Com paixão,
Com equanimidade.
Esta prática tem a intenção de nos ajudar a sermos compassivos connosco próprio e os próprias quando temos um papel de cuidador e cuidadora.
Pode ser usada como uma resposta à autocompassiva,
Ao stress simpático e à fadiga ou exaustão que muitas vezes se encontram associados a estas situações.
É uma prática que combina palavras de equanimidade e de dar e receber compaixão.
Convido-te a parares o que estás a fazer de forma segura e a encontrares uma posição confortável,
Estável e alerta,
De preferência com os pés bem assentos no chão.
Se for confortável,
Podes fechar os olhos ou então fixar o olhar num ponto fácil à tua frente.
Fazendo algumas respirações mais lentas e profundas.
Levando a tua atenção ao teu corpo,
Aqui e agora.
Pode-se escolher colocar uma mão ou ambas as mãos sobre o coração.
Ou noutro local do corpo que te traga conforto,
Suporte,
Tranquilidade.
Sendo esse o toque ou lembrete para trazeres uma consciência afetuosa à tua experiência e a ti próprio,
Própria neste momento.
Convido-te a trazeres à tua mente alguém que esteja aos teus cuidados.
Ou alguém que te faça sentir esgotado ou esgotada.
Ou alguém que te faça sentir frustração ou irritação.
Alguém com quem te preocupes,
Te importes e que estás a sofrer.
Trazendo atualmente a imagem dessa pessoa e da situação de cuidado em que se encontra.
Tentando visualizar essa pessoa e a situação com a maior clareza possível.
Trazendo à tua mente o desafio que é cuidar dela ou educá-la.
Sentindo essa luta,
Esse desafio no teu corpo.
Agora,
Escuta cuidadosamente estas palavras,
Deixando-as circular gentilmente na tua mente.
Todas as pessoas estão envolvidas no seu próprio percurso de vida.
Eu não sou a causa do sofrimento dessa pessoa.
Nem tenho poder absoluto para o fazer desaparecer,
Mesmo que o deseje.
Momentos como este podem ser difíceis de suportar.
No entanto,
Talvez possa tentar ajudar na medida em que me é possível.
Consciente da tensão que carregas no teu corpo.
Inspira profundamente e leva compaixão para dentro do teu corpo.
Preenchendo cada célula do teu corpo com o calor da compaixão.
Permitindo-te seres tranquilizado,
Tranquilizada pela tua inspiração profunda e oferecer-te a compaixão de que precisas.
Ao expirares,
Envia compaixão à pessoa que está relacionada com o teu desconforto.
Continue a inspirar e a expirar com paixão.
Permitindo que o teu corpo encontre gradualmente o seu ritmo natural.
Deixando o teu corpo ser a própria respiração.
Inspiro para mim.
E expiro para ti.
Inspiro para mim.
E expiro para ti.
E,
De vez em quando,
Explorando o teu interior,
Detectando qualquer desconforto que possa surgir e respondendo,
Inspirando compaixão para ti e expirando compaixão para a outra pessoa.
E se notares que alguma das partes necessita de uma compaixão extra,
Dirigindo a tua respiração nessa direção.
Note como o teu corpo é acariciado internamente à medida que respiras.
Permitindo-te flutuares num oceano de compaixão.
Um oceano ilimitado que envolve e abraça todo o sofrimento.
E escutando novamente estas palavras.
Todas as pessoas estão envolvidas no seu próprio percurso de vida.
Eu não sou a causa do sofrimento dessa pessoa,
Nem tenho o poder absoluto para o fazer desaparecer,
Mesmo que o deseje.
Momentos como este podem ser difíceis de suportar.
No entanto,
Talvez possa tentar ajudar,
Na medida em que me é possível.
Deixando ir agora qualquer esforço que esta prática te tenha exigido.
Permitindo de seres exatamente como és neste momento.
Suavemente abrindo os olhos ou olhar.
Observando os objetos à tua volta.
Fazendo algum movimento gentil que o teu corpo precise.
E felicitando-te por teres dedicado estes momentos a cuidar de ti,
Mente e corpo com compaixão.