
Diversidade e Mindfulness: Como Ser um Melhor Aliado
Neste áudio, Dr. Marcelo Demarzo responde algumas perguntas sobre diversidade pela lente do Mindfulness. No ambiente de trabalho, nem sempre sabemos nos posicionar sobre diversidade e inclusão, principalmente quando não fazemos parte de um grupo sub representado. Mas qual é o nosso papel nisso, o que podemos fazer para ajudar? Por outro lado, se somos deste grupo sub representado, como podemos exercitar a autoconfiança em um ambiente excludente e, muitas vezes, abusivos?
Transcrição
Doutor Marcelo de Marzo,
No ambiente de trabalho nem sempre a gente sabe se posicionar sobre diversidade e inclusão,
Né?
Por exemplo,
Se eu não faço parte de um grupo subrepresentado,
Se eu venho de uma realidade privilegiada e não sei como promover a diversidade e a inclusão na minha empresa,
O que eu posso fazer?
Qual é o meu papel nisso?
E por outro lado,
Doutor,
Se eu pertencer a um grupo subrepresentado no ambiente de trabalho e sentir que eu não me conecto com os meus colegas,
Eu não recebo as mesmas oportunidades,
Ou então as pessoas não sabem nada da minha realidade e usam os estereótipos para interagir comigo,
Como é que eu posso trabalhar a autoconfiança para me destacar em um ambiente excludente e muitas vezes abusivo?
Esse é um tema complexo,
Logicamente,
Das relações humanas,
Da diversidade,
Da inclusão e das relações de trabalho também.
E eu vou abordá-lo do ponto de vista de Mindfulness e da compaixão.
Tem uma maneira,
Uma perspectiva da gente ver.
Do ponto de vista de Mindfulness,
Uma verdade seria a gente pensar no tema da aceitação.
Então,
A aceitação se refere àquilo que a gente pode mudar e aquilo que a gente não pode mudar.
Tem coisas que a gente não pode mudar,
Como,
Por exemplo,
O processo natural da vida,
Envelhecimento,
Adoecimento,
Etc.
E tem coisas que a gente pode mudar.
O problema é que nem sempre a gente consegue identificar o que a gente pode mudar e o que a gente não pode mudar.
E,
Às vezes,
A gente faz ações que são inefetivas em coisas que a gente não pode mudar ou coisas que a gente pode mudar,
A gente fica resignado,
Não faz nenhuma ação específica.
Voltando a esse tema,
Então,
Uma primeira constatação é que isso existe,
Né?
Então,
Essa questão da diversidade,
Esse problema da diversidade,
Essa diferença entre os grupos,
Ele vai existir no dia a dia.
Então,
Algo que faz parte do dia a dia,
A gente vai enfrentar isso no dia a dia.
A gente tem que ver disso,
O que dá para mudar e o que não dá para mudar.
Então,
O fato dele existir faz parte da nossa realidade atual.
Agora,
Como mudá-lo?
O que eu posso fazer?
Aí,
Vai no ponto de vista das relações.
Então,
A gente pode usar um pouco também,
Agora,
A questão da compaixão,
Né?
Se colocar no lugar do outro,
Entender a posição do outro.
Então,
Os grupos,
Por que a gente cria grupos?
Porque a gente gosta de uma identidade,
Quer criar uma identidade,
Uma segurança para estar naquele grupo,
Para a gente poder se desenvolver,
Poder caminhar na vida.
Então,
É normal que a gente forme grupos e os grupos vão ter características diferentes,
Isso é da vida.
Então,
Como a gente faz a mudança no ambiente de trabalho?
Então,
São várias estratégias que a gente vai ter que pensar dentro daquele ambiente de trabalho,
Né?
Como que eu posso me relacionar melhor com essas pessoas,
Entendendo que esses grupos,
Né?
E a falta de diversidade,
A falta de diversidade pode existir.
Então,
Uma maneira efetiva é não entrar em conflito,
Né?
Uma maneira inefetiva,
Que a gente acaba,
Muitas vezes,
Infelizmente,
Indo para esse lado,
Seria entrar em conflito,
Né?
Brigar,
Discutir de maneira conflituosa sobre o tema.
Então,
Uma maneira efetiva,
Né?
Mais assertiva de fazê-lo,
É reconhecer o problema,
Colocá-lo em discussão,
De forma que a gente possa ouvir os vários pontos de vista e chegar em conclusões,
Em consensos que sejam bons para os dois lados.
Então,
Frente a uma situação difícil,
Não gerar mais conflito.
Então,
Entender que ela existe,
Entender que ela pode ser resolvida,
Ouvir os dois lados,
Né?
E poder chegar no consenso sem gerar conflito.
A prática de Mindfulness e de compaixão nos ajuda.
Primeiro,
Para reconhecer a situação,
Depois,
Para não entrar no campo da culpa,
No campo da culpa,
Minha culpa,
A culpa do outro,
Para que a gente possa cuidar daquele ambiente,
Daquele problema que é real e se relacionar com ele de maneira mais efetiva.
Isso vale para os grupos que estão,
Né?
Dentro,
Né?
Do mainstream,
Ou seja,
São os grupos predominantes e vale também para as pessoas que estão se sentindo excluídas.
Mas,
Doutor Marcelo,
Se eu estiver me sendo excluído,
Eu devo manifestar isso de alguma maneira?
Ou simplesmente tratar disso internamente?
Então,
Uma maneira,
Né?
É lidar com isso no nível individual,
Logicamente,
Né?
A gente reconhecer que isso é um problema,
Tá?
Me causando mal-estar,
Mas eu não tenho que gerar mais mal-estar ruminando sobre isso.
Então,
Como eu falei,
Existe provavelmente um caminho,
Uma solução que seja mais efetiva e que seja mais inefetiva.
A inefetiva,
Por exemplo,
É a resignação,
Não falar nada,
Né?
Guardar aquilo para mim,
Aquilo vai remoendo,
Vai ruminando na minha cabeça e aumentando minha sensação de sofrimento e mal-estar.
E existe a inefetiva também,
Que seria o conflito.
Então,
A gente vai tentar enxergar naquela situação,
Naquele contexto de trabalho,
Qual é uma solução efetiva.
Então,
Expor o problema de maneira clara,
De maneira assertiva,
Para que a gente possa ouvir os vários lados,
As várias opiniões,
As várias perspectivas e aí chegar num consenso,
Para que aquela situação difícil não gere mais conflito.
Então,
Essa seria uma ação mais efetiva do que a gente se resignar ou tentar ações mágicas,
Ações que não vão solucionar o problema ou,
Às vezes,
Geram até mais conflito.
Conheça seu professor
4.5 (4)
Avaliações Recentes
Meditações Relacionadas
Trusted by 35 million people. It's free.

Get the app
