Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sophia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade,
Para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.
Namastê e bem-vindos ao Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Hoje o tema é um tema que eu considero muito importante,
Eu levei meses a trabalhar sobre este artigo.
Portanto,
A comunicação não violenta é importante,
Não só para o modo como nós comunicamos com os outros,
Mas também para o modo como nós comunicamos com o nosso diálogo interior é também determinante para o modo como nós nos relacionamos com o mundo.
E é sobre isto que eu vou falar neste episódio e sobre estratégias que podes implementar no teu dia-a-dia para teres uma melhor comunicação com o mundo à tua volta e contigo mesmo.
Eu sou a Sophia Loureiro,
Sou terapeuta natural,
Sou autora,
Sou palestrante e sou especializada em pessoas altamente sensíveis,
Guio pessoas altamente sensíveis a equilibrarem um sistema nervoso e assim viverem em harmonia com o corpo e mente no seu quotidiano e superarem os seus desafios relacionados com a alta sensibilidade.
O tema de hoje é a comunicação não violenta.
A comunicação não violenta é uma forma de nós nos comunicarmos de forma pacífica e assertiva.
E isto foi uma coisa que eu por acaso reparei em mim mesma,
Que eu tinha uma certa dificuldade em comunicar.
Portanto,
Eu sou uma pessoa muito idealista e então,
Principalmente quando havia diálogos sobre coisas que são muito importantes para mim,
Sobre os meus valores,
Quer o bem-estar animal,
Quer o bem-estar social,
Ambiental,
Então eu disparava muito facilmente.
Ou,
Por exemplo,
Várias cartas físicas das pessoas altamente sensíveis estão a dialogar e se sentem minimamente criticadas,
Ficamos muito facilmente ressentidos.
Ou podemos realmente,
Devido ao traço da sensibilidade,
Da alta sensibilidade,
Que uma das características é a reatividade emocional,
Reagirmos muito facilmente ao que nos estão a dizer.
Outras das características também aliadas ao traço da alta sensibilidade é devido ao nosso alto grau de empatia,
Acabamos por não nos exprimir só por pensar que podemos estar a ofender o outro.
Mais coisas em relação à alta sensibilidade e a dialogar é realmente,
Portanto,
Também não sairmos de respostas rápidas,
Normalmente.
Isto porque,
Realmente,
O fundamento do traço da alta sensibilidade é o processamento profundo de informação.
A nível do sistema nervoso,
Isto quer dizer que nós normalmente precisamos de pensar muito bem antes de responder,
O que faz com que,
Se nós estamos num diálogo rápido,
Isto para mim é difícil de eu ir buscar as respostas certas e depois,
Se isto está mostrado como uma reatividade emocional,
É ainda mais difícil eu exercer o melhor de mim,
De modo a ter um diálogo assertivo e pacífico.
Portanto,
Eu vou de seguida,
Então,
Dar algumas estratégias,
Algumas dicas que te podem ajudar a comunicar bem contigo e com os outros,
Mas também gostaria de salientar,
Como é evidente,
Isto não se refere para as pessoas que estão em situação de abuso,
Saberem dialogar melhor ou em situação de trauma.
Qualquer situação dessas requer atuação imediata.
A pessoa que esteja em situação de abuso deve reportar esta situação ao núcleo de apoio à vítima e procurar ajuda imediata a uma pessoa que esteja a sofrer trauma ou seja o que for,
Deve recorrer a ajuda especializada.
Este artigo visa a comunicação não violenta a nível do teu cotidiano,
Mas se estiveres numa situação especial,
Numa situação delicada,
Por favor,
Procura ajuda imediatamente.
Eu vou agora passar a três fatores que são muito interessantes e muito importantes de modo a desenvolveres a tua comunicação não violenta,
A tua comunicação compassiva.
O primeiro aspecto é que nós temos de ser conscientes,
Ou deveríamos ser conscientes do nosso diálogo interior.
Uma das características que é comum às pessoas altamente sensíveis ou traz-se de alta sensibilidade é o perfeccionismo.
Somos muito inteligentes,
Queremos fazer as coisas bem,
Queremos fazer as coisas bem à primeira.
O que isto pode fazer é com que nós tenhamos um autocrítico muito elevado e isto leva-nos uma certa rigidez mental para connosco.
Como é que nós podemos saber se nós temos realmente este autocrítico tão elevado?
É começar a escutar o modo como nós dialogamos connosco próprios.
Por exemplo,
Quando tu cometes algum erro,
Alguma coisa,
Tu consideras um erro ou uma falha,
Como é que tu dialogas contigo nessa altura?
O diálogo é algo como,
Olha,
Desta vez não se saiu bem,
Por exemplo,
Eu vou cozinhar,
Vou fazer um bolo,
Então eu faço um bolo e o bolo não sai bem exatamente como eu queria.
Ou sai mal cozido,
Ou tem se calhar um bocadinho de sal a mais que nem sequer devia ter porque devia ser doce,
Ou está demasiado doce,
Seja o que for.
Portanto,
Vou cozinhar,
Vou fazer alguma coisa e aquilo não sai bem como é que eu queria.
Qual é que é o diálogo que tu tens contigo?
Isto é uma porcaria,
Não sei fazer nada bem,
Nunca consigo fazer as coisas bem,
Ou olha,
Desta vez já aprendi que,
Por exemplo,
Para a próxima eu tenho que meter o forno a temperatura mais elevada para o bolo ficar bem cozido,
Ou da próxima vez eu não vou usar esta quantidade de açúcar,
Olha,
Já aprendi,
Mas olha,
Vou congratular-me do meu tempo e da minha energia ter feito este bolo,
Para mim ou para os meus familiares ou para a celebração que eu vou ter.
Portanto,
São dois aspectos muito diferentes,
Nós temos um diálogo interior,
Ou é o nosso autocrítico realmente saltar completamente,
Fazer julgamentos,
Juízo,
Valores,
Que nunca faça nada bem,
Ou é aquele que entende que os erros estão cá para nós aprendermos e que não há erros e que na verdade é aprendizagem.
Portanto,
Se nós começarmos a escutar a forma como nós vamos dialogar connosco mesmos,
É muito provável que nós vamos depararmos,
Se calhar em alguns casos,
Com uma linguagem que é demasiado exigente e rígida para connosco.
E o que é que acontece?
É que isto facilmente se manifesta para o exterior,
Sermos bondosos connosco,
E então nessa altura vamos ver que passamos a comunicar de uma forma mais pacífica com o mundo à nossa volta.
Portanto,
Isto é uma consequência praticamente imediata.
A segunda estratégia interessante é usar o mindfulness na comunicação e aqui eu recorri ao livro da Tara Braque.
A Tara Braque é uma psicóloga e professora de meditação que tem um livro chamado,
Tem vários livros,
Um deles chama-se Aceitação Radical e ela no livro Aceitação Radical dá-nos realmente alguns conselhos concretos de como é que nós podemos dialogar em atenção plena,
Ou seja,
Comunicar com consciência e com mindfulness.
Portanto,
Mindfulness é o estado de estarmos em atenção plena no presente,
Sem julgamentos e sem fazer juízo de valores.
Portanto,
Como introduzir o mindfulness a nível da nossa meditação,
Da nossa comunicação,
Do dia-a-dia?
Primeiro,
Seria interessante conseguir estabelecer no início do dia a clara intenção de dar presença e bondade à forma como nos relacionamos com os outros.
Isto é muito interessante nos dias de hoje e às vezes é isto que diferencia,
Se calhar,
Um país conseguir dialogar com outro país ou entrar em guerra com outro país.
Aliás,
Por causa disso é que existem os negociadores de paz,
São pessoas que realmente têm uma incrível capacidade de comunicação e de fazer as duas partes se ouvirem uma à outra,
De modo a acabar com atos de guerra,
Por exemplo,
Entre países.
As palavras são assim tão importantes quanto isto.
Estabelecer a cada dia a intenção de dar presença e bondade à forma como nos relacionamos com os outros.
Depois,
Quando estamos em pleno diálogo,
Ter consciência das sensações a nível do nosso corpo.
Agora,
Eu sei que isto pode não ser fácil,
Mas com prática nós chegamos lá.
E isto que são as práticas de mindfulness que eu até tenho falado em alguns episódios aqui do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Portanto,
Quando nós estamos em pleno diálogo,
Estarmos sempre também ancorados com as sensações,
Pode ser da nossa respiração,
Ou sensação a nível do nosso peito,
Ou do nosso abdômen,
Ou sensação a nível das nossas mãos.
Isto permite-nos dar presença,
Portanto não estarmos com a cabeça no outro lado qualquer,
Ou preparar já uma resposta rápida para a outra pessoa,
Mas sim estarmos no aqui e no agora,
Atentos ao que a outra pessoa nos está a dizer.
Portanto,
Isto é o passo seguinte precisamente,
É escutar o que os outros estão a dizer.
Mesmo que nos pareça errado,
Deixá-los chegar ao fim,
E isto para mim muitas vezes é difícil,
Como eu já disse,
Se estão a dizer coisas sobre valores que a mim são muito importantes,
Esta parte é difícil,
É um desafio.
Portanto,
É com prática que chegamos lá,
Deixar as pessoas por o seu ponto de vista,
E então quando a nossa mente do autocrítico manifesta-se para fora,
Como sendo também a julgar o que a pessoa está a dizer,
Nós deixamos esse pensamento,
Aceitámos e deixámos-lo passar e continuamos a ouvir o que a outra pessoa está a dizer,
Escutamos realmente em atenção plena,
Sem julgamento,
Sem juízo de valores,
E quando os julgamentos vêm porque eles vão vir,
Simplesmente os deixamos passar e não nos agarramos a isso,
A querer já dar a resposta à pessoa sobre isso que nos veio à cabeça.
Portanto,
Quando chegar a nossa vez de falar,
Falar devagar,
Com abertura e sinceridade e mantendo a atenção plena no nosso coração.
Isto implica fazer pausas antes,
Durante e depois de nós falarmos,
Precisamente para dar aquela pausa sagrada de nós estarmos conectados com o nosso corpo,
Com as nossas sensações,
Com os nossos sentimentos.
Podemos até nos perguntar o que é que eu estou a sentir neste momento e o que é que o outro está a sentir neste momento,
Está bem?
Portanto,
Prestar atenção ao momento,
Àquele instante e relaxar o corpo e a mente.
E depois,
Claro que aceitar e perdoar,
Às vezes em que nós nos esquecemos dessa nossa intenção ou perdemos contacto com a nossa presença,
Porque isto na verdade é um processo que requer muita prática,
Está bem?
Portanto,
Mas ao aprendermos a comunicar com sinceridade,
Vamos então realmente dissolver a barreira que nós temos da separação,
O trânsito da separação entre nós e o mundo exterior,
Entre nós e os outros.
E passamos nessa altura,
É quando nós passamos a estar realmente em conexão e isto realmente não é fácil,
Eu volto a dizer,
Requer prática,
Requer humildade,
Então também nós nos perdoarmos às vezes que nós não conseguimos fazer isto.
Realmente as outras pessoas só nos vão ouvir,
Ou vão-nos ouvir mais facilmente se for assim,
Do que se for em forma de atacar e de criticar,
Porque quando nós criticamos o outro,
Invariavelmente o outro vai entrar em defesa,
Porque nós próprios também entramos em defesa quando nos sentimos criticados.
Pessoas altamente sensíveis sentem-se criticadas muitas vezes até quando não estão a ser criticadas,
Não é?
E isso aí podem ver aquele episódio do mundo das pessoas altamente sensíveis,
Que são os pensamentos que ruinam a alta sensibilidade,
Em que eu falo realmente das distorções cognitivas,
Que é muitas vezes realmente interpretarmos também as coisas sempre de uma forma negativa,
Quando nem sequer há essa conotação.
Portanto,
Falei de nós sermos estratégias importantes para uma comunicação não violenta,
É nós estarmos muito atentos ao nosso diálogo interior,
Começarmos a ter um diálogo interior mais positivo connosco.
O segundo é introduzir estratégias de mindfulness enquanto elegamos com as outras pessoas,
Portanto estarmos atentos às sensações do nosso corpo,
Darmos presença,
Escutarmos o outro,
Deixarmos o outro chegar ao fim,
Conseguimos nos expressar pausadamente.
E então,
Em terceiro,
Vou partilhar alguns dos pilares da comunicação não violenta segundo o Marshall Rosenberg,
Que foi realmente o pai da comunicação não violenta,
E o que eu vou fazer é um resumo muito rápido do modelo do Marshall Rosenberg.
A primeira coisa é nós termos a capacidade de observarmos as coisas sem julgamento.
Normalmente quando nós observamos alguma coisa que nós não gostamos,
Nós em vez de nos expressarmos com uma observação neutra,
Nós vamos logo infiltrar o nosso julgamento em relação a essa atitude,
A essa situação,
A essa pessoa.
Nós não conseguimos fazer realmente uma observação neutra,
Portanto,
Observar e exprimir somente o que está a acontecer no presente,
Isto é uma pedra basilar da comunicação não violenta,
Praticar observação neutra e falar apenas nos factos que nós vemos sem adicionar nenhum julgamento.
E eu dou,
Por exemplo,
Este exemplo em termos de prática,
É assim,
Em vez de nós dizermos a uma pessoa,
Nunca me ouves quando eu falo contigo,
Nós podemos dizer,
Olha eu reparei quando estávamos a caminho de casa,
Quando eu estava a falar contigo,
Tu estavas a ver as notícias no telemóvel.
Isto é um facto,
Nós não estamos depois a dizer que nunca falas comigo,
Isto e aquilo e todo o tipo de julgamentos,
Mas um facto era,
Estávamos a caminho de casa e tu estavas a ver notícias no telemóvel.
Isto é o que se considera uma observação neutra e requer uma imensa prática de nós conseguimos separar,
Na mesma frase,
Apenas um facto com um facto aliado a um juízo de valores.
Portanto,
Observar sem julgamento é a primeira pedra basilar da comunicação não violenta.
O segundo é estarmos em contacto com os nossos sentimentos.
Portanto,
Nós na comunicação não violenta somos responsáveis pelas nossas emoções e os nossos sentimentos.
A verdade é que outra pessoa pode realmente ser um estímulo aos nossos sentimentos ou emoções,
Mas uma emoção é algo que vem de toda a nossa experiência de vida,
Das nossas alegrias,
Das nossas tristezas,
Dos nossos calmos,
Dos nossos bloqueios,
De experiências semelhantes que nós tivemos na nossa vida com aquela experiência que está a acontecer.
Portanto,
A outra pessoa,
Como é evidente,
Não é responsável pela emoção,
Ou seja,
Pelo modo como nós estamos a reagir à situação em si.
Como é evidente,
Eu aqui não estou a falar de situações de violência e de abuso,
Isso eu já disse,
Que requerem uma atuação imediata de procurar ajuda.
O que eu estou a falar é,
Por exemplo,
Do nível de um diálogo.
Alguém diz uma coisa que nós não gostamos muito,
Não é insultuosa nem nada,
Mas nós não gostamos muito e isso vai disputar uma emoção de raiva,
De medo,
De tristeza.
A outra pessoa não é responsável por isso,
Porque essa nossa emoção vai disputar devido a toda a nossa experiência de vida que nós tivemos em relação a situações similares.
É o que o cérebro vai buscar a nível do sistema límbico,
É qual é a minha resposta emocional a isso.
Portanto,
Na comunicação não violenta,
Nós tornamos responsáveis pelas nossas próprias emoções.
Como é que isso se reflete a nível da comunicação?
É que nós não dizemos à outra pessoa,
Por exemplo,
Tu magoaste-me,
Nunca se usa mais o tu,
Porque o tu parece um ataque e então a outra pessoa vai entrar em defesa,
Mas é mais eu fiquei magoado quando tu fizeste tal,
Tal,
Tá bem?
Portanto,
Eu é que sou responsável pelas minhas próprias emoções.
Passamos a ator da nossa vida e não a vítimas,
Porque quando nós dizemos tu fizeste-me sentir,
Tu magoaste-me tudo isto,
Eu estou a ser vítima.
Então,
Se nós formos seguir o exemplo anterior,
Em vez de nós dizermos ao outro,
Nunca me ouves quando falo contigo,
Fazes-me sentir um idiota,
Ou seja,
Tu fazes-me sentir um idiota,
O que é que nós podemos dizer?
Podemos dizer,
Reparei quando estava a falar contigo a caminho de casa,
Tu estavas a ver as notícias no telemóvel,
Eu sinto-me triste quando isso acontece,
Eu sinto-me triste,
Tu fazes-me sentir triste.
Portanto,
É estarmos conectados com os nossos sentimentos.
A terceira base da comunicação não-violenta são as necessidades.
Normalmente,
Os nossos sentimentos estão realmente conectados com uma necessidade que lhe deram origem.
Esta conexão entre os nossos sentimentos e as necessidades que estão por trás,
Requer uma busca interior.
Portanto,
A comunicação não-violenta é um trabalho profundo.
E assim,
Seguindo o exemplo anterior,
Em vez de dizermos nunca me ouves quando falo contigo,
Ou tu fazes-me sentir um idiota,
Podemos dizer,
Reparei quando estavas a falar comigo a caminho de casa,
Estavas a ver as notícias no telemóvel,
Eu sinto-me triste quando isso acontece,
Isto é o sentimento,
E agora vem a necessidade.
Porque não preenche a minha necessidade de ser escutado.
Estamos a ligar,
Ao modo como nós nos sentimos,
À necessidade que estava por baixo.
Qual é que é a minha necessidade?
A atenção,
De ser reconhecido,
De ser amado,
De ser escutado,
De ser inseguro,
Seja o que for.
Estas são as necessidades básicas de todas as pessoas.
E então vem a quarta parte,
Nós temos de fazer um pedido.
Na última parte,
Temos de fazer pedidos,
Então para essa nossa necessidade de ser escutado,
Ser reconhecido,
Ser validado,
Os pedidos,
O que é que são?
São ações concretas que as outras pessoas podem realizar naquele momento concreto.
Não são pedidos subjetivos.
Isto inclui que quando nós vamos fazer o nosso pedido,
Nós temos de estar prontos para aceitar a resposta de um não.
Porquê?
Porque senão não era um pedido,
Era uma ordem.
Quanto mais claro nós aprendemos a fazer os nossos pedidos,
Mais possibilidades nós vamos ter de os ver satisfeitos.
Então vamos seguir o exemplo anterior.
Em vez de dizer,
Nunca me ouves quando falo contigo,
Tu faz-me sentir um idiota,
Nós podemos dizer assim,
Reparei quando eu estava a falar contigo a caminho de casa,
Estavas a ver as notícias do telemóvel,
Isto é observação neutra,
Sem julgamento.
Eu sinto-me triste quando isso acontece,
Isto é a segunda parte,
Que são os sentimentos.
Porque não preenche a minha necessidade de ser escutado,
É a terceira parte que é aliar os sentimentos às necessidades.
E agora,
Estarias disposto a guardar o telemóvel enquanto falo contigo?
Isto é o pedido.
Nós conseguimos ter um diálogo não violento,
Para alguma coisa que se calhar até nos irrita,
Que é nós estarmos a falar com outra pessoa,
Ela não nos estar a dar atenção.
Porquê?
Porque não está a preencher a nossa necessidade de ser escutado,
De ser reconhecido e ter atenção.
Então,
Existe mais ou menos um modelo,
Ou uma fórmula que tu podes seguir na comunicação não violenta,
Que tu depois vais com a prática,
Vais adaptando a ti mesmo e vais desenvolvendo o teu próprio modelo.
Mas o modelo é mais ou menos isto,
E podes escrever agora se quiseres.
Eu sinto-me,
Três pontos,
Ou seja,
Qual é que é o sentimento que estás a sentir?
E é sempre eu,
Não é?
Tu fazes-me sentir.
É eu sinto-me triste,
Sei lá,
Com raiva,
Frustrado,
Com medo,
Seja o que for,
Inseguro.
Eu sinto-me,
Três pontos,
O sentimento que estás a sentir,
Quando tu,
E então três pontos de novo,
Em que tu vais fazer observação neutra dos factos,
Por exemplo,
Aqui era quando outra pessoa estava,
Eu estávamos a falar com outra pessoa e ela estava a olhar para o telemóvel.
Agora vamos continuar,
Porquê isso não preenche a minha necessidade?
Três pontos,
Qual é que é a necessidade da origem,
Então,
Esse sentimento de frustração,
Tristeza,
Seja o que for,
E depois,
A próxima vez estarias disposto a,
Três pontos pedido.
Portanto,
Eu vou repetir,
Eu sinto-me,
Entre parênteses sentimento,
Qual é que é o sentimento,
Quando tu,
Entre parênteses,
Observação neutra dos factos,
Porquê isso não preenche a minha necessidade de,
Entre parênteses,
Qual a necessidade de origem ao sentimento,
A próxima vez estarias disposto a,
Entre parênteses,
Qual é que é o teu pedido.
Isto seria uma forma,
Um modelo,
Um framework que tu poderias usar,
Agora no início,
Da tua comunicação não violenta.
E depois até podes perguntar também à outra pessoa,
Quando tu fazes isso que estás a fazer,
Observação neutra dos factos,
Por exemplo,
Neste caso,
Olhar para o telemóvel,
Ou ver,
Não sei se é o telemóvel,
Enquanto eu estou a falar contigo,
Estás a preencher a tua necessidade de,
E depois podemos meter uma hipótese,
A preencher a tua necessidade de manteres informado,
Porque estás preocupado com o mundo e com o que está a acontecer,
Seja o que for.
Ou seja,
Isto tem a intenção de realmente nós também percebermos os outros.
Portanto,
Este processo envolve empatia,
Envolve intenção,
Envolve honestidade e envolve presença.
E com a prática de certeza que faz desenvolver o teu modelo de comunicação não violenta.
Muito obrigada pela tua atenção plena,
Um grande namastê e até o próximo episódio de O Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Namastê.
Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sofia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.