Olá,
O meu nome é Rita Cintrão e estou aqui para partilhar contigo uma meditação escrita por mim.
Vou-te pedir que te sentes confortavelmente,
Pois vais permanecer assim durante algum tempo.
Vou-te ainda pedir que feches os olhos,
Se não conseguires,
Não há problema.
Quero que fixes um lugar à tua frente,
Um ponto,
E assim permaneças com o teu olhar sempre nesse ponto.
Inspiras e expiras.
Fechas os teus olhos.
Dos teus pés,
Cresce uma raiz dourada que entra no chão e cresce até ao centro da terra,
Onde amarras à bola amarela e quente que lá se encontra.
No alto da tua cabeça,
Imagina uma bola de luz violeta.
Dessa bola,
Cresce até ao céu um fio de luz prateada.
Lá,
Amarra-lo à estrela mais brilhante que encontras.
Inspiras e expiras.
És um coelho.
Um coelho bravo que vive num campo perto de uma quinta.
Adoras saltitar por todo o lado,
Sentir os cheiros que te rodeiam.
A brisa brava do vento que te arrefece o nariz.
Saltitas alegremente,
Cheirando as flores que vais encontrando e cumprimentas os outros animais que encontras pelo caminho.
Sentas-te na sombra de uma grande árvore,
De folhas verdinhas e que é um tronco muito grosso.
Olhas para ele e imaginas a história daquela árvore.
A sua pequena semente que voou até àquele chão,
Trazida pelo vento e que agora,
Depois de se agarrar à terra com as suas raízes,
Cresceu até se tornar nessa bela árvore que agora te dá sombra.
Sentes fome.
O teu estômago ronca.
Pensas nas belas cenouras que adoras saborear.
Levantas-te e saltitas para chegar junto da quinta do tio Zeca,
Que todos os dias te presenteia com uma das cenouras da sua bela horta.
Chegas ao teu destino.
Das um salto bem alto para saltares a sepe que limita a horta.
Lá está o tio Zeca a regar as cenouras,
Aquelas belas raízes de que tanto gostas.
Olhas as suas folhas verdinhas alinhadas na sua terra,
Onde se escondem aquelas suculentas raízes laranjas.
Sentes a saliva na tua boca.
Abanas o teu pompom de contentamento.
O tio Zeca,
Ao ver-te,
Saúda-te com uma grande festa no teu pelo e oferece-te a tua desejada cenoura.
Mastigas com calma e sentes o sabor na tua língua.
O teu estômago deixa de roncar e tu sentes-te feliz.
Agradeces ao tio Zeca e voltas aos teus passeios pelo campo.
Começas a sentir novamente o teu corpo de menino,
De menina.
Começas a ouvir os sons à tua volta.
Inspiras e expiras.
Mexes os dedos das tuas mãos e dos teus pés.
Sorris.
E quando achas que é o momento,
Abres os teus olhos e voltas à sala,
Onde estás,
Espreguiçando-te o mais que conseguires.