Agora vou fazer-lhe companhia para que estejam uns minutos consigo.
Aqui e agora.
Treinando a capacidade de reposar na respiração.
E reconhecer a mente quando se afasta,
Treinando reunir a mente.
E antes de começarmos,
Convido a recordar a aspiração que escreveu.
Talvez lembrando porque escolheu dedicar tempo a esta prática.
Vou dar orientações para a posição sentada,
Mas pode realizar esta prática noutra posição de quietude,
Como a posição deitada ou em pé.
Talvez começando por ajustar a postura.
Procurando uma posição que combine vitalidade e descontração.
Descontraindo o rosto talvez permitindo um leve ar de sorriso.
Sentindo a cabeça alinhada com o pescoço e com a coluna.
Como se crescesse um pouco.
A vitalidade no corpo pode inspirar a vitalidade na mente.
E se fizer sentido.
Fazendo agora algumas respirações,
Intencionalmente um pouco mais profundas.
Inspirando e ao expirar deixando o corpo largar um pouco.
Talvez permitindo que a expiração seja um pouco mais longa do que a inspiração.
E a cada expiração,
Sentindo o contato do corpo com a superfície de apoio.
O peso do corpo na cadeira ou o contato com o chão.
Talvez notando os pés apoiados.
Ou peso das mãos.
Chegando,
Chegando ao aqui e agora.
E agora deixando a respiração seguir o seu ritmo natural.
Sem precisar de a controlar.
Apenas deixando que a respiração aconteça.
A respiração pode funcionar como um fio condutor.
Uma âncora suave para estar presente.
Inspirando.
Sabendo que inspira.
Expirando.
Sabendo que a expira.
Inspirando,
Sabendo que inspira.
Expirando sabendo que expira.
Talvez reposando a atenção nas sensações do ar a entrar e a sair pelas narinas.
Ou no movimento peito.
Ou no movimento do abdômen.
Ou talvez no movimento de todo o tronco a respirar.
Onde for mais natural sentir,
Não há,
Não há propriamente um sítio certo.
É apenas sentir.
E saber.
Se ajudar,
Para começar,
Pode começar com uma nota mental suave.
Inspirando.
Expirando.
Inspirante.
Expirando.
Talvez notando que cada respiração é ligeiramente diferente à anterior.
Mais longa ou mais curta.
Mais suave ou mais marcada.
Às vezes as diferenças são muito subtis.
Posando a ícone em 13.
Ou simplesmente sabendo que está a inspirar ou é a inspirar.
E agora lembrando algo importante.
Amendo produz pensamentos,
Tal como as glândulas salivares produzem saliva.
É simplesmente o que Mento faz.
Por isso,
Pode notar que a mente se afasta muitas vezes.
Isso faz parte do treino.
Quando a mente for cativada por outra coisa,
Talvez um pensamento.
Um som,
Uma sensação.
O treino começa por notar.
Reconhecer.
Sussurrando mentalmente uma palavra como Pensamento.
O som.
Ou sensação.
Talvez até com um pouco de humor.
Olha lá,
Pensa menos.
E depois,
Regressando à respiração,
Com um leve ar de sorriso.
Esta parte do sorriso é mesmo importante.
Inspirando,
Sabendo que inspira.
Expirando.
Sabendo que é e expira.
Talvez lembrando também que a intenção desta prática a estar com esta respiração.
E agora é esta.
E agora esta.
Apenas esta.
E quando a mente se afastar outra vez,
O treino repete-se.
Lutar.
Dar um nome simples.
E regressar sem recriminação.
Com boa vontade para com este amendo.
Sorrindo a todo o processo.
E se reparar que esteve há algum tempo perdido em pensamentos?
Pode simplesmente reconhecer isso.
E voltar.
Há um dia que a prática continua.
Pode experimentar reconhecer com um pouco mais de detalhe o que está a surgir.
Por exemplo.
.
.
Passado,
Futuro.
Planeamento.
História Julgamento.
Ou talvez emoções.
Paciência.
Tristeza.
Orgulho!
Estou a conseguir!
O contentamento está-se aqui também.
Reconhecendo o que aparece.
Dando um nome simples e depois regressando à respiração com um leve ar de sorriso.
Inspirando sabendo que inspira.
Expirando,
Sabendo que é expira.
Com o tempo esta forma de notar.
Ajuda a reconhecer padrões da mente.
Padrões de pensamentos que aparecem na prática.
E que provavelmente também aparecem na vida.
Mas esta prática não é para resolver nada,
Apenas para reconhecer.
Nomear.
E regressar.
Inspirando sabendo que inspira.
É expirante sabendo que é expira.
Ficando aqui.
Com esta respiração.
E agora explorando outra possibilidade de relação com os pensamentos.
Observando a própria natureza dos pensamentos.
Talvez notando que um pensamento surge.
Permanece por alguns instantes?
E depois desaparece.
Uma visita que aparece na mente?
E depois vai embora.
Sem precisar de empurrar,
Sem precisar de ir atrás.
Talvez perguntando silenciosamente.
O que acontece a este pensamento se ficar apenas a observá-lo?
Sem se embrulhar.
Apenas observando.
O surgir.
E o desaparecer.
Talvez como nuvens a passar no céu.
Enquanto a respiração continua a acontecer.
Inspirando,
Sabendo que inspira.
A inspirante sabendo que a inspira.
Fiquem aqui.
Agora.
Apenas com a respiração.
E com o que surgir.
Crescendo a respiração.
E talvez levando consigo esta capacidade.
De notar e regressar.
Também para o resto do dia.
E preparando para terminar.
Deixo o convite para reconhecer que,
No meio de tudo,
Reservou estes minutos para estar consigo.
Talvez possa agradecer-se por isso com um leve ar de sorriso.
Obrigada por praticar comigo.
Até à próxima!