
Ciclo da Vida
Somos como as árvores. Nascemos de uma sementinha tão pequenininha e nos tornamos seres humanos majestosos! Espalhamos um pouco de nós por onde passamos, como as folhas secas que se espalham com o vento. Uma homenagem à fazedora de bolo de fubá mais gostoso que já experimentei: minha avó (que resolveu ir ali morar no céu). Feito com amor por Nidia Panyzza.
Transcrição
No episódio do Mini Buda de hoje,
Vamos falar sobre o ciclo da vida.
Recentemente,
Uma das pessoas que eu mais amo,
Minha avó,
Foi morar lá no céu.
Não por acaso,
Eu e meus irmãos a chamávamos de mãe,
Tamanha sua importância na nossa vida.
Ela morou aqui no planeta Terra por 87 anos,
Uma vida de muita força,
Fé,
Bolos de fubá e cafezinhos passados na hora.
Esse acontecimento,
Ver minha avó partir para o plano maior,
Me fez pensar muito sobre o ciclo da vida,
Sobre a potência que é a vida.
É muito lindo imaginar que uma sementinha tão pequenininha pode vir a se tornar uma árvore gigantesca,
De tronco largo e forte.
Qual foi a árvore mais linda que você já viu?
Eu amo observar as árvores,
Sempre imagino o quanto de sabedoria,
Quantos verões e invernos aquela obra da natureza já viu passar diante de suas folhas.
Há quantas chuvas ela já sobreviveu?
Quantos passarinhos já se abrigaram ali?
É tanta riqueza que,
Olha,
Não dá nem para colocar em palavras.
E tudo isso,
Toda essa magnitude de uma árvore,
Seja grande,
Média,
Pequena,
Nasce de uma sementinha muitas vezes menor do que a unha do seu dedinho mindinho.
Com a gente,
Funciona exatamente do mesmo jeito.
Uma sementinha tão pequenininha,
Colocada dentro da barriga da mamãe,
É só o começo de um lindo,
Forte,
Grande ser humano que vai nascer.
Eu,
Você,
Lá lá,
Fomos sementes,
E olha só onde viemos parar!
Quando falo grande e forte,
Não estou me referindo a sua força física ou tamanho,
Me refiro a essa potência da natureza que você é,
Que eu sou,
Que somos.
Uma potência assim como aquela árvore linda e verdinha que embeleza o caminho,
Renova o ar e faz tão bem para a terra e para todos que estão à sua volta.
Minha avó,
Ou mãe Selita,
Como a chamávamos,
Sempre foi sombra,
Água fresca,
Porto seguro,
Como uma árvore majestosa.
Ela sempre será alicerce mesmo em memória,
E o fato dela ter ido morar no céu não significa que sua história teve um fim,
Pelo contrário.
Folhas caem pelo chão,
Novas folhinhas crescem,
Sementes são espalhadas pela chuva e pelo vento,
Novas arvorezinhas despontam da terra.
Assim como as árvores,
Nós,
Seres humanos,
Deixamos um pouco da gente por todo lugar que passamos,
Como se derrubássemos nossas folhas,
Multiplicando e esbanjando a nossa existência,
Até que um dia viramos semente de novo e a vida renasce.
Gratidão Mãe Selita,
Viva a vida e Namastê.
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