Bem-vindos a esta prática serena e médita.
Obrigada por estarem aqui hoje.
Por reservarem este tempo para se cuidarem.
Nesta época em que vivemos.
Em que tudo parece querer apressar-nos.
Fazemos um movimento contrário.
De pausa.
Relaxamento.
De meditação.
Convido-vos então a adotar uma posição confortável.
E a permitirem-se soltar.
A inspirar com vontade.
E perceber.
Como se sentem aqui.
Neste espaço.
À medida que nos centramos de volta no nosso corpo,
Neste veículo através do qual atravessamos este mundo.
E reconectamos.
Sentimos as nossas extremidades.
Os pés.
As mãos.
Observamos como está toda a nossa cabeça.
Se existe aqui tensão acumulada?
Neste momento de regresso.
Desagraeço a nós mesmos.
Nesta prática hoje.
.
.
Vamos simplesmente estar aqui.
Sem pressas,
Nem obrigações.
Fazemos uma inspiração mais profunda.
Inspirando para o nariz.
E é expirando pela boca.
A partir de agora,
Podem baixar o olhar.
Deixar completamente os olhos,
Caso ainda não estivessem feitos.
E desde que seja confortável para vocês.
E convido-vos a renderem-se a este momento.
Sentimos bem os pontos de contacto.
Entre o nosso corpo e a superfície em que estamos apoiados.
Estamos aqui.
Inteiramente presentes.
Permitimos que a nossa respiração seja o que é.
Não aceleramos.
Não abrandamos.
Observamos apenas o ritmo deste inspirado?
E é inspirado.
Deixamo-nos ficar aqui um pouco.
Embalados pelo nosso ritmo natural.
Notamos como estamos seguros aqui.
O nada nos é exigido neste ritmo natural?
Neste simples estar.
Em que apenas somos.
Deixamos o fazer para todos os outros momentos da nossa vida?
E aqui?
Neste espaço só nosso.
Permitimos-nos ser.
Com toda a nossa bagagem.
Com todas as nossas sensações.
Emoções.
Com todos os nossos pensamentos.
As histórias que nos criamos.
E até com todas as nossas projeções para o futuro.
Tudo isso cabe em nós.
Mas não temos pressa agora.
Estamos apenas a ser.
Completos.
Satisfeitos nesta existência.
Quando nada nos é exigido.
Quando não estamos a correr atrás do relógio.
Notamos,
Talvez,
Como se abranda a nossa respiração.
Como imaginem as nossas vontades mais profundas.
E mais claras também.
Como os nossos pensamentos.
Se permitem reorganizar.
Sem esforço.
Parecem dar-se espaço uns aos outros.
E tudo em nós parece encaixar.
E nós deixámonos.
Sentir este encaixe.
Este descanso só nós nos podemos oferecer.
E mesmo neste modo de ser.
Lembramos com carinho.
Se formos levados por pensamentos.
Por ideias que nós próprios criamos.
Tudo isso faz parte.
Tudo isso cabe em nós e não nos julgamos.
Simplesmente reconhecemos a falta de utilidade neste preciso momento?
E libertamos tudo isso.
Este modo de ser.
Engloba-nos.
Todas as nossas percepções.
Os nossos movimentos externos e internos.
E nós acolhemo-nos em toda a nossa plenitude.
Quando isso acontece,
Voltamos à nossa respiração.
A nossa vôo sua.
E neste mero ser.
Observamos esta expansão.
Uma distância que ganhamos do imediatismo.
E,
Se calhar.
.
.
Basta isto para simplificar a nossa vida.
Basta assegurarmos as nossas fronteiras para talvez os problemas parecerem mais simples.
Mais pequenos.
Mais relativos.
Cada minuto.
Cada segundo que nos permitimos desfrutar do modo de ser.
Devolve-nos esta leveza natural.
E notamos como o corpo se entrega a este módulo Como é natural estar presente?
Ser completo.
Enfim,
Ser suficiente.
E à medida que regressamos ao nosso corpo aos nossos pés.
Às nossas mãos.
Talvez os ombros estejam agora mais relaxados.
E agradecemos.
Agradecemos-nos por esta prática.
Por este modo de ser.
Está sempre na base de tudo.
Lentamente.
Podemos ir abrindo os olhos.
E,
Gentilmente,
Voltar a absorver cada pedacinho do espaço em que se encontram.
Parabéns por se juntarem a mim neste momento para apenas ser.
Que esta leveza faça cada vez mais parte dos vossos dias.