
Sua Vida Está Cheia, Mas Seu Coração Está Vazio?
by Lu Rodrigues
Agenda cheia não significa vida preenchida. O vazio aparece quando você vive no automático, longe do que sente e deseja. Observe o que realmente te nutre, reduza o que apenas consome e volte a se escutar.
Transcrição
Bom dia,
Eu sou Lu Rodrigues e a reflexão que eu quero trazer hoje é quando você percebe que a sua vida está cheia,
Mas o seu coração está com fome.
Existe uma diferença entre uma vida cheia e uma vida nutrida.
Uma agenda pode estar completamente preenchida e ainda assim existir um vazio emocional.
Você pode ter reuniões,
Compromissos,
Viagens,
Família,
Trabalho,
Projetos,
Responsabilidades e chegar ao fim do dia com uma sensação difícil de explicar.
Eu fiz tanta coisa,
Mas não vivi nada.
Talvez essa seja uma das maiores dores e mais silenciosas das pessoas hoje em dia.
Essa pessoa não necessariamente está parada.
Mas ela está cansada de correr.
E existe uma diferença.
Você pode passar anos acreditando que precisa preencher a agenda para sentir que está avançando.
Quanto mais coisas faz,
Mais importante parece.
Quanto mais ocupada,
Mais necessária.
Quanto mais necessária,
Mais valor sente que tem.
Até que um dia percebe.
Eu não sei mais o que faço porque quero e o que faço porque me acostumei.
Isso é profundo.
Porque o excesso de ocupação pode funcionar como uma forma de não entrar em contato com determinadas emoções.
Enquanto você está resolvendo,
Não precisa sentir.
Enquanto está produzindo,
Não precisa perguntar.
Enquanto está cuidando de todos,
Não precisa olhar para dentro.
Enquanto está correndo,
Não precisa perceber que talvez exista algo na sua vida pedindo mudança.
Na neurociência,
Sabemos que atividades constantes mantêm nossa atenção voltada para estímulos externos.
Quando reduzimos esses estímulos,
Pensamentos e emoções que estavam em segundo plano podem aparecer.
E algumas pessoas interpretam isso como ansiedade.
Então voltam a se ocupar.
É como uma televisão ligada o tempo inteiro em uma casa vazia.
Não existe silêncio suficiente para ouvir o que está acontecendo dentro.
Por isso,
Às vezes,
A pessoa diz,
Eu não gosto de ficar parada.
Mas talvez não seja exatamente falta de gostar.
Talvez seja dificuldade de estar consigo.
E isso merece ser olhado com carinho,
Não com julgamento.
É chegado o momento que você precisa estar alimentando.
E continuar com forme de presença.
Talvez esteja acontecendo isso emocionalmente.
Você tem experiências,
Mas não as saboreias.
Conquista,
Mas não as celebra.
Viaja,
Mas continua pensando no trabalho.
Recebe carinho,
Mas está preocupada com outra coisa.
Conversa,
Mas responde mensagens ao mesmo tempo.
Então,
A vida passa.
Não porque faltaram acontecimentos,
Mas porque faltou presença dentro deles.
E aqui existe uma pergunta que pode ser muito poderosa.
Quando foi a última vez que eu fiz alguma coisa simplesmente porque me dava prazer?
Não para fugir,
Não porque era útil,
Não porque melhoraria o currículo,
Não porque traria dinheiro.
Não porque alguém precisava.
Só porque você gostava.
Talvez você precise reaprender essa linguagem.
A linguagem do prazer.
E prazer não precisa significar grandes experiências.
Pode ser tomar um café sem pressa,
Andar por uma rua bonita,
Ouvir uma música,
Dançar,
Tomar um banho demorado.
Simplesmente isso.
O cérebro também precisa dessas experiências.
Porque não somos máquinas de produtividade.
Somos organismos que precisam de recuperação,
Conexão,
Curiosidade e recompensa.
E existe uma diferença importante entre recompensa e fuga.
Fuga!
Fazer algo!
Para não sentir.
Recompensa é fazer algo porque você está presente nela.
E é aqui que eu gostaria que você percebesse se você está.
Fugindo ou se recompensando?
Mas não uma recompensa porque eu atingi alguma coisa ou porque eu tive um dia muito cansativo,
Então eu vou chegar e vou me deitar no sofá e ver Netflix.
Mas simplesmente porque isso me dá prazer.
Eu espero que você compreenda a profundidade desse episódio.
Que você reflita,
Que você pratique,
Que faça sentido.
E te desejo um ótimo dia de muita luz,
Paz,
Alegria e leveza.
Um grande beijo e até a próxima.
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