Bem-vindos a uma meditação serena e mérito.
O meu nome é Paula e hoje estarei aqui a guiar-vos nesta prática simples e de autocuidado.
Para melhor podermos usufruir da nossa prática,
Começamos por adotar uma postura confortável e atenta.
Sabemos que o mais importante é podermos estar confortáveis,
Sem pressão,
Sem sentirmos o corpo estranho ou em esforço.
Mantemos em mente que esta prática é uma prática de autocuidado,
De atenção para connosco e,
Por isso,
Nunca implica desconforto nem esforço.
Assim,
Quer tenham decidido fazer esta meditação sentados,
Deitados ou mesmo a pé.
Convido-vos a escolher também manter os olhos abertos,
Semi-cerrar ou fechar por completo.
Neste momento,
Embarcamos juntos numa jornada de rastreamento corporal.
Vamos simplesmente observar a nossa paisagem e ver que sensações conseguimos detectar,
Observar e até mesmo observar a falta de sensações.
Tudo é normal,
Tudo é permitido.
Recordamos que não há certos nem errados.
Vamos apenas à descoberta do nosso corpo,
Mantendo uma atenção leve mas focada.
E antes de nos concentrarmos numa parte do corpo em particular,
Aproveitamos para fazer duas respirações mais profundas,
Mais completas.
Com toda a calma e toda a abertura de espírito,
Vamos orientar a nossa atenção para o topo da nossa cabeça.
Considerar na nossa mente o nosso cabelo,
A zona da fronteira entre o cabelo e a nossa testa,
Os nossos ouvidos e simplesmente observar que sensações nos surgem aqui.
Mantendo a mesma gentileza na nossa observação,
Passamos ao nosso rosto,
Aos nossos olhos,
Nariz,
As nossas maçãs do rosto,
Lábios,
Queixo,
E permitimos-nos simplesmente sentir,
Perceber o que surge aqui.
Lembrando sempre que se não sentirmos nada,
Não há problema.
Estamos só a direcionar a nossa atenção com toda a intenção.
Com o mesmo cuidado,
Movemos agora a atenção para a zona do nosso pescoço e dos nossos ombros e aproveitamos também para praticar gentileza conosco mesmos e dizer se a minha mente divagou,
Se me distraí,
Se viajei para outras histórias,
Não há mal,
É natural e faz parte.
A única coisa a fazer é voltar a direcionar a atenção para esta zona do corpo,
O nosso pescoço e os nossos ombros e ver quais é,
Exploradores de nós mesmos,
O que nos surge aqui.
Seguindo então a ordem natural,
Reorientamos a atenção para todo o nosso tronco,
A zona do nosso peito,
As nossas homoplatas,
Todo o nosso abdômen e a zona lombar.
Observamos com carinho toda esta zona do nosso corpo que concentra tantos órgãos essenciais,
Tantas funções que nos permitem estar aqui neste momento e direcionamos a nossa atenção curiosa e livre de julgamento.
Que sensações nos surgem aqui?
Nesta zona do corpo,
Podemos também notar as nossas mãos,
Se até então estavam abertas ou fechadas,
E aproveitar este momento para as relaxar um pouco,
Libertar alguma tensão,
Colocá-las numa posição confortável,
À medida que avançamos então para a zona das pernas e percorremos os nossos membros,
Desde as coxas,
Passando pelos joelhos,
Os nossos tornozelos,
Até aos pés,
E permitimos que tudo o que acontece aqui continue a acontecer.
Não forçamos nada,
Estamos abertos à escuta,
Curiosos e sem pressas.
Que sensações nos surgem aqui?
Após concluir a sequência,
Podemos aproveitar para agradecer ao nosso corpo tudo o que faz por nós,
Dia após dia,
E agradecer a nós mesmos por esta pausa e,
Acima de tudo,
Por esta atenção dedicada.
Talvez até notemos agora algum alívio,
Algum relaxamento fruto apenas deste espaço,
Que nos concedemos.
Só lembramos o bem que estas pausas nos fazem e levamos para o resto do nosso dia esta mensagem de que é possível parar,
É possível dedicar uns minutos ao nosso interior,
Nem que seja para simplesmente ouvir o nosso corpo.
Obrigada por estarem aqui hoje.