
Cerimônia do Sol
Um dia visitando um lugar maravilhoso no Uruguai tive a oportunidade de participar de um momento único no qual é chamado de a Cerimônia do Sol. Enquanto o sol brilhava no horizonte e se despedia de nós um belo poema era recitado por Carlos Páez, agradecemos ao arquiteto e artista plástico que presentiou todos nós com este poema tão inspirador.
Transcrição
Um dia visitando um lugar maravilhoso no Uruguai,
Tive a oportunidade de participar de um momento único,
No qual é chamado de a cerimônia do sol.
Enquanto o sol brilhava no horizonte e se despedia de nós,
Um belo poema era recitado por Carlos Paez.
Neste momento será recitada uma adaptação desse poema e agradecemos ao arquiteto e artista plástico Carlos Paez,
No qual presenteou todos nós com esse poema tão inspirador.
Feche seus olhos,
Esvazie sua mente,
Imagina a grandeza do sol e sinta seu calor e sua luz encher seu coração de paz e amor.
Olá Sol,
Mais uma vez você vem para visitar sem aviso prévio,
Mais uma vez em sua longa caminhada desde o início da vida.
Olá Sol,
Seja bem-vindo,
Todo mundo sabe que pertence a todos,
Aqueça e ilumine a vida de todos os seres que você toca.
Olá Sol,
Você fornece calor para dar energia para aqueles que enfrentam o trabalho,
Pedindo a Deus para nunca perdê-la,
Para enriquecer seus plantios e conseguir as suas colheitas.
Sol,
Olá,
Como eu gostaria de ter compartilhado sua longa jornada,
Presenteado os outros com luz,
Porque o teu toque acareceu a vida de mil povos,
Compartilhando suas alegrias e tristezas,
Conheceu a guerra e a paz,
Impulsionou a oração e o trabalho,
Acompanhou a liberdade e fez durar menos a prisão da escuridão.
Ao seu comando Sol,
Os largatos dormem,
Os girassóis acordam e os galos cantam,
Dormem também os gatos vadios,
Uivam os cães e outros saem de suas cavernas.
Ao seu comando,
Há o suor na testa dos trabalhadores e no corpo das mulheres que cobertas levam cântaros de água para sua casa.
Sol,
Oi,
Obrigado por ter vindo alegrar minha vida,
Porque nos faz menos solitário a nossa solidão,
É que estamos acostumados a sua companhia e se não a tenham,
Te buscamos onde quer que esteja.
Algumas vezes,
Atravessuras de umas nuvens escondem a sua glória,
Mas quando isso acontece,
Não sabemos que você está lá,
Jogando no rudo.
Obrigado Sol,
Por invadir a intimidade de meu Itadessê e mergulhar em minhas águas,
Agora ser a luz dos peixes e de seu mundo secreto debaixo da água.
Obrigado Sol,
Por nos presentear com esta cerimônia amarela,
Entre rajadas e rajadas,
Os ciclones que atravessam tempestades ou tornados,
Você pode vir aqui para ir acalmando silenciosamente os nossos olhos,
Porque a sua missão é partir para iluminar outros lugares.
Tchau Sol,
Quando o instante você se vai para o completo e assim morrerá a tarde.
Tchau Sol,
Obrigado por provocar uma lágrima ao pensar que também iluminou a vida de nossos avós,
Nossos pais e entes queridos e de todos os que não estão mais junto a nós,
Mas que te seguem e de você desfrutam de outra altura.
Sol,
Tchau,
Amanhã eu vou te esperar novamente.
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