Meditação do comer emocional e dos estímulos externos que,
Algumas vezes,
Nos levam a comer.
Vamos,
Nesta prática,
Observar a tendência para cairmos em padrões automáticos na nossa relação com a comida,
Mesmo quando não estamos fisicamente com fome.
Começando por encontrar uma postura confortável que nos permita estar simultaneamente alerta,
Mas também relaxados.
Se for confortável,
Fechando os olhos,
Podendo preferir mantê-los semi-cerrados,
Fixando um ponto à frente,
À nossa frente,
Ou no chão.
Existem imensas razões para comer mais do que necessário,
Razões que não aquela central que nos leva a comer quando estamos fisicamente com fome.
Então,
Neste momento,
Realizando três respirações mais profundas,
Convido-vos a identificar alguns estímulos,
Algumas situações que ativam ou que despertam a vossa vontade de comer.
São emoções,
Estados emocionais.
Que emoções ou estados emocionais?
É o facto da comida estar disponível à vossa frente?
O facto de se encontrarem num momento de socialização em que todos estão a comer?
Será que tínhamos e que temos consciência de que,
Por vezes,
Comemos por razões emocionais?
E como é que,
No dia-a-dia,
Sabemos se sentimos fome física ou fome emocional?
Sabem que sensações,
Que estados internos se relacionam com a fome física e quais se relacionam com a fome emocional?
Conseguem diferenciá-los?
Acham que comem por vezes para se acalmarem?
Ou simplesmente pelo prazer,
Pela diversão associada?
Será que,
Atendendo a episódios da vossa vida,
Por exemplo,
Da infância,
Por vezes,
Comem para adotarem uma atitude rebelde,
Escolhendo o que comer quando vos apetece,
Sem serem mais proibidos por ninguém?
Mas será que comer desta forma pode gerar uma relação exigente com a ingestão de calorias e com as escolhas alimentares?
Será que pode gerar emoções negativas depois da própria ingestão?
E que tipo de alimentos costumam comer quando estão sob stress?
Chocolate,
Pão,
Massas,
Gelado,
Sobremesas?
Notam,
Eventualmente,
Que ingerir esses alimentos nem sempre vos faz sentir melhor?
Pelo menos a longo prazo.
Talvez pareça que a curto prazo,
Sim.
Todas as pessoas recorrem à comida,
Aos alimentos de conforto em alguns momentos das suas vidas.
Por motivos emocionais e não por fome física.
E isso é perfeitamente natural.
Porém,
Aqueles a que chamamos comedores saudáveis fazem-no com a consciência que lhes permite distinguir a fome física da emocional.
Escolher os seus alimentos favoritos de conforto,
Pelo valor nutritivo e pelo prazer associado,
Ao invés de comerem qualquer alimento,
Desde que com açúcar,
Sal ou gordura.
E optando por uma quantidade mais equilibrada a ser ingerida.
Por outro lado,
E este é um aspecto muito importante,
Procuram encontrar outras formas de se nutrirem,
De cuidarem de si mesmos,
Sem recorrerem à comida.
Ou somente à comida.
Então se identificaram que lidam com o stress e com diferentes emoções negativas ou desagradáveis,
Recorrendo muitas vezes à comida,
Aos alimentos.
Será que conseguem identificar,
Neste momento,
Outras formas de gerir o stress,
De lidar com o stress de uma forma mais equilibrada,
Mais positiva para vocês?
Procurem registar estas opções mentalmente.
E respirem.
Respirem profunda e lentamente.
E quando for confortável,
Podem abrir os vossos olhos.
Escolhendo ou não,
Realizar um pequeno exercício,
Uma pequena prática de journaling,
Onde podem registar os vários aspectos que foram observando ao longo desta prática.