo mais sutil.
Se vocês pesquisarem e verem na série Jogos da Mente,
Em inglês é Brain Games,
Que houve um experimento que foi o seguinte,
Era uma recepção de um suposto hospital,
Uma suposta clínica.
E naquela recepção colocaram várias pessoas que,
Na verdade,
Eram atores,
Eram pessoas contratadas para estar lá e fazer uma coisa lá.
E aí,
Chegou uma pessoa que era realmente alguém que ia lá fazer uma marcação de consulta e tudo mais,
E enquanto ela estava lá,
Os outros todos,
Eram em torno de 10 também,
Que estavam lá sentados nas poltronas,
Tocava lá nesse ambiente um tipo de sino,
Um tipo de gongo,
E todos eles levantavam da cadeira e sentavam novamente.
E aí,
Toda vez que tocavam esse gongo lá,
Eles levantavam,
Ficavam em pé por uns dois segundos e sentavam novamente.
E aí,
Essa pessoa que estava lá,
Que não sabia dessa história,
Não sabia que eles eram atores contratados para fazer isso,
Começou a sofrer a pressão social de que ela seria a única que não estava se conformando com aquilo.
Esse é um experimento em psicologia social sobre conformação social.
E aí,
Na terceira vez que tocaram o sino lá,
O gongo,
Que foram levantar,
Ela resolveu levantar junto,
Porque estava passando vergonha,
O pessoal estava fazendo uma coisa aqui,
Que,
De repente,
É o procedimento deles fazerem,
Que tem que fazer,
Que é obrigado a fazer,
Não sei o que está acontecendo,
Mas eu não vou ficar sendo visto como o que está de fora,
O que está de lado,
O que é diferentão,
O que não segue ali,
O que não vai fazer parte do grupo,
O que vai ser excluído.
Então,
Começou a fazer junto,
Levantar junto,
Toda vez que tocava um gongo.
E aí,
Foram fazendo exatamente o mesmo procedimento que fizeram lá com os macacos.
Um ator saía,
Ia ser chamado lá para a suposta consulta,
E aí chegava um outro,
Só que esse outro que chegava também não sabia de nada,
Não era ator,
Não estava por dentro da história.
E aí,
Começava o processo de novo,
De tocar o gongo,
Todo mundo levantar e sentar,
E essa outra pessoa também começava a fazer igual,
Começava a repetir o mesmo padrão,
O mesmo processo,
Não sabia por quê.
E aí,
Foram trocando todo mundo,
Até que chegou um ponto que todos que estavam lá na recepção,
Nenhum deles era ator,
Nenhum deles era contratado,
Ninguém sabia o que estava acontecendo,
Porém,
Todos eles,
Quando tocavam o gongo,
Todos eles levantavam e se sentavam novamente,
Sem saber por quê,
Mas estavam lá se conformando à prática social,
À influência dos outros ali,
Dos coleguinhas que estavam ali.
E esse tipo de influência se expressa em outros experimentos também.
Há um outro experimento que é do elevador.
Geralmente,
Quando você está no elevador,
Quando você entra no elevador,
Você fica olhando para a porta.
Você vai lá para trás,
Tem um espelho lá,
E você olha para a porta.
E aí,
Fizeram um experimento que contrataram todo mundo,
Os atores,
Para ficar olhando de costas para a porta,
E ficar olhando para o fundo do elevador.
E aí,
Entravam as pessoas e achavam aquilo estranho,
Ficava ali meio esquisito,
Mas aí começava a virar,
E aí começava a se adequar e se adaptar ao que todo mundo está fazendo.
E isso era muito difícil encontrar alguém que,
Pela sua própria força de vontade,
Sua própria consciência e sua independência,
Conseguisse não se adaptar e não render-se àquela pressão social,
Àquela conformidade social ali.
E são muito interessantes esses efeitos,
Essas pesquisas de psicologia.
E aí,
A gente pode extrapolar isso para as coisas da vida que eu estava falando,
Que,
Muitas vezes,
A gente aprende regras sociais,
Aprende situações de comportamento,
De atuação na vida,
Que não estão funcionando muito bem nem para a gente,
Nem para aqueles que estão conosco,
Mas a gente,
Condicionado com os hábitos adquiridos da sociedade,
Da família,
Da cultura do país,
Ou da forma de agir,
Do que os colegas de trabalho dizem que é sucesso ou não é,
E fica insistindo e apertando-se para seguir naquele caminho da vida,
Para realizar as situações daquele modo,
Daquela situação que vão levá-lo ao sucesso suposto,
Imaginado,
Fantasioso,
Cenário na cabeça.
E aí,
Acontece muitas vezes que a vida,
O universo,
Deus,
Seja lá o que for,
Empurra a gente para mostrar que não é bem assim,
As coisas não funcionam exatamente daquela forma,
Ou as coisas não precisam funcionar exatamente de acordo com aquelas regras que eu estabeleci,
Que,
Se não forem cumpridas,
Vão me levar a uma suposta felicidade.
Por exemplo,
Vou dar um exemplo básico,
Saindo dos experimentos agora para uma situação mais palpável.
Por exemplo,
Você pega um campo,
Um gramado,
Um campo de futebol,
E você pega um gramadão grandão,
Põe lá umas faixas brancas,
Pinta lá umas faixas brancas,
Joga lá uma bola,
Coloca lá umas traves,
E aí,
Inventa lá umas regras,
E pronto,
Aquilo que era um gramado,
Uma natureza,
Agora virou toda uma situação com regras,
Que eu coloquei as regras ali,
Que devem ser seguidas de determinada forma,
Que,
Se forem seguidas de determinada forma,
Eu alcançar o suposto objetivo que eu inventei naquele jogo,
Aí eu vou sentir felicidade,
Euforia,
Alegria,
Excitação e realização.
Caso aquelas regras deem para trás e eu não consiga me realizar,
E o outro time ganhador que se realizou em cima de mim,
E aí eu vou ficar triste,
Deprimido,
Frustrado,
E vou ficar cabisbaixo e tudo mais,
Sem perceber que,
Na verdade,
Sou eu que estou inventando aquela regra e estou me condicionando a depender da realização daquele suposto objetivo de vida,
Que,
Sem ele,
Eu não sou feliz,
Não sou realizado,
Sem perceber que é uma regra inventada,
Uma regra artificial,
Totalmente programada para um jogo de suposta realização,
E sem perceber que eu posso abrir mão e não ter a expectativa daquelas regras,
Daquele procedimento,
Daquele objetivo,
Para que eu possa estar bem,
Tranquilo,
Em paz,
E muitas vezes até realizado.
E aí,
Muitas vezes,
Essa regra de jogo a gente cria para tentar ser feliz,
E,
Com a própria regra criada para tentar ser feliz,
É a própria regra que nos está jogando,
Às vezes,
Na tristeza e na depressão,
Porque não consegui ganhar o jogo,
Não consegui vencer a vida,
Vencer na vida,
Como se a vida fosse realmente um jogo onde tem um vencedor e tem um perdedor.
Então,
Geralmente,
A vida,
A situação,
As situações da vida jogam a gente em situações,
Em momentos que vão nos mostrar que a gente pode e deve abandonar expectativas e regras e supostos jogos para a gente tentar compreender a vida de uma forma mais ampla,
Com um horizonte mais ampliado,
De que há milhares de formas de se viver,
Há milhares de caminhos a serem tomados,
Há diferentes formas de compreender,
De enxergar o que pode ser realização e o que pode ser sucesso para mim,
E eu não preciso ficar apegado numa definição limitada do que é viver,
Do que é a vida,
Eu posso continuar evoluindo.
Então,
Voltando à questão da lei do progresso,
Muitas vezes,
Quando a gente tem algum problema,
Alguma situação desagradável,
É,
Geralmente,
A lei do progresso,
A vida tentando empurrar a gente para continuar evoluindo,
Crescendo,
Se aprimorando,
Abrindo mão,
Muitas vezes,
De formas de enxergar,
De formas de viver que já estão nos estagnando,
Estão nos impedindo de descobrir coisas novas.
Então,
A vida está constantemente tentando nos mostrar que há infinitas formas de viver,
Infinitos caminhos,
E que a gente precisa,
Muitas vezes,
Se permitir seguir um caminho diferente,
Se permitir mudar,
Se permitir alterar a rota,
Seguir por onde a gente,
Muitas vezes,
Nunca imaginava,
Seguir por onde a gente achava que era inadequado,
Ou que a gente tinha medo,
Ou que a gente achava ser ruim,
E que a gente pode ter descobertas incríveis naqueles lugares que a gente acha que não deveria ir.
E a gente pode aprender muita coisa seguindo por ali.
Ou seja,
A vida está constantemente nos empurrando para que nós possamos ser desbravadores da vida,
Da existência no Universo,
Para tentar sempre conhecer mais.
E conhecer mais,
Geralmente,
Não é simplesmente ir para lugares diferentes,
Mas enxergar com novos olhos.
Esta é uma frase que não é minha,
Que a verdadeira jornada da vida,
A verdadeira viagem da alma,
Não é ir para lugares diferentes,
Conhecer muitos lugares,
Mas,
Sim,
Ter novos olhos.
E ter novos olhos é ter uma compreensão de vida diferente,
Mais ampla,
Tentar enxergar uma nova forma de atuação,
De compreensão da minha própria existência neste Universo.
Então,
Eu vou ficando por aqui,
Pessoal.
Espero que tenha trazido aqui para vocês uma reflexão bacana,
Para que a gente possa sempre,
Como eu falei,
Continuar progredindo e tentar enxergar novos caminhos.
Que podem nos trazer mais tranquilidade,
Felicidade,
Paz,
Harmonia e equilíbrio nessa vida,
Para nós mesmos e para aqueles que convivem conosco.
Um abraço para vocês e até a próxima!
Conheça seu professor
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