Olá e bem-vindos a mais um episódio de Um Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu hoje vou falar de um tema que eu considero,
Pelo menos,
Muito importante,
E que é a questão das pessoas altamente sensíveis.
Eu sou a Sofia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Que é o mundo das pessoas altamente sensíveis.
Eu hoje vou falar de um tema que eu considero,
Pelo menos,
Muito interessante,
Que é a gestão de conflitos.
É algo que nós definitivamente evitamos.
As vozes altas,
A perda de controle,
A tensão,
O criticismo,
Portanto,
Isto são tudo coisas que nos afetam profundamente.
E eu então vou falar de algumas dicas importantes a termos em conta durante estas alturas.
Eu sou a Sofia Loureiro e guio pessoas altamente sensíveis a equilibrar o seu sistema nervoso e a viver em serenidade no corpo e na mente com o dom da alta sensibilidade,
Através de práticas de saúde natural,
Práticas de psicologia positiva e exercícios de mindfulness.
Então,
Existem várias razões pela qual nós evitamos os conflitos e entre elas estão,
Por exemplo,
O alto grau de empatia que as pessoas altamente sensíveis sentem,
Devido à sua grande atividade a nível dos neurónios de espelho do sistema nervoso.
Portanto,
Isto faz com que nós nos punhamos facilmente na posição do outro.
Então,
Para nós,
Realmente um conflito,
Nós começamos sempre a pensar o que é que o outro vai sentir?
Será que o vamos magoar?
Se eu disser isto,
Ele vai ficar ofendido?
Então,
Muitas vezes,
Evitamos o confronto devido a esta razão.
Outra razão pela qual evitamos confrontos é devido à intensidade emocional destas situações.
Eu lembro-me,
Por exemplo,
Da última vez que eu tive um conflito que acabou em gritos.
Eu fiquei a tremer durante algum tempo por dentro devido à descarga de adrenalina que acabou por durar algumas horas e depois veio toda aquela ruminação,
Ou seja,
Depois aqueles pensamentos que ficam colados à mente e que ficamos a remoer.
Eu devia ter dito,
Ele não disse,
Ele não sei o quê.
Portanto,
Há muita intensidade emocional aqui.
Nós já sabemos que a resposta emocional intensa e profunda é também uma das características deste traço de temperamento de alta sensibilidade.
E depois,
Outra razão pela qual evitamos confrontos é que nós realmente não somos de respostas rápidas.
Não sei se vocês já repararam,
Mas em mim eu não sou uma daquelas pessoas que dê respostas rápidas.
É como se nós tivéssemos toda aquela informação que processamos de uma forma muito profunda,
Muito bem arrumadinha ali no cérebro e então vamos há algum tempo a aceder a ela,
A abrir as gavetinhas,
A ir buscar a resposta certa e tudo isto.
E realmente,
Quando estamos perante um conflito,
Um confronto,
Normalmente há que haver aquela resposta rápida.
Então,
O que é que nós podemos ter em conta nestas alturas de confronto ou de conflitos na nossa vida perante estas situações?
Uma das coisas a ter em conta é definitivamente a atitude passiva,
Agressiva,
A que alguns de nós pode recorrer durante estas situações.
Portanto,
Este tipo de atitude é um comportamento que deriva realmente do medo de enfrentar um conflito diretamente.
Ou seja,
Acabamos por não dizer abertamente quais são os nossos sentimentos,
Quais é que são as nossas opiniões,
Quais é que são as nossas necessidades naquela situação e então engolimos.
E depois o que é que vai acontecer?
Em vez de enfrentarmos a situação de uma forma direta e aberta e assertiva,
Vamos então engolir e depois,
Mais tarde,
Como ficamos a remoer,
Talvez o que vamos fazer é enfrentá-la ou abordá-la de uma forma indireta ou passiva.
Com comentários sarcásticos,
Com o tratamento do silêncio,
Ou essa pessoa pede-nos uma coisa e nós,
Por acaso,
Até nos esquecemos de a fazer.
Portanto,
Isto é tudo faz parte de um comportamento passivo-agressivo.
Portanto,
Nós não estamos diretamente a abordar a questão,
A confrontar,
Mas estamos de uma forma indireta e passiva realmente a reagir a ela.
E isto compara muitas vezes como se fosse uma bola de praia que nós tentamos empurrar para baixo de água,
Só para saber que ela depois vai sair com muito mais força para a superfície.
Portanto,
Acaba por ser realmente mais saudável nós sermos assertivos na altura,
Porque depois as outras pessoas nem sequer percebem porque é que nós explodimos às vezes por um pormenor tão ínfimo,
Não é?
E nós explodimos porque a verdade é que quando foi à altura do confronto nós não conseguimos abordá-lo de forma direta.
Eu não sei se isso já vos aconteceu,
Acontecia-me bastante vezes e realmente tudo mudou na minha vida a partir da altura em que eu descobri que era uma pessoa altamente sensível.
Iniciei esta jornada de alta sensibilidade com todas estas ferramentas que fui desenvolvendo ao longo dos anos da autocompaixão,
Do trabalhar a autoestima,
Do trabalhar a autoconfiança,
Tudo isto,
Que depois passou a dar uma certa assertividade.
E depois acabamos então por celebrar as nossas pequenas vitórias.
Eu lembro-me que ainda o mês passado tive uma destas pequenas vitórias.
Por exemplo,
Houve um amigo meu que não teve a atenção de.
.
.
Quando nós íamos para comer,
Eu já tinha servido e metido os pratos da mesa e ele,
Em vez de sentar,
Agarrou no telefone e começou a fazer tufenemas.
Eram tufenemas de trabalho,
Tudo bem.
O que aconteceu é que eu acabei por comer sozinha depois de ter esperado quase duas horas por ele,
Levantei-me,
Fui trabalhar para o computador e realmente estava com aquela coisa toda em ebulição enquanto ele ainda estava a fazer os tufenemas então comecei a praticar mindfulness.
Comecei a sentir as sensações dentro de mim e perguntei-me se é que eu consigo estar com isto.
Tentei-me concentrar no trabalho e não conseguia.
Aliás,
Estava a escrever um post para o blog e não conseguia.
Então,
O que é que eu cheguei à conclusão?
O que eu cheguei à conclusão é que realmente não conseguia estar com aqueles sentimentos.
Eram demasiado fortes para mim.
Então,
Em poucos minutos,
O que eu fiz é que eu arranjei uma boleia para voltar a casa.
Portanto,
Isto eu estava em casa do meu amigo.
Arranjei uma boleia para voltar a casa.
Quando esse meu amigo finalmente acabou os tufenemas,
Eu comuniquei com ele de uma forma não violenta que já vou falar agora a seguir como é que foi.
Portanto,
De uma forma não violenta que estava ressentida e magoada e que preferia ir-me embora do que ficar ali.
E como é uma pessoa que me conhecia há muitos anos,
Há 40 anos mais ou menos,
Eu até realmente chamei a atenção para a evolução que eu tinha tido na minha pessoa de dizer,
Como vês,
Pelo menos eu agora não fiquei a engolir para depois chegar ao fim da jornada,
Quando ele acabasse o trabalho,
Eu acabasse de trabalhar no computador e depois explodir por qualquer coisa que ele dissesse.
Portanto,
Eu celebro estas pequenas vitórias.
Por exemplo,
A Laura também partilhou que ela,
Num atendimento público,
Foi recebida de uma forma pouco agradável e ela até dizia que era um bocado irónica e que o primeiro impulso dela tinha sido de responder à letra.
Mas que ela rapidamente tinha se apercebido naquela altura que não valia a pena e ela continuou a ser cordial com essa pessoa,
Prosseguiu o seu dia de forma tranquila e sem entrar em ruminação.
Aqui foi um processo diferente,
Houve uma aceitação dentro dela,
Não foi o calar e consentir,
Ou foi uma aceitação dentro dela,
Ou seja,
Ela conseguiu aceder,
Digamos,
À parte mais envolvida do seu cérebro,
Que é o córtex pré-frontal,
Que nos dá realmente autorregulação emocional,
Dá-nos a lógica,
Dá-nos o pensamento,
Dá-nos a compaixão.
Então,
Quando agimos a partir dessa parte,
Deixamos de entrar naquela reatividade emocional que está mais relacionada com o sistema límbico ou com a parte reptiliana do nosso cérebro,
Da luta e da fuga.
Portanto,
Isto acaba por ser,
Realmente,
Já algum treino,
Nós,
Perante estas situações,
Aceder a outras partes do nosso cérebro que são,
Digamos,
Mais envolvidas,
Porque são partes mais jovens do nosso cérebro que apareceram,
Portanto,
Evolutivamente,
Mais recentes.
Agora,
O que eu faço,
Realmente,
É isto.
Faço um esforço por expressar-me de forma mais aberta,
Como é que eu me sinto,
Quais são as minhas necessidades e,
Por vezes,
O confronto acaba realmente em gritos e eu depois tenho a autocompaixão de saber que não sou perfeita e que realmente estou numa jornada espiritual de crescimento.
Mas isto é melhor do que nós engolirmos primeiro,
Ressentirmos depois e depois,
Mais tarde,
Sermos hostiles,
Que é,
Realmente,
O que acontece com essa atitude passiva-agressiva.
Portanto,
A primeira dica é,
Realmente,
Tentarmos,
O máximo possível,
Sermos assertivos e não recorrer a esta atitude passiva-agressiva durante os nossos confrontos.
Não sei se vocês concordam.
Se quiserem,
Podem partilhar as vossas experiências nos comentários.
O segundo aspecto a ter em conta é a famosa pausa sagrada.
Há estudos,
Por exemplo,
Entre casais que colocam os casais numa sala ligados a aparelhos que vão medir as suas respostas fisiológicas,
Desde,
Por exemplo,
Os batimentos cardíacos,
O ritmo cardíaco,
A pressão arterial,
Tudo isto,
E depois dão aos casais um motivo para conflito.
Eles começavam a discutir e,
Essa experiência,
O que fazia é que,
Passado uns minutos,
Interrompiam a experiência com a falsa desculpa de que os aparelhos não estavam a medir as coisas bem.
Então,
Faziam uma pausa.
Portanto,
As pessoas eram obrigadas a fazer uma pausa naquele conflito,
Naquela situação que estavam a ter.
E,
Depois,
Passado uns minutos,
Diziam que podiam retomar a experiência.
Então,
O que é que se verificou?
Após fazer essa pausa,
Realmente viu-se que,
Quando as pessoas recomeçaram a conversa que estavam a ter,
Realmente o conflito tinha diminuído.
E também existem artigos publicados que provam que a capacidade de nós estarmos num conflito de uma forma plena,
Presente,
Ou seja,
Em mindfulness,
Também permite acalmar a mente.
O que quer dizer é estarmos num conflito com toda a nossa presença,
Sem estar a fazer juízo de valores,
Por exemplo,
Com coisas do passado,
Mas apenas a ter em conta o que está a acontecer ali no presente,
Termos em atenção,
Por exemplo,
O ritmo da nossa respiração,
Claro que isto é tudo coisas que requerem prática,
Portanto,
Sem ter a prática de mindfulness,
Ou seja,
De atenção plena,
De estar no presente sem fazer julgamentos,
Não é sem fazer a prática,
E na altura do conflito,
Que nós vamos conseguir aceder a esta parte de nós.
Portanto,
Tudo isto realmente,
A camurçar práticas,
Temos de fazer de forma regular,
Porque o cérebro é como os outros músculos,
Ele também precisa de ser treinado.
E é aí que entram as práticas de psicologia positiva e os exercícios de mindfulness.
A doutora Elaine Aron,
Por exemplo,
Que foi quem descobriu este traço de temperamento nos anos 90,
Ela também dá o conselho quando nós estamos,
Por exemplo,
Num confronto e começamos a ver que estamos a perder o controle,
De pedir uma pausa,
De ser sincero e dizer à outra pessoa que eu neste momento não consigo aceder ao melhor de mim,
Pedir uns minutos de pausa,
Para depois quando voltarem a conversar,
Nós já temos de aceder então a essas partes do nosso cérebro que estão mais calmas,
Permitem-nos aceder a todas as informações que nós precisamos naquela altura para dar uma resposta adequada.
Portanto,
A primeira dica é aprender a sermos mais assertivos e não recorrer a uma atitude passiva agressiva.
A segunda dica é a famosa pausa sagrada.
Portanto,
Sempre possível fazer uma pausa quando nós estamos a perder o controle durante um confronto.
E a terceira dica envolve logo duas,
Na verdade,
Que é nos prepararmos e a comunicação não violenta.
A primeira coisa então é nos prepararmos.
Se nós sabemos que vamos estar perante uma situação que pode levar a um possível conflito,
Nós como pessoas altamente sensíveis até somos muito bons a nos preparar e a ver todas as perspectivas,
Podemos então escrever num papel porque é que eu tenho este ponto de vista,
Qual é que é o meu ponto de vista,
Quais é que são as pessoas objeções,
Quais é que são as minhas respostas a essas possíveis objeções.
Portanto,
Isso é uma das formas de nos prepararmos para este tipo de situações.
E outras,
Sem dúvida,
É aprender capacidades de comunicação não violenta.
Aí o Marshall Rosenberg tem um livro que é um best-seller que é o Comunicação Não Violenta,
Que eu aconselho vivamente para quem acha que tem dificuldades em expressar o seu ponto de vista.
Mas,
Basicamente,
As bases da comunicação não violenta é nós começarmos a frases por eu sinto-me desta maneira,
Ou seja,
Meter o acento em nós e não dizer tu fazes-me sentir.
Portanto,
Quando nós estamos a apontar o dedo ao outro tu fazes-me sentir,
Para nós estamos a fazer uma acusação e é completamente natural que a outra pessoa,
Ao sentir-se atacada,
Vai entrar na defensiva.
Nós estamos a acusá-la,
Certo?
Além disso,
Estamos a colocar a responsabilidade das emoções na mão das outras pessoas e elas acabam bem tão por ter poder sobre nós.
Nós acabamos por ser vítimas,
Não é?
Tu fazes-me sentir.
Se nós mudarmos isto para nós,
Eu sinto-me,
Passamos a ser atores da nossa vida.
Passamos a ser responsáveis pelas nossas emoções.
Deixamos o papel de vítima.
Então,
Uma das formas muito simples é eu sinto-me,
E depois pensamos que maneira é que é,
Quando tu fazes seja o que for,
Não é?
E tudo o que for que nós não gostamos,
Porque isso não preenche a minha necessidade de.
.
.
E novamente,
Qual é que é a necessidade?
Foi isto que eu fiz,
Então,
Nessa situação com esse meu amigo,
Não é?
Portanto,
Quando eu estava sentada já a comer,
Ele começou a fazer tufnemas,
Eu depois arrumei as malinhas e tal,
Arranjei uma boleia para sair dali e eu disse isso mesmo.
Eu sinto-me magoada,
Porque quando eu estou sentada já para comer e tu começas a atender tufnemas,
Isso não preenche a minha necessidade de ser vista e de ser respeitada.
E foi exatamente assim que eu disse.
E ele percebeu perfeitamente o que é que eu estava a dizer.
E depois,
Claro que houve mais diálogo a seguir e tudo isto,
Mas isto foi as bases.
E eu saí dali completamente contente,
Ou seja,
Praticando o mindfulness,
Eu tinha chegado à conclusão de que tinha de sair dali,
Porque não era capaz de estar com aquelas emoções,
Mas saí dali de uma forma não violenta e muito contente.
E isto deve ser altamente sensível,
Mas eu realmente celebro estas pequenas vitórias.
Consegui evitar uma situação potencialmente conflituosa e consegui continuar calma e prosseguir com o meu dia.
E senti-me realmente fantástica.
Portanto,
Tudo isto requer treino,
Como é evidente.
E é isso.
Eu tenho falado várias práticas ao longo destes episódios e então eu vou relembrar.
Portanto,
As pedes a terem conta em situações potencialmente conflituosas.
Não recorrer à atitude passiva-agressiva,
Ser assertivo e direto sempre que possível.
Na expressão das nossas opiniões,
Sentimentos e necessidades.
A segunda dica é sempre possível fazer uma pausa sagrada se começamos a perder o controle.
E a terceira dica é preparar-nos sempre que possível e recorrer à comunicação não violenta.
Portanto,
Estas são algumas das dicas para as pessoas altamente sensíveis.
E então eu vou terminar com uma citação do Marshall Rosenberg.
Portanto,
O autor do livro A Comunicação Não Violenta.
Ele é uma pessoa que é negociador de paz.
Portanto,
Ele já foi negociador de paz em conflitos na África,
No Médio Oriente.
Eu acho que qualquer pessoa negociadora de paz definitivamente merece a nossa atenção em relação a este assunto de gerir conflitos.
Portanto,
Diz a citação Se as pessoas se perguntassem Estas são as necessidades de ambos os lados,
Estes são os recursos.
O que é que pode ser feito para atender essas necessidades?
Então,
O conflito seria fácil de resolver.
Digam-me nos comentários o que é que vocês pensam disso.
Partilhem as vossas experiências.
E muito obrigada pela vossa atenção plena e coração presente.
E até ao próximo episódio de O Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Um grande Namasté.
Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sophia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade onde harmonia,
Corpo e mente se unem em um estado natural de serenidade.