Da Guiana.
Hoje vamos criar um espaço para brandar.
Para descansar.
E para recordar uma qualidade.
Que muitas vezes esquecemos.
A confiança.
A confiança no caminho.
Confiança no corpo.
A confiança no ritmo da vida.
Existe,
Por vezes,
Uma pressão silenciosa que carregamos dentro de nós.
Uma sensação de que deveríamos estar mais à frente.
Que deveríamos ter chegado mais longe.
De que deveríamos compreender melhor as coisas.
De que talvez.
.
.
Se estivéssemos atrasados em relação.
.
.
Aquilo que imaginávamos para nós.
E antes de começarmos esta prática.
Convido-te a permitires-te pousar essa pressão.
Não precisas de resolver nada neste momento.
Não precisas de descobrir o próximo passo.
Não precisas ser diferente.
De quem és agora?
Não há nada para alcançar.
Nada para provar.
Nada para fazer acontecer.
Apenas recebe este momento.
Tal como a natureza nos ensina.
Nada nela se apressa.
O sol não tem pressa para nascer.
As teções não competem umas com as outras.
Uma semente não tenta transformar-se numa árvore durante a noite.
E ainda assim.
Tudo acontece.
Tudo chega no seu próprio tempo.
Existe um ritmo silencioso.
Em todas as coisas.
E talvez hoje possas permitir-te recordar.
Também fazes parte desse ritmo.
Também tu estás a crescer.
A mudar.
A tornar-te.
Mesmo quando parece que nada está a acontecer.
Mesmo quando o caminho não está completamente claro.
Esta prática é um convite para confiar.
Confiar no teu corpo.
Exatamente como ele está.
Confiar no teu caminho.
Mesmo quando ainda não consegues ver todos os passos.
Confiar que aquilo que é para ti Não ficou para trás.
Não está a passar por ti.
Não precisa ser perseguido.
Está simplesmente a revelar-se.
A acontecer.
É encontrar-te no seu próprio tempo.
Para agora,
Como está o corpo.
E se for necessário,
Ajustam.
Para encontrar uma posição.
Que seja completamente confortável.
Uma posição onde possas permanecer durante os próximos momentos.
Sem esforço.
Sem necessidade de ajustar constantemente.
Da permissão que a superfície por baixo de ti Acolha todo o teu corpo.
Talvez queiras colocar uma manta sobre o corpo.
Uma almofada por baixo dos joelhos.
Ou qualquer apoio que permita que o corpo se sinta mais confortável.
E senta o peso do corpo.
A forma como a terra te recebe.
A superfície por baixo de ti.
Não perde nada.
Não espera nada.
Apenas sustenta.
E permite que o corpo receba essa mensagem.
Posso descansar.
Oh,
Eu posso deixar uma poeira aqui.
Não precisas de segurar nada.
De segurar o corpo.
Não precisas de carregar nada.
Por alguns momentos.
Permite-te,
Simplesmente.
Ser sustentável.
E com delicadeza.
Leva atenção à tua respiração.
Sem mudar nada.
Apenas observando.
Talvez possas notar o movimento natural do ar.
A entrada suave pelo nariz.
A saída tranquila.
E agora,
Se for confortável.
Faz uma inspiração um pouco mais profunda pelo nariz.
E soltar o ar pela boca.
Como se cada inspiração pudesse libertar.
Um pouco daquilo.
Que já não precisas carregar.
E então inspira,
Criando espaço.
E expira.
Soltando a urgência.
Mais uma vez inspira profundamente.
E expira lentamente.
E podes convidar os ombros a suavizarem.
Maxilar,
Relaxar.
Talvez possas separar ligeiramente os dentes.
Permitir que a língua descanse.
Os músculos ao redor dos olhos suavizam.
A testa torna-se lisa.
O rosto inteiro.
Pode receber uma expressão de tranquilidade.
E se ainda não o fizeste?
Deixe que a respiração retorne.
Ao seu ritmo natural.
Não precisas criar relaxamento.
Apenas por mim.
Que ela aconteça.
O corpo sabe o caminho de regresso ao descanso.
E nota agora.
Os pontos onde o corpo toca a superfície.
Sinto o contato.
Paz.
Presença.
Talvez sintas as costas apunhadas.
As pernas descansadas.
As mãos tranquilas.
Permite.
Sentir o corpo como um lugar que podes habitar.
Não como algo que precisa de mudar.
Não como algo que precisa de melhorar.
Apenas como ele é.
Neste momento.
Talvez possas notar que existe uma sabedoria silenciosa dentro do corpo.
Uma inteligência que sabe respirar.
Só um aparato.
Saco,
Saco,
Saco,
Saco,
Saco.
Talvez possas confiar um pouco mais nessa sabedoria.
Como uma árvore confia nas suas raízes.
Como o rio confia no seu movimento.
Como a natureza confia no processo.
E agora convida uma intenção para esta prática.
Uma frase simples,
Uma mensagem que possas guardar contigo.
Isso nada de ocorrer.
Podes apenas dizer mentalmente.
E o confio.
No ritmo da minha vida.
E permite que esta frase Encontre espaço dentro de ti.
Sem esforço.
Sem necessidade de a forçar.
Apenas uma pequena semente.
Pontava.
Repete a tua intenção mentalmente.
Por três vezes.
E convido-te agora.
A viajar pela consciência do corpo.
Apenas sentido.
Sem necessidade de fazer nada.
Dava a tua atenção ao maxilar.
Nota as sensações.
Nota a língua.
Os dentes.
O interior da boca.
Os lábios.
A ponta do nariz.
O JÔNIUS os músculos à volta dos olhos.
A tersta.
O corco a blusa.
Toda a cabeça.
Do zaga.
Sol.
Tranquila.
Sinta a garganta.
O pescoço.
Os ombros.
Tanto peso carregam durante o dia.
Brasileiro.
O braço esquerdo.
Ambos os braços.
Ambos os cotovelos.
Antebraços.
Pouso.
Mão.
Os dedos das mãos.
E foi.
A zona do coração.
Espaço onde a respiração acontece.
As costas.
O dormir.
A pelvis.
Que senta aqui.
Nesta superfície.
Não precisa ser segurada.
Nem puxida.
Apenas observa.
Leva atenção às pernas.
As coxas.
Os joelhos.
Orémios.
Aos tornozelos.
Os pés.
Aos dedos dos pés.
E a turma do corpo.
Zão!
Rocha.
Sustentável.
Como se cada parte.
Das desolveres suavemente.
Eu vou por baixo de ti.
Descansando.
Completamente.
Dentro deste momento.
E nota como no seu interior.
A respiração se desenvolve.
Sem que precises fazer nada.
E confias.
Que tudo aconteça ao seu ritmo.
Não há mais nada para fazer.
E talvez noutros.
Que a respiração.
.
.
Se tornou mais súbdito.
Tomes notas.
E o corpo pode descansar.
Ainda mais profundamente.
E dás permissão.
Que as palavras desapareçam lentamente.
E aqui apenas fico.
Sensação.
A sensação de confiança.
A sensação de estar.
Exatamente.
Onde precisa estar.
O corpo sobe,
Descansando.
Amendo,
Sal,
Brandar.
E tu?
Estás simplesmente.
No teu próprio caminho.
No teu próprio tempo.
Permite-te.
Aposar.
Prometo.
Respirar.
Permite-te confiar.
E a respiração suave.
O corpo,
O pesado.
Podes simplesmente.
Deixar de ir.