
Você Está Consciente dos Seus Preconceitos?
by Maira Reis
Tenho algo importante para te contar: todo mundo tem preconceito, em menor ou maior grau. Nesse episódio vamos falar sobre isso e também sobre como podemos evitar ofender o outro a partir de 3 etapas. Além disso, traremos alguns insights sobre diversidade corporativa, empatia e simpatia. Ouça!
Transcrição
Olá,
Pessoal do Insight Timer,
Tudo bem?
E eu vou falar sobre uma coisa que é sobre não ofender LGBTQIA+.
Quando for se referir a essa pessoa,
Quando você estiver fazendo um processo seletivo internamente,
Quando você estiver desenvolvendo uma estrutura de diversidade corporativa.
A questão aqui é como não ofender uma pessoa LGBTQIA+.
Em situações nenhumas,
Sejam elas quais forem,
Que você vai levar esse conhecimento.
Primeira coisa que é difícil de entender é que a gente é um ser humano preconceituoso.
Não adianta se é eu,
Se é você,
Se é o Papa,
Se é a Malala,
Se é o Michelle Obama.
Todo mundo é preconceituoso.
A diferença é que algumas pessoas já estão conscientes disso e outras ainda estão no processo de entender sobre os preconceitos.
Não é à toa que a gente tem vários estudos que a gente chama de viéses cognitivas que jogam luz nesse rolê todo.
E mesmo que eu esteja consciente dos meus preconceitos atuais,
Não quer dizer que não vão surgir outros preconceitos aí que eu não esteja consciente.
A gente tem que entender que a gente é um ser humano preconceituoso e a gente precisa trabalhar para romper isso.
Diante de tudo isso,
A gente infelizmente vai tirar preconceito de situações que a gente não tem conhecimento,
Não tem lugar de fala,
Não tem referências,
Não tem contato com as pessoas.
E aí,
Óbvio que tem situações que são gigantescas,
Que são inaceitáveis e outras que são,
Por exemplo,
Algumas situações que você vai dar uma escorregada,
Você vai pedir desculpas e por aí vai.
Mas a gente tem que entender que a gente não precisa ficar defensiva porque a gente tem esse nosso preconceito.
Você tem que pegar essa referência,
Essa informação e fazer um espaço de mudança.
E aí eu te trouxe três coisas que eu gosto de falar quando a gente entende sobre os preconceitos,
Sobre não ofender uma outra pessoa.
A primeira,
É claro,
A gente tem que escutar a diversidade,
A gente tem que ter contato com pessoas diversas.
Porque se eu tenho preconceito é porque aquela informação não foi me passada por algum motivo.
Eu não tive contato em livros,
Eu não tive uma experiência de uma viagem que eu conheci uma pessoa LGBTQIA+.
Eu não convivo no meu dia a dia com essa pessoa.
Dentro da minha família,
Da minha escola,
Do meu trabalho,
Eu não tenho contato com essa pessoa.
Então a gente precisa correr atrás de escutar a diversidade.
Como você pode fazer isso?
Eu posso fazer hoje com as redes sociais,
Então seguir influenciadores digitais.
Eu posso ler livros,
Eu posso fazer cursos.
O que eu quero que você tenha aqui como referência,
É para você nunca recusar e escutar a diversidade.
Existe dentro de um sistema,
Esse nosso lugar de fala,
Existe o lugar de escuta.
E você precisa entender,
Tá,
Eu tive essa informação,
O que eu aprendi com ela?
Como eu me senti em relação a essa informação?
Como eu me senti em relação à diversidade?
O que eu posso ajudar essa pessoa nessa sua longa caminhada?
Eu também acredito que dentro da própria diversidade,
A gente tem outras diversidades.
Vou dar um exemplo gigantesco,
O meu mesmo.
Eu sou maira,
Eu sou menina lésbica,
Cisgênero e andrógena.
A gente tem referências da comunidade lésbica,
Mas de olhares,
De lugares de fala diferente.
A segunda coisa,
É você precisa crer nas pessoas.
E aí,
Quando a gente fala sobre diversidade corporativa,
Existe um grande rolê.
Eu só sei o que é bom para mim,
Ou entre aspas,
No máximo da minha comunidade.
Então sim,
Você tem que crer na história do outro,
Não descredibilizá-la.
Mas também,
Se você trabalha com diversidade dentro de uma empresa,
Você tem que pegar tudo isso e colocar dentro da sua estratégia.
É aí que a gente fala que muitas vezes,
Diversidade não é caridade,
Sabe?
Diversidade é um negócio,
Você precisa ter metas,
Métricas,
Investimento,
Pessoas responsáveis.
E óbvio,
Melhorar esse negócio,
Melhorar a cultura organizacional,
Entende?
As pessoas de diversidade,
Muitas vezes,
Elas sabem o que é bom para a comunidade,
E ok.
Agora,
O que você vai fazer com essas informações?
Então,
Eu vou trabalhar a diversidade educacional,
A diversidade social,
Eu vou trabalhar a diversidade corporativa.
Existem várias frentes que você pode compartilhar,
Digamos,
Essas informações que vêm da diversidade.
E cada um tem a sua função diferente.
Algumas se complementam,
Sim,
Mas são coisas e com objetivos completamente opostos.
Por último,
Como eu já tinha falado também,
É a gente aprender com tudo isso,
Né?
Então,
A gente escuta a diversidade,
A gente crê nas histórias e referências que elas estão trazendo para a gente.
E a gente aprende tudo isso.
Primeiro,
Rompendo os nossos preconceitos,
Sabe?
E também,
Tendo outras informações que podem ampliar essa sua mente e também se perguntar,
Como eu posso ser mais solidário com o meu comportamento?
O que eu estou fazendo de errado?
Por que está machucando essa pessoa e para mim não machuca?
Vou dar um outro exemplo,
Pegando também a Luana.
A Luana.
Então,
Ela é uma pessoa que se identifica como uma mulher.
Você tem noção que para a Luana chegar e se identificar como Luana e usar o artigo A,
Ela fez rolês imagináveis que eu e você não sabemos?
Então,
Para você,
Às vezes você pode descredibilizar um artigo,
Achar que não faz sentido,
Que é uma bobagem.
Mas,
Para o outro,
É um rolê gigantesco,
Que ele está anos e anos aí tentando se entender,
Tentando ser lido nesse mundo cheio de polaridades.
Então,
Não descredibilize o lugar de fala de uma outra pessoa.
Não ache que só porque para você é uma besteira,
Para o outro é e pode,
Muitas vezes,
Soar de modo ofensivo,
Sabe?
Você tem que usar as palavrinhas que eu gosto de usar,
Que é a empatia e também a simpatia.
A gente vê tantas vezes as pessoas falando sobre empatia e esquece de usar também a palavra simpatia.
E aqui,
De novo,
Não é para você fazer caridade ou colocar o outro em uma posição de vitimismo,
Mas ajudar ele a correr nessa jornada social aí de direitos,
De acessos e de visibilidade.
E aí,
Curtiu esse podcast e teve muitos insights?
Para receber mais insights como esse,
Me siga aqui no Insight Timer.
Até mais,
Tchau,
Tchau!
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