De onde vêm as preocupações?
Saber que existe uma ciência que estuda as preocupações?
Pensar demais é um hábito irracional.
Mark Twain certa vez disse algo a respeito.
Eu tive muitas preocupações na minha vida,
A maioria das quais nunca aconteceu.
O professor de meditação Thich Nhat Hanh também valida essa citação do poeta Mark Twain,
Mas com o conceito de pensamento primário e pensamento secundário.
O pensamento primário diz respeito ao fato em si,
Ilustra Thich Nhat Hanh.
O que penso em determinado momento sobre uma situação é inevitável.
É o pensamento que indica o que tem de ser feito.
Se você,
Por exemplo,
Tem uma prova na segunda-feira,
O que você tem de fazer antes deste dia para se dar bem é estudar o fato.
O secundário está envolvido com nossos pontos de vista e na elaboração do mundo autobiográfico e autorreferencial.
Isso é meu,
Isso é minha,
Gosto,
Não gosto,
Quero,
Não quero.
As histórias que a nossa mente conta para a gente,
As histórias que nós contamos para nós mesmos.
Mas é uma maneira de pormos significados às coisas do mundo.
Muito útil em algumas circunstâncias,
Mas um desastre em outras,
Aumentando sofrimento e estresse nessas.
Na mesma situação acima,
O pensamento secundário seria será que vou me dar bem na prova?
Se eu não passar nesta disciplina,
O que será da minha vida acadêmica?
Pensamentos recheados de em si.
Este pensar,
Além do necessário,
Não é útil para tomar decisões sensatas e resolutivas.
Foi isso que constatou um estudo de 2019 na Penn State University,
Onde os pesquisadores examinaram as preocupações de pacientes com transtorno de ansiedade generalizada e chegaram a duas conclusões interessantes.
Primeiro delas,
Eles descobriram que 91% dessas preocupações dos pacientes nunca se tornavam realidade.
Com isso,
A ciência,
De certa forma,
Validou a análise poética de Mark Twain e Chitarrão sobre o desperdício de tempo e energia em antecipar as coisas,
Em viver nas expectativas.
Segundo,
Os pesquisadores descobriram o método dos pensamentos secundários perderem a força de influenciar nossas decisões por meio das ruminações mentais.
As pessoas se liberaram de suas preocupações,
Suas ruminações,
Ao perceber o fato de que essas ruminações residiam no mundo do faz-de-conta.
Em resumo,
O que aconteceu foi que os participantes da pesquisa se deram conta de que suas preocupações eram apenas eventos mentais passageiros e não os fatos em si,
Histórias que a mente contava para eles mesmos.
Na ciência cognitiva,
Este importante mecanismo psicológico é chamado de descentramento ou desfusão cognitiva.
É a capacidade de você,
De nós,
Vermos os pensamentos de uma forma imparcial,
Sem elaborar ou acrescentar qualquer juízo de valor às histórias que nossa mente conta.
Na psicologia da atenção plena,
A prática do deixar ir ou não se apegar é um exercício mental de descentramento,
Fazendo com que você enfatize o pensamento primário,
Ou seja,
O que é essencial para evitar um sofrimento,
Uma dor maior,
Em detrimento do pensamento secundário,
Em detrimento daquilo que é irrelevante naquele momento.
Então,
Os cientistas apontaram algumas estratégias para lidar com as preocupações.
Na realidade,
Apontaram duas.
A ciência da preocupação,
Por outro lado,
Oferece uma abordagem mais hábil.
Não tente se livrar da sua preocupação,
Veja se você pode transformá-la.
Pesquisas recentes da Case Western University apontam para duas ferramentas poderosas,
Baseadas na atenção plena,
Para fazer exatamente isso,
Transformar a sua preocupação.
A primeira abordagem é trazer a atenção consciente para a preocupação.
A chave para esta prática é notar a preocupação,
Mudar a atenção e se reconectar.
Note,
Shift,
Rewire.
O primeiro passo é você perceber.
Observe que sua mente entrou em um ciclo de ruminação mental,
Nesse estado sedutor das preocupações,
E você começa a se enredar em uma história.
Depois de notar,
Você pode mudar seu estado mental,
Chamando sua atenção para a preocupação em si.
Sair do piloto automático para o modo consciente,
É uma mudança da aversão para a investigação,
De combatê-la para uma forma de investigar suas preocupações,
Apenas como pensamentos surgindo no momento presente.
Rotule essa preocupação,
Deixe-a ir embora posteriormente.
Você pode dizer a si mesmo,
Ah,
É uma preocupação relacionada ao emprego,
É uma preocupação ansiosa,
É a minha velha preocupação de sempre.
E aí então,
Você dá um outro passo.
O passo final é se reconectar com algum estímulo sensorial,
Ou praticar gratidão.
Essa simples prática leva apenas 15 segundos,
E você consegue saborear essa mudança de percepção.
A pesquisa mostra que essa mudança simples,
Leva à experiência de descentralizar,
Experimentando uma ligeira desidentificação com sua mente preocupada.
É bem sutil,
E até muitas vezes contraintuitivo.
Mas essa sensação de espaço entre você e suas preocupações,
Ajuda a liberar o controle da preocupação.
Você começa então a ver esses pensamentos preocupantes,
Simplesmente como pensamentos,
Histórias mentais,
Eventos passageiros da mente.
Pode vê-los e vir de um lugar de maior tranquilidade e facilidade.
A segunda estratégia,
Chamada de praticando gratidão.
Uma segunda abordagem baseada na ciência cognitiva,
Para transformar a preocupação,
Se baseia na prática da gratidão.
Diferentemente da preocupação consciente,
Essa técnica envolve uma resposta mais ativa às preocupações.
Na essência,
A prática é perceber quando você está preocupado e mudar,
Chamando sua atenção para alguma fonte de alegria ou gratidão no momento presente.
A gratidão é uma habilidade em que você enxerga e valoriza o que você tem,
Em detrimento do que não tem.
Segundo Shamasha Lidina,
Autor de Mindfulness para Leigos,
Na gratidão,
Você tem consciência do que tem,
Ao invés do que não tem.
Você aprecia aquilo que está disponível para você.
Assim,
Quando estiver preocupado,
Tendo um dia difícil,
Por exemplo,
Observe seus pensamentos de antecipação ou catastrofização.
Em seguida,
Mude sua atenção para o que você está agradecido no momento.
A luz da manhã,
Um delicioso café,
O sabor do seu café com leite.
Por fim,
Reconecte-se ao momento presente,
Saboreando a experiência de gratidão por alguns segundos.
A pesquisa mostra que essas duas práticas são formas poderosas para você minar a mente preocupada.
Qualquer que seja a sua prática a que você escolher,
Vale lembrar que a chave é a conscientização.
É o primeiro passo,
Capacidade de optar por notar,
Mudar,
Reconectar.
É o meio hábil comprovado para integrar a prática da atenção plena em sua vida diária.