
Oração de Magdalena de Seren Bertrand
by Marion Lemes
Esta é uma oração de Magdalena canalizada por Seren Bertrand, traduzida e interpretada por Marion da Rosa. Magdalena representa todo o poder de nosso ventre. Ela está conosco nos momentos de prazer e de dor ao longo de nossa caminhada. Quando nos permitimos, Ela sussurra mistérios da nossa alma, trazendo para a consciência do ventre toda a sabedoria esquecida. Conectar com Magdalena é relembrar quem somos.
Transcrição
E ali no centro do ventre,
No centro dessa rosa mística,
Você faz uma oração,
Uma oração a Madalena,
Uma oração à força da vida.
Que você sinta estas palavras como se fossem suas,
Pois elas são.
Eu rezo com os rios da vida primordiais,
Fluindo através da minha sexualidade desperta.
Eu rezo enquanto uma porta mística se abre em meu ventre interno,
Levando para uma catedral abobadada da consciência feminina fluindo infinitamente do ventre da Mãe Divina.
Rezo enquanto meu corpo começa a se transformar em um portal cósmico para o meu amado,
E o vazio nos dissolve a ambos e nos toca com as pontas dos dedos iluminadas pelas estrelas de amor.
Eu rezo enquanto meu útero se torna uma ponte para que tudo o que resta volte.
Rezo com minha dor,
Com minha tristeza,
Com meu coração despedaçado em um milhão de fragmentos,
Como se a primeira explosão primordial da criação ainda estivesse reverberando por dentro.
Eu rezo com meu coração,
Mesmo quando ele está fechado,
Assustado,
Confuso e com medo.
Rezo porque sou frágil.
Eu estou quebrada.
Eu não posso fazer isso sozinha.
Eu rezo porque sou incomensuravelmente forte e feroz.
Eu rezo com uivos pelo sofrimento do mundo.
Eu rezo com a fúria da ira esquecida.
Eu rezo quando não tenho mais orações e a desesperança está comigo.
Eu rezo quando tudo está quebrado no chão e não pode ser consertado.
Eu rezo com presas e garras e o poder da cinza vulcânica forjada no fogo.
Rezo para digerir toda a dor profunda no solo do meu ventre e gerar flores silvestres.
Eu rezo porque há um fogo em mim que não se pode apagar,
Que acende em todas as noites escuras.
Rezo com beleza e rezo com a feiura de tudo que não é dito.
Eu rezo com risos,
Com o canto dos pássaros e o chão da floresta.
Eu rezo com suavidade.
Eu rezo com raízes de árvores,
Minhocas e pelos.
Eu rezo com a chuva e a neve.
Rezo com meu toque e rezo com o meu amor.
Rezo com o meu útero consagrado.
Rezo com o sangue que jorra da luminosidade interior da minha mansão celestial.
Nós somos as prostitutas e as santas,
As honradas e as desprezadas,
As selvagens e as não-nascidas.
Nossas orações são a canção do universo,
Nos chamando de volta para casa.
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