58:14

Humana Podcast #007 com Pati Lima

by Gustavo Costa

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Nesse episódio eu, Gustavo Costa, tive uma conversa muito inspiradora com a Pati Lima, fundadora da Simple Organic, uma marca de cosméticos naturias e orgânicos. Depois da materndade, a Pati se deparou com o seguinte questionamento: Será que o que eu faço hoje no trabalho contribui para constuir um mundo melhor para minha filha? E a partir dessa nova ideia, a sua carreira assumiu um novo caminho surpreendente e ela nos contou um pouco sobre toda essa trajetória.

Transcrição

Estamos começando mais um Humana Podcast,

Essa série idealizada por mim e pela Insight Timer,

Que é uma série para a gente falar com empreendedores que estão fazendo um impacto positivo no Brasil,

Que estão empreendendo preocupados com o presente e com o futuro do país.

E dessa vez,

A nossa convidada de honra é a Pathy,

Ela é fundadora da Simple Organic,

Que é uma marca de cosméticos naturais,

Orgânicos e sustentáveis.

Pathy,

Obrigado por estar aqui com a gente,

Obrigado por ter aceitado o convite.

Eu já falei que eu estou muito feliz porque eu sou usuária do aplicativo,

Então eu estou amando esse convite.

Legal.

Pathy,

Conta para a gente um pouco,

Depois a gente vai entrar na meditação,

A gente tem alguns assuntos especiais para falar sobre meditação,

Mas conta para a gente como é que surgiu a Simple Organic,

O que ela faz hoje,

Para a gente entender um pouco dessa pegada de empreendedorismo,

Por favor.

Então,

Eu sempre trabalhei com moda,

Eu sou publicitária,

Com formação em jornalismo e moda,

Então mistura tudo isso,

E isso foi minha carreira ao longo dos anos.

Só que chegou um momento,

E isso está ligado à maternidade,

Que eu já não via mais sentido o universo da moda,

O descarte e tudo aquilo que eu vivia.

Eu fazia muita campanha,

Livro,

Revista,

E tinha a questão do padrão de beleza,

Imagina isso,

Eu estou falando há seis anos,

Sete anos atrás,

A Simple está com três anos,

E aí quando eu comecei essa transição de carreira,

Foi até você decidir,

Entender o que você quer e tudo mais,

E aí foi a maternidade que me deu um clique no sentido de será o que eu estou fazendo ajuda no futuro da geração da minha filha,

Das outras gerações?

Eu vi que não ajudava.

E aí foi naquele momento que eu entendi que eu tinha sim que mudar.

E imagina,

Eu trabalhei por mais de 20 anos com descarte,

Pensando em coleções a cada seis meses,

O que vinha de novo,

E o novo já descartava o antigo.

Então,

Enfim,

Isso tudo deu um clique.

Eu fui em busca de sustentabilidade,

Aliada ao que eu sabia fazer,

E a beleza está muito ligada à moda.

Aí quando eu olhei para o mercado brasileiro,

Eu entendi que eu não era atendida por marcas naturais naquele momento que eu me identificasse,

Que fosse mais contemporânea,

Que tivesse esse impacto de design,

De comunicação e tudo mais.

E aí foi um grande estudo,

Foram uns três anos,

Desde entender o que eu queria,

Descobrir fornecedores,

Cadeia,

Pesquisar,

Descobrir desde matéria-prima e aí entrar nesse mundo até lançar a Simple,

Que foi em 2017.

Três anos de transição,

Então três anos que você se percebeu o nascimento da sua filha ou incomodada com o que estava acontecendo dentro do que você estava trabalhando?

Incomodada,

Muito incomodada.

E aí tem uma transição,

Inclusive,

Da questão financeira.

Quando você fala de empreendedorismo,

Você vai sair de uma zona de conforto,

De estar tudo certo na minha vida,

Eu vou largar o certo pelo incerto.

E isso é uma coisa que,

Quando você é empreendedor,

Você simplesmente fecha o olho e fala não,

Eu vou seguir meu instinto,

Eu sei que tem algo ali na frente que é muito mais concreto para mim,

É muito mais sério do que eu faço hoje.

Só que todo mundo em volta estava me chamando de louca,

Né?

Porque eu saí daquilo que eu sabia fazer,

Eu era reconhecida para o nada,

Eu comecei do nada.

Você vê que você é muito guiado por ser sentido e tudo mais.

Hoje,

Imagina,

Eu sou muito feliz,

Eu tenho certeza de tudo que eu fiz,

Mas naquele momento,

Naquele momento de decisão,

Era eu comigo mesma,

Né?

Tentando entender isso.

Pátia,

Eu recebo muitas mensagens de pessoas que vivem exatamente esse processo,

Assim,

Eu estou desconfortável com o que eu estou fazendo,

Mas eu não sei o que eu quero fazer a partir daqui.

E aí você falou que foram três anos de desconforto.

Conta para a gente um pouco,

Como é que você sentiu que você estava desconfortável e como é que você conseguiu perceber o que você queria fazer nesse processo de três anos?

Foram noites,

Claro,

Muita pesquisa,

Muita,

Muita,

Muita pesquisa.

Desde viagem de pesquisa,

A pesquisa local,

Pesquisa na internet,

E aí entra a parte de autoconhecimento,

Né,

Gustavo?

Que é muito importante e entra um pouco da meditação.

Por quê?

Eu sempre tive uma ligação muito forte com o yoga e a moda me tirou isso,

Porque eu vivia acelerada,

Eu não estava conectada comigo,

Então eu estava no outro ritmo de vida.

Quando eu fui me reconectar,

Depois da loucura também da maternidade,

Você tem um bebê e tudo mais e a vida começa a acalmar,

Aí eu resgatei yoga,

Resgatei meditação,

Aí eu mergulhei dentro de mim,

Fui entender o que eu queria fazer.

E eu sempre entendo o seguinte,

Quando as pessoas têm dúvida,

Eu acho que a gente nunca pode criar um negócio para atender apenas o outro.

Se você não é o seu próprio cliente também,

Se você não entende que aquilo vai te satisfazer não só como propósito de vida,

Mas também,

Tipo,

Hoje na Simple,

Só é lançada uma coisa que eu usaria,

Eu e toda a equipe.

Então a gente olha,

A gente testa,

A gente testa de uma maneira geral,

A gente fala com o consumidor,

Com o especialista,

Com tudo mais,

Mas é um olhar muito próprio de será que se isso estivesse em uma prateleira,

Eu,

Como consumidora,

Eu compraria?

Então,

E a gente vem de um mercado,

A publicidade e tudo,

Que é assim,

O público-alvo,

E aí você desenha aquele público-alvo,

E aí você nem,

Vou estudar o público-alvo,

Você tem que ser parte desse público-alvo,

Porque senão você está criando e você não entende exatamente o desejo das pessoas,

E a gente está falando só de pessoas,

Né?

Então,

Quando as pessoas têm dúvida,

Ah,

Eu não sei o que eu quero fazer,

Olha para si,

Olha para si,

Para as suas necessidades.

Ser empreendedora é você resolver algum problema que te incomoda,

Porque se te incomoda,

Incomoda mais gente.

E aí,

Nisso,

Você consegue conquistar uma comunidade e fidelizar as pessoas.

Bem legal!

E dá para gostar,

Né,

Pathy,

Do que você faz?

Assim,

Eu vejo que você é apaixonada,

Tem que gostar,

Né?

Tem que gostar!

Porque,

Assim,

Você vai trabalhar quantas horas da sua vida fazendo alguma coisa que você não gosta,

Sabe?

Até que momento você vai se dedicar?

E aí entra,

O dinheiro não paga o seu tempo,

A sua felicidade,

Aí eu acredito na questão de a saúde vem através da sua felicidade,

Da sua calma,

Né?

E aí entra no autoconhecimento.

É claro que tem um monte de perrengue,

Nem tudo são flores.

Eu faço o que eu amo.

E todo dia tem milhões de perrengues para resolver.

Então,

Nem sempre assim,

Ah,

Eu quero fazer o que eu amo,

Sim,

Eu faço o que eu amo.

Mas ser empreendedor no Brasil é muito difícil,

Né?

É um videogame,

Você tem que se virar nos 30 todos os dias.

Então,

Eu acho que isso está muito ligado,

Assim,

A saber a realidade e aí você tem que ter um olhar,

E aí entra a história do propósito,

Né?

Você tem que ter um propósito maior do que o teu dia a dia também.

E esse propósito tem,

Você falou muito de autoconhecimento,

Né?

Esse propósito tem muito a ver com ouvir essa informação que está lá dentro,

Né?

A gente está tão rodeado de tantas mídias,

Tem tanto barulho do lado de fora que,

Às vezes,

A informação essencial que está dentro da gente fica confusa dentro de tanta informação que a gente recebe e consome o dia inteiro.

Então,

A meditação,

Ela é um processo mesmo que ajuda a gente a fazer um silêncio e se conectar o que eu realmente gosto.

E aí,

Que problema que eu preciso resolver na minha vida e que tipo de solução eu posso criar para resolver esse problema?

Para mim e para outras pessoas.

Legal esse processo.

A meditação,

Eu acho que ela está ligada à dieta da informação.

Eu gosto muito desse termo da dieta da informação.

Porque as pessoas falam às vezes,

Ah,

Reeducação alimentar e tal.

Mas o que a gente consome,

Né?

Qual é essa informação que chega até a gente?

O que a gente segue no Instagram?

E isso,

Nós somos bombardeados todos os dias.

E agora,

TikTok,

Você fica lá,

Entra naquela loucura.

Não consegue mais sair,

Porque é engraçado,

Porque daí você quer ver o próximo vídeo.

Então,

Eu acho que existe a dieta da informação.

E aí,

Entra a meditação de novo.

A meditação,

Ela reorganiza os pensamentos,

Né?

Dá aquele tempo para você ter.

.

.

Eu acho que insight é uma coisa necessária e importante.

Como empreendedor,

Como ser humano,

Como consumidor.

Se você não tiver o tempo e o silêncio dentro de você,

Nenhum insight vem.

Você está confuso demais.

Você está ou com qualquer tela ligada.

Então,

Se você não tiver o silêncio e a paz do interior,

É nesse momento que o insight dá aquele clique.

E é o clique que faz a diferença na hora que você tem um negócio na mão,

Né?

São as ideias que valem milhões,

Né?

Você tem que abrir esse espaço entre uma coisa e outra.

Esse canal com o universo.

Esse canal com o universo.

Legal.

Tem,

Assim,

Você falou da dieta da informação,

Né?

A gente está muito preocupado com a dieta do corpo em relação ao que a gente consome,

Né?

Só que o que a gente come pela boca acaba sendo digerido.

Joga suco gástrico,

Né?

Então,

De alguma forma,

A gente está protegido.

Mas aquilo que a gente consome com os olhos e com os ouvidos é diretamente absorvido pelo nosso sistema.

E está constituindo quem a gente é e,

Consequentemente,

O nosso futuro.

A pele também absorve,

Né,

Pathy?

A pele absorve diretamente aquilo que a gente coloca,

Né?

Então,

As pessoas esquecem que a pele é o maior órgão do corpo humano,

Né?

É o maior órgão.

Então,

O que a gente aplica nela?

O que você está colocando?

E aí,

Quando as pessoas perguntam qual é a primeira transição de cosméticos sintéticos para cosméticos naturais,

A gente sempre indica o hidratante.

Porque você está aplicando no teu corpo inteiro.

Você está absorvendo,

Né,

Algo ou da natureza ou algo sintético.

Então,

Você vai optar o que você quer.

E aí,

Como é que funciona essa coisa?

O que é o cosmético natural?

Qual é a diferença do cosmético natural pro cosmético sintético?

De uma maneira bem leiga mesmo.

Explicando pra um leigo.

De uma maneira bem leiga.

Cosméticos naturais e orgânicos e veganos,

Eu não vou entrar na diferença de cada um deles porque são conceitos,

Né?

Então,

As pessoas até se confundem.

Eu vou falar de uma maneira mais abrangente.

Mas,

Por exemplo,

A gente não trabalha com nada sintético.

Tudo vem da natureza.

Tudo respeita.

.

.

E quando vem da natureza,

Não adianta vir da natureza e você não respeitar o tempo da natureza.

Então,

Existe um respeito ao tempo da cadeia,

Ao tempo do solo,

Ao tempo da produção daquela matéria-prima e como você vai gerenciar isso dentro de uma fórmula de um cosmético.

E aí,

As pessoas têm algumas dúvidas muito importantes e básicas.

Por exemplo,

Mas cosmético natural vem da terra e dura menos.

Não,

A durabilidade hoje é de dois anos igual um sintético.

Porque você tem.

.

.

A natureza é muito inteligente,

Ela tira todas as ferramentas.

E aí,

O que a gente vê?

A gente vê o mercado de beleza tradicional tentando mostrar para as pessoas que tecnologia não está ligado à beleza natural.

E isso caiu por terra também.

Já é uma coisa velha.

Já é um mito que já foi ultrapassado.

Porque a beleza natural tem muita tecnologia.

A matéria-prima é muito melhor do que a matéria-prima sintética porque você está nutrindo o seu corpo.

E aí,

Tem uma questão que eu falo raramente,

Tá?

Mas eu acredito muito na energia de tudo que a gente consome.

A energia daquilo.

Então,

Assim,

Aí entra também na questão da energia do sofrimento animal.

Até que ponto você quer um produto que vem com sofrimento animal?

Aquilo tem um peso energético dentro disso.

Até que ponto você quer algo de laboratório frio ou algo que veio da natureza e passou por uma tecnologia para que seja possível que a gente utilize?

Então,

Eu acredito muito nisso.

E aí,

Gustavo,

Eu acho que tem um ponto muito importante que eu gosto sempre de frisar.

Uma pessoa que está passando por um processo de quimioterapia,

Radioterapia,

Tratamentos que são tratamentos para cura,

Mas porém momentos muito sensíveis da vida,

Elas não podem utilizar um cosmético sintético.

E isso diz muito a respeito do que a gente coloca no corpo.

Não pode.

E elas podem utilizar cosméticos naturais e são indicadas a usar cosméticos naturais.

Que interessante.

E é claro,

Né?

É óbvio.

É óbvio,

Mas às vezes na correria do dia a dia isso não é tão óbvio,

Né?

Tipo,

Tudo bem.

Me preocupa muito quando eu olho,

Assim,

Mas enfim.

.

.

Aí vem uma briga no mercado de beleza de o batom dura,

Sei lá,

24 horas,

48 horas.

Será que eu quero algo sintético no meu corpo por 48 horas?

Entendeu?

Eu prefiro reaplicar aquele produto que seja natural e eu reaplique ele daqui seis horas,

Daqui oito horas,

Sabe?

Mas é uma conquista muito grande,

Assim,

Da concentração do consumidor,

Das pessoas entenderem o que colocam no corpo.

E aí veio a pandemia e acelerou esse processo de concentração do consumidor e de pessoas que não pensavam sobre isso começaram a pensar.

Por que será que a pandemia acelerou isso,

Assim,

Voltado para cosmético?

É porque a gente ficou mais tempo em casa,

Você começou a analisar o seu ritmo de vida,

Né?

As pessoas que estavam muito conectadas com o trabalho conseguiram respirar e se questionar.

E aí veio o aspecto da saúde muito forte,

Muito latente.

Eu sempre falo assim,

A Simple,

Ela não é uma marca de cosmético,

Ela é uma marca de saúde.

Você entrega saúde e automaticamente você tem um resultado estético,

Né?

Uma estética que faz bem para as pessoas e tem a questão do autocuidado,

Bem-estar.

Mas,

Acima de tudo,

Você entrega saúde antes de qualquer coisa.

E aí,

Por isso que na pandemia,

Pessoas que não pensavam,

Que achavam que era besteira,

Você viu,

Nesses últimos meses,

Né?

Todo mundo falando de imunidade,

De autocuidado,

Né?

Então,

A gente viu esse movimento e aí no mundo todo,

Não só aqui.

E como é que existe uma.

.

.

Existe um.

.

.

O João Paulo Pacífico,

Por exemplo,

A última vez que eu conversei com ele,

Ele fala muito sobre as empresas cujo foco principal não é o lucro.

O lucro é um dos objetivos desse novo empreendedorismo.

Você consegue falar um pouco sobre isso?

Como é que precisa de lucro,

Mas ele não é o objetivo principal,

Ele é um dos objetivos?

E primeiro,

Assim,

Independente de você ser sustentável ou não,

Eu acho que nenhum negócio funciona se você está pensando no dinheiro.

Se você monta algo pelo dinheiro e você não tem a energia colocada ali,

E aí,

Muito mais quando você está falando de meio ambiente,

De sustentabilidade,

De saúde.

Então,

Lá fora,

Esse conceito é muito mais popularizado do que aqui no Brasil,

Porque aqui no Brasil,

As pessoas falam assim.

E aí,

É muito engraçado,

Porque é legal ver a Simple derrubando essas barreiras.

As pessoas falam assim,

Mas o negócio sustentável não ganha escala.

Ganha?

Ganha.

E a gente pode provar isso,

Né?

O crescimento de uma marca em três anos,

Não só nossa,

Mas o mercado em geral de beleza natural,

Vem muito acelerado.

Ah,

Mas não consegue produzir.

Consegue produzir.

Basta você querer e você se preocupar com o processo da cadeia.

Você consegue.

Mas lá fora,

Esse conceito de eu abro mão do meu lucro pelo propósito.

Então,

Por exemplo,

Eu sempre cito um exemplo.

A gente não usa caixa como embalagem secundária,

Tá?

A gente foi a primeira marca a tirar isso e substituir por embalagens sustentáveis,

Onde as pessoas podem depois utilizar a embalagem que é de tecido,

Como necessairem,

Levar na mala,

Ou ir comprar grãos numa,

Né?

Enfim,

Tem mil possibilidades.

Na questão de lucro,

Uma caixinha hoje,

Se eu fosse fazer em uma escala muito maior,

Sei lá,

Ia ser centavos.

A nossa embalagem vai de dois a três reais,

Quatro reais.

Aí você pensa,

O que eu prefiro?

O que eu coloco na balança?

Você tem uma embalagem mais cara.

Mas daí entra o propósito,

Não só nosso,

Mas do consumidor.

O nosso consumidor entende isso,

Ele valoriza isso.

Ele entende que isso faz diferença e aí a gente trabalha de uma maneira diferente.

Eu recebo muitos empresários,

Fundos,

Que nos questionam muito assim,

Mas como é?

Eles ficam muito impressionados como a gente consegue gerir de uma maneira diferente.

E é isso,

Você pensa assim,

Ok,

Eu posso ter um lucro justo dentro dessa cadeia então qual é o meu desafio?

É ganhar a escala,

Quanto mais escala eu ganho,

Mais lucro eu vou ter.

Então sempre vai ser em cima disso,

Mas não em cima de eu vou derrubar o preço da matéria-prima,

Vou pegar mais barata,

Eu vou pegar,

Sabe?

É um outro mindset,

Você pensa de uma outra maneira.

Dentro da Simple,

Quando a gente tem dúvidas muito pontuais,

Eu sempre coloco para mim uma questão.

Essa decisão que eu tomar hoje,

Como que ela vai impactar daqui a alguns anos?

Quando a gente faz essa pergunta para a gente mesmo,

Você tem a resposta e aí é uma decisão muito mais fácil de se tomar como empresária.

Eu acho que é muito legal o nosso ouvinte ouvir você falando isso,

Porque a Simple está aí,

Está dando certo.

Então é uma prova concreta de que existe esse empreendedorismo consciente,

Que está preocupado com lucro,

Claro,

A empresa precisa existir,

Quanto maior a Simple for.

.

.

Não é uma ONG,

É uma empresa.

É uma empresa e tem funcionários,

Enfim,

Que legal que ela consegue ter tudo isso,

Mas não é um dos fatores importantes.

Eu acho que o lucro é resultado.

Ele é resultado de um trabalho bem feito,

De uma gestão bem feita,

De produtos bem pensados.

Então,

Quando você pensa num produto que tem que ser eficaz,

Ele tem que ser eficaz na sua embalagem,

E hoje a embalagem é o nosso maior desafio,

Talvez,

Dentro da cadeia toda.

Ele tem que ser eficaz,

Porque assim,

Quando a gente fala da embalagem,

A gente pensa na vida daquela embalagem,

Na vida útil da embalagem,

Depois do descarte do produto.

Sim,

Claro.

Porque ela vai continuar existindo,

Né?

Exatamente.

E as marcas,

Boa parte das marcas,

Não pensam nisso.

Então,

Você pensa em toda a cadeia.

Você tem que gerir ao ponto disso,

Ser lucrativo,

Respeitando o planeta,

Entregando saúde para as pessoas,

Trabalhando todos os pilares.

Mas quando você tem isso muito forte como valor,

Você entende que o princípio é esse,

O resultado é o lucro.

Então,

É isso.

É uma maneira de pensar,

E que você já vem com ela.

É difícil chegar para uma pessoa que pensa diretamente no lucro e colocar isso na cabeça dela,

É muito difícil.

Antes da gente entrar assim,

Como é que você consegue equilibrar todos esses pratos?

Porque é muita coisa.

Você é mãe também.

Eu queria saber só um aspecto anterior sobre a coragem.

Onde é que você buscou essa coragem de não só empreender como você está sendo vanguardista?

Você está empreendendo de uma maneira diferente.

Você falou lá fora,

Já existe esse tipo de empreendimento responsável,

Mas aqui não.

Da onde veio essa coragem?

Então,

Eu acho que tem uma coisa,

Como eu estava falando,

De intuição,

De você acreditar.

Tem aquela voz interna,

E que muitas vezes a gente não dá bola.

Isso vale para um relacionamento que você tem,

Com uma amizade que você tem,

Que às vezes você fala não sei se essa pessoa bate comigo.

E às vezes a gente passa por cima dessa intuição,

Sabe?

E isso eu acho que vale muito para os negócios,

Vale demais.

Quando a gente pensa,

E você ouve,

E pensa assim,

Não,

Eu vou seguir o meu coração.

E isso parece muito clichê,

Né,

Gustavo?

Seguir o coração,

Ouvir a voz,

Mas a coragem vem daí.

Porque se você for agir racionalmente,

Eu ainda estaria trabalhando no que eu fazia,

Com certeza.

Porque eu ia sair de uma área que eu atuava durante anos para entrar em outra.

E assim,

No início,

Quando eu entrei,

Imagina,

Sem contar em três anos,

Quando a gente foi lançar três anos atrás,

Por exemplo,

Que a gente lançou num desfile de São Paulo Fashion Week,

A gente enfrentava preconceito,

Tipo,

Ah,

Uma maquiagem natural não performa na luz da passarela,

Sabe?

Então,

A gente enfrentou vários pequenos preconceitos ao longo desses três anos,

Que você tem que assumir,

Encarar a coragem,

E falar,

Eu acredito,

E eu vou levantar a minha voz e vou mostrar que isso é o que eu acredito que dá certo.

Se a coisa já existe.

.

.

Vanguardista é isso,

Né?

Quando você tá fazendo alguma coisa nova,

Ela não existe ainda,

Então não é normal para as pessoas,

Né?

É,

As pessoas sempre te chamam de louco,

Sempre.

Isso,

Assim,

Vai.

.

.

Desde a família,

Minha família sempre me apoiou muito.

Mas sempre é assim,

Mas você tem certeza?

Você vai fazer isso mesmo,

Né?

Eu tinha uma agência focada em comunicação especializada em moda.

Então,

Eu tinha grandes clientes,

Assim,

Clientes,

Tipo,

Todas as marcas conhecidas que a gente vê aí no mercado,

Eu tinha uma de acessório,

Uma calçadista,

Uma têxtil,

Uma infantil,

Tipo,

As maiores líderes do seu segmento.

Um dia,

Eu chamei a nossa equipe e falei.

.

.

E eu vinha,

Né,

Pensando tudo,

Aí eu falei,

Gente,

Olha só,

Eu vou começar a cancelar os contratos com os clientes porque eu quero lançar uma marca de cosméticos orgânicos.

E aí,

Todo mundo,

Imagina,

A equipe falou assim,

Não tem certeza,

Mas da onde isso?

E isso era algo que eu já estava num processo.

E aí,

Eu falei,

Quem quiser seguir comigo,

Né,

Segue.

Quem não quiser,

Eu vou entender.

E aí,

Foi uma transição.

Boa parte das pessoas seguiram naquele momento.

E aí,

Por isso que também,

Assim,

Eu tenho uma força de comunicação muito grande,

Né?

– Legal,

Legal.

– Porque foi uma equipe que falou assim,

Não,

Eu acredito,

Eu também tô um pouco cansado dessa área,

Dessa comunicação,

Publicidade,

Que a gente não.

.

.

Todo mundo.

.

.

E aí,

Entra uma coisa de geração,

Né?

É um questionamento de geração,

Que todo mundo olha e fala,

– não sei se eu tô feliz,

Não sei se é isso que eu quero.

– Verdade.

E aí,

Você traz e cria essa comunidade interna.

E essa comunidade interna acaba indo para fora e você conquista também as pessoas.

Legal.

Bom,

Interessante você falar de comunicação,

Porque não adianta nada você ter um produto excelente se as pessoas não souberem que você tem,

Né?

Então,

Eu acho que para a pessoa que está aí querendo empreender,

A comunicação é tão importante quanto a qualidade do produto.

Mas,

Assim,

Gustavo,

Nunca foi tão fácil.

Dez anos atrás,

Você precisava de milhões para você fazer comunicação.

– Verdade.

– Porque você precisava de mídias tradicionais,

Que eram caras,

Enfim.

Hoje em dia,

Você tem os celulares na mão e é possível você simplesmente abrir e se comunicar com as pessoas.

Então,

Acho que isso é um momento muito bom de empreender,

Sabe?

A gente tem.

.

.

Todas as dificuldades no Brasil,

Já falei das dificuldades,

Sempre falo o quanto é difícil,

Impostos e tudo mais,

Nada acaba ajudando a gente.

Porém,

Quando você olha para o mercado,

Para as pessoas,

Tem muita coisa a ser feita ainda no Brasil.

Muita,

Muita coisa,

Sabe?

É um campo fértil para empreender.

– É muito bom.

– Cheio de oportunidades.

Nossa,

Tem muita.

Legal,

Pati.

Como que você administra tudo isso?

Eu vou só abrir um parênteses aqui,

Que eu vi você esses dias no Instagram.

Seu Instagram é patilima,

Né?

– Para quem quiser te seguir.

– Isso.

Recomendo,

Gente,

Porque a Pati é empreendedora e mãe.

Você tava dentro de casa e aí você falou da janela.

Você filmou e falou assim,

Olha,

Gente,

A janela não tá limpa.

Porque a minha funcionária tá de quarentena.

Então,

Assim,

A janela não é a prioridade nesse momento.

Porque eu entendo que a prioridade é a sua filha,

A prioridade é a empresa.

Como é que você equilibra tudo isso?

Então,

Eu passei um tempo não priorizando o meu tempo e a minha saúde.

Nesse outro momento,

Né?

Então,

Eu trabalho muito,

Muitas horas por dia.

Aí entra o ponto de você gostar do que você faz.

Muitas.

Eu não desconecto.

Eu não desconecto,

Sim.

Porque eu olho pra uma coisa,

Eu lembro de coisas que eu posso fazer.

Eu assisto alguém,

Eu tô tentando entender aquela pessoa pra entender o que eu posso traduzir de desejo,

De comportamento,

De consumo.

E é a parte que eu mais gosto.

A parte de entender o ser humano.

Então,

Eu sempre falo assim.

.

.

As pessoas falam,

Nossa,

Você deve ser louca por maquiagem,

Por skin care.

Eu falo,

Não,

Eu sou empreendedora antes de tudo.

Eu gosto de tendência de consumo,

De comportamento.

Eu gosto de entender o ser humano.

Esses movimentos de mercado,

Isso faz muito sentido pra mim.

Então,

Assim,

As prioridades.

As minhas prioridades,

Elas são muito claras.

Assim,

Ultimamente.

.

.

Então,

Na quarentena,

Por exemplo,

Tá?

Eu vou falar bem de maneira prática.

O primeiro mês,

Eu simplesmente olhei pra tudo que estava acontecendo e a gente tinha nas mãos uma empresa de três anos,

Vendo todas as suas lojas fecharem.

E eu pensei,

O que eu faço?

Eu,

Simplesmente,

Eu priorizei a empresa naquele momento,

Deixei a minha filha tranquila,

Fez poucas aulas online e a gente entendendo se a aula ia voltar,

Se não ia voltar.

Mergulhei naquilo com a minha equipe e a gente se reinventou e a gente não só sobreviveu,

Como cresceu muito durante a pandemia.

Muito,

Muito.

Que legal!

Depois de 30 dias,

Eu olhei pra mim e pensei,

Agora eu vou desacelerar.

Vou cuidar,

Voltei pro online,

Voltei pro online da escola.

Então,

Assim,

Eu vou muito por etapas,

Por um gerenciamento estratégico de vida.

O que eu preciso cuidar primeiro pra depois se reorganizar,

Sabe?

E aí,

A quarentena é um processo muito difícil,

Né?

Eu sinto muita falta de trabalhar com as pessoas próximas e tudo mais.

Porém,

Foi um momento que eu desacelerei e eu consegui fazer as minhas práticas diárias,

Eu consegui dormir mais,

Eu consegui meditar muito mais,

Entendeu?

Me conectar muito mais com minha filha.

Imagina,

Eu ia trabalhar e ela ia pra escola,

Então foi um outro momento.

Então,

Eu acho que a gente se reinventa,

Né?

E aí,

Essa reinvenção diária é muito necessária pra gente não pirar.

Porque é muito fácil pirar.

É muito fácil você surtar no mundo de hoje.

Muito fácil!

É muito.

.

.

A probabilidade é muito maior,

Então é muito mais fácil.

Não é à toa que tem tanto burnout,

Né?

Muito!

E a gente passou por esse processo.

Eu tenho muitos amigos,

Muitos conhecidos que eu olho passando por isso.

E por isso que eu tento ser muito estratégica.

A gestão que eu faço na empresa,

Por exemplo,

Eu tento muito fazer comigo também.

De olhar de fora e pensar o que eu preciso,

Como eu faço e tudo mais.

Tem um discurso do Steve Jobs para os formandos da Universidade de Stanford que ele fala assim.

.

.

Maravilhoso!

Maravilhoso!

Quando você está olhando para o futuro,

Você tem dificuldade de perceber.

.

.

Você está passando por uma situação desafiadora no presente e olha para o futuro,

Você tem dificuldade de perceber para onde aquilo vai te levar.

Mas quando você olha para o passado e você consegue conectar os pontos,

Você percebe que tudo o que aconteceu na sua vida,

Todas as dificuldades pelas quais você passou,

Te levaram onde você está hoje.

Então,

Acho que tendo essa consciência,

Quando a gente está passando por uma dificuldade,

Que foi o que aconteceu há três,

Quatro meses atrás,

A gente pode parar e pensar.

.

.

Bom,

Eu não sei exatamente onde isso vai dar,

Mas eu sei que vai me levar para um lugar melhor.

Então,

Deixa eu esfriar minha cabeça aqui para conseguir ter as ideias,

Os insights,

Como você bem disse,

Para me movimentar em direção a esse novo futuro,

Como você fez aí.

Eu falei isso para os nossos franqueados e falei isso para a nossa equipe.

Eu falei,

Quem não vai passar pela crise e vai ter quem vai crescer.

É uma escolha.

A gente optou isso lá no primeiro dia.

É uma escolha.

Eu falei,

Isso é uma escolha.

A gente vai crescer e a gente vai sobreviver e a gente vai se reinventar muito mais forte.

Então,

É uma decisão.

E aí volta a história da coragem.

Então,

Por exemplo,

Se eu olhar toda a minha carreira para trás,

A pandemia foi o meu maior desafio.

Quando você fala assim,

Que legal,

A gente ia comemorar três anos no Lollapalooza,

Três anos de marca,

Ia ter uma superação,

E a gente estava super animado.

Não se comemora três anos e você olha e fala,

Está aí agora,

Tem uma pandemia acontecendo,

O que a gente faz?

Numa insegurança de saber o que.

.

.

Tanto que está aí até hoje,

Né?

Então,

É uma decisão.

A gente decide muito,

Sabe?

O quanto você quer aquilo,

O quanto você tem certeza e o quanto você vai batalhar por aquilo.

E é agir através do medo,

Né,

Paty?

Não é que você não tem medo.

Claro que tem medo,

Né?

Mas age com medo.

Mesmo assim,

Age.

Acho que é a ação criatura.

Mas o medo,

Eu acho que ele é muito importante.

Porque se você não tiver medo,

Você se joga,

Às vezes,

De maneira errada numa situação.

Se você estiver com medo,

Você vai ser estratégico,

Você vai olhar com cautela e você vai tomar decisões mais inteligentes.

Então,

Acho que o medo é um fator importante.

Todos esses desafios são importantes,

Né?

Você compõe um cenário.

Então,

E aí entra aquilo.

E tem uma coisa,

Né,

Gustavo?

Quando você.

.

.

Nós não somos,

Por exemplo,

Uma marca ou uma empresa de máquinas.

O nosso maior bem é o time de inteligência,

Que é feito por pessoas.

Nós somos uma startup de beleza.

Então,

Hoje,

O que eu olho.

.

.

A minha preocupação,

Eu falo isso muito pra minha equipe,

Que é basicamente feita de mulheres.

Eu falo assim,

Vocês não podem não ficar bem com vocês mesmas.

E aí,

Eu falo muito isso com elas.

É uma escolha.

E assim,

Então hoje,

Uma delas falou assim,

Eu tô bem cansada,

Eu preciso de uma semana.

Eu falei,

Claro.

Como eu,

Muitas vezes,

Preciso de uma semana,

Fulano precisa.

.

.

Isso não são férias.

Porque precisa,

Porque simplesmente tá cansada.

Então,

Você tem que trabalhar com aquele time que é o teu tesouro,

Que é o bem mais precioso da empresa,

Cuidando.

Não só da minha saúde mental,

Mas da saúde mental de todo mundo.

Porque a Simple,

Ela é resultado.

.

.

Eu nunca faria sozinha.

Ela é resultado de um time de pessoas muito engajadas,

Que acreditam no mesmo propósito,

Que trabalham muito.

Mas que também,

Esse trabalho,

Você precisa cuidar de si,

Você precisa respirar,

Você,

Né?

Então,

Não adianta você ter uma metodologia que você vai colocar as pessoas contra a parede,

Não ouvi-las e não cuidar,

Né?

Então,

É uma família,

Basicamente,

Assim.

Nossa,

Muito legal isso que você falou.

Dois pontos principais.

O primeiro,

Como você deixa.

.

.

Ah,

Eu tô cansada,

Então tira uma semana pra você.

Porque assim,

Nós não somos máquinas.

A forma como tá organizada a maneira de trabalho tradicional na corporação,

Você tem que estar aqui de tal horário a tal horário,

Todos os dias.

Como se a gente funcionasse desse jeito,

Né?

A gente é cíclico,

Os nossos humores são cíclicos,

A nossa saúde é cíclica.

Então,

Tem momentos que eu vou estar ultra produtivo e que eu quero trabalhar 20 horas por dia.

Tem momentos que eu vou precisar desse resguardo.

E é exatamente tirar esse resguardo que vai me trazer a potência pro próximo ciclo.

Muito interessante isso,

Muito importante,

Muito legal que você faz isso,

Que você tem essa atenção.

E,

Na verdade,

É uma atenção à produtividade,

Né?

Nada mais do que isso.

A pessoa vai ser mais produtiva.

É,

E isso aparece na empresa.

Não só como a produção,

Como o amor à empresa,

Né?

Como o amor àquilo que ela faz também.

Legal.

E aí,

A pessoa dá o algo a mais,

Muito a mais,

Né?

Tem as ideias e.

.

.

E a outra coisa,

Você falou que você,

A maior parte da equipe é de mulheres,

Né?

E eu acredito muito no empreendedorismo como um fator de mudança social,

De melhorar a desigualdade,

De melhorar as oportunidades.

Então,

Você é uma mulher empreendendo,

Que está empregando outras mulheres e que provavelmente coloca a sua ideologia dentro desse sistema de trabalho,

Né?

Então,

Você está fazendo a transformação.

É assim mesmo?

É isso,

Mas eu vou falar que tem tudo isso.

Mas eu acredito muito no perfil criativo.

Então,

Assim,

Eu acho que tem empresas que talvez funcionem mais com homens,

Não sei.

Na Simple,

A nossa gestão é muito feminina,

Sabe?

A sinergia.

E a gente tem pessoas,

Tem homens,

Enfim.

Mas ela funciona muito de entendimento mesmo.

E eu acho que tem um padrão de criatividade diferente,

Sabe?

Então,

Por exemplo,

Agora,

Durante a pandemia mesmo,

A gente falou assim,

A gente precisa de algumas vagas estratégicas.

E a gente falava,

Não,

Essa vaga a gente precisa de uma mulher nessa vaga,

Sabe?

Porque a gente entende que a maneira de pensar,

O raciocínio lógico é diferente e a gente trabalha muito bem junto,

Assim.

Então,

Não é preconceito contra os homens,

Não.

A gente tem homens na equipe,

Não é isso.

Mas é um perfil criativo mesmo,

Sabe?

De você olhar,

Entender e de sensibilidade também.

Legal!

O que eu quis dizer é assim.

.

.

Por exemplo,

Na maior parte das grandes corporações,

Acaba que nos cargos de direção,

Na maior parte das empresas,

Tem mais homens do que mulheres.

Essa não é a realidade dentro da sua empresa.

Poderia ser de homens também,

Mas eu acredito que tem essa.

.

.

Não existe o preconceito,

Né?

Não existe o preconceito.

Acho que esse é o ponto principal.

Todas as chefes de departamento são mulheres.

Legal!

E a questão da maternidade,

Voltando um pouco,

Quando a rotina estava funcionando,

Que você ia para o trabalho,

Como é que você arrumava tempo para ficar com a sua filha?

Porque assim,

Eu tenho.

.

.

Aí entra as prioridades,

Né?

Eu consigo tirar o meu tempo e depois que ela dorme,

Aí eu trago para mim.

Então,

Assim,

Naquele momento,

Depois da aula,

Naquele momento da noite,

Eu fico basicamente com ela,

Assim.

Então,

Tem um equilíbrio,

Né?

Só que,

Assim,

Gustavo,

É muito mais fácil hoje em dia que ela estar com sete anos.

Eu acho que o momento mais desafiador foi quando eu estava criando a Simple e que ela tinha ali seus três anos.

Você ter uma criança menor nessa faixa de idade é bem difícil,

É bem complicado você fazer uma adaptação escolar,

Né?

Você fazer todo esse processo e ainda estar empreendendo.

Então,

Sempre foi assim.

Por isso que eu falei,

Em algum momento da minha vida eu tive que escolher e eu fiquei para trás.

Então,

Nesse momento,

Deu para reequilibrar.

E aí,

Nesse momento de pandemia,

Eu reequilibrei mais ainda.

Porque facilitou,

A gente conectou muito mais e.

.

.

Então,

É isso.

Eu acho que sempre a gente tem que olhar de maneira estratégica,

Olhar para a gente,

Cuidando.

Fazer o exercício de sair do seu próprio corpo,

Olhar para a sua vida de uma maneira muito,

Muito racional,

Entender as necessidades,

Sabe?

E eu faço uma coisa básica,

Assim.

Eu vivo com listas e papéis.

Muitas.

Então,

Assim,

É aquilo que eu quero fazer.

Eu faço a lista,

Aí depois eu refaço ela.

E aí,

Desde o dia a dia até.

.

.

Por exemplo,

Eu estava falando com as meninas esses dias,

Eu falei assim,

Engraçado.

Então,

O momento agora,

Quando a gente fala de segundo semestre,

Para a gente,

Basicamente,

É como se fosse um ano novo no Brasil.

Porque o primeiro semestre foi atípico,

Né?

Então,

O que a gente quer para o segundo semestre?

Esse segundo semestre,

Eu fui lá e fiz mais listas.

Como se fosse o Réveillon mesmo,

Sabe?

Que as pessoas esperam para fazer isso lá em dezembro,

Para pular sete ou um dias,

Fazer a virada do dia 31.

Eu repensei tudo,

E isso envolve desde check-up,

De exame médico,

De saúde e tudo mais,

A tirar tempo,

Como eu vou fazer e tudo mais.

Legal.

Tem muitas.

.

.

Eu percebo que tem um sentimento,

Assim,

Muitas mães que têm cargos que exigem muito tempo,

De uma sensação,

Assim,

Nossa,

Eu tô abrindo mão da criação.

Como é que você lida com isso?

Você já teve isso,

Tem isso?

Como é que você lida com isso?

Eu já tive,

Mas a prioridade é a maternidade.

Assim como ela só existe porque ela veio através da maternidade,

Né?

Então,

Eu acho que o empreendedorismo,

Ele ajuda um pouco isso,

Sim.

Mas eu também não quero ser simplista e falar que isso é possível para todas as mães.

Porque nem sempre é possível.

Se você tiver uma corporação que você tem que cumprir determinadas cargos horários,

Se é uma corporação um pouco mais tradicional e tudo mais.

Mas eu sugiro que a gente tenha uma coisa na maternidade que é muito séria,

Que é a culpa.

Então,

Tudo você se culpa,

Né?

Tudo você carrega o mundo nas costas.

Eu acho que não tem filho no mundo que não vai entender que a mãe está trabalhando pelo bem dele,

Entendeu?

Só que é muito difícil no dia a dia a mãe não se culpar nesse processo,

Né?

Então,

Eu acho que o gerenciamento da culpa talvez seja mais importante que aí entra todos aqueles pontos básicos de qualidade de tempo com o filho.

Não importa se você está 24 horas e não está olhando com atenção,

Né?

Então,

É melhor você ter a qualidade de tempo.

Mas eu vejo que a maternidade,

Quando você consegue se livrar um pouco da culpa,

Faz muito bem para você como ser humano.

Tem uma dica aí para se livrar um pouco dessa culpa?

Eu volto para a meditação.

Meditação,

Eu acho que é um dos pontos bem importantes,

Assim.

Bem importantes,

Porque tem coisas na vida que não são a tua escolha.

Você tem que aprender a gerenciar isso,

Gerenciar os sentimentos e você gerenciar internamente esses sentimentos,

Assim,

Né?

Eu acho que quando a gente trabalha com verdade,

Todo mundo tem a sua verdade.

Então,

Não existe uma verdade assim,

Ah,

Você não está dando atenção para o seu filho.

Não,

A atenção é se você não lutar pelo futuro dele.

Sim.

Se você vai lutar pelo futuro dele através do trabalho,

Pela sua realização pessoal também,

Que é algo tão importante,

Não existe culpa nesse processo.

Por mais difícil que seja para uma mulher entender isso,

Né?

A meditação,

Ela ajuda a gente a perceber os nossos próprios pensamentos,

Né?

A culpa nada mais é que um diálogo interno que a gente cria e que essa informação se transforma em emoção e a gente acaba convivendo com aquilo.

Então,

A meditação ajuda nisso.

Falando sobre a meditação,

A gente falando pelo telefone,

Né?

Você me falou que a sua filha,

Hoje,

Já faz meditação na escola.

Como é que é isso?

Então,

Esse ano,

Né?

Mas o ano passado,

Eu tinha meditação.

Sete anos,

Né?

Sete anos ela tem.

Sete anos.

E eu sempre gostei muito,

Assim.

Na verdade,

A aula de inglês era uma aula de yoga.

Eles faziam o yoga em inglês com meditação,

E era um momento ali.

.

.

E que é óbvio,

Que é muito mais uma brincadeira que você tem com as crianças nesse momento,

Do que algo muito sério,

Né?

Só que aquilo,

E aí virou o ano,

E a escola não seguiu.

Aquilo fez com que ela passasse a entender aquilo que eu fazia em casa.

Ela pediu pro pai dela,

Por exemplo,

Um tapetinho de yoga,

Agora,

Esses dias pra ele comprar,

Porque ela queria ter o dela próprio,

Ela não queria ter o meu.

Usar só o meu,

Ela queria ter o dela.

E aí você reflete.

Eu até postei um vídeo no meu Instagram.

Um dia que eu fui meditar,

Ela falou,

Ah,

Eu quero ir também.

E aí ela fica fazendo um monte de palhaçada.

Então,

O que eu faço?

Eu respeito o momento que eu entendo que ela consegue meditar.

Tem dias que sim,

Que ela consegue conectar.

Eu amo meditação infantil,

Acho extremamente importante.

Tem muita meditação guiada que fala de natureza,

Que fala dos bichinhos e que fala das ideias,

De como você vai tratar os amigos.

Eu acho que é um direcionamento,

Eu acho lindo,

Assim,

Lindo.

Só que tem aqueles momentos que ela simplesmente não vai conectar e aquilo é uma brincadeira,

E você tem que deixar esse processo lúdico acontecer.

Eu acho que o mais importante é ela já ver esse processo acontecendo.

Sabe que ela vê em casa e isso acontece de maneira natural,

Vindo pra ela.

E ela é super concentrada quando ela quer,

Mas esse vídeo depois até vou te mandar lá.

É engraçado,

Sim.

É engraçado.

Mas como a gente também,

Não é todo dia que você consegue,

Né?

Não é porque nós somos adultos,

Não é todo momento que você consegue ir lá e se conectar,

Não é tão simples assim.

Acho que é o esforço,

Né?

Mas pra criança,

Acho que só no.

.

.

É isso,

Tem que deixar ela brincar pra ela criar uma amizade com aquela prática.

Como é que começa a parte pra uma criança?

Como é que.

.

.

Eu gosto das meditações guiadas que falam,

Por exemplo,

De natureza.

Eu gosto muito daquele processo de.

.

.

Você tá jogando numa floresta,

Fecha os olhinhos,

Agora a gente vai respirar fundo.

Agora imagina que você é uma árvore,

Agora vê os pássaros.

É um processo muito gostoso,

Muito simples,

Assim.

Mas eu também entendo que a gente tem uma conexão com natureza aqui em casa bem grande.

Bem,

Assim.

A gente gosta muito de colocar o pé no chão,

Terra,

Bicho,

Sabe?

Legal,

Muito legal.

Então pra ela é importante.

Mas,

Por exemplo,

Ela não é uma criança ligada a bonecas.

Então eu já tentei fazer,

Por exemplo,

Uma meditação guiada que era assim,

Imagina a sua boneca preferida.

Ela não conectou,

Porque ela não conseguia imaginar a boneca dela.

Ah,

Imagina essa.

.

.

Então a meditação guiada.

.

.

E eu ouvi todas as meditações antes pra ver o que que ela ia ouvir e fiz com ela.

Legal.

Então eu ouvi,

Entendi o que que era aquele conteúdo.

E são meditações rápidas,

Né?

De três minutos,

Quatro minutos,

Cinco minutos.

E é engraçado.

Um dia ela falou assim,

Mãe,

A gente pode meditar na cama,

Deitada?

Eu,

Pode.

E se eu dormir?

Meu amor,

Isso pode acontecer também.

Isso acontece às vezes com adultos,

Se você não estiver bem conectado.

E eu disse,

Não,

Tudo bem,

A gente pode tentar.

Então tem um diálogo que é importante,

Assim.

Eu acho que é um primeiro passo,

Sabe?

Porque,

Assim né,

Gustavo,

Quando você está criando um pequeno ser humano,

Você está criando um cidadão.

Então você olha assim,

O que que eu quero deixar pro mundo?

Essa construção,

O que que eu posso auxiliar?

Hoje eu olho e falo assim,

Eu posso auxiliar as coisas que eu acredito mais.

Conexão com a natureza,

Valores como ser humano.

A meditação faz parte desse processo.

E que se eu puder,

E se ali na frente ela falar,

Eu não gosto,

Tudo bem.

Eu vou respeitar,

Porque ela é um ser humano diferente de mim.

Mas nesse momento,

Ela gosta muito.

Você consegue ver alguma diferença?

Você já percebe uma diferença nela?

A meditação é mais fácil a gente perceber a diferença na gente mesmo,

Né.

Mas você já percebeu alguma diferença depois que ela começou a praticar?

Ela tem essa coisa dos bichos,

Né.

Porque a gente tem muitos cachorros,

A gente tem tipo oito cachorros.

E aí,

Ela dá a meditação guiada.

Um dia ela pediu pra fazer a meditação sozinha.

Trabalhando a ideia dos cachorros dela.

Aí ela gosta de fazer TikTok,

Essa geração tá meio no TikTok.

Aí esses dias ela perguntou se ela conseguia fazer um TikTok meditando.

Eu olho,

Eu acho que não dá muito,

Porque você não vai estar tão conectado.

Então assim,

A meditação,

Esse assunto vem no universo dela,

Entendeu?

Eu acho que faz super bem,

Assim.

Legal!

Você tá mostrando pra ela o quanto é importante ela perceber os próprios pensamentos,

Né.

Que a gente não teve aula de pensamento na escola.

A gente não sabia que uma emoção se formava a partir de um pensamento,

Né.

A gente não teve aula de emoção.

Então essa é uma aula que você tá dando.

Então,

A gente não teve,

Mas também,

Gustavo,

A gente teve uma infância muito mais slow,

Muito mais lenta,

Né.

A gente tá falando de meditação.

.

.

Menos conectada com os dispositivos.

É,

Então.

Então acho que talvez a meditação.

.

.

Você foi falar da geração dela,

Eu acho que o mais importante é você conseguir desconectar e mostrar que é o papel da natureza também.

Enfim,

Você.

.

.

Eu sou a favor.

.

.

Tem uma discussão na maternidade muito grande,

Né.

Com o tablet,

Com o quanto você deixa uma criança conectada e tudo mais.

E eu sou super a favor,

Porque eu vejo tudo digital.

Eu não sou contra,

Pelo contrário.

Eu acho que é como a gente vai gerenciar isso.

E aí,

Como gerenciar,

Eu acho que existe esse equilíbrio.

Equilíbrio do lúdico,

Equilíbrio do tempo que você vai fazer isso.

Equilíbrio dessas informações que você vai agregar,

Assim.

Aí,

Agora o yoga,

Né.

Quando eu vou sempre praticar yoga,

Ela fala assim.

.

.

É aquele que tem que fazer força ou é aquele gostosinho?

O gostosinho é o do alongamento.

Daí ela fala gostosinho eu faço,

O que faz força não,

Sabe.

Então,

É isso.

Você vai construindo esses valores na cabeça da criança e deixa esse momento lúdico,

Né.

Acontecer na cabecinha dele.

Legal!

Da mesma forma que você tá falando que a geração dela precisa mais da meditação,

Né.

Porque ela tá mais conectada com redes sociais.

A gente vive muito na grande cidade.

Já nasceu o digital.

Já nasceu o digital.

A gente também tá isso agora,

Né.

A geração dos nossos pais talvez não esteve tão conectada.

Mas mesmo eles,

Tá todo mundo agora muito conectado.

Então,

Talvez é por isso que a meditação tem vindo tão forte,

Né.

Os budistas já falam nela há mais de 5 mil anos.

Mas foi só recentemente que ela ganhou muita força.

As grandes universidades começaram a pesquisar.

Tem milhares de estudos científicos das maiores universidades do mundo comprovando os benefícios.

A gente é uma geração que tem que aprender a meditar.

Acho que a gente tem que incorporar esse hábito.

Da mesma forma que gerações anteriores incorporaram o hábito de tomar banho escovar os dentes.

A gente tá incorporando esse hábito da meditação.

E se a gente coloca na criança desde cedo,

Né.

Facilita muito esse processo.

E eu acho que esse processo da meditação infantil ele vem muito ligado aos pais da geração milênio.

Muito.

Porque você tem uma geração que gosta do yoga e tudo mais.

Mas se a gente for olhar os dados do próprio Google,

Né.

Das buscas que aconteceram agora nos últimos meses com as pessoas em casa.

Meditação e yoga teve um salto.

Não tem os números agora de cabeça.

Mas viralizou,

Não sei se você viu,

Os gráficos de busca.

Como meditar em casa.

Como fazer yoga em casa.

Então,

Porque as pessoas falaram tá,

Eu tô em casa e aí o que eu vou fazer,

Né.

Além de exercício físico,

Né.

Uma prática.

Então eu acho que isso é muito importante.

Mas isso que você falou de uma outra geração.

Da geração que está se conectando também.

Eu também vejo esse movimento,

Sabe.

De uma outra geração entender mais o digital,

Né.

Enfim.

E aí volta aquilo.

Eu gosto muito de entender os comportamentos do ser humano.

Das pessoas.

Acho que isso é uma parte muito gostosa do trabalho em si.

Legal.

Um dia vamos fazer uma live pra gente falar sobre comportamentos,

Então.

Vamos,

Combinado.

Pathy,

Queria te fazer uma última pergunta.

Se a gente fosse apagar todas as lives que você já fez até hoje.

Todos os vídeos no YouTube.

Todos os seus posts.

Todas as informações que você já deixou para o mundo.

E a gente pudesse só deixar três informações.

O que você deixaria aí,

Talvez,

Para as próximas gerações.

Para gerações atuais.

Três informações importantes.

Três informações importantes.

Eu acho que tem essa questão do sentido da voz interior.

Eu acho que isso faz sentido em toda a nossa vida.

Em qualquer coisa.

E aí entra um pouco da espiritualidade,

Né,

Gustavo.

Que é você se conectar.

Não importa a sua religião.

E você entender o seu papel no mundo.

E entender que nós somos muito além do que está aqui.

Eu acho que isso é um dos pontos.

Então,

Essa questão de legado.

Quando você olhar para trás.

Eu entendo que tem muita gente que olha para mim e fala assim.

É possível.

Com coragem eu consigo.

Se eu ouvir eu mesmo,

Eu consigo realizar.

Eu acho que esse é um dos pontos bem importantes.

Eu acho que outra coisa que é muito importante.

É ver que é possível você sair de uma área de consumo extremo.

E você ir para uma outra área de consciência.

Sabe?

Você ter uma transição tão radical.

E isso eu fico muito feliz.

Eu deixaria essa informação olhando para trás.

Isso é algo que eu tenho orgulho de olhar e falar assim.

Eu consegui.

Sabe?

Eu não sei qual é o futuro.

Porém,

Eu cheguei aqui e eu consegui aquele objetivo.

De sair de algo que eu não estava me orgulhando naquele momento.

Do que eu vivenciava.

E conseguir olhar e falar assim.

Ok,

Eu já tenho um legado positivo.

Deixa eu ver o que mais.

Eu acho que tem um outro ponto.

Eu não sei exatamente em que momento.

Eu até falei disso em uma outra live.

Eu gosto da ideia de ser um hub do bem.

Eu tenho uma amiga que fala muito isso.

Das pessoas que são um hub do bem.

Que você atrai pessoas e você monta um time.

E aí volto a falar.

Assim como não seria nada sem as pessoas que estão no time.

Então,

Ser um hub de pessoas que acreditam no mesmo propósito.

Isso é algo que eu deixo como uma herança da minha vida.

De uma conquista de falar.

Que legal,

Eu conheci tanta gente legal.

Ou tanta gente que nem está mais no time.

Seguiu o seu caminho,

Mas deixou sua herança positiva também.

Eu acho isso muito gostoso de pensar.

Muito legal.

Eu vou só perguntar algumas coisas sobre cada um desses três pontos.

A espiritualidade.

O que é a espiritualidade para você?

Eu acho que tem essa conexão com o universo.

De você entender que nós somos.

Estamos dentro de algo muito maior.

As coisas não são tão simples.

E aí entra.

.

.

Por isso que eu acho que quando a gente olha para a natureza.

A natureza mostra essa força.

E essa força,

Gustavo,

Ela me dá um pouco de medo.

Essa força da natureza.

Quando a gente vê emergência climática que a gente não está respeitando.

E a gente entende que a gente está prejudicando.

Isso em alguns momentos vem em forma de tempestade,

Furacão,

Ventania.

E a gente vê muitos desastres.

E para mim,

A espiritualidade está ligada a isso.

A esse respeito ao bem.

A você entender que você tem que deixar algo positivo.

E aí entra.

Cada pessoa entender da sua maneira.

Com o seu comportamento,

Com a sua religião.

Mas a gente tem que estar conectado a esse algo maior.

Respeitando esse algo maior.

Porque da maneira que a gente vem hoje.

Como humanidade não está sendo legal.

E eu acho que essa herança da pandemia.

Quando tem o novo normal.

Eu espero que esse novo normal.

Seja uma herança de consciência.

De que sim,

O coletivo é muito importante.

Que o universo tem muita força.

Que a gente é muito frágil.

Essa fragilidade é muito importante.

A gente olhar para a gente.

A gente entender dessa fragilidade,

Sabe?

Então acho que a espiritualidade está ligada a isso.

Essa conexão com algo muito maior.

E que cada pessoa vai entender de uma maneira diferente.

Legal!

Que a colaboração é melhor que a competição também,

Né?

Se a gente é muito frágil.

Quanto mais a gente colabora.

Porque tem essa coisa da competição é super importante.

Dá para a gente chegar em um lugar até melhor.

Com colaboração.

E não com competição,

Né?

Com certeza!

Muito melhor,

Sim!

E aí esse ponto do consumo.

O que é essa coisa do consumo consciente?

Eu acho que o consumo consciente.

Quando você compra algo.

Você financia algo com o seu dinheiro.

Que vem do seu trabalho,

Né?

Então você está pegando aquelas horas de trabalho da sua vida.

Seu tempo.

E financiando algo.

Se você consome algo que você não sabe.

O que é aquilo que você está financiando.

Não é um consumo consciente.

Se você entende que aquilo que você comprou.

Que impacto que vai ter.

Como você vai conseguir gerenciar isso.

O que é que isso vai acontecer ali na frente.

Já é um consumo consciente.

Então você vai questionar sobre a embalagem.

Dar onde vê.

Se as pessoas são remuneradas corretamente.

Toda a cadeia.

Então quando você vê assim.

Ah,

Tudo bem.

O não consumir.

Sim,

É sustentável.

Porém,

A gente vive num momento que.

É possível você consumir.

Gerando menor impacto.

Ou impacto positivo.

Para mim isso é o consumo consciente.

Legal.

E essa coisa.

A pessoa que está começando a empreender agora.

Que ela precisa atrair pessoas.

Que estão conectadas com essa mesma vibe dela.

Como que o empreendedor consegue.

Atrair como você tem atraído.

Ser esse hub,

Né?

De pessoas positivas.

Mas é difícil.

É.

Não é tão simples.

Imagino.

Eu acho que esse é um dos processos mais difíceis.

Porque cada pessoa vem com a sua herança cultural.

Então que a sustentabilidade para mim.

Às vezes não é para outra pessoa.

Enfim.

É muito difícil você conseguir esse alinhamento.

Por isso que é muito importante valorizar as pessoas que estão contigo.

No mesmo momento.

No mesmo time.

Eu acho que a rede social.

Ela permite isso.

Eu acho que quando você.

E aí entra para a pessoa que quer empreender.

Se você quiser criar um personagem.

Ah,

Eu acho que eu vou ser assim na rede social.

Não.

Acho que você tem que ser você mesmo.

Você mesmo.

Com seus desejos.

Com seus valores.

Com as suas falhas.

Eu tenho muitas falhas.

Eu acho que a pessoa que mais erra em toda a simples.

Sou eu sempre.

Eu falo isso para a minha equipe sempre.

A pessoa que mais erra.

Que esquece de cumprir algumas coisas.

Sou eu.

E as meninas sabem disso.

A pior memória é a minha.

Então assim.

Eu acho que.

A partir do momento que você fala assim.

Olha,

Eu tenho essas qualidades.

Porém eu tenho esses defeitos.

Então eu preciso de pessoas complementares.

Que vão.

Me agregar.

E eu vou agregar na vida delas.

E a gente vai ser um time mais completo.

Então eu costumo falar.

Por exemplo.

Eu não sou uma pessoa de visão macro.

Eu não sou uma visão micro.

Mas isso não no sentido pejorativo.

Não.

Pelo contrário.

Eu acho que as pessoas que gerem no detalhe.

Elas são muito importantes.

Então.

Você também.

Sempre tem as pessoas que são bem detalhistas.

Porque eu falo assim.

Ah,

Eu tive uma ideia.

Vamos fazer.

Mas o como fazer.

Muitas vezes eu falo.

Opa.

Eu não sei muitas vezes como fazer essa estratégia.

Ou essa ideia.

E aí.

As meninas vêm falando.

Eu pensei nisso.

Nisso.

Nisso.

Aí você constrói uma ideia.

Então.

Hoje eu sei.

Das minhas falhas.

Das minhas qualidades.

Aí volta o autoconhecimento.

E aí.

Quando você.

Consegue.

Trabalhar com pessoas.

Você vê assim.

Ah.

Fulano.

Quais são os pontos fracos.

E os pontos fortes.

Aí você vai.

Montando esse time.

Com isso assim.

Eu acho que.

Esse autoconhecimento.

É fundamental.

Fundamental.

E aí.

Você reconhecer.

Isso que eu falei assim.

Você reconheceu.

As falhas.

Os erros.

É muito importante.

Sabe.

Tem alguma coisa específica.

Dentro do processo de seleção.

Que você sempre faz.

Assim.

Uma dica.

Pra selecionar.

Você tá com os candidatos.

Ali na sua frente.

Como escolher aquele.

Eu vou falar uma coisa horrível.

Tá.

Não me julguem.

Mas eu não gosto de currículo.

Eu não gosto de currículo.

Eu gosto de seres humanos.

Eu prefiro.

Às vezes.

Alguém.

Que tem pouca experiência.

Que tem pouca vontade.

Que a pessoa fala assim.

Eu não sei direito.

Mas olha.

Eu vou aprender.

Eu adoro.

Quando a pessoa chega assim.

Sabe.

Do que a pessoa chega no meu currículo.

Ah.

Eu já fiz.

Tá.

Legal.

A experiência é muito bem vinda.

Assim.

Tem áreas.

Que você precisa de pessoas com muito conhecimento.

E experiência.

Mas se aquela pessoa.

Ela não estiver conectada.

Ela não estiver com a vontade.

Eu acho que.

A força de vontade.

Sabe.

A vontade de fazer.

Parte de um time.

É muito melhor.

Do que qualquer currículo.

E aí.

Eu sou conhecida por isso.

Assim.

Sabe.

Tipo.

Tal.

A pessoa fala.

Ah.

Eu vi o meu currículo.

Ah.

Vi.

Mas já nem lembro mais.

Eu quero ver aqui.

Conversando.

Entendendo.

Olho no olho.

Sabe.

Ter uma relação ali.

E esse é o processo mais importante.

E aí.

Vai.

Eu entro num desafio.

Né.

Gustavo.

Porque quando a empresa cresce.

E você precisa.

Começar a delegar as contratações.

É.

Você precisa entrar num.

Então.

E você ainda quer.

Ter esse processo.

Que não é mais possível.

Entendeu.

Então.

Isso é uma das coisas.

Que me preocupa.

Mas que a gente tem que aprender.

E.

Transitar.

Mas.

Por mim.

Eu contrataria todo mundo.

No olho no olho.

Sabe.

Na conversa transparente.

Legal.

Isso que você falou.

Do currículo.

Eu acho que é uma coisa muito.

Moderna.

Eu acho que o empreendedorismo.

Moderna.

Isso não é uma característica só sua.

Eu vejo.

Que empreendedores.

Dessa nova.

Dessa nova geração.

Né.

Que estão preocupados com.

Com a diversidade.

Com a responsabilidade social.

Tem essa coisa de.

Avaliar mais a pessoa.

Mais a vontade dela.

Do que o currículo.

Né.

Porque no final das contas.

A gente é muito plástico.

A gente é moldável.

A gente.

A gente tem a capacidade de aprender.

Desde que a gente queira.

Se desenvolver naquela direção.

Né.

Sim.

E é importante acreditar também.

É.

Nas pessoas.

E eu acho que a capacidade.

De senso coletivo.

É muito importante.

Então.

Assim.

Eu já tive experiência.

Com pessoas muito capacitadas.

Com ótimos currículos.

Mas que.

Tinha um problema.

Em trabalhar em equipe.

Ah.

Mas não.

Eu.

Fulano está me cobrando.

Não.

Não é uma cobrança.

É uma engrenagem.

Se você não funcionar.

A engrenagem do outro.

Vai parar.

Então.

É.

Se você não tiver o diálogo.

Sabe.

E aí.

Entra um processo.

Que eu acredito na amizade.

Dentro do trabalho.

Eu acredito.

Muito.

Eu já quebrei a minha cara.

Em outros momentos da vida.

Em relação a isso.

Porque.

Falam assim.

Ai não.

Eu não consigo.

Porque eu acho que é uma família.

Que você está convivendo.

Todos os dias.

E aí.

Tu tem que gostar das pessoas.

Sabe.

É um processo.

Muito.

As pessoas falam.

Nossa.

Mas você é muito.

Eu gosto.

As pessoas que trabalham comigo.

E que a gente trabalha junto.

São minhas amigas pessoais.

E que eu levo para a vida depois.

Se elas seguirem.

Várias.

Já seguiram para outros momentos.

Outras oportunidades.

São minhas amigas.

E várias.

Eu mando assim.

Por favor.

Volta.

Que eu estou com saudade.

Eu mando isso muitas vezes.

Porque.

A gente tem aquela pessoa na convença.

Muitas vezes.

E aí.

Eu acho que entra naquele processo.

Que a gente falou.

Antes de.

Fazer o que gosta.

Fazer o que gosta.

Além do propósito.

É.

Com quem você está fazendo isso.

Quão divertido isso é.

Sabe.

Ontem eu estava falando com a Isa.

A Isa é a nossa gerente de rede social.

Digital e tudo mais.

E aí.

A gente estava falando sobre isso.

Tipo.

Uma da manhã.

Ontem.

Falando de.

Cara.

A gente vai valorizar tanto.

Cada almoço que a gente sai com a equipe.

Porque a gente está sentindo falta.

Saiba trabalhar junto.

Ah.

Funciona.

Cada um da sua casa.

Funciona.

O trabalho funciona.

A vontade de ser humano.

De estar junto.

Aglomerado.

Isso não passa.

Então.

Você só faz isso com as pessoas.

Que você gosta muito.

Relacionamento.

É o principal fator determinante.

Felicidade.

Se a gente não tem bons relacionamentos.

Na verdade.

Bons relacionamentos.

Mas relacionamentos excelentes.

Maravilhosos.

No trabalho.

A gente está comprometendo.

A nossa qualidade de vida.

Então.

Trabalhar em um lugar.

Em que a gente não gosta das pessoas.

Olha.

Esse é um forte indicativo.

Repensar esse lugar.

E vai buscar um outro lugar.

Que está mais condizente.

Com pessoas mais condizentes.

Com que você gosta.

E eu acho.

Gustavo.

Que tem um ponto ainda.

Para finalizar essa questão do relacionamento.

Que é.

Quando você gosta.

Você estende isso para o consumidor.

A gente gosta.

Dos nossos consumidores.

Perfeito.

Entendeu?

A gente gosta e trata.

Não é o consumidor.

É uma extensão nossa.

Então as críticas são bem vindas.

A gente ouve.

A gente considera.

Os elogios são super bem vindos.

Então.

Esses dias a gente recebeu.

E foi a Isa.

Que falou assim.

Paty.

A fulana.

Que é uma cliente.

Super assim.

Acompanha a gente.

A gente não as conhece pessoalmente.

Mas conhece de rede social.

Ela falou.

Olha.

Ela perdeu o emprego.

E o marido também.

E os produtos dela acabaram.

Eu posso mandar para ela.

Alguma coisa da Simple?

Nossa.

A gente deve.

Porque.

Ela sempre.

Ela consome sempre.

E ela.

A pessoa que vai ali.

Comenta.

E ela está sempre acompanhando.

Imagina.

Se a gente não vai estar junto com ela.

No momento de dificuldade.

Entendeu?

O mínimo que a gente tem que fazer.

É agradecer a fidelidade.

Que ela sempre teve.

E estar com ela.

Nesse momento.

Então.

E é isso.

Uma relação.

Isso não é consumidor.

Isso é uma relação.

De amizade.

Mesmo que seja digital.

Que a gente não nos conheça.

Ela confia na gente.

Ela confia na nossa marca.

Entendeu?

Então.

Tem que estar junto mesmo.

5.0 (8)

Avaliações Recentes

Bernadete

July 3, 2024

🙏

Mariana

September 16, 2020

perfeitoooooo.

cecilia

September 15, 2020

Todas as entrevistas são de altíssima qualidade. Estou levando para minha empresa , equipe de gestão . Muito obrigada pelo trabalho.

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