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Cura do Abandono

by Elsa Santos Lima

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3
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Meditação
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9

Você sente um vazio inexplicável ou um medo constante de ser deixado por quem ama? Essas sensações podem ser ecos da ferida do abandono. Nesta meditação para dormir, Elsa Limma conduz você em uma jornada de retorno ao seu templo sagrado, onde a cura acontece através do autoacolhimento.

Transcrição

Olá.

Seja bem-vindo.

Seja bem-vinda.

Eu sou a Elsa Lima.

E hoje eu vou guiar você por uma jornada de cura profunda.

Enquanto você dorme.

E antes de você começar,

Eu só te peço pra curtir este vídeo.

Para que esta ferramenta de cura noturna alcance mais pessoas.

E agora?

Permita que os seus olhos se fechem lentamente.

Como alguém que já não precisa mais vigiar o mundo.

E enquanto a sua respiração desacelera.

Talvez você comece a perceber que existe uma parte sua.

Muito antiga.

Que passou anos esperando o acolhimento.

Uma parte silenciosa.

Que apenas queria ser vista.

Abraçado.

Acolher.

E talvez.

.

.

Em algum momento da vida.

Ela tenha sentido que ficou sozinha.

Talvez por ausência.

Talvez por silêncio.

Talvez por falta de atenção.

Talvez por olhares que não chegaram.

Palavras que nunca vieram.

Ou abraços que não permaneceram o tempo o suficiente.

E essa criança dentro de você.

Aprendeu algo doloroso.

Aprender o que?

Talvez precisasse merecer amor.

Mas esta noite.

.

.

Algo diferente acontece.

Porque esta noite você não vai procurar amor lá fora.

Você vai retornar ao templo sagrado dentro de você.

E reencontrar.

O amor que tanto buscou lá fora.

Enquanto você.

.

.

E enquanto relaxa.

Respire profundamente.

E solte bem devagar.

Muito bem.

Mais uma vez.

Inspirado.

Inspira.

E enquanto você respira calmamente.

Imagine que uma luz começa a tocar no topo da sua cabeça.

Como uma presença silenciosa.

Segura.

Antes.

E essa luz desce lentamente.

Relaxando a sua testa.

Soltando os pensamentos.

Dissolvendo as preocupações.

E os músculos ao redor dos olhos,

Relaxe.

As pálpebras ficam pesadas.

Muito pesado.

Como se finalmente pudessem descansar.

Relaxe a mandíbula agora.

Porque muitas vezes é ali.

Que o medo do abandono permanece preso.

Palavras não ditas.

Necessidade de agradar.

Medo de perder amor.

Então,

Solte.

Só.

Completamente.

Muito bem.

E o relaxamento desce pelo pescoço.

Pelos ombros.

E talvez você perceba quanto peso carregou tentando não ser abandonado.

Tentando ser perfeito.

Prestativo.

Forte.

Necessário.

Pra que alguém ficasse.

Mas agora.

.

.

O seu corpo pode descansar dessa luta.

Descansa.

E o relaxamento continua.

Pelos braços.

Maus.

Abdômen.

Quadris.

Pernas.

Peace.

Enquanto seu corpo adormece.

O seu subconsciente desperta.

E você pode imaginar agora.

Que você está caminhando por um corredor cheio.

Silencioso.

Feito de pedras claras.

Iluminado apenas por tochas douradas.

Cada passo seu.

Ecoa suavemente.

E à medida que você caminha.

Os pensamentos começam a desaparecer.

Ficando distante.

Tão distantes.

Ele é doce.

E silenciosos.

E no final do corredor existe uma grande porta.

Eu vou contar de 10 a 1.

E você vai se aproximar da bola.

Dez,

Caminha.

Lá.

Profunda.

Oi.

Cada passo.

Céu mais blufo.

Seis.

Cinco na metade do caminho.

Cada vez mais profundo.

Se aproxima.

Dois.

Quase.

Um e você está diante da porra.

E quando você toca,

Ela se abre lentamente.

Revelando um templo imenso.

Sagrada.

E no centro desse templo.

Uau,

Tá!

Onde existe um livro sagrado.

Um livro antigo.

V.

Brilhando suavemente.

Você se aproxima.

E ao tocar esse livro.

O seu subconsciente começa a abrir memórias.

Não através de lógica.

Mas através de sensações.

E o livro se abre lentamente.

Palavras começam a surgir nas páginas.

Palavras aleatórias.

Disconnexes.

Sem sentir.

Fada.

Partícula.

Veste-te.

Lua.

Flor.

Sol.

Beijo.

Lua.

Experimentos.

E não.

Obrigada.

Céu Fui não.

Serte.

Também.

Sols.

Sua.

Pelo amor de Deus.

De novo.

E paz.

Deixe essas palavras surgirem.

Fragmentadas.

Aço Sim.

Sem tentar entender.

Sem tentar organizar.

Não.

E agora permita que essas palavras desapareçam.

E não pense.

Não pese.

Não pegue.

Agora.

E enquanto isso surge,

Não pense.

Não pede.

Não pese.

Não desça.

E apenas permita que o seu subconsciente mostre.

Sem precisar explicar.

Levando embora as memórias de bando.

Não pese.

Não pese.

Não pegue.

Não.

E enquanto isso surge,

Não pense.

Não se pegue.

Não pense.

Não pese.

Então.

.

.

De repente.

Uma luz emerge do Livro Sagrado.

Uma luz viva.

Quente.

Profundo.

Como se o próprio amor estivesse respirando dentro deste templo.

E novas palavras começam a surgir.

Mas agora?

Elas possuem sentido.

Elas tocam a sua alma.

E elas entram profundamente.

Dentro de você.

Você é o seu próprio amor.

Você apenas aprendeu a procurar lá fora.

O que sempre habitou dentro de você.

E agora?

Você.

Pode ser a sua própria fonte de acolhimento.

Agora você pode permanecer.

Agora você pode se acolher.

Se amparar.

Se amar.

Mesmo quando outros partirem.

Sinta essas palavras.

E enquanto essas palavras entram profundamente.

No seu subconsciente.

Você sente algo mudando.

Uma nova sensação.

De segurança.

De calma.

De amparo profundo.

Como se finalmente você tivesse encontrado o seu lugar.

Onde ninguém pode te abandonar.

E esse lugar é você.

Sempre foi.

E agora?

O livro vira mais uma página.

E novamente palavras desconexas surgem.

Verde.

Forme.

Anel.

Bicicleta.

E aí?

Arei.

Tchim!

Somos.

Fragmentos.

Nade.

Limite.

Ae como vozes distantes.

E sumir.

Sol.

Ahn.

.

.

Esse Permita que essas palavras desapareçam.

E não pés.

Não pense.

Não pense.

Não pese.

Não pense.

Não pense.

Não pense.

Não pense.

Mas agora.

.

.

O seu subconsciente começa a aprender que você não precisa se abandonar.

Não peça.

Não pense.

Você,

Filho.

Simpa.

Se cuida.

E cia.

E quem ficar?

Fica porque vem somar.

E não preenche.

Por que agora?

Você.

Se breje por dentro.

E transborda-te a Deus.

Sim e novamente uma luz emerge do livro.

Mais intensa.

Mais viva.

Mais amorosa.

E novas palavras surgem.

Com escrituras sagradas gravadas no seu coração.

E na sua mente.

Você tem um lugar seguro.

Você está parado.

O amor está em você.

O amor é você.

O amor transborda em você.

E você é digno de amor simplesmente por existir.

E a ouvir isso.

O seu coração relaxa profundamente.

Como alguém que finalmente chegou em casa.

E agora?

Você sente uma presença enchendo espaços vazios.

Um amor silencioso.

Que não abandona.

Nunca abandone.

É o amor que te preenche.

E transbordem você.

E então?

Você vê uma criança entrando neste templo.

A sua criança interior.

Ela caminha lentamente até você.

Segurando o novo livro.

Um livro brilhante.

Dourado.

Frio.

Ela sorri suavemente.

E entregue esse livro em suas mãos.

E ao abrir você percebe que.

.

.

As páginas estão em branco.

E a criança diz.

.

.

Agora você pode virar a página.

Agora.

Você pode continuar a nossa história.

Porque eu estou curada.

Eu estou livre.

Você voltou pra mim.

E você ficou.

E era tudo o que eu precisava.

Ouça o eco dessas palavras reverberando neste templo sagrado.

Eu estou lhe.

Você voltou pra mim.

Você ficou.

Do que eu precisar.

E enquanto essas palavras ecoam.

A criança abraça você.

E lentamente ela se transforma em luz.

Uma luz dourada.

Quente.

Que entra no seu peito.

Expandindo-se.

Expandindo-se.

Até preencher todo o seu corpo.

Sim.

Da cabeça aos pés.

Dos pés à cabeça.

E agora você sente.

Verdade.

Amor.

Interesse.

Presença.

E enquanto você sente essa presença profunda.

Acolhe tudo.

Você escuta a voz dessa criança ecoando dentro de você.

Eu estou sim.

O seu voo.

Agora nós temos um lar.

Agora nós demos um ao outro.

Nós temos acolhimento.

Agora nós temos paz.

Nós estamos livres.

Curados.

E você pode dormir.

Eu estou aqui.

Sempre estarei.

E agora o templo silencia.

O livro repousa.

E a luz permanece viva dentro de você.

Enquanto você dorme,

Bruno.

É isso aí.

E o seu subconsciente continua curando.

Escrevendo novas páginas.

Páginas de amor.

Segurança.

Pertencimento.

Enquanto você dorme.

Eu sou.

E enquanto você dorme a sua mente subconsciente continue escutando a minha voz.

Agora eu sei.

Eu nunca fui impossível de amar.

Eu só era uma criança precisando de colo.

E agora eu posso descansar.

Eu não preciso mais correr atrás de amor.

Eu não preciso mais implorar atenção.

Eu não preciso mais sentir medo de que alguém me falte.

Por que agora?

Eu tenho você.

E você voltou.

Você me ouviu.

E você ficou.

E isso curou meu coração.

A dor antiga foi embora.

Como um sonho distante.

Como palavras ao vento que desaparecem.

Palavras sem sentido.

Desconexe-se.

Que não existe.

E eu não estou mais sozinha.

Eu não estou mais perdida.

Eu não estou mais abandonada.

Porque agora.

.

.

Existe uma luz dentro de mim.

Existe acolhimento.

Existe presença.

E eu sei.

Porque eu sinto.

Que existe amor.

Eu não preciso mais me esconder para ser aceita.

Não preciso mais agradar para merecer carinho.

Eu não preciso mais sentir medo de ser deixada.

Por que eu descobri?

Que o amor verdadeiro permanece.

Agora eu sinto isso.

E eu me sinto segura.

Seguro para respirar.

Seguro pra sentir.

Seguro para existir.

E o meu coração pode relaxar.

O meu corpo pode durar.

E a minha alma pode confiar novamente.

Porque a criança dentro de mim está livre.

Não pense.

Tchau.

Não pede.

Agora eu sei.

Eu sei que eu sempre tive valor.

Eu sei que eu sempre fui digno de amor.

Eu sei que eu sempre fui o suficiente.

E agora?

Eu permito que essa verdade entre profundamente.

Cada célula do meu corpo.

Como uma luz dourada preenchendo espaços vazios.

Procurando memórias,

Não pense.

Curando ausências.

Não pense.

Procurando os silêncios antigos,

Não o bem.

E eu me sinto completa.

Inteiro.

Amã.

Protegido.

Agonia.

Eu pertenço ao amor.

E o amor pertence a mim.

Agora eu posso virar a paz.

Eu posso continuar a minha história.

Sem medo.

Sem abandono,

Não perca.

Sem precisar fugir de mim.

Não pese.

Porque finalmente eu encontrei a luz.

O meu lar.

Está dentro de mim.

E agora,

Eu descanso.

Eu douro.

Eu confio.

Lee.

Obrigado por assistir!

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