Nesta meditação,
Procuramos explorar os nossos limites pessoais,
Nomeadamente na relação com os outros.
Então,
Pode ser muito útil,
Quando estamos numa situação desafiante com alguém,
Quando sentimos que algo tem de mudar,
Comunicar a outra pessoa ou pessoas os nossos limites pessoais,
Para que a relação ou as relações possam correr melhor,
Ou,
Pelo menos,
Melhorar.
Convido-vos,
Então,
A encontrarem uma posição confortável,
Sentada,
De preferência.
Uma postura que permita manter as costas direitas,
Em que possam sentir-se relaxados,
Relaxadas,
Mas também alerta.
Fechando os olhos,
Total ou parcialmente.
E,
Nesta meditação,
Procuramos explorar os nossos limites pessoais,
Nomeadamente na relação com os outros.
Fechando os olhos,
Total ou parcialmente.
E,
Neste caso,
Fixando um ponto à vossa frente ou no chão,
A cerca de um metro de distância.
E começando por verificar como é que se encontram.
Mais ou menos dispersos,
Dispersas.
Mais ou menos agitados,
Agitadas.
Sentindo a postura.
Procurando verdadeiramente enraizar.
Observando o contacto de diferentes pontos,
Diferentes partes do corpo com os materiais e superfícies que o apoiam neste instante.
Observando,
Então,
Zonas como os pés,
Pernas,
Nádegas.
E também a forma como as mãos repousam neste instante.
Talvez sobre o colo,
Pousadas uma sobre a outra.
Ou,
Então,
Perto dos joelhos.
E trazendo,
De seguida,
A atenção para a respiração.
Para o lugar no corpo onde faça sentido,
Neste momento,
Acompanhar a respiração.
Narinas,
Interior da garganta,
Peito ou mesmo abdómen,
Zona da barriga.
Verificando como se encontra a profundidade,
O ritmo da respiração.
Procurando não a influenciar de forma alguma.
Simplesmente.
Inspirando e expirando.
Agora,
Talvez,
Eventualmente,
Sentindo-nos um pouco mais focados,
Focadas,
Enraizados,
Enraizadas.
Aumentando,
Sentindo o aumento da clareza.
Tentem tornar vívida,
Na mente,
A situação que causa incómodo,
Que gera desconforto.
Observando o que se tem passado na relação com esta ou com estas pessoas.
Uma situação em que sintamos que estamos a abdicar de valores importantes para nós.
Em que sentimos que têm sido demasiado exigentes connosco próprios.
Em que outras pessoas têm exigido demasiado de nós próprios,
De nós próprias.
Em que não estamos a ser entendidos,
Entendidas.
E procurando observar que emoções,
Pensamentos e sensações surgem neste instante.
Notando se existem medos ou receios associados ao que se está a passar nestas relações.
Deixando que o que quer que surja,
Emoções,
Pensamentos,
Possa surgir.
Sem controlar,
Sem julgar ou sobre-analisar.
Sobretudo,
Sem nos julgarmos a nós próprios,
A nós próprias.
Ou então,
Simplesmente observando o julgamento,
Procurando não julgar esse mesmo julgamento.
E se ficar muito exigente observar esta relação e estas situações,
Deixando que a respiração possa ser uma âncora.
Uma âncora para a qual sempre podemos voltar e que ajuda a lidar.
A verdade é que não devemos dizer um sim aos outros que não seja um sim para nós.
E por mais que existam receios e medos na relação com os outros.
E no fundo quaisquer que sejam os motivos para por vezes dizermos os sims que não desejamos dizer.
Só nós próprios,
Nós próprias.
Somos responsáveis por comunicar o que nos faz ou não sentido numa relação.
O que é que é legítimo,
O que é que é válido para nós próprios,
Nós próprias.
Só nós sabemos verdadeiramente quais são os nossos limites pessoais.
A forma como aceitamos ser tratados,
Tratadas.
Como nos queremos relacionar com os outros.
A forma como gostamos que os outros respeitem os nossos valores,
As nossas escolhas.
O caminho que queremos seguir.
Somos os verdadeiros responsáveis pela nossa felicidade e paz pessoal.
Seguindo precisamente esse caminho,
A direção que queremos seguir.
Enquanto ouvimos estas palavras,
Notando eventualmente as reações internas,
As emoções,
Os pensamentos que vão surgindo.
Observando e reconhecendo o que consideramos serem os nossos limites.
A forma como vemos as situações,
Como queremos viver,
Como nos queremos relacionar.
E talvez também perguntando-nos a nós próprios,
A nós próprias,
O porquê de continuarmos a dizer não a nós mesmos,
A nós mesmas.
E o que pode ajudar,
A partir de agora,
A colocarmos em primeiro lugar.
Para conseguirmos não dizer um sim ao outro,
Aos outros,
Que não sejam verdadeiros sim para nós próprios,
Nós próprias.
Escutando o que quer que surja.
Não duvidando disso mesmo.
Observando as respostas.
Confiando no corpo,
Confiando no coração,
Na sabedoria pessoal.
E reparando no que podemos querer fazer,
E como é que podemos querer fazer isso mesmo,
Na relação com os outros,
Com as outras pessoas.
No sentido de respeitar,
E melhor,
Comunicar os nossos limites pessoais.
E finalizando esta prática,
Ancorando de novo,
Observando por alguns instantes a respiração.
Assim como os pontos de toque,
Contacto,
Pressão do corpo com as superfícies,
Os materiais que continuam a surgir.
Observando a totalidade do corpo,
Simplesmente a respirar.