Olá,
Bem-vindo a este espaço.
Hoje,
O convite que te trago,
A intenção para a prática de hoje,
É abrandar internamente.
Sentir verdadeiramente no teu íntimo o convite ao recolhimento.
Assim como o inverno convida-nos a baixar o ritmo,
A recolher a nossa energia e a voltar ao que é essencial.
Encontra um local onde saibas que não vais ser interrompida ou interrompida nos próximos minutos.
E aí,
Senta-te numa posição confortável.
Deixa que o teu corpo repouse,
Tal como a terra que se prepara para o inverno.
Nada aparece à natureza e tu,
Aqui,
Neste momento,
Não precisas de apressar absolutamente nada.
Respira profundamente e,
Ao expirar,
Senta o teu corpo a desfazer qualquer tensão,
Tal como as folhas que caem suavemente de uma árvore.
Permite-te abrandar.
O inverno está a chegar.
O tempo está a passar,
E com ele vem-se convite silencioso recolher,
Ouvir,
Pousar.
Há nesse espaço uma sabedoria,
Uma sabedoria mágica no abrandar,
No sol,
No corpo,
Quando ele se permite descansar.
Senta o peso do teu corpo a entregar-se ao chão ou a esse lugar que te contém.
O teu corpo sabe.
O teu corpo sabe perfeitamente como pousar.
O teu corpo sabe exatamente como conservar energia sempre que precisa.
Inspira e imagina um ar fresco,
Limpo,
Que entra e desperta apenas o suficiente.
Expira e visualiza todo o teu corpo a suavizar,
Abaixar um pouco mais o ritmo,
Tal como os pássaros que regressam às árvores para repousar.
Senta os teus ombros a derreter,
A tua mandíbula a soltar,
O teu peito a abrir espaço para a calma.
O inverno ensina-nos que não há crescimento constante.
Há ciclos,
Momentos de expansão e momentos de recolhimento profundo.
Este é o teu momento de recolher.
Regressa à tua essência.
Regressa ao teu corpo sem qualquer pressa.
A cada expiração permite que a tua energia deixe pela barriga,
Pelas ancas,
Até às tuas pernas,
Mãos,
Pés.
Como se estivesse sem ar de um sol seguro e fértil.
O silêncio do inverno interior vem à clareza,
Vem à verdade,
Vem à sutileza do teu eu mais íntimo.
A ficar aqui,
A respirar devagar,
A sentir o teu corpo,
A encontrar um ritmo mais simples,
Mais lindo,
Mais teu.
E se os pensamentos vierem à tua mente,
Deixa-os vir e ir,
Como as nuvens no céu.
Permite-te apenas sentir e deixar-te repousar profundamente.
Se a tua atenção se desviar,
Volta a conectar-te com a tua respiração.
Volta a trazer presença,
Mas deixa que o teu corpo encontre esse espaço mais simples,
Mais teu.
Respira profundamente uma última vez e,
Ao expirar,
Desinternamente,
Eu permito-me abrandar.
O meu corpo sabe o caminho do recolhimento.
Eu permito-me abrandar.
O meu corpo sabe o caminho do recolhimento.
Eu permito-me abrandar.
O meu corpo sabe o caminho do recolhimento.
Deixa que estas palavras se fixem em cada célula do teu corpo.
E quando estiveres pronto,
Pronto,
Devagar,
Começa a regressar ao espaço à tua volta,
Trazendo contigo essa calma,
Essa serenidade tranquila,
Essa sabedoria de abrandar.
Vamos a lembrar-te sempre desse espaço que te contém,
No teu íntimo,
Nessa sabedoria que só precisas de te conectar verdadeiramente a ela.
Devagar,
Vai abrindo os teus olhos.
Faz uma inspiração profunda pelo nariz.
Respira e solta o ar pela boca.
Só mais duas vezes.
Inspira pelo nariz.
Respira e solta o ar pela boca.
Uma última vez.
Inspira.
Respira e solta o ar pela boca.
Namastê.
Obrigada.