
A Dor e o Despertar da Busca (Ramayana - Noite Três)
Essa é a terceira noite, de um total de seis, aonde vamos navegar pelo Épico Ramayana. Escute esta linda história, com foco em paz, amor e proteção, para desacelerar e permitir que sua mente desperte para uma outra realidade.
Transcrição
Olá,
Eu sou Priscila Alves,
Seja muito bem-vinda,
Seja muito bem-vindo.
Este é um espaço de repouso,
Um espaço onde o tempo desacelera,
Onde o corpo pode soltar e a mente pode pousar.
Antes de começarmos a história desta noite,
Permita-se chegar.
Não há nada para resolver agora,
Nada para responder,
Nada para decidir,
Apenas estar.
As histórias do Ramayana não são apenas narrativas antigas,
Elas são espelhos da jornada interior,
Transmitidas há milhares de anos.
Essas histórias atravessaram o tempo porque falam ao coração humano.
Esta noite,
Não estamos aqui para analisar,
Estamos aqui para sentir.
Permita que as imagens surjam de forma suave na sua mente,
Como se você estivesse observando um céu noturno.
Então deixe que a história desta noite se revele lentamente como a lua surgindo no horizonte.
Iniciamos agora a noite 3,
A dor da separação e o despertar da busca.
Na noite passada,
A floresta era abrigo,
Mas um brilho ilusório apareceu entre as árvores.
O cervo dourado conduziu Rama para longe.
Lakshmana traçou a linha protetora e Sita,
Ao cruzá-la,
Foi levada por Ravana.
Agora a floresta já não é a mesma.
Rama caminhava de volta,
Sentindo que algo estava errado.
O vento parecia mais frio,
Os pássaros estavam silenciosos.
Ele chamou por Sita.
Nenhuma resposta.
Ele chamou novamente e percebeu a cabana vazia.
O fogo ainda morno,
As flores espalhadas pelo chão e naquele instante,
O herói não foi rei.
Não foi guerreiro,
Ele foi humano.
Seus olhos percorreram o chão,
Os galhos,
O horizonte.
Ele correu pela floresta chamando seu nome.
Sita!
Sita!
A dor não era desespero descontrolado,
Era profunda,
Contida,
Ardente.
Lakshmana retornou e compreendeu.
Juntos,
Então,
Começaram a busca.
Entre as árvores encontraram o grande pássaro de ataio ferido,
As asas rasgadas.
E ele contou o que havia acontecido.
Descreveu o demônio alado levando Sita pelos céus.
Rama ajoelhou-se,
Segurou a cabeça do pássaro.
Os seus olhos estavam cheios de lágrimas,
Mas sua voz era serena.
Você lutou como um verdadeiro guardião.
Jatayu partiu nos braços de Rama.
E ali,
No meio da floresta,
Rama realizou os seus ritos funerários,
O herói honrando o sacrifício.
Então,
A dor começou a se transformar.
Não em raiva,
Mas em propósito.
Dias passaram.
Rama e Lakshmana caminharam por florestas.
Florestas densas,
Rios largos,
Montanhas silenciosas.
Mas cada passo era busca.
Cada amanhecer trazia esperança,
Mas também cansaço.
Então,
Encontraram Sugriva,
Rei dos Vanaras,
Seres da floresta com formas de macacos guerreiros.
Sugriva também estava exilado.
Também havia perdido seu reino.
Dois exilados se encontraram,
E ali nasceu uma aliança.
Rama ajudaria Sugriva a recuperar o seu trono,
E Sugriva ajudaria Rama a encontrar Sita.
Às vezes,
Quando estamos quebrados,
Encontramos outros que também estão,
E juntos nos fortalecemos.
Foi Sugriva quem apresentou Hanuman.
Hanuman,
Olhos brilhantes,
Força contida,
Humildade profunda.
Quando se aproximou de Rama,
Algo aconteceu.
Não foi formal,
Não foi anunciado,
Foi um reconhecimento.
Hanuman ajoelhou-se,
E naquele instante,
Nasceu uma devoção que atravessaria o oceano.
Rama entregou-lhe um anel.
Leve isto como sinal.
Hanuman segurou o anel como se fosse um tesouro sagrado,
Porque para ele,
Servir era honra.
Então o exército foi reunido.
Montanhas foram escaladas,
E finalmente chegaram à beira do oceano.
O mar se estendia infinito.
Do outro lado,
Lanka.
Do outro lado,
Sita.
O vento soprava forte,
Alguns guerreiros duvidaram.
Outros recuaram.
Então,
Os anciãos lembraram Hanuman de quem ele era.
Hanuman é filho do vento,
Portador de força adormecida.
Hanuman fechou os olhos.
Respirou profundamente.
Uma vez.
Duas vezes.
Três vezes.
E dentro dele,
Algo despertou.
Sabe,
Às vezes a dor é o portal.
Às vezes a perda nos leva a alianças inesperadas.
Rama representa a consciência.
Sita representa a alma.
Quando nos sentimos separados da nossa própria essência,
Inicia-se a busca.
E Hanuman representa a devoção,
A força que nasce quando o coração se entrega.
Talvez você também esteja diante de um oceano.
Mas antes de saltar,
Há o despertar.
Descanse agora,
Porque na próxima noite o vento sustentará o impossível.
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