
Como Iniciar o Comer Consciente - com Natasha Fonseca
by Aline Merlim
Os benefícios do mindfulness na nossa vida como um todo são inúmeros. A prática de mindfulness é incrível e nos permite transformar padrões comportamentais e, inclusive, ajuda a reduzir ansiedade. Nesse episódio, eu converso com a Nutricionista Natasha Fonseca sobre como trazer o mindfulness para o nosso comportamento alimentar e como começar a praticar o Mindful Eating - Comer Consciente. Vem com a gente e já coloca essas dicas em prática hoje mesmo! Esta faixa é gravada de um evento live.
Transcrição
Gente,
Eu trouxe uma convidada mega especial hoje para conversar com a gente um pouquinho sobre Mindful Eating,
Comer consciente,
A nossa relação com a comida.
E essa convidada é a Natasha Fonseca.
Ela é Nutri,
Foi minha colega na faculdade.
E ela é mestra em Neurociências.
E ela é a primeira Nutri que é instrutora de Mindful Eating em Porto Alegre.
Bom dia,
Nath!
Boa noite para a gente,
Boa noite para você.
Tudo bem?
Tudo!
Nath,
Eu quiser te apresentar um pouquinho.
Que maravilha poder te receber aqui.
A gente poder espalhar um pouquinho essa nossa missão,
Né?
Compartilhar com mais pessoas o nosso conhecimento.
Então,
Conta um pouquinho para a gente quem é a Nath.
A Natasha.
Primeiro,
Eu queria agradecer.
Estou super contente de a gente estar podendo trazer essas novas abordagens,
Né?
Acho que quanto mais pessoas sabem sobre isso,
Quanto mais pessoas falam sobre isso,
Mais fácil é para a gente poder,
Enfim,
Disseminar,
Né?
Ou deixar uma sementinha em cada um.
Bom,
Então eu me formei,
Foi.
.
.
Quando nós nos formamos?
Foi em 2015,
Se eu não me engano.
Já fazem alguns anos.
Mas logo depois eu fiz o meu mestrado em Neurociências,
Ali na URVS também.
E já no meu mestrado eu já queria entender um pouco mais sobre comportamento alimentar.
Eu não estava muito,
Vamos dizer assim,
Não era o suficiente tudo aquilo que a gente viu na graduação.
Então,
Eu queria avançar um pouco mais nessa parte de comportamento,
Né?
Então,
Eu comecei dentro da Neuro,
No grupo de Psiquiatria,
Para começar a estudar a história da ansiedade,
Né?
A gente também fala muito sobre a ansiedade,
Mas tem pouca coisa bem esclarecida,
Né?
Então,
Comecei a estudar em pacientes ansiosos a relação do mindfulness,
Tanto para tratamento quanto para melhora na questão do comportamento alimentar.
E a partir daí fui entrando cada vez mais,
Estudando cada vez mais isso.
E no ano passado,
No finalzinho de 2018,
Eu fiz a minha formação de Mindful Eating com a Lynn Ross,
Que é a presidente do Centro de Mindful Eating.
E desde lá,
Então,
Eu comecei a trabalhar muito aqui,
Né?
Aqui em Porto Alegre.
Então,
Eu tenho.
.
.
Eu sigo tanto com os estudos quanto algumas aulas que eu estou dando também agora.
Não só na parte diretamente com o público,
Mas também na pós-graduação.
Então,
Tem algumas universidades que eu estou atuando hoje.
Estou fazendo os grupos também aqui,
Que são super legais,
Né?
Estou super contente,
Assim,
Com esse retorno.
Então,
São grupos em que a gente consegue desenvolver o protocolo bem certinho,
Né?
São protocolos de 10 semanas.
E,
Enfim.
.
.
E acho que trabalhando muito isso com os pacientes também em consultório.
Porque eu vejo que a principal questão que vem,
Né?
Embora tenha uma questão muito de o que a gente necessita comer.
Enfim,
Quais são as orientações,
Quais são as guidelines em relação a isso.
A gente trabalha pouco e estuda pouco como fazer isso,
Né?
Então,
A gente tem uma indicação muito prescritiva no sentido de impositiva,
Né?
De que tem que fazer isso,
Tem que fazer aquilo.
Comer frutas e verduras,
Atividade física,
Água.
E a gente joga isso no colo do paciente e,
Tipo,
Te vira no trinco,
Né?
Exato.
Volta daqui a um mês.
E até assim,
Né,
Nath?
Hoje em dia a gente tem tanta informação sobre nutrição,
Alimentação,
Estilo de vida saudável.
Se tu perguntar pra qualquer pessoa,
Elas vão ter,
Assim,
Um consenso do que tu deveria comer mais,
Do que tu deveria comer menos,
Né?
Então,
Como que a gente vai usar essas informações a nosso favor,
Né?
Não simplesmente ter a informação,
Mas de fato conseguir agir com aquilo e trazer pro nosso dia-a-dia,
Né?
E isso envolve muito o comer consciente,
Né?
O Mindful Eating também.
Então,
Quer contar um pouquinho pra gente?
Introduzir um pouquinho o que é o Mindful Eating pra gente ter certeza que tá todo mundo na mesma página que tá nos assistindo?
Perfeito,
Com certeza.
Então,
Na verdade,
O Mindful Eating,
Ele vem de uma abordagem de mindfulness,
Que é uma abordagem de terapias de terceira onda.
Ela traz muito a ideia de estar no momento presente.
Então,
Ela vem,
Ela é derivada da meditação budista,
Ela é derivada do budismo.
Mas um pesquisador chamado Jon Kabat-Zinn,
Ele começou a trazer ou ocidentalizar as práticas de atenção plena.
Então,
Dentro da meditação,
A gente tem vários tipos de prática da meditação budista,
Né?
E ele começou a isolar apenas aquelas de treinamento atencional.
Então,
Tudo começou aí.
Esse foi o início dessa parte do mindfulness.
E aí,
Dentro disso,
Por tradução,
Se a gente for trazer o mindfulness,
É a gente trazer a atenção para o momento presente,
Com uma intenção clara de estar ali ou de executar qualquer outro tipo de tarefa e sem julgamentos.
Então,
Existem vários tipos de práticas,
Mas o mindfulness é como se fosse um domínio que todo mundo tem.
Algumas pessoas mais desenvolvidas,
Outras menos.
Então,
Meditadores têm o estado mindfulness mais desenvolvido,
Enquanto pessoas de uma maneira geral,
E principalmente ansiosos,
Têm um pouquinho menos,
É o que parece.
Só que a questão do mindfulness,
De estar no momento presente,
Não é só a gente ficar sentadinho meditando,
Prestando atenção na respiração ou fazendo treinamentos atencionais.
Mas é também a gente poder fazer isso com outras coisas do nosso dia a dia.
Como,
Por exemplo,
Lavar a louça,
Dirigir meu carro,
Fazer uma caminhada na beira da praia.
Enfim,
Qualquer outra ação,
Incluindo comer.
E eu acho que aí é muito bacana porque a gente começa a trazer essa intenção e aí vem a parte mais de definição de mindfulness,
Que é a gente trazer a consciência,
Trazer o estar presente no momento da refeição,
Principalmente entendendo como eu estou nesse momento.
Então,
Quais são os meus sentimentos,
As minhas emoções que estão passando agora,
Quais são os pensamentos que estão por aqui,
Quais são as minhas sensações corporais,
Eu estou com fome,
Não estou com fome.
E a partir disso,
Isso ser o meu principal direcionamento para consumo.
É claro que a gente vai desenvolvendo isso aos poucos,
Isso também é um treinamento,
Mas a gente pode começar em pequenas partes a desenvolver isso.
E trazer isso mais para o nosso dia a dia,
Mesmo com orientações específicas,
A gente pode desenvolver essa prática.
Mas acima de tudo,
A gente fazer disso um estilo de vida.
E até,
Principalmente hoje em dia,
A gente tem um estilo de vida tão acelerado,
A gente está fazendo mil coisas ao mesmo tempo e a gente também não foi ensinado a lidar com esse sentimento,
Seja de frustração,
Tédio,
Ou até de estar triste mesmo.
E quando a gente começa a se sentir assim,
A gente já quer espantar esse sentimento,
A gente não acolhe e isso acaba afetando muito também o nosso lado emocional e a gente busca um escape.
Que com o público que a gente trabalha,
Acaba sendo um escape no alimento.
Então,
Como assim que tu percebe?
Eu percebo na minha prática clínica e na minha vida pessoal também,
Porque eu pratico todos os dias Mindful Eating,
Que quando a gente acolhe e entende aquele sentimento,
A gente consegue lidar com ele de outra maneira.
De uma maneira que talvez vai ser mais produtiva,
Que a gente vai lidar melhor com aquilo e nos sentir bem sem necessariamente acabar descontando em alguma coisa,
Como no exemplo a comida.
Então,
Como que tu vê que isso na tua prática clínica,
Com os teus pacientes,
No grupo que tu conduz,
Como que tu identifica os benefícios do Mindful Eating?
Principalmente para pessoas ansiosas,
Né?
Perfeito.
Então,
A gente começa a praticamente delegar todos os nossos problemas para a comida.
De início,
Assim.
É muito difícil mesmo quem já tenha uma,
Pelo menos nos dias,
No momento atual,
Quem já tenha uma alimentação intuitiva,
Uma alimentação mais consciente que não se perca ao longo dessa jornada,
Ao longo dos anos,
Né?
Mas a gente,
Quando a gente delega isso para a comida e ela tem coisas positivas,
Ela é fácil,
Ela é prática,
Ela traz um conforto,
Ela ativa o nosso sistema de recompensa,
Tem várias coisas que realmente ela tem um papel importante.
Que é uma necessidade fisiológica também,
A gente não pode esquecer isso.
Mas quando ela surge assim,
Dessa maneira,
A grande questão é se todos os meus problemas emocionais ou as minhas fugas,
Ou as minhas esquivas tiverem indo para a comida,
Eu começo a ter um comportamento disfuncional.
Então,
Não quer dizer que isso nunca mais vai acontecer porque,
De fato,
Isso funciona,
Né?
Isso funciona em algum nível,
Em algum grau.
Mas,
O que é importante a gente saber?
Isso não pode ser o meu principal uso e se isso começar a acontecer,
Eu vou me prejudicar por causa disso.
Então,
Coisas negativas que começam a aparecer,
Né?
Não só a questão do peso a mais,
Que a gente começa a carregar,
Mas principalmente em relação à culpa,
À frustração,
Aquela sensação de incapacidade,
Aquela sensação de fracasso que pode aparecer.
E isso é uma chamada para a gente começar a treinar novas habilidades.
Isso fica mais fácil,
Esse hábito fica reforçado porque a gente repete ele com frequência.
Mas a partir do momento em que a gente começa a reconhecer o que está acontecendo,
Por que eu estou abrindo a geladeira?
O que eu estou buscando?
Do que eu realmente estou com fome?
Eu estou com fome de quê?
Ou uma frase que eu gosto muito,
Que é do protocolo e que eu acho fantástica,
Que é Onde está a libertação do sofrimento?
Será que está nessa coisa?
Caramba,
Hein?
Essa aí é aquela capuletada.
Poderosa.
E eu acho que essa é aquela chamada para pensar É isso que eu estou buscando?
E quando não for isso?
Quando for,
Que ótimo!
Desfrute,
Aproveite,
Coisa boa.
Mas quando não for isso eu poder de fato agir coerente com aquilo que eu estou precisando.
Então se eu estou triste,
Bom,
Que mais que eu posso fazer para isso?
De repente eu posso chorar um pouquinho De repente eu posso ligar para o mami Eu posso deitar um pouco Enfim,
Fazer inúmeras coisas que eu preciso naquele momento.
E lembrar que essas emoções básicas Tristeza Raiva Elas vão acontecer Então a gente não tem como impedir que elas aconteçam Elas vão acontecer Isso é um fato A gente tem que aprender a lidar com elas No caso da ansiedade Eu gosto muito de pedir para os pacientes Listarem Enfim Colocar a ansiedade ali no papel E fazer uma listinha De que outras cinco coisas,
Por exemplo Que eu posso fazer para lidar com essa ansiedade Então daqui a pouco Eu nunca parei para pensar sobre isso E num momento em que eu estou assim No mais alto calor da hora De emoção Eu não vou conseguir parar para pensar Em alguma coisa legal Eu vou comer É isso que eu sempre fiz e eu não quero nem saber Eu preciso me livrar dessa sensação ruim Mas se eu já tiver Uma lista antes Quando talvez aquela ansiedade E a minha emoção não for tão forte Eu posso começar a testar Experimentar no meu próprio corpo Se eu fizer outras coisas Se de repente eu for Fazer uma atividade física ou se de repente eu for escutar uma música Se eu simplesmente Fizer algumas respirações Se eu ligar Para uma pessoa naquele momento Se eu estar presente para entender Por que isso está me gerando ansiedade É um pensamento,
É uma situação estressoura É eventual,
É frequente Isso tudo começa a ser O meu mapa,
O meu guia E aí quando a gente começa a ajustar Esses consumos Tirando a questão emocional Ou dos pensamentos Mais sabotadores A gente começa a eliminar os excessos Porque a grande maior parte Da alimentação hoje Que acaba sendo excessiva Principalmente nessas pessoas que tem mais informação Que tem acesso à informação É justamente por essa questão emocional De descontrole Então quando a gente começa a aprender A manejar isso A gente começa a eliminar Esses excessos Que estão presentes Então por exemplo,
Eu faço a minha alimentação De uma maneira equilibrada,
Eu gosto dela Mas eu tenho episódios De descontrole com doce Eu como sorvete De maneira exagerada Eu como chocolate quando chego em casa cansada Uma barra de chocolate Enfim,
Diversos outros comportamentos Como a sobremesa depois eu como de novo E isso é o que vai levando A gente a acabar ganhando peso E impedir que a gente perca Mesmo com o plano alimentar Mesmo com a orientação nutricional Então os benefícios que eu vejo mais Primeiro é qualidade de vida A gente poder achar Habilidades mais funcionais Para lidar com os problemas que eu estou sentindo Naquele momento Quando a gente começa a ver Já uma diminuição da culpa Da frustração,
Que a gente começa a entender O que está acontecendo com a gente O que está acontecendo nessa relação da alimentação Então eu já estou mais consciente Eu já estou mais aceitando Essas situações E eu vejo muito também a perda de peso Em consequência disso Não como foco Mas como consequência Então quando a gente trabalha Uma influita,
A gente não está trabalhando Embora isso seja um dos benefícios Isso seja um dos focos Que a gente tem E acho que posso inserir mais um também Não só a perda Como a prevenção do reganho Porque muitas vezes Isso aí Muitas vezes o principal não é só O processo de perda de peso Mas o que eu vejo mais legal Perder muito fácil Quilos a gente perde e ganha A gente perde e ganha o tempo inteiro A grande questão é como que eu vou manter isso depois Como que eu vou manter esse estilo de vida E eu acho que aí Esse processo é fundamental Com certeza E acrescentando ao que tu falou que eu achei bem legal Assim da gente entender Como lidar com esses sentimentos Porque é como diz aquela frase Se a gente não enfrentar O monstro ele vai ficando cada vez maior E aí a gente começa A entrar num ciclo negativo Digamos assim Eu cheguei Estressado do trabalho Descontei na alimentação Fiquei frustrada Me achei um fracasso E aí isso te leva a ter mais sentimentos ruins Diminui tua autoestima Tu vai lá e faz a mesma coisa de novo Então Também envolve um pouco A gente enfrentar de certa forma Esses monstros E a gente entender Onde desse ciclo ele pode ser quebrado Exatamente Esse é um padrão que acontece comigo Todas as semanas isso me persegue Onde que eu posso quebrar isso Talvez pode ser Na hora da alimentação Talvez pode ser na hora da restrição Talvez possa ser num pensamento de uma cobrança muito excessiva Enfim né E cada um tem que buscar entender E buscar entender também com a ajuda de um profissional A gente tá falando aqui como nutre Mas eu reforço muito A questão de profissionais de saúde mental Psiquiatras,
Psicólogos Enfim,
Eu acho que é Quando a pessoa tá já Recorrendo pra comida É fundamental ter um acompanhamento Terapêutico Porque a gente tá falando de várias coisas ali Não é só comida Exatamente Quando já tá estourando na alimentação É porque tem muito por trás disso Então é importante a gente investigar Qual é a causa,
Quais são os triggers O que tá te levando a fazer isso E muitas vezes Até a gente como nutre A gente também não pode tratar Algumas coisas Então o apoio de uma equipe multidisciplinar É fundamental Equipo multidisciplinar Que seja psicólogo,
Terapeuta Psiquiatra,
Enfim E Nath Pode falar Eu acho muito Pertinente a gente falar Disse falar pra algumas nutres Enfim,
Ouvindo pessoas Que tão começando agora Ou quem ainda tá na graduação Que muitas pessoas pedem essa diferença O que eu posso fazer Parece tão psicólogo É isso que tu tá falando Psicologia não é nutrição Eu acho que a gente poder saber A primeira coisa assim Que a gente só vai Até onde a gente tem segurança Que pode ir Então a gente poder reconhecer Se eu tô avançando um pouco a mais E eu não vou saber lidar com aquilo Eu não tenho Vamos dizer assim Formação ou eu não me sinto segura Preparada pra tá mexendo Naquilo,
Eu não vou mexer Porque é responsabilidade minha Enfim,
Com o paciente E isso pode estar levando mais mal Do que bom Mas se eu tô falando de alimentação Todas essas coisas que envolvem Faz parte do meu trabalho também Então eu acho que É bacana só mandar E a gente pode ir trabalhando Mesmo quem tá começando Mas vá indo No seu limite,
Não ultrapasse Fique fazendo também Essa escuta consciente De até onde eu Realmente posso ir com aquele paciente Ou não E Nath,
Só teve um comentário aqui Da Flávia,
Ela falou Nossa,
É verdade,
Hoje mesmo Eu fui hospitalizada e quando Fiquei de jejum,
Quando saí Já fui direto comer Mas como estava frustrada Quis algo não tão saudável E coca,
Refrigerante Tipo uma recompensa Como é que tu trabalha Essa questão das recompensas E com o comer emocional Perfeito Isso aparece demais Isso é uma das coisas mais Eu acho que a gente tem muito isso também como memória afetiva Sabe,
De quando é pequenininho Caiu,
Não Pega um docinho,
Se se comportar bem Ganha sobremesa A gente tem muito isso Desde a infância E a gente vai levando pro resto da vida Infelizmente Então a gente poder lembrar Que também já somos grandes A infância já passou,
A gente não precisa mais Usar a comida como recompensa Segunda coisa A gente merece na grande maioria Das vezes sim Mas merece coisas muito maiores também do que só Comida Então a gente poder Reconhecer o esforço que foi feito O que foi Enfim,
O que eu executei Se foi um dia exaustivo de trabalho Quais são as outras coisas que eu estou ganhando ali também Porque muito acontece Ali teve uma situação específica Acho que foi uma busca também por conforto Algumas outras questões Que acho que é interessante avaliar se foi um hábito Ou se foi uma situação muito pontual Pra ela poder conversar Com profissionais Mas eu acho que quando é Por exemplo no trabalho Que eu vejo muito isso Principalmente eu atendo muitos Médicos,
Muitos residentes Que tem uma carga exaustiva de trabalho E aí geralmente vem aquela questão Eu fiz plantão de 12,
De 24,
De 36 E eu vou pedir Uma comida De fora,
Tele-entrega Com um monte de coisa gostosa Porque eu mereço Hoje foi um dia muito puxado,
Eu não queria estar ali Trabalhando,
Mas enfim Só que a grande questão é que A pessoa também foi pra aquela Carga exaustiva por algum motivo Foi uma escolha também Exatamente Existem outras coisas que ela está buscando Ali e que ela está ganhando Também por estar ali Então não necessariamente A gente precisa de uma recompensa A gente talvez já está ganhando Outras coisas,
Talvez o que a gente está Precisando é descansar A gente está precisando descansar,
Um banho quente A gente está precisando relaxar Mas poder avaliar O porquê que essa recompensa Surge,
O que ela Significa de fato Às vezes pode ser só uma situação mal pareada Mesmo,
Que a gente faz Então claro,
Eu avaliei Que 1 mais 2 É 5,
Por exemplo E eu fiquei com aquilo gravado Então,
Só que na verdade não necessariamente É,
Não é totalmente verdade Aquela informação E a gente poder olhar,
Reconhecer e pensar Bom,
Se são situações que Eu acho que é bacana Eu ter uma recompensa depois Ou que eu quero me fazer um agrado Que eu quero utilizar uma prática de autocuidado De poder Enfim,
Me fazer bem Me fazer ficar feliz Também,
Eu vou listar quais são as outras opções que eu tenho Talvez a gente nunca parou Para pensar sobre isso,
Sabe?
E até porque as recompensas Elas geralmente são As comidas mais calóricas Mais gordurosas,
Com mais açúcar Altamente palatável Então a gente sente um prazer instantâneo Enorme E muitas vezes é justamente essa felicidade Esse carinho Esse abraço que a gente está buscando Mas a gente saber que Eu posso ter isso também,
De repente Acheando,
Assistindo um seriado Tendo um momento de lazer Buscando Esse sentimento que eu quero Em alguma outra coisa Exato E porque,
Por exemplo,
A gente vai ter,
Obviamente Uma curva dopaminérgica Maravilhosa nesse momento Mas que ao mesmo tempo Se a gente continuar repetindo,
A gente vai querer Sempre,
Cada vez mais,
Esse doce Ou esse alimento,
Ou essa recompensa E um só não vai ser suficiente A dose Porque a sensibilidade e a recompensa vai ficando diferente E também A gente pode,
Bem isso,
Encontrar Em outras situações que sejam mais funcionais Naquele momento Às vezes o abraço de uma pessoa querida Quando eu chego em casa,
Também já me dá uma liberação de ocitocina Já me dá uma sensação De prazer um pouco diferente Essa sensação boa que eu estou buscando Ou,
Enfim,
Inúmeras outras Que podem aparecer ali E que,
De novo Se eu não tiver uma lista Se eu não tiver outras opções Que eu já pensei antes Que eu já planejei No momento,
Vai ser praticamente impossível Em eu conseguir pensar em outra coisa O meu Ensevo já está direcionado Para aquilo,
Eu já estou com uma programação Ali,
Enfim,
Mental De ação Recompensa planejada,
Programada E também um exemplo Bem simples,
Assim,
Disso que tu está falando É no exemplo De saídas de emergência Dos locais públicos que a gente vai Quando deu uma emergência O lugar está pegando fogo Tu não sabe,
Tu não consegue pensar De repente,
Tu não está enxergando onde é a saída Mais próxima E tu não consegue te salvar Então por isso tem as plaquinhas O pessoal que trabalha no lugar tem um plano De contingência,
De emergência E eles sabem o que fazer Quando tiver alguma emergência Como orientar o público para conseguir se salvar Então é o mesmo A gente planejar atitudes de antemão Então eu sei que eu já passei Por essa situação,
Eu sei que ela pode se repetir Então como que eu posso agir Quando isso acontecer Porque a repetição dessas situações Não está sob o meu controle Mas o que eu vou fazer a partir disso Perante essa situação Eu posso controlar E é aí que a gente tem que focar Exatamente isso Linda essa analogia E eu acho que É justamente isso,
A gente saber que esses pontos Fracos que a gente tem Eles talvez não vão deixar de existir Talvez eu não vou deixar De parar de comer Por questões emocionais Por questões específicas E eu acho que talvez nem seja essa proposta A gente eliminar a alimentação emocional Isso não existe,
É um traço É o estilo alimentar Mas que eu consiga Estar atenta para isso E saber qual é Primeiro assim,
Identificar esses pontos Fracos e me preparar melhor Para lidar com eles,
Me fortalecer Mais,
Achar novas ferramentas Novas armas,
Não sei se necessariamente Isso é um combate,
Mas enfim Novas ferramentas para eu conseguir lidar com isso E a partir disso eu ir reconhecendo E me aprimorando nesse processo Mas é Exatamente isso,
Eu acho que ficou ótimo Essa analogia,
Bem legal É prática,
A gente tem que praticar isso todos os dias Não é fazer uma vez e achar Que vai ter o resultado imediato É prática,
É cada vez que Acontecer alguma coisa,
Se lembrar daquilo E Nath Pode falar Quando a gente está falando de consciência De mindfulness,
De mind waiting A gente está falando de treinamento,
É exatamente isso Treinamento,
A gente não vai fazer Na primeira,
Na segunda,
Na terceira A gente passou anos,
Às vezes a vida inteira fazendo de um jeito Não vai ser da noite para o dia Que a gente vai fazer diferente,
A gente tem que treinar Aquilo,
Como se estivesse andando de bicicleta Como se eu estivesse indo correr uma maratona A gente vai exercitando esses músculos Vamos dizer assim Da nossa mente Encefálicos,
Na verdade As nossas vias cerebrais,
A gente vai aumentando Essa plasticidade,
Fortalecendo Isso para que a gente possa repetir De forma mais fácil Lembrando que tudo que é novo,
Exige um esforço Maior,
Para a gente sair da inércia A gente tem que fazer um esforço maior,
Mas depois a gente Acaba incorporando e as coisas vão ficando Mais fáceis,
Mais sutis Mais suaves E respeitar esse processo também Com certeza,
E Nath Vamos então,
De repente,
Passar Alguns exercícios,
Umas dicas Que o pessoal pode fazer em casa De uma forma prática O que tu sugere?
Quer compartilhar com a gente?
Ótimo,
Eu acho que Partir do princípio A gente pode utilizar Essa Pausa inicial De poder reconhecer O que eu estou buscando naquele momento Aquela frase Acho que dá para anotar Deixar ali No celular No seu diário No seu caderno Onde está a libertação do meu sofrimento?
Se a resposta não for Comida A gente identificar o que for e resolver Aquela questão Segunda coisa Quando a gente está indo,
Muitas vezes até no impulso Ou que a gente está indo Numa refeição que tem Familiares,
Ou enfim Eu estou indo meio distraído,
Saindo do trabalho Na correria Às vezes a gente fazer algumas respirações Antes de sentar na mesa Antes de escolher a comida Para a gente poder Quando a gente começa a respirar,
A gente começa a ativar O parassimpático,
A gente começa a relaxar A gente começa para ir onde é que eu estou De onde eu vim para onde eu estou E consegue pensar De forma mais Consciente mesmo,
De mais inteligente Então a gente começa a poder Realmente ter um espaço De tempo para escolher O que a gente realmente quer O problema não é eu comer A sobremesa quando eu estou com vontade O problema não é comer a sobremesa O problema é Eu comer,
Sem querer Sem querer estar comendo aquilo Ou comer sem me dar conta Quando foi já comi E nem saboreou Exatamente Às vezes comeu Um,
Dois potes E parece que nem sentiu o gosto Ou às vezes comeu um pacote de bolacha inteira E nem se deu conta do que estava fazendo Nem curtiu aquilo Exatamente A segunda A terceira dica,
Na verdade A terceira dica é a gente poder Reconhecer na barriga Quanta fome eu estou sentindo Naquele momento E a gente pode até treinar antes O que eu sinto no meu corpo Quando eu estou com fome Os sinais,
O que eu sinto O que ele me diz quando eu estou com fome O que eu sinto no meu corpo Quando eu estou saciada Qual é a finalização Que ele me dá E lembrando E lembrando que Estar saciado é bem diferente De estar cheio Porque muitas vezes a gente come Até sentir que,
Nossa,
Agora eu estou Explodindo,
Preciso abrir o botão Da calça,
Ou seja,
Você já sabe Que você comeu demais Então estar saciado não é comer Até estar com a barriga cheia Acho que é uma coisa que as pessoas Têm muita dificuldade em me identificar E diferenciar Até o final da semana,
Hoje é quinta Provavelmente até sábado eu vou estar Fazendo um post que eu ia até fazer semana passada Mas não consegui,
Sobre a escala da fome Que fala justamente sobre isso Então a gente conseguir Reconhecer os níveis De fome que a gente está E a gente poder botar numa escala De 0 a 10 ou de 1 a 10 O 1 eu estou com Muita fome,
Estou naquele extremo Estou morrendo de fome E o 10 eu estou muito cheio,
Não consigo Colocar mais nada Então A gente poder reconhecer e ficar numa Variação ideal,
Que a gente Chama,
Que é entre o meio ali A gente enfermear o 5,
O 4 O 6,
Essa é O nosso Nível ideal Porque o corpo não gosta de extremos O corpo gosta de coisas mais Homeostáticas,
Ele gosta do equilíbrio Da homeostase,
Da mesma maneira que ele não Gosta de picos de hiperglicemia Hiper e hipoglicemia no corpo Ele também não gosta de situações De muita fome e pouco Exagero de comida Tanto a restrição severa Quanto o excesso Eles acabam fazendo dano pro nosso corpo E eu acho que quando a gente Está com muita fome É muito mais fácil,
Isso é assim É fato,
A gente tem um descontrole Porque se eu estou morrendo de fome Se eu estou num nível De sobrevivência,
Eu chego num ambiente Que tem um monte de coisa gostosa Tem um monte de coisa que pro meu paladar É bom,
Que tem um monte De calorias,
Que é o que meu corpo está precisando Naquele momento,
Mas eu nem penso Eu vou,
Me atraco E não vejo o fim,
Porque daí Ainda a sinalização de saciedade Demora em torno de uns 15 a 20 minutos Pra acontecer Isso aí quando passou 15,
20 minutos Eu já comi o que tinha,
Né?
Tudo A gente poder fazer esse reconhecimento Da fome E eu acho que isso é muito bom Porque quando eu consigo primeiro Identificar esses sinais,
Eu acho que isso é Muito legal,
A gente pode escrever A gente pode escrever num papel também Eu faço muito esse exercício no consultório Do meu corpo,
O que eu sinto no meu corpo Quando eu estou com fome,
Quais são os pensamentos Os sentimentos que podem aparecer associados O que eu sinto no meu corpo Quando eu estou saciado,
Porque a gente não fala no colégio Os pais não dizem pra gente Ninguém conversa sobre isso,
Né?
Então a gente precisa observar A partir daí eu guiar Quanta comida eu vou colocar no meu prato Então por exemplo,
Se eu estou num bife livre A quantidade de comida que está no meu prato Ela tem que ser proporcional A fome que eu vou sentindo E a gente poder fazer esse manejo Por isso que é muito bom também a gente não meter o bedelho Na comida dos outros,
Né?
No prato dos outros Então cada um sabe o quanto tem que comer Ou pelo menos,
Enfim,
É dono do seu próprio nariz Mas A gente poder usar isso como guia Como direcionador E eu acho que Pra gente finalizar Quando você falou?
Três ou quatro?
Então o quarto seria a gente Durante a refeição A gente poder fazer Essa mesma avaliação Estou ainda com fome?
Já estou saciada?
Já foi suficiente?
Será que eu preciso mais?
Será que eu preciso menos?
Quanto será que eu vou precisar ainda?
E isso também ser um dos direcionadores A gente poder fazer Claro que pra isso Já puxa Eu acho que o nosso último Que é a gente dar o tempo e a atenção Que a refeição merece Se eu for fazer com muita pressa Se eu for fazer em pouco tempo Eu não vou conseguir fazer isso Ou mexendo no celular,
Né?
Olhando o trânsito,
A mídia social Computador Televisão Isso aí Então A gente poder fazer Essa pausa e dar O tempo e a atenção que a refeição merece A hora de comer Da mesma maneira que eu tenho hora pra trabalhar Que eu tenho hora pra ir na atividade física Eu tenho que ter hora pra fazer meu almoço Eu tenho que ter hora pra fazer meu jantar Porque aí eu consigo realmente desfrutar Aproveitar,
Saborear Estar presente ali E conseguir regular o quanto eu estou precisando Se eu conseguir regular A minha fome e a minha saciedade Provavelmente eu vou estar no meu peso ideal Com certeza Gente,
Olha que sensacional Todo esse conteúdo,
Esse conhecimento Que a Nath está compartilhando aqui com a gente Se vocês gostaram,
Dêem um coraçãozinho Pra gente saber que as dicas foram úteis pra vocês E Nath,
Tem mais alguma coisa Que tu gostaria de acrescentar?
Bom,
Eu acho que O que dá pra gente deixar Como parte final É a gente poder Trazer isso como prática diária No sentido de Essas observações,
Toda essa Outra parte alimentar Que não diz só em relação Ao que comer Toda essa parte que não é relacionada A como eu vejo a comida Na minha vida,
Como ela Se apresenta pra mim Quando que eu tenho mais vontade De comer um doce Quando que eu tenho mais vontade De comer um lanche Como por exemplo uma pizza Se isso tem uma questão Emocional Ou pensamentos envolvidos Se tem uma questão afetiva Se tem uma questão só de paladar Mesmo,
Né E se tiver,
Qual é A minha porção suficiente Eu acho que fazer a minha intenção E com essa live,
Além de a gente poder Também ter uma troca Eu sou muito feliz com isso É poder,
Você vê se o bichinho Do MindFeeding pica Algumas outras pessoas,
Né E poder fazer esse olhar mais consciente Esse consumo mais consciente Como que a alimentação Tá entrando,
Porque se eu não decidir Isso,
Outras pessoas Vão decidir por mim A indústria vai decidir por mim O dono do restaurante vai decidir por mim Os meus familiares vão decidir por mim A amiga que tá fazendo uma dieta Exatamente Exatamente E aqui inclui,
Inclusive O nutricionista Ele pode me dar orientações Mas ele não é a pessoa primordial Para decidir o que eu vou comer Ele tem que decidir A autonomia tem seninha Então poder fazer esse trabalho E se desenvolver cada vez mais dentro disso E até porque a gente já nasce muito intuitivo As crianças,
Elas tem Um comer intuitivo muito aguçado Elas sabem quando elas tem que comer Quando elas tem que parar Quando elas não querem alguma coisa Então é legal A gente tentar se reconectar Com a nossa intuição Em todas as áreas da nossa vida Até porque Eu acho que a gente nasce assim E depois,
Como todas as exposições Que a gente vai fazendo As dietas,
As restrições,
As coisas que pode e não pode E,
Né,
A gente Quando vê um alimento que a gente gosta As vezes a gente não sabe nem como lidar com ele A gente não sabe o que fazer E a gente acaba exagerando Chutando lá em cima Porque a gente não aprendeu A lidar com aquilo A gente só aprendeu a não comer E aí quando come,
Passou Então,
Acho que isso É muito legal,
Trazer Esse comer intuitivo Essa consciência pra mesa E pro nosso corpo Que legal,
Nath Muito bom poder plantar essas sementinhas contigo E ajudar o pessoal a regar ela também Pra que floresça Algo muito positivo pra todo mundo Que as pessoas se beneficiem Gente,
A Nath comentou que vai Fazer um post no Instagram dela Sobre a escala da fome Então,
Clica no perfil dela Segue ela também E acompanhe o conteúdo dela que é maravilhoso Vocês viram,
Olha essa mulher sensacional Olha essa energia,
Essa calma Vamos se contagiar Vamos aproveitar tudo que ela tem Pra oferecer pro mundo Saúde,
Incrível Muito obrigada,
Eu tô muito feliz de estar aqui Que a gente possa pensar em outras Que a gente possa brincar cada vez mais Acho que teve vários retornos positivos Ali no pessoal E que a gente possa ir desenvolvendo cada vez mais Isso mesmo,
Tá sendo muito bom Fiquei muito feliz e que a gente vá fazendo outras parcerias Que eu tô super animada,
Adorei Adorei,
Tô adorando teu trabalho Eu tô acompanhando direto Obrigada,
Querida,
Vamos juntas Vamos juntas Um excelente dia pra ti,
Nath Obrigada por vir aqui compartilhar teu conteúdo Teu conhecimento,
Tua experiência com a gente Muito obrigada A todos que participaram aqui Se vocês querem que a gente faça mais lives Eu e a Nath juntas Falando mais sobre relacionamento Com alimentação,
Mindful eating Deixa o coraçãozinho,
Comenta na live Compartilha com alguém Que vocês acreditem que pode se beneficiar Dessas informações E vamos todo mundo junto,
Vamos dar as mãos E seguir pros nossos objetivos Em busca de uma vida mais leve Mais tranquila,
Uma alimentação Com leveza,
Sem culpa Se Deus quiser,
Que a gente merece Todos merecemos Essa tranquilidade Um ótimo dia Uma boa noite pra quem tá nos assistindo Obrigada por participarem aqui com a gente Beijão Tchau,
Tchau
Conheça seu professor
4.9 (17)
Avaliações Recentes
Meditações Relacionadas
Trusted by 35 million people. It's free.

Get the app
