
Humana Podcast #010 com Gustavo Costa
No episódio #010 do Humana Podcast eu, Gustavo Costa, fundador da HUMANAcademy, conto a minha história e a narrativa que me levou a criar uma empresa para levar ferramentas de autoconhecimento para dentro das empresas e para a vida das pessoas. Conto um pouco sobre os meus desafios, as angustias, as epifanias e algumas das transformações pelas quais eu passei ao longo do processo. E também falo sobre os fundamentos da Imunidade Emocional.
Transcrição
Estamos começando mais um episódio do Humana Podcast,
Essa série que foi idealizada por mim e pelo Insight Timer para a gente conversar com empreendedores com negócios de impacto no Brasil.
Esse é o episódio 010,
Então já aconteceram nove outros episódios em que eu conversei com pessoas super inspiradoras,
Com negócios que estão transformando,
Estão construindo um futuro melhor e mais viável.
.
.
E dessa vez,
Eu vou falar sobre o meu próprio negócio.
Então,
O convidado sou eu mesmo.
Vou contar um pouco sobre a Humana Academy,
Que é a minha empresa,
Que é uma empresa de desenvolvimento humano.
O nosso objetivo é produzir conhecimento e levar conhecimento para que as pessoas consigam trabalhar o autoconhecimento,
Porque o desenvolvimento humano vem a partir e através do autoconhecimento.
E é difícil falar sobre a história da Humana Academy sem contar a minha história,
Por que eu fui parar trabalhando com desenvolvimento humano,
O que é o desenvolvimento humano.
.
.
Então,
Antes de falar um pouco sobre o que a gente faz,
Que hoje a gente trabalha dentro das empresas e com a pessoa física também,
A gente tem um curso online de imunidade emocional,
Eu vou contar um pouco sobre a minha trajetória,
Como é que eu fui parar nesse campo de conhecimento que é o tal do desenvolvimento humano.
E para contar um pouco da minha trajetória,
Eu vou voltar lá atrás.
Então,
Eu nasci em Goiânia e fiquei lá a minha infância inteira.
E desde muito novo,
Eu fui uma criança muito questionadora.
Era até tirado de sala de aula,
Porque eu questionava os professores pelas coisas que eles falavam e que eu não concordava.
E acho que talvez para uma criança muito nova,
Isso é um pouco estranho.
E tem até uma cena interessante que a minha tia que me conta,
Acho até que ela tem um vídeo sobre isso,
E eu com dois anos,
Dois anos e meio,
E alguém fala alguma coisa,
Faz alguma coisa que eu não gosto,
E eu falo,
Também não vou comer.
E viro,
E não como,
E faço greve de fome,
E isso revela muito sobre a minha personalidade quando eu era mais novo,
Que é um pavio muito,
Muito curto.
Eu nasci com esse pavio muito curto.
Eu sou a prova viva de que dá para a gente alongar o nosso pavio na vida,
A gente ter mais paciência,
Cultivar mais paciência,
Porque eu nasci desse jeito.
Depois eu vou contar um pouco sobre essa trajetória e sobre essa mudança.
Tem um fato muito interessante,
Eu não vou girar esse nosso bate-papo em torno disso,
Mas tem um fato muito diferente na minha vida que aconteceu,
Que é quando eu tinha mais ou menos uns 11 anos de idade,
Eu comecei a perceber que eu sentia atração por pessoas do mesmo sexo.
11 anos,
Talvez até um pouco mais novo.
E é claro que isso era uma coisa muito.
.
.
Assim,
Quando eu era criança,
Eu ainda não entendia muito bem,
Mas eu já via que era alguma coisa errada.
Eu via as pessoas ao meu redor falando que isso era errado,
Então sempre foi uma coisa que eu quis,
De alguma forma,
Esconder.
Mas enquanto muito criança,
Eu acho que não era uma coisa que me incomodava tanto.
Quando eu fui ficando um pouco mais velho,
Quando eu fui chegando 11,
12,
13 anos,
Aí foi quando eu percebi que tinha alguma coisa errada comigo,
Porque eu estava sentindo atração pelas pessoas do mesmo sexo.
Meu pai e minha mãe eram pessoas de sexos diferentes,
Eles eram casados,
Então tinha alguma coisa errada comigo.
E aí eu comecei a tentar mudar.
E eu tentei muito mudar.
Acho que todas as ferramentas que poderiam ser utilizadas,
Obviamente,
Por uma criança,
Eu tentei usar.
Para mudar a minha.
.
.
Para começar a gostar de mulheres.
Mas eu não consegui.
E aí chegou mais ou menos em uns 17 anos,
Quando eu percebi que eu não ia conseguir mudar isso,
Eu rezava para mim mesmo,
Para eu nunca ter coragem de contar isso para alguém.
Porque era uma coisa que eu tinha tanta vergonha,
E aí,
Consequentemente,
Eu tinha vergonha de mim mesmo,
Que eu queria nunca ter coragem de contar isso para alguém.
E eu estou falando isso porque eu acho que todo mundo,
Todas as pessoas,
Têm alguma coisa.
.
.
No meu caso,
Foi a minha sexualidade,
Mas todo mundo tem alguma coisa que tem medo,
Que tem vergonha,
Porque a sociedade,
De alguma forma,
Fala que aquilo é errado.
Então,
Assim,
Eu vou citar alguns exemplos.
Por exemplo,
Pode ser um homem hétero que tem vergonha de ser muito sentimental,
Tem vergonha de chorar porque está errado,
Porque um homem,
Um pai de família,
Não pode chorar,
Não pode ser sentimental.
Pode ser uma mulher que gosta de ficar com vários caras e ela tem vergonha de contar que ela fica com vários caras,
Porque uma mulher está errado,
Ela não vale nada se ela fica com vários caras.
E aí são vários exemplos,
E eu estou falando isso exatamente para que você pense o que na sua vida que você esconde dos outros,
E que você quer que seja diferente,
Mas é quem você é.
E isso foi muito interessante na minha vida,
Porque foi a primeira vez que eu percebi que nem tudo o que a sociedade dizia era o certo.
Eu já tinha isso quando criança,
Mas aí eu fui percebendo mais claramente na pele,
Nem tudo o que a sociedade dizia é o certo,
Porque,
Assim,
Eu era daquele jeito,
Eu sou desse jeito,
Mas a sociedade falava que estava errado.
Mas,
Enfim,
Então eu passei um bom tempo aí tentando sem contar para ninguém e rezando para não contar para ninguém,
E isso foi até meus 21 anos de idade.
E aí,
Nesse processo,
Eu sempre quis ser o melhor,
Porque eu falei,
Bom,
Já que eu tenho esse defeito,
Eu quero ser o melhor no que eu vou fazer na minha vida,
E eu vou estudar para ser o melhor.
Então eu estudei muito no colégio,
Principalmente no final,
No período pré-vestibular,
E aí eu me mudei para São Paulo,
No meio do meu terceiro ano eu me mudei para São Paulo,
E estudei muito,
E aí entrei na faculdade de economia.
Passei em terceiro lugar na faculdade,
Melhor faculdade de economia para o curso que eu queria fazer,
E lá dentro da faculdade,
A faculdade tinha um intercâmbio com a Universidade de Chicago,
Que é hoje a principal universidade de economia do mundo,
É a faculdade mais reconhecida em economia do mundo,
Porque é a faculdade que tem mais prêmios nobéis.
E aí eu estudei muito dentro da faculdade,
Eu vejo as pessoas falando assim,
Ai,
Me lembro do tempo da faculdade,
Que eu saía para a cervejada,
Gente,
Se eu fui em uma cervejada na faculdade foi muito.
Eu nem gostava muito,
Na verdade,
Porque eu acho que quando a gente finge que é uma coisa que a gente não é,
A gente perde um potencial muito grande de aproveitar a vida.
Existem os grandes fingimentos,
A sexualidade,
Fingir a sexualidade é um grande fingimento,
Mas existem os pequenos fingimentos também.
As coisas que a gente finge para agradar os outros,
Para agradar um certo padrão social,
A gente finge que a gente é daquele jeito,
E quando a gente faz isso,
A gente mata uma parte da gente mesmo.
Ou a gente não permite que essa parte viva.
Então eu me sentia mais ou menos desse jeito naquela época.
É claro que assim,
Enquanto eu estava vivendo,
Eu não percebia isso,
Né?
A gente percebe,
Eu percebo hoje,
Olhando em retrospectiva,
A prisão que eu tinha me colocado,
E que eu percebo que muita gente também se coloca.
Então eu estudei muito,
Me mantive entre as cinco maiores notas da faculdade,
E quando chegou no meu quinto semestre,
Eu fui convidado para ir para a Universidade de Chicago,
Para estudar lá.
E aí era uma viagem de ida sem volta.
Eu nunca mais ia voltar para o Brasil.
Eu estava indo para não voltar mais.
Eu fui de mala e cuia lá para Chicago.
E aí eu cheguei lá,
Comecei a estudar,
A estudar muito,
E entrei com o processo de transferência para lá.
E é uma faculdade muito cara.
As faculdades americanas são faculdades muito caras.
E eu acho que vale dizer aqui que eu estava fazendo economia para trabalhar no mercado financeiro,
Tá?
Era esse o meu objetivo naquela época.
Então eu fui estudar,
E aí entrei na faculdade,
Entrei com o processo de transferência,
E aí estava vivendo o melhor momento da minha vida.
Porque por mais que eu.
.
.
Lá eu também não tinha coragem de assumir a minha sexualidade,
Mas ainda assim lá eu estava livre de ter que ser alguma coisa que eu não era.
Eu estava livre de fingir.
Então foi um momento,
Depois de 21 anos de vida.
.
.
Eu não vou nem dizer 21 anos de fingimento,
Porque uma criança não finge,
Né?
A criança,
Ela simplesmente é.
É quando a gente começa a ter consciência sobre o nosso próprio comportamento,
Ainda muito jovem,
Que a gente começa a fingir para se adequar ao que esperam da gente.
Então foi uma libertação estar lá.
Só que aí era uma faculdade muito cara,
Meus pais não tinham condições de me bancar lá para continuar,
E eu não consegui o processo de transferência porque não existia um status de transferência internacional.
E eu tive que voltar para o Brasil.
E aí eu vivi a primeira epifania da minha vida.
Eu não sei se todo mundo está familiarizado com esse termo epifania,
Mas epifania é algum momento,
Alguma coisa que acontece na sua vida e que muda o curso da sua vida a partir dali.
Muda definitivamente,
Muda drasticamente o curso da sua vida a partir dali.
E foi esse ponto quando eu descobri que eu ia ter que voltar.
E foi muito rápido,
Assim,
Eu descobri,
Eu tive que voltar na semana seguinte.
Foi um momento muito paralisador,
Eu literalmente fiquei prostrado durante três dias,
Eu não conseguia nem conversar com as pessoas,
Eu não conseguia fazer nada,
Porque eu estava entendendo na minha cabeça que eu ia ter que voltar a uma vida de fingimento.
E é interessante quando a gente olha em retrospectiva para o passado,
Como a gente percebe que a gente sofreu à toa.
Porque essa foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida.
E eu vou contar porquê.
Mas na hora eu sofri.
E aí eu acho que cabe até aqui mencionar um discurso que o Steve Jobs,
Que é o fundador da Apple e foi presidente da Apple durante muito tempo,
Ele fala para os formandos da Universidade de Stanford,
Ele conta que,
Ele fala assim,
Quando a gente está vivendo uma situação desafiadora e a gente olha para o futuro,
No caso,
Eu estava lá,
Eu tinha que voltar para o Brasil,
E eu estava olhando para o futuro,
A gente não consegue ver uma saída e a gente acha,
Meu Deus,
Minha vida vai ser horrível.
Mas quando a gente aprende a olhar para o passado,
A gente percebe que todos os desafios pelos quais a gente passou no passado levaram a gente ao patamar que a gente está hoje.
E não foi naquela época que eu aprendi,
Mas hoje eu aprendi muito bem a fazer isso.
Então,
Se eu estou passando por uma situação desafiadora,
A única certeza que eu tenho é,
Eu estou indo para um caminho melhor.
Eu estou indo para um caminho melhor.
Mas naquela época eu não tinha essa concepção,
Eu achava que eu estava indo para um caminho pior,
Que a minha vida ia ser horrível.
E aí eu cheguei,
Só que aí,
Depois desses três dias de muito sofrimento,
Muito sofrimento,
Que foi uma escolha,
Né,
Gente?
A gente escolhe sofrer,
Tá?
Não estou contando aqui para vocês terem dodge,
Zero.
Inclusive,
Não estou falando sobre a minha sexualidade para ninguém ter dodge,
Porque essa não é uma questão.
Acho que tem questões infinitamente mais difíceis,
Mais traumáticas,
Né?
Estou contando mais uma vez para inspirá-los sobre as coisas,
As prisões que a gente coloca na gente mesmo,
A partir das convenções sociais.
E aí,
Depois desses três dias,
Eu tive essa epifania,
Que foi,
Bom,
Então já que eu vou ser obrigado a voltar para o Brasil,
Eu vou contar para todo mundo que eu sou gay.
E era uma coisa que eu nunca tinha falado para qualquer pessoa.
Era tudo,
Todas as vezes que eu ficava com alguém,
Sempre foi muito clandestino.
E aí eu fui e voltei para o Brasil.
Eu me lembro,
Meus pais foram me buscar no aeroporto,
E eu falei,
Gente,
Então eu sou gay,
Quero explicar para vocês o que é isso,
Blá,
Blá,
Blá,
Blá,
Blá,
Blá.
E eles dirigindo assim,
Tipo,
Meu Deus.
Eu acho essa cena maravilhosa,
É muito interessante.
Sempre que eu conto,
Eu acho engraçado,
Porque acho que foi um choque para todo mundo,
Era um choque para a família e tal.
Por mais que eu acredito que eles já suspeitavam,
Claro,
Mãe,
Pai,
Mas,
Enfim,
Foi um choque eu falar daquela maneira.
E a partir daquele momento,
O insight que eu tive foi o seguinte,
Eu nunca mais vou dar para o outro a liberdade de falar alguma coisa,
Algum segredo sobre mim mesmo.
E aí eu comecei um processo de começar a viver de maneira mais autêntica.
Então,
Eu realmente cheguei no Brasil,
E aí eu fui contando para todo mundo,
Ligar para os meus amigos,
Para familiares,
Para todas as pessoas.
Fui contando sobre isso.
Enfim,
E ali estava rompida uma questão na minha vida,
Estava rompida uma barreira.
Claro que foi sempre um processo,
Mas estava rompida ali uma das grandes barreiras da minha vida,
Que me separavam de ser quem eu realmente sou,
Estava rompida.
Mais uma vez,
Todos nós temos que romper barreiras que nos separam da nossa própria individualidade,
Nos separam da nossa verdade.
Por quê?
Porque a sociedade tem as regras sociais,
Só que nós somos diferentes.
Cada pessoa tem a sua própria individualidade.
Então,
Inevitavelmente,
Todo mundo vai ter que romper com algum padrão social em algum momento da vida.
Bom,
Voltei para o Brasil,
E aí voltei para a faculdade e tudo,
E aí eu entrei exatamente no lugar que eu queria trabalhar na minha vida,
Que era no mercado financeiro,
No Banco de Investimentos americano.
Não tinha outro lugar,
Entendeu?
Foi no Morgan Stanley,
Era exatamente lá que eu queria estar.
Eu estudei para aquilo.
Então,
Foi rápido o meu trauma,
Voltei para o Brasil,
Comecei a viver uma nova vida,
E entrei no banco.
Eu me lembro quando eu entrei no banco,
Eu entrei com um mérito,
O pessoal do banco,
Logo que eu comecei a trabalhar.
Não,
Eu vou ligar na sua faculdade para ver as outras pessoas que tinham mérito,
As pessoas que foram para Chicago,
Para a gente contratar PFIs como o seu.
Eu realmente estava no meu habitat natural,
Me senti o dono do mundo quando eu entrei lá.
E aí,
Quando eu entrei,
Eu comecei a trabalhar.
Eu trabalhava em Equity Research,
Era muito trabalho,
Trabalhava praticamente todos os finais de semana,
Entra às sete e meia da manhã,
Sai oito horas da noite,
Todos os dias.
É isso,
É toda uma vida glamourosa,
No sentido,
Existe um status por trás.
Quem tem familiaridade com o mercado financeiro sabe,
Existe um status por trás de estar no Morgan Stanley,
Estar trabalhando na área,
Mas o glamour,
Na verdade,
Na prática,
Ele não existe,
Porque,
Assim,
É muito trabalho,
Muito trabalho.
E nessa época,
Eu comecei a perceber uma coisa que foi o embrião do desenvolvimento humano.
É claro que eu sempre fui uma pessoa interessada por autoconhecimento,
Sempre,
Desde muito jovem.
Eu me lembro quando eu tinha mais ou menos uns 13,
14 anos,
Eu comprava livro de tudo quanto é religião,
Comprava livro de Wicca e lia muita coisa sobre desenvolvimento pessoal.
Eu chegava até a esconder dos meus pais,
Porque eu achava que isso poderia ser,
De alguma forma,
Suspeito e estranho.
Mas aí,
Nessa época,
Eu comecei a perceber o seguinte,
Eu trabalhava muito no banco,
Muitas horas,
E eu percebi as pessoas ao meu redor trabalhando muitas horas,
Só que a gente não tinha muita criatividade.
O nível de criatividade não era tão alto.
E mais do que isso,
A gente,
Geralmente,
As pessoas lá tinham muitos conflitos no trabalho,
No trabalho,
Não,
Em casa,
Nos relacionamentos.
É claro que,
Gente,
Estou fazendo uma generalização aqui,
Tá?
Mas era mais ou menos o ambiente que eu me encontrava.
Muitos conflitos nos relacionamentos,
A maior parte eram pessoas ansiosas,
Se consideravam pessoas ansiosas,
E tinham algum nível de dificuldade para dormir.
E aí,
Comigo,
Obviamente,
Não foi diferente.
Deu um tempo,
Eu estava tomando remédio para pressão,
Remédio para o colesterol,
Remédio ansiolítico,
E era isso.
Mas achava que era uma vida maravilhosa,
Eu estava trabalhando lá no Morgan Stanley.
Só que aquilo começou a ser tão destrutivo para mim,
Começou a ser tão,
Literalmente,
Destrutivo.
Eu estava com pressão alta,
Colesterol alto,
Acima do peso,
Tomando remédio ansiolítico,
Que começou a me fazer muito mal,
Emocionalmente falando.
Eu não estava conseguindo gerenciar bem as minhas emoções,
Eu não estava conseguindo descansar,
O tempo todo eu estava cansado.
E essa coisa que eu falei pra vocês do nível de criatividade estava muito baixo.
E aí,
De repente,
Chegou um momento em que eu não aguentava mais.
Eu,
Literalmente,
Não aguentava mais.
E aí,
Eu saí do banco.
Eu me lembro,
Quando eu falei pro meu chefe que eu ia sair,
Eu não me lembro exatamente a expressão,
Mas era como assim,
Você está doido?
Tipo,
Você só pode estar doido.
Aí ele falou pra mim,
Ele disse,
Não,
Tira.
Tira uma semana,
Vai pra casa,
Você pode tirar essa semana.
Você está cansado,
Você está muito cansado.
Você tira uma semana,
Você vai pra casa,
E aí você vai voltar e vai dar tudo certo.
Eu falei,
Não,
Eu não quero mais ficar.
Eu não quero mais,
Não combina comigo esse ambiente,
Eu quero trabalhar com outra coisa.
Mas pensa o seguinte,
Eu tinha estudado pra trabalhar no mercado financeiro.
Eu estudei muito pra trabalhar no mercado financeiro.
Eu me preparei muito pra estar lá onde eu estava.
E aí,
Eu percebi que aquele não era o meu propósito de vida.
Então,
Foi a segunda epifania que eu vivi na minha vida e foi a segunda ruptura que eu tive que fazer.
Que foi abrir mão do futuro que eu mesmo tinha projetado pra mim.
E além disso,
Romper com,
Obviamente,
As minhas expectativas sobre mim mesmo,
Porque na minha entrevista do banco,
Eu falei,
Com 30 anos eu vou estar abrindo a minha asset,
O meu banco,
Falando de uma maneira bem leiga assim,
Eu ia estar abrindo o meu banco.
E romper também com as expectativas que as outras pessoas tinham sobre mim.
Então,
A minha família tinha expectativa sobre mim,
Todo mundo tinha orgulho de eu estar lá no banco.
Os meus amigos tinham expectativa sobre mim,
O meu namorado,
Na época,
Tinha expectativa sobre mim.
Todo mundo,
Né?
Mais uma vez,
Era o glamour,
Era,
Nossa,
Você tá com a vida feita.
Mas ninguém,
Gente,
Melhor do que a gente mesmo,
É capaz de determinar o que é bom pra nós.
Não são as outras pessoas capazes de determinar.
Por mais que eles tentem,
Eles não estão na minha pele.
Ninguém tá na sua pele pra determinar o que é bom pra você.
Então,
Por isso que eu volto,
Mais uma vez,
No autoconhecimento.
O autoconhecimento é essa ferramenta capaz de nos ajudar a nos conhecermos melhor,
Pra gente determinar o que é bom pra gente mesmo.
E,
Às vezes,
A gente fica num trabalho,
A gente fica num relacionamento,
A gente fica,
Mesmo aquilo não sendo bom pra gente,
Porque a gente tem medo de não conseguir ir pra um lugar melhor.
Graças a Deus,
Eu tive coragem,
E,
Obviamente,
Tive uma família que se frustrou com as expectativas que eles tinham,
Mas me apoiaram nesse processo.
Então,
Eu sei que nem pra todo mundo é fácil esse processo de transição de carreira,
Mas se você tá vivendo uma carreira em que você não é feliz,
Que tá sendo destrutiva pra você,
E aí nós vamos falar um pouco sobre essa questão de sintomas,
Olha,
A única coisa que eu tenho pra te dizer é assim,
Trabalhe pra sair dessa,
Entendeu?
E vai ter que ter uma boa dose de coragem aí nesse.
.
.
Que é saltar no escuro,
Vai ter que ter uma boa dose de coragem,
E a vida ajuda,
Tá?
A vida ajuda as pessoas corajosas.
Então,
Logo depois que eu saí do banco,
Totalmente perdido,
Sem saber o que eu ia fazer,
Apesar de ter sempre sido amante de desenvolvimento humano,
Eu não sabia que essa podia ser uma profissão,
Uma carreira,
Eu conheci uma pessoa conversando,
Batendo um papo e tal,
Que ele tinha uma consultoria de desenvolvimento humano,
E ele foi me chamar pra ser sócio dele,
Num belo bate-papo.
E eu,
No ápice da minha arrogância,
Pensei assim,
Você acha que realmente estudei economia,
Tipo,
Estudei em Chicago pra trabalhar com desenvolvimento humano?
Pensei,
Obviamente,
Que eu não falei isso,
Que seria vergonhoso.
Mas assim,
Eu tô falando sobre essa arrogância porque como a gente faz julgamentos errôneos,
Né?
A gente perde oportunidades porque a gente pré-julga.
Mas mesmo assim,
Eu deixei essa informação lá.
E aí,
Depois de um tempo,
A sócia dele me ligou,
Falou,
Quero te conhecer.
E isso eu tava sem trabalhar,
Procurando alguma coisa,
Né?
Procurando a minha vocação.
É engraçado,
Porque assim,
A vocação,
Gente,
A gente não acha.
Não é assim,
Tipo,
Então agora eu tô vivendo uma coisa que eu não gosto e amanhã eu vou viver a minha vocação.
Uh,
Achei a minha vocação.
Não é assim,
É um processo.
Ó,
É um processo.
Hoje,
Eu trabalho exatamente com o que eu sou apaixonado.
Mas tem várias coisas que eu faço hoje em dia que eu sei que daqui a um tempo eu vou deixar de fazer porque não estão exatamente alinhadas.
Tem alguns processos que eu vou conseguir delegar.
Enfim,
Então mesmo vivendo a nossa vocação da trabalho.
Então,
Eu passei por esse processo de.
.
.
Passei por esse processo,
Né,
Do rompimento.
E aí,
Depois,
Ela foi me convidar,
Eu conversei com ela.
E aí,
Eu falei,
Quer saber?
Tá parecendo que faz sentido isso,
Esse trabalho aí de trabalhar com desenvolvimento humano.
Bom,
É relacionamento com pessoas.
Eu amo me relacionar com pessoas.
Ganha dinheiro com isso.
Eu gosto também.
Vou ser sócio,
Vou ter liberdade.
Inclusive,
Isso aí eu tô falando de 2011,
Mais ou menos.
Eu já entrei e estabeleci o home office.
Fui bem vanguardista nessa época.
Eu já entrei e estabeleci o home office.
Falei,
Olha,
Perfeito,
Vou trabalhar aqui.
Mas,
Assim,
Três dias da semana eu vou trabalhar de casa.
Eu nem usava o home office sempre.
Mas eu advogo,
Quem me acompanha no meu trabalho sabe que eu advogo muito a possibilidade de fazer home office.
Porque eu advogo muito pela liberdade.
Eu acho que quanto mais livres nós somos,
Mais capazes de chegar perto do nosso potencial nós seremos.
E a possibilidade de fazer home office é uma possibilidade de liberdade.
Quando eu estiver cansado,
Sem energia,
Quando eu precisar fazer alguma coisa que eu quiser,
Trabalhar de casa,
Eu tenho liberdade de escolher.
Se eu produzo melhor de casa,
Eu tenho liberdade de escolher.
Você tem liberdade de escolher.
Então,
Por isso.
Então,
Entrei lá na consultoria como sócio.
Sócio minoritário,
Mas entrei como sócio.
Tinha total liberdade autonômica,
Eu já não tinha mais um chefe.
Então,
Eu já tinha alcançado um grau de liberdade bem maior do que os meus amigos ao meu redor.
E estava bem menos ansioso,
Entendeu?
Já era uma coisa que funcionava mais.
Tive que lidar ainda durante um tempo para me desapegar do status que eu tinha perdido.
Antes,
Eu trabalhava no Morgan Stanley.
E aí,
Depois,
Eu trabalhava numa consultoria tipo de desenvolvimento humano.
Exatamente por causa dos preconceitos que eu estou falando isso,
Porque hoje em dia eu tenho um super orgulho de ter uma escola de desenvolvimento humano.
Mas naquela época era isso.
E aí,
Comecei a trabalhar,
Comecei a gostar muito.
Fui convidado para montar o escritório da empresa aqui no Rio de Janeiro.
Na verdade,
Gerenciar.
O escritório já existia.
Eu vim para cá para ser o chefe do escritório.
E aí,
Foi super legal.
Me mudei para o Rio de Janeiro.
Que foi um outro ponto muito interessante.
Foi uma terceira epifania que eu vivi.
A gente está falando de epifanias.
Foi a terceira que é estar perto da natureza melhora a minha vida.
Estar perto da natureza aguça muito a minha criatividade.
Estar perto da natureza me ajuda a me equilibrar melhor.
Principalmente quando eu estou em um trabalho muito estressante.
E os meus trabalhos,
Eu gosto disso.
Eu gosto de trabalhar muito.
Eu dou tudo pelo que eu faço.
Então,
Eu tenho essa tendência ao estresse.
Então,
Estar perto da natureza me ajuda a aliviar esse estresse.
Mas a coisa principal,
Gente,
A coisa mais interessante é a natureza ensina muito.
Por mais estranho que possa parecer para alguns de vocês,
A gente aprende muito na natureza.
Então,
Assim,
De fazer uma trilha e ficar lá.
E aí,
Com consciência,
Né?
Não é fumando alguma coisa,
Nem bebendo alguma coisa.
É literalmente com consciência.
Estando com a mente preparada para a gente receber essas informações.
A gente aprende muito em contato com a natureza.
Então,
Foi essa terceira epifania.
Foi muito bom.
Me mudei para o Rio e tal,
Até que chegou a ir.
No Rio de Janeiro,
Eu ainda tomava remédio para pressão,
Para o colesterol,
Para ansiolítico.
E aí,
Aqui,
Eu conheci uma pessoa que,
Inclusive,
Hoje eu almocei com ela,
Que é uma pessoa muito sábia,
Que veio a ser uma das minhas professoras de desenvolvimento humano e hoje é uma grande amiga,
Que me falou o seguinte.
Olha,
Primeira coisa.
Essa oscilação emocional que você vive.
.
.
Porque a gente,
Eu percebo que a nossa sociedade se acostumou a viver com oscilação emocional.
Então,
A gente acha que a ansiedade é normal.
A gente acha que insônia é normal.
A gente já se acostumou a viver num estado sem bem-estar e acha que é normal.
Gente,
Não é normal.
Normal é a gente se sentir bem.
Normal é a gente acordar todo dia,
Todo dia,
Com disposição para viver,
Com vontade de viver.
Se a gente está tendo ansiedade,
Se a gente está com pavio curto,
Se a gente está tendo falta de paciência com as pessoas,
A gente está vivendo um desequilíbrio emocional.
Mas a gente negligenciou tanto o assunto emoções,
As gerações passadas negligenciaram tudo,
Tanto esse assunto emoções,
Que a gente,
Basicamente,
É uma geração que não sabe gerenciar emoções.
A geração dos nossos pais sabe zero das nossas avós,
Menos ainda,
E a gente também não sabe,
Porque a gente não aprendeu isso.
Esse conhecimento de gestão de emoções é um conhecimento muito novo.
Ele está começando agora,
Entendeu?
Agora não,
Sei lá,
Uns 10,
15 anos,
Assim,
Que ele começou as universidades mais conhecidas terem algum.
.
.
Falarem sobre isso,
Sobre gestão de emoções.
O que a gente sabia,
Que a psicologia estuda e tal,
É gestão de depressão.
A gente sabe muito sobre a depressão,
Já tem muito tempo.
A gente sabe pouco sobre a felicidade.
Na verdade,
Hoje a gente já sabe muito,
Mas é muito recente o estudo da felicidade,
Que é o meu objeto de estudo,
Que é a ciência da felicidade.
Então,
Ela falou isso pra mim,
Que dava pra viver com menos oscilações.
E quando eu olhava pra ela,
Eu percebia,
Essa pessoa é tranquila mesmo,
Ela tem calma.
Ela não vive oscilando do jeito que eu vivo.
O que eu estou chamando de oscilação?
Ansiedade,
De vez em quando.
Às vezes,
Estressava no trabalho,
Tinha dificuldade pra dormir.
O relacionamento,
Uma hora eu queria estar namorando,
Uma hora eu não queria estar namorando.
Uma hora eu queria alguma coisa,
Outra hora eu não queria.
Uma hora eu gostava do meu trabalho,
Outra hora eu não gostava.
Gente,
Isso é a oscilação.
Entende?
A gente não precisa viver com tantas oscilações.
Os nossos humores oscilam?
Oscilam.
Mas eles podem oscilar assim,
E eu percebo que a maior parte das pessoas oscilam assim,
Ó.
Entendeu?
Então,
Assim,
O meu oscilava desse jeito.
Oscilava pá,
Pá,
Pá,
Pra cima e pra baixo.
E aí ela me falou,
A primeira coisa foi isso,
Que não precisava oscilar desse tanto.
E a segunda coisa que eu aprendi a partir da experiência foi,
Doença é sintoma de desequilíbrio.
A pressão alta era sintoma de algum desequilíbrio.
O colesterol alto era sintoma de algum desequilíbrio.
O ansiolítico era sintoma de algum desequilíbrio.
Só que a gente se acostumou,
E aí,
Amigos,
Eu não estou advogando contra remédio de jeito nenhum,
Mas a gente se acostumou a remediar ao invés de se transformar.
Então a gente remedia pra não ter que mudar.
Porque,
Assim,
Se eu estou muito estressado,
A minha pressão aumenta.
Isso é um fato,
Acontece isso até hoje.
Só que aí,
Ao invés de trabalhar o meu estresse,
Mudando as minhas condições de vida,
Aprendendo ferramentas pra diminuir o estresse,
O que eu faço?
Eu vou lá e tomo um ansiolítico.
Nada contra,
Tá?
Ele diminuiu minha ansiedade.
Mas eu corrigi o problema?
Não.
Eu não corrigi o problema.
Eu continuo sendo uma pessoa estressada,
Mas agora.
.
.
Ou melhor,
Falando da pressão,
Eu continuo sendo uma pessoa estressada,
Mas agora com a pressão normal.
Eu continuo sendo uma pessoa estressada,
Mas agora eu não sinto essa ansiedade.
Mas eu vou sentir alguma outra coisa.
Alguma outra coisa eu vou sentir.
Então isso é muito importante,
Amigos,
De vocês perceberem que sintomas do nosso corpo,
Sintomas emocionais,
Se eu sinto angústia,
Se eu sinto dor no estômago,
Se eu sinto gastrite,
São todos sintomas que estão me avisando.
O nosso corpo é o nosso maior amigo.
Ele está avisando.
Olha,
Você está indo por um caminho que não é o seu melhor caminho.
Qual que é o melhor caminho?
O melhor caminho é onde a nossa potência está máxima.
Onde a gente tem a energia abundante para distribuir.
Esse é o melhor caminho.
Esse é o caminho que todo mundo quer ir.
Então a gente tem que perceber isso.
Se a gente tem algum sintoma,
Perceba por que eu estou com isso.
Se eu estou com pressão alta,
Ah,
Eu estou estressado,
Mas eu não quero largar meu trabalho porque eu gosto muito do meu trabalho.
Então o que eu faço?
Bom,
Talvez eu vou me mudar para um lugar que tem mais natureza.
Talvez eu vou começar a meditar uma hora por dia,
Duas horas por dia.
É isso,
Entendeu?
Existem alternativas,
Mas eu confesso para vocês que na época eu não sabia muito sobre as alternativas.
E é aí que entra o desenvolvimento humano na minha vida.
Eu precisava parar de tomar o remédio.
Eu precisava ser menos estressado.
E aí eu comecei a estudar o que faz uma pessoa diminuir o estresse que não é o remédio,
Que não é o ansiolítico.
O que faz uma pessoa diminuir a pressão que não é o remédio para a pressão.
Mais uma vez,
Nada contra o remédio,
Mas existe um mundo maravilhoso de transformações em hábitos que a gente pode fazer para ter uma vida melhor,
Com mais significado,
Com mais produtividade,
Sem precisar tomar o remédio.
Porque o remédio,
Ele gera efeitos colaterais.
Estou falando para a maior parte das pessoas,
Tá,
Gente?
Tem gente que vai ter ali uma condição que precisa tomar um remédio e tal,
Mas eu diria que 95% dos casos de remédio,
Estou jogando um número bem arbitrário,
É bem percepção mesmo,
Eles são evitáveis.
Como que seria evitado se você estivesse disposto a fazer a sua transformação,
A sua transformação nos seus hábitos,
Na sua rotina?
E aí eu vou falar sobre a minha.
E aí foi aí que eu comecei a estudar o desenvolvimento humano.
Ou melhor,
Que eu fui mais a fundo.
Primeira coisa que eu percebi foi.
.
.
Eu queria diminuir,
Né?
Então eu precisava mudar o meu estilo de vida.
Foi a meditação.
Então eu fui lá e conheci a meditação.
A pergunta é,
Quais são os hábitos que vão melhorar a minha vida?
Quais são os novos hábitos que eu posso incorporar que vão melhorar a minha vida?
Galera,
Já existe uma ciência enorme falando sobre isso.
Mas ela não está na faculdade de psicologia.
Ela não está na faculdade de economia.
Ela está aí distribuída.
Por exemplo,
Eu fiz uma especialização em ciência da felicidade da Universidade de Berkeley,
Na Califórnia.
Eu estudei desenvolvimento humano três meses e autoconhecimento na Austrália.
Eu fui para a Tailândia para estudar autoconhecimento.
Ela está ainda.
.
.
Ela já existe,
Mas ela ainda está disseminada no mundo,
Tá?
Essa ciência que fala sobre o que é o desenvolvimento humano,
Que coisas,
Que hábitos que eu posso ter na minha vida para a minha vida ser melhor.
E que hábitos que eu tenho hoje,
Que a nossa sociedade tem?
Por exemplo,
Eu vou falar uma coisa que vai mexer com muita gente aqui.
Bebida alcoólica.
Que hábitos que a nossa sociedade tem como normal que afetam os estados emocionais?
Para pior.
Bebida alcoólica afeta os estados emocionais para pior.
Entende?
Então,
Eu comecei a estudar isso.
Tudo isso,
Toda essa ciência.
E aí eu entendi.
.
.
Aí veio primeiro a atividade física,
Né?
Atividade física não como uma coisa que você faz três vezes por semana,
Mas atividade física todo santo dia.
Gastou do santo dia?
Todo santo dia.
Por quê?
Porque o nosso corpo,
Ele precisa de movimento.
Depois de estudar tanto o desenvolvimento humano,
Eu entendi que as nossas emoções,
Elas são as águas do nosso corpo.
Água parada dá bicho.
A gente precisa estar em constante movimento para as nossas emoções também estarem em movimento.
Eu não vou entrar muito nesse mérito,
Né?
Que aí já entra um pouco mais para o lado teórico,
Mas.
.
.
Atividade física é uma coisa extremamente importante na gestão de emoções e no desenvolvimento humano.
Aí depois eu conheci a ferramenta mais incrível de todas,
Que todo mundo que já me acompanha há um tempo sabe que eu falo muito,
Que é a meditação.
A meditação não é uma coisa,
Não é um caminho que as pessoas que são zen vão buscar.
A meditação é para qualquer pessoa que queira saúde mental.
Simples assim.
Você quer saúde mental na sua vida?
Você precisa meditar.
Por que isso?
A gente também não vai entrar no mérito da meditação,
Mas não consigo falar da meditação sem dar essa pitada para incentivar as pessoas a meditar.
A gente vive numa sociedade que consome um volume de informação muito grande.
A gente consome muita informação.
A gente está aqui com o celular,
A gente está com a televisão,
Com o rádio,
Com o tempo todo as pessoas falando com a gente,
As redes sociais,
O WhatsApp.
A gente precisa limpar a nossa mente.
Informação se acumula dentro do nosso cérebro.
Quanto mais informação,
Mais acúmulo de coisas dentro do nosso cérebro.
E esse acúmulo de informação afeta as nossas emoções.
Então a gente fica com emoções bagunçadas.
Então isso piora a nossa qualidade de vida.
Então a meditação é essencial.
São as ferramentas,
Né?
Eu fui aprendendo as diversas ferramentas que a gente pode fazer.
Aí,
Enfim,
Alimentação saudável e tem inúmeras outras,
Tá?
Isso aqui foi só o início de tudo isso.
Então eu falei para vocês,
Eu fui atrás da ciência da felicidade,
Eu fiz uma especialização da Universidade de Berkeley em ciência da felicidade.
Eu fiz uma imersão em autoconhecimento de três meses lá na Austrália.
Eu fui para a Tailândia.
Eu estudei no Brasil em todo canto.
Eu consumi todo o conhecimento que eu podia consumir sobre desenvolvimento humano.
E aí eu entendi que não tinha como eu trabalhar com outra coisa que não fosse isso.
Não tinha como.
Aí sim,
Eu entendi meu propósito.
Então,
Assim,
O propósito não é alguma coisa que cai no nosso colo.
O propósito,
Ele vem a partir do trabalho.
Só encontra propósito quem está em movimento.
A gente precisa estar em movimento para encontrar o propósito.
Até porque só se acha quem está andando,
Né?
Se você ficar parado,
Você não vai se achar nunca.
Então,
Para encontrar o propósito,
A gente tem que estar em movimento,
Tem que estar trabalhando.
Então,
Às vezes,
A pessoa sai de um trabalho e,
Ah,
Não,
Agora eu vou ficar parado para encontrar meu propósito.
Não vai encontrar.
Testa qualquer coisa.
Comece a trabalhar com qualquer coisa.
É necessário um movimento para a gente conseguir se conhecer melhor.
Então,
A partir desse momento que eu entendi que esse era o meu propósito,
Que eu precisava trabalhar com isso,
Eu desenvolvi um produto.
E falei,
Bom,
Agora eu vou.
.
.
E eu abri minha empresa,
Né?
E aí,
Em 2014,
Isso.
E aí eu desenvolvi um produto e falei,
Agora eu vou para as empresas para falar de desenvolvimento humano.
Meu,
Como?
Isso é brilhante.
Eu acumulei aqui um vasto conhecimento sobre desenvolvimento humano e eu preciso levar para as empresas.
E aí,
O que vocês acham que aconteceu?
Eu levei muita porta fechada na minha cara.
Muita.
Por quê?
Porque emoção não tem a ver com trabalho.
O quê?
Emoção?
Como assim?
Não existe emoção no trabalho,
Né?
Aquela.
Não existe emoção no trabalho.
Porque era assim.
Quando eu comecei a falar sobre inteligência emocional,
A gente ainda achava que a gente tinha que deixar as emoções em casa.
Claro que já estava mudando,
Né?
Existiam algumas empresas que já estavam num processo,
Já estavam entendendo que assim,
Opa,
Peraí,
Se a pessoa.
.
.
Eu vou dar um exemplo para vocês.
Se você dorme mal um dia,
Né?
Que o sono faz parte dessa ciência.
Se você dorme mal um dia,
O que acontece?
Você vai.
.
.
A maior parte das pessoas vai chegar de mau humor no outro dia no trabalho ou vai chegar cansado.
Ou os dois.
Será melhor ou pior a sua produtividade?
Piora,
Né?
A produtividade fica pior.
Então,
Percebe como os nossos estados emocionais eles pioram a nossa produtividade?
Se eu tenho algum conflito,
Por exemplo,
No meu relacionamento em casa,
Eu,
A minha produtividade vai piorar no trabalho porque eu vou ser afetado.
Se eu estou com um problema super estressante no trabalho,
Eu chego em casa e eu sou capaz de brigar com alguém.
Então,
Assim,
Tem tudo a ver porque existe só uma pessoa.
Somos nós.
Não existe um eu corporativo,
Um eu pessoa física.
Por mais que,
Às vezes,
As pessoas usem a camisa para ir para o trabalho ou,
Sei lá,
O traje social para as mulheres e a camiseta para ficar em casa,
Nós somos a mesma pessoa.
E quanto antes a gente entender isso,
Mais fácil será a nossa vida.
Então,
Eu levei muita porta fechada,
Recebi muito não das empresas.
Eu era muito novo e eu queria trabalhar com a alta liderança.
Eu mirava no presidente.
Então,
Eu já chegava nas empresas.
.
.
Óbvio que eu já tinha clientes,
Né?
Clientes em empresas grandes e tal do que eu vinha trabalhando anteriormente,
Mas eu já chegava mirando nas cabeças.
Por que eu mirava nas cabeças?
Não era só uma questão de ambição.
Era assim,
Para eu conseguir fazer a transformação que eu quero,
Eu preciso que o líder se transforme.
Se um líder entender que gestão de emoções é importante,
Ele vai conseguir passar essa importância para os liderados.
Então,
Por isso que eu mirava nas cabeças.
Só que aí era mais difícil ainda,
Né?
Porque,
Assim,
Como que uma pessoa tão jovem assim vai ensinar pessoas mais velhas?
Como?
Por que será que eu era tão jovem e eu podia.
.
.
Eu estava ali tentando ensinar para pessoas mais velhas e consegui?
Porque ninguém.
.
.
A gente não aprendeu esse conhecimento na escola.
A gente não teve esse conhecimento.
Eu fui atrás desse conhecimento.
Ele é um conhecimento super importante.
A gente terá esse conhecimento na escola.
Já tem escolas mais modernas que estão já levando esse conhecimento,
O conhecimento da inteligência emocional para dentro.
Mas a gente não teve.
A nossa geração não teve.
Então,
É por isso que eu aprendi.
Não é que eu sou melhor que outra pessoa.
Eu fui atrás com muito empenho.
Muito empenho.
Eu estudei muito para conseguir ter esse conhecimento.
E aí,
Até que começaram a surgir as oportunidades.
Aí surgiu um projeto gigantesco numa empresa muito grande aqui do Brasil em que eu fiz o desenvolvimento do presidente,
Todos os diretores,
Todos os gerentes,
Todos os coordenadores,
Todos os supervisores.
Foi um processo muito cansativo.
Eu me estressei muito.
Olha o paradoxo,
Né?
Eu trabalhava a inteligência emocional para as pessoas não se estressarem e eu fiquei extremamente estressado.
Porque é assim que acontece na vida,
Né?
A gente ensina aquilo que a gente precisa aprender.
E aí,
O que acontece com isso?
A gente vai também adaptando e vai aprendendo ainda mais.
Então,
É importante a gente ter a noção de que a nossa versão hoje tem que ser melhor que a nossa versão há três meses atrás.
Porque se a gente olhar para três meses atrás ou vamos colocar um ano atrás e a gente achar que a gente está igual,
Provavelmente você está perdendo a oportunidade de desenvolvimento.
Então,
Não tem problema a gente falar uma coisa diferente do que a gente já falou,
Porque a gente está na vida para experimentar e para evoluir.
E foi esse processo que eu experimentei.
Depois eu comecei a trabalhar com empresas médias também e aí um processo mais customizado.
Depois eu comecei com as mentorias individuais.
Tudo isso eu faço até hoje,
Tá?
E aí a coisa foi se solidificando e aí o processo do desenvolvimento humano também foi aumentando dentro das empresas.
Porque eu acho que foi muito.
.
.
Eu peguei essa onda lá no início quando ela começou a falar de inteligência emocional e aí depois eu comecei a aumentar o número de burnouts nas empresas,
Que é a pessoa literalmente fundir.
Começou a aumentar o nível de ansiedade.
A gente começou a ter métricas para falar sobre isso e aí as empresas não tinham outra alternativa que não fosse trabalhar o desenvolvimento humano.
E aí a minha teoria,
Ela evoluiu muito desde o momento que eu comecei lá em 2014 e até agora,
2020,
E ela evolui a cada mês eu acho que tem uma nova incorporação.
E essa teoria,
Eu desenvolvi uma metodologia de autoconhecimento.
É basicamente isso.
É uma metodologia de autoconhecimento que é a compilação de toda a experiência que eu tive estudando isso com os melhores professores do mundo,
Com os estudos científicos mais relevantes sobre esse tema.
Eu fui acumulando e com a experiência dentro das empresas,
Aplicando nos meus alunos e com a experiência comigo mesmo,
Aplicando o meu próprio conhecimento.
Porque eu acho que isso.
.
.
Essa é a ferramenta que dá pra gente autoconfiança.
A gente precisa experimentar o nosso conhecimento e falar,
Realmente ele funciona.
E aí depois a gente vai lá e testa com as outras pessoas e vê que ele funciona.
E aí eu surgi com essa teoria da imunidade emocional.
O que é imunidade emocional?
Eu percebi que,
Assim,
Tinha muita gente falando de inteligência emocional e eu chegava nas empresas às vezes e eu queria ensinar inteligência emocional e a pessoa falava assim,
Não,
Então vamos dar uma aula de inteligência emocional e pronto.
Eu falava,
Não.
Não tem como você dar uma aula de inteligência emocional.
É um processo de desenvolvimento.
Por quê?
Porque a inteligência emocional não é alguma coisa que você aprende.
É alguma coisa que você pratica.
Não existe uma pessoa falar assim,
Eu tenho inteligência emocional.
Não.
Você pode falar assim,
Hoje,
Nesse dia,
Eu tô com inteligência emocional.
É diferente do conceito da inteligência lógica,
Né?
Que uma pessoa faz um teste de QI hoje e aí,
Sei lá,
Daqui dois anos ela vai lá,
Faz um teste de QI e provavelmente ela vai tirar a mesma nota,
Se ela não ficar nervosa,
Né?
Porque as emoções,
Elas impactam,
Inclusive o nosso teste de QI.
Se ela não ficar nervosa,
Ela vai tirar mais ou menos a mesma nota.
Com a inteligência emocional,
É diferente.
A gente tem que praticar todos os dias as ferramentas.
A gente tem que incorporar hábitos,
Porque se um dia eu começo a dormir tarde,
Uma semana,
Né?
Eu começo a dormir tarde e eu fico estressado no trabalho e eu paro de aplicar as ferramentas,
As ferramentas,
Os hábitos,
Eu vou me estressar.
E eu vou me estressar e eu vou chegar em casa e eu vou tratar alguém mal.
E aí,
Amigos,
Não tem inteligência emocional.
Quem acha que tem inteligência emocional tem que aplicar com todos os relacionamentos da vida,
Inclusive com os relacionamentos mais difíceis.
Você só está com a sua inteligência emocional em dia se você está conseguindo se dar bem com todos os seus relacionamentos.
Tem toda uma ciência por trás disso,
Tá?
Tem todo um protocolo aí pra gente conseguir ir melhorando cada aspecto dos nossos relacionamentos,
Tá?
Então eu não vou entrar em todo esse mérito.
Mas então a ideia da imunidade emocional,
Ela se correlaciona com a ideia de imunidade física,
Que é.
.
.
Pra eu ter imunidade física,
Eu preciso estar com hábitos saudáveis na minha vida no presente.
Então eu preciso estar me alimentando bem,
Eu preciso estar fazendo atividade física e aí eu tô com a alta imunidade física.
Pra ter alta imunidade emocional,
Eu preciso estar praticando os hábitos saudáveis,
Emocionalmente saudáveis,
Na minha vida no presente.
Então eu vou usar o exemplo da meditação,
Né?
Eu preciso estar meditando,
Porque a meditação é esse processo que me ajuda a perceber meus pensamentos,
Me ajuda a perceber minhas emoções,
Pra eu conseguir transformar minhas emoções.
Mas a meditação,
Ela é só.
.
.
O curso de imunidade emocional,
Que é o curso online,
A meditação é o capítulo 1,
São 18 capítulos.
Então existem muitas ferramentas.
Às vezes você vai aplicar uma,
Às vezes você vai aplicar duas.
Eu,
Particularmente,
Aplico todas.
Só que,
Assim,
É um trabalho diário.
É todo dia,
Entendeu?
O que eu apliquei ontem já não serve mais pra hoje.
Só que vai ficando cada vez mais fácil.
À medida que a gente vai aplicando todas essas ferramentas na nossa vida,
Vai ficando cada vez mais fácil.
O que vai ficando mais fácil?
A gente conseguir gerenciar as nossas emoções.
É isso.
Gerenciar emoções é a gente conseguir ter mais calma,
Ter mais paciência,
É a gente conseguir observar um conflito sem julgar o outro.
Esse é difícil,
Hein?
Um conflito com uma pessoa que a gente tem.
.
.
Uma pessoa super difícil.
Da nossa família,
Né?
Que a gente tem várias memórias ali.
Eu vejo a pessoa fazendo alguma coisa e eu falo.
.
.
E a gente tem um conflito e eu falo,
A culpa é dela.
Quando a gente vai praticando cada vez mais essa imunidade emocional,
A gente começa a refletir sobre qual que é a minha culpa nesse conflito.
Isso aí,
Sabe?
Tem toda uma escala de desenvolvimento dentro da imunidade emocional.
Mas no limite,
Lá na frente,
Quando a gente tá com isso em dia,
Com alta imunidade emocional,
A gente diminui ao nível zero os conflitos da nossa vida.
Os conflitos não significa que a gente não terá desafios.
Os desafios continuarão existindo.
Sempre.
A gente sempre vai passar por desafios.
O que a gente faz é mudar a reação que a gente tem em relação aos desafios.
Então,
Quando a gente tá passando por uma dificuldade,
Ao invés de se desesperar,
Ficar ansioso,
Ter conflito,
Eu reajo com uma naturalidade maior.
Mas é o seguinte,
Eu tô falando de uma situação de equilíbrio,
Né?
Tô falando que é possível,
A partir dessas práticas,
A gente viver emocionalmente equilibrado.
No entanto,
Esse equilíbrio,
Ele não é um equilíbrio estático.
Ele é um equilíbrio dinâmico.
Então,
Vamos lá.
Se eu fizer todas as práticas que eu fiz ontem ou essa semana pra me equilibrar a semana que vem,
Pode ser que eu me desequilibre.
Pode ser que semana que vem eu esteja precisando de menos sono,
Mais meditação e menos atividade física.
Pode ser que na semana que vem,
Que eu tô.
.
.
Essa semana eu tô em paz,
Na semana que vem eu tenho um super desafio lá no trabalho com uma pessoa super difícil que vai me exigir mais concentração naquele relacionamento pra eu conseguir apaziguar aquele relacionamento.
Então,
Percebe?
É o tempo todo a gente tem que estar em movimento,
Se percebendo e aplicando as ferramentas na direção do equilíbrio.
Então,
Assim,
A gente consegue viver em equilíbrio?
Consegue,
Mas esse equilíbrio é dinâmico.
Ele não é um equilíbrio estático.
Então,
Se eu continuar fazendo a mesma coisa,
Amanhã eu posso sair do equilíbrio.
Deu pra entender isso?
E,
Enfim,
Aí depois,
Quando eu abri a empresa,
Eu trabalhava só com o corporativo,
Só com as empresas,
Até que eu entendi que não fazia sentido eu não oferecer isso pra pessoa física também.
Aí eu comecei com os processos de mentoria,
Que qualquer pessoa poderia começar a mentoria comigo.
E aí,
Finalmente,
Eu lancei o curso de imunidade emocional,
O curso online,
Que é uma ferramenta que qualquer pessoa pode utilizar.
É um curso bem simples,
Com uma linguagem.
.
.
Apesar de eu trazer os estudos científicos,
Apesar de eu trazer todo esse conhecimento por trás dessa ciência,
Todo o conhecimento que eu acumulei,
Eu trago ele de uma maneira simples e eu trago ele de uma maneira uplifting,
De uma maneira animadora,
Pra que em cada aula a pessoa se anime.
Porque eu acredito muito,
E eu vivenci isso na minha vida,
Que dá pra gente viver com bem-estar o tempo todo.
Ou,
Eu não vou dizer o tempo todo,
Mas na maior parte do tempo.
Tem momentos,
Obviamente,
Que a gente perde algum parente,
A gente é demitido do trabalho,
Que você vai ter um processo de dor.
A dor é inevitável,
Mas o sofrimento é uma escolha.
Então dá pra gente viver minimizando o nível de sofrimento na nossa vida e,
Consequentemente,
Minimizando a ansiedade,
Maximizando o bem-estar.
E é isso,
O curso acaba sendo atualizado frequentemente porque surgem novos conhecimentos.
É engraçado que o conhecimento da imunidade emocional tem conhecimentos novos,
Muito novos,
E tem conhecimentos super antigos.
Por exemplo,
A meditação é um conhecimento super antigo,
É milenar,
Tem mais de 5 mil anos que os budistas falam da meditação.
Mas por que a gente voltou com ele agora?
Porque a gente percebeu,
Principalmente dos estudos científicos,
Que hoje em dia a gente vive a religião da ciência,
Que é tudo que falam.
Ah,
Tem estudo científico,
Então agora eu acredito.
Se não tem estudo científico,
Eu não acredito,
O que é uma besteira,
Né,
Gente?
Não besteira,
Mas é importante também a gente saber perceber o que funciona na nossa vida,
Independente de ter estudo científico ou não.
Mas,
Enfim,
A meditação é um conhecimento milenar que a gente começou a pesquisar,
Os estudos científicos começaram a ver que a meditação era capaz de realmente trazer mais contentamento pra vida das pessoas praticantes.
Fizeram isso com as neuroimagens lá,
Monitoraram o cérebro de várias pessoas e fazem isso até hoje,
Né?
Os principais centros de educação do mundo têm paper científico falando sobre a meditação,
Harvard,
Stand for Yale,
Colúmbia.
Então,
Meditação é um desses pilares,
Né?
Uma dessas atividades,
Desses hábitos que,
Se incorporados na vida,
Eles trazem mais bem-estar,
Mais benefício.
E é isso,
Então,
Hoje.
.
.
Olá,
Boa noite.
Então,
Hoje a minha missão é realmente levar mais bem-estar pra vida das pessoas,
Porque eu sei que isso é possível através da mudança na mentalidade e,
Principalmente,
Inspirando o autoconhecimento.
Autoconhecimento.
É você com você mesmo.
Não sou eu que vou te ensinar sobre você.
Ninguém é capaz de ensinar sobre você pra você.
Trava a língua.
A única pessoa capaz de te conhecer profundamente é você mesmo.
Da mesma maneira que eu sou a única pessoa capaz de me conhecer profundamente.
Só que,
Pra gente se conhecer,
A gente precisa de ferramentas.
Da mesma maneira,
Assim,
Você quer conhecer sobre uma bactéria,
Por exemplo,
Né?
Tá?
Descobriu uma doença,
Né?
E o cientista vai lá e quer conhecer sobre a bactéria.
Ele usa ferramentas pra conhecer sobre a bactéria.
Então,
Ele usa um telescópio,
Um telescópio não,
Um.
.
.
Aquele.
.
.
Uma lupa,
Enfim.
Aquele equipamento mesmo que me faltou aqui a palavra.
Aquele equipamento pra olhar,
Pra ampliar a visão da bactéria.
Ele vai usar tubos pra cultivar aquela bactéria,
Pra conseguir observar o comportamento dela,
O crescimento dela.
Então,
Assim,
A gente utiliza ferramentas e métodos pra conhecer aspectos de um microscópio.
Um microscópio,
É,
Um microscópio.
Exatamente isso.
Então,
A gente usa ferramentas e métodos pra conhecer sobre as outras coisas da nossa vida.
Então,
A gente também precisa de métodos pra autoconhecimento.
Eu falei sobre a meditação.
Meditação é um método poderosíssimo de autoconhecimento.
Existem outros.
Talvez,
Talvez não,
Com certeza,
Como eu já disse,
As próximas gerações vão aprender esses métodos na escola,
Da mesma forma que a gente aprende diversos outros métodos que não são utilizados em nenhum momento da nossa vida.
Em nenhum momento da nossa vida,
A gente utiliza esses métodos.
Mas a gente provavelmente vai aprender na escola.
Só que hoje a gente ainda não aprendeu na escola.
Então,
É isso.
Assim,
O meu objetivo é realmente levar,
Popularizar a utilização desses métodos pra que você não dependa de outra pessoa pra te contar sobre você mesmo,
Porque isso é praticamente impossível.
Outra pessoa te contar sobre você mesmo.
Então,
Eu acredito muito no autoconhecimento como ferramenta de desenvolvimento.
A gente vai convivendo mais com nós mesmos e aí a partir daí eu vou vendo que pontos da minha vida que precisam ser transformados.
Eu começo a perceber mais os sintomas.
Às vezes a gente nem vê um sintoma.
Assim,
Tô com sintoma,
Tô com uma dor no estômago já tem três meses e eu não tô nem percebendo que eu tô com essa dor no estômago.
É falta de auto-observação.
E aí a gente,
Utilizando essas ferramentas,
A gente consegue aprimorar,
Refinar essa percepção sobre nós mesmos.
E aí,
Amigos,
A vida fica muito melhor.
A vida faz muito mais sentido.
Porque o passo número dois do autoconhecimento é a gente começar a perceber os acasos.
E aí a coisa vai longe,
Assim,
Né?
Porque existe um movimento que acontece dentro do nosso próprio corpo e existe um movimento que acontece do lado de fora também.
Os acasos que acontecem do lado de fora.
Só que a gente só consegue perceber isso com muita consciência.
Eu sempre gosto de parafrasear uma cantora super conhecida,
Tradicional brasileira,
Que é a Rita Lee,
Que foi uma pessoa que usou todas as drogas possíveis e imagináveis,
Bebeu tudo,
Usou tudo,
Fumou tudo.
E hoje em dia está careta.
Hoje em dia não,
Há muitos anos já que ela é careta e ela fala estar consciente é o maior barato.
Eu concordo com isso.
Estar consciente é o maior barato.
É a gente realmente não usar nada para danificar o nosso cérebro.
Assim,
É a gente se anestesiar o mínimo possível.
Existem várias anestesias,
Né?
E a gente se anestesia para não ter que lidar com alguma dor que a gente está sentindo e que está pedindo a nossa atenção.
Mas quando a gente aprende a reconhecer as dores e a ter coragem para mudar,
Lidar com o medo,
Abraçar o medo,
O medo faz parte do processo de mudança.
Contei para vocês aqui vários processos que envolveram muito medo.
O medo faz parte do processo de mudança.
O medo é nosso amigo.
O medo é nosso amigo.
Se você estiver sentindo medo de alguma coisa,
Abraça ele e vai com ele.
Então a gente reconhecer os nossos medos,
Reconhecer as dores e mudar.
Mudar.
É a mudança que faz a evolução.
Não existe desenvolvimento humano sem mudança.
Mais uma vez,
Se você é igual,
Se os seus hábitos são iguais aos hábitos que você teve há três meses atrás,
Você não mudou.
Se eles são iguais há um ano atrás,
Mude.
Dê essa oportunidade para você mesmo.
Muda o cabelo,
Muda a roupa,
Muda o emprego,
Muda alguma coisa.
Entende?
Mas principalmente mude hábitos.
Tem os hábitos físicos,
Que eu falei,
Da meditação,
Atividade física,
Alimentação saudável,
E tem os hábitos emocionais também.
Mude a forma como você encara um relacionamento.
Tem um capítulo dentro do curso de imunidade emocional que é o perdão.
Mude a forma como você encara quando as pessoas erram com você.
Porque se tem uma pessoa que erra muito,
É você mesmo.
Sou eu mesmo.
A gente erra muito.
Muito.
Então por que o outro não pode errar com a gente?
Então é isso.
São mudanças de hábitos externos,
São mudanças de hábitos internos para a gente construir mais imunidade emocional e aí,
Consequentemente,
Para a gente viver melhor.
Esse é o meu propósito.
Gosto muito.
Sou feliz demais de fazer isso.
Sou muito feliz de ver a.
.
.
Sou muito feliz de ver a mudança nos meus alunos.
Hoje em dia eu já trabalhei com mais de 400 alunos dentro das empresas,
Fora das empresas.
O curso online já está com mais de 90 alunos.
Ele foi lançado recentemente.
Então,
Assim,
Eu realmente tenho observado muita mudança e eu fico extremamente feliz.
Só que só muda quem muda o hábito.
Não adianta nada.
.
.
Ah,
Não.
Então eu vou assistir um curso que nem lá no início que eu falei pra vocês,
Que a gente chegava nas empresas e a pessoa falava assim,
Então vamos dar uma aula de inteligência emocional e a pessoa vai aprender.
Não vai.
Eu vou fingir que eu estou ensinando e a pessoa vai fingir que está aprendendo.
A pessoa realmente aprende inteligência emocional quando ela aprende as ferramentas e quando ela incorpora as ferramentas na vida dela.
É só essa incorporação que promove a mudança.
Então,
Claro que diversos alunos,
Alguns incorporam,
Alguns não incorporam.
Então eu consigo ver de camarote ali e falar,
Olha,
Mesmo quem não incorpora acaba mudando.
Talvez a semente é plantada,
Mas a pessoa vai mudar lá na frente quando ela receber mais e mais estímulos.
Agora,
As pessoas que mudam no presente,
Incorporam os novos hábitos,
Esses,
Assim,
É tipo três semanas.
Três semanas a pessoa já está diferente.
Aí eu recebo mensagem assim,
Meu,
Nossa,
A minha vida está tão diferente,
Onde é que isso vai parar?
Vai parar,
Sei lá onde vai parar,
Vai parar num lugar maravilhoso.
Não vai parar,
Na verdade,
Né?
Não vai parar,
Porque o desenvolvimento pessoal é um processo que não para.
Ele não tem fim.
E é cada vez melhor,
Cada vez melhor,
Cada vez melhor,
Cada vez mais maravilhoso.
Entende?
Então é por isso que eu falo tanto de autoconhecimento,
É por isso que a minha empresa é uma empresa focada em autoconhecimento,
A Humana Academy,
É por isso que a gente leva,
Que a gente bateu,
Deu muita,
Deu muita cabeçada nas portas fechadas pra gente,
Pra levar esse conhecimento,
Porque eu realmente acredito muito nisso.
E a mensagem que eu queria deixar tem sempre uma pergunta que eu faço pras pessoas no final do podcast,
Né,
Ao longo desses,
Agora a gente está no episódio número 10,
Mas eu fiz aí pra maior parte dos meus convidados ao longo desses dez episódios,
Foi se você tivesse que morrer agora,
Morrer não,
Desaparecer,
Não é nem morrer,
É acontecer se alguma coisa,
E você fosse desaparecer da face da Terra nesse momento e todo o conhecimento que você produziu fosse sumir junto com você,
Essa não foi ensaiada,
Tá?
Na verdade,
Nada foi ensaiado,
Tudo bem,
Tudo não ensaiado aqui,
Eu até fiz um roteirinho,
Mas se tivesse que desaparecer junto comigo,
No caso,
O que eu deixaria pras futuras gerações?
Três coisas.
Três coisas que eu poderia deixar pras futuras gerações.
Bom,
Eu não ensaiei,
Eu tô pensando aqui agora,
A primeira delas que me vem à mente,
Eu tenho tatuado aqui no meu braço,
Que é nó CTY,
Que é conhece-te a ti mesmo,
Conhece-te a ti mesmo,
Observa-te,
E a ferramenta que eu mais acredito de autoconhecimento é a meditação,
Tá?
Não é a terapia,
A terapia,
Ela pode,
Pode,
Não digo que ela dará as ferramentas,
Ela pode dar as ferramentas,
Desde que ela tenha início,
Meio e fim.
Então,
Eu comecei o meu coach,
Meu guru,
Meu terapeuta,
Porque eu acho que tem várias pessoas que já acumularam ferramentas e ela pode te contar um pouco da trajetória dela pra te inspirar no seu processo de autoconhecimento.
Ela te dá as ferramentas,
Depois ela fala assim,
Vai,
Amigo,
Vai com as minhas bênçãos,
Mas você não precisa mais de mim.
Aí é uma terapia bem sucedida.
Então,
Assim,
Conhece-te a ti mesmo,
Conhece-te a ti mesmo a partir da auto-observação.
A segunda coisa que eu deixaria é todos os relacionamentos,
Todos os conflitos nos nossos relacionamentos,
Todos os conflitos nos relacionamentos que você tem são culpa sua.
E eu nem uso a palavra culpa aqui como um sentido de.
.
.
Eu nem gosto da palavra culpa,
Eu não gosto da ideia de sentir culpa,
Tá?
Eu acho que a gente tem que trazer consciência.
Culpa é um sentimento,
Uma emoção que é gerada que deixa a gente pra baixo.
A gente precisa de coisa que leve a gente pra cima,
Pra gente ter energia pra mudar.
Mas,
Basicamente,
Assim,
Eu quero que você tenha atenção a todos os conflitos que você tem na sua vida pra você conseguir sair deles,
Mesmo que seja acabar com esse relacionamento.
Às vezes a solução é acabar com esse relacionamento.
Na maior parte das vezes não é isso,
Mas muitas vezes a gente acha a culpa no outro ao invés de achar a culpa na gente mesmo.
E aí,
Amigos,
Essa é a receita pra uma vida sem desenvolvimento pessoal.
Todos os conflitos que você tem no seu relacionamento têm a sua parcela de culpa.
Ah,
Então eu vou até mudar.
Todos os seus relacionamentos são a sua maior escola.
Os conflitos são a sua prova de teste ali.
São a sua prova,
Se você vai passar ou não,
Você tá tendo conflito.
E aí,
Terceiro que eu penso é medite.
Não podia deixar de dizer isso.
A meditação é uma ferramenta e ela é o início de todo o processo.
Porque,
Mais uma vez,
Por que eu bato tanto na tecla da meditação?
Não tem nada a ver com religião,
Tá?
Tem gente que leva.
Eu,
Realmente,
Eu também levo pro lado,
Assim,
De mais conexão,
Mas eu tô dizendo a meditação de uma maneira bem nua e crua mesmo.
A meditação,
O processo de meditar.
Medite,
Por que?
A partir da meditação,
A gente começa a perceber os nossos pensamentos.
E são os nossos pensamentos que geram as nossas emoções.
Se a gente quiser mudar as nossas emoções,
Ou seja,
Ser mais calmo,
Ser uma pessoa mais feliz,
Com mais contentamento,
Eu preciso mudar os meus pensamentos.
Só que tem uma pesquisa do Daniel Gilbert,
Um professor de Harvard,
Ele diz que essa pesquisa que já foi replicada várias vezes e tal,
Diz que a gente passa mais da metade do nosso tempo acordado,
Ou seja,
47% do tempo,
Não mais da metade,
Mas metade do tempo acordado,
Com a cabeça divagando,
Pensando em coisas que a gente nem sabe no que a gente tá pensando.
Ou seja,
A gente não sabe o que se passa na nossa cabeça,
Uma pessoa sem treinamento.
Então,
A gente precisa aumentar a nossa capacidade de percepção pra melhorar a nossa vida.
Então,
O terceiro é medite.
É isso.
Foi um prazer enorme estar aqui falando pra vocês.
Foi esse fluxo aí de informação.
Desculpa que eu falo muito rápido,
Mas é que vêm as ideias aqui e eu preciso comunicar.
Eu tô muito apaixonado mesmo por esse produto novo,
Que é o curso de imunidade emocional,
E por essas novas perspectivas que têm se aberto depois da pandemia,
Porque eu percebo que as pessoas estão buscando mais autoconhecimento,
As empresas estão buscando mais autoconhecimento,
Porque fomos todos obrigados a conviver mais conosco.
Fomos obrigados a conviver mais com a gente mesmo.
Então,
É legal demais.
Estamos vivendo um momento maravilhoso e muito autoconhecimento pra todos vocês.
Obrigado e até a próxima.
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