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O Sagrado Perdido em Traduções

by João Alencar

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A transmissão dos conhecimentos relacionados ao sagrado está sempre sujeita ao fator humano, às consciências que recebem, interpretam e repassam estes conhecimentos. No entanto, palavras podem carregar nuances de significado diferentes, e a mensagem - ou a Verdade - pode acabar sendo distorcida neste processo. Como podemos nos aproximar mais do verdadeiro sentido por trás da linguagem?

Transcrição

Olá pessoal,

Vamos começar aqui mais um Alma Livre Cast,

O seu podcast de espiritualidade universalista independente.

Eu queria hoje dar continuidade no assunto que eu comecei a falar com vocês no podcast anterior sobre a questão das palavras,

Dos sinais,

Os símbolos apontando para verdades,

Não sendo as próprias,

Não sendo a própria verdade em uma palavra.

Então hoje eu queria falar um pouco sobre essa questão de perdido na tradução,

Lost in translation.

Então é o seguinte pessoal,

Sobre essas questões das línguas,

Das palavras e tudo mais,

Eu queria falar um pouquinho com vocês sobre o seguinte,

A maioria das tradições espiritualistas de religiões,

Inclusive,

Tiveram sua passagem,

Sua transmissão de uma pessoa para outra através da tradição oral,

Ou seja,

As pessoas iam se comunicando apenas de boca a ouvido e transmitindo e memorizando os ensinamentos,

Os versos e tudo mais e depois de um tempo é que aquilo foi escrito e que aquilo foi passado em escrita.

Por exemplo,

Vamos começar aqui falando de Buda,

Buda há 2.

500 anos atrás ali nascido no Nepal,

Depois ali viajando pela Índia,

Teve a sua iluminação e depois começou a transmitir os seus conhecimentos,

A ensinar com a tradição oral e mais de 500 anos,

Em torno de 500 anos depois de que Buda já tinha falecido e tudo mais,

É que seus discípulos,

Seus seguidores começaram a colocar em papel,

Começaram a escrever,

Em papel não,

Em papiro de repente,

O que ele tinha passado adiante,

Então eu creio que,

Mais uma vez,

De acordo com o tópico perdido na tradução,

500 anos de pessoa para pessoa,

Eu acho que pode ter conhecimento que não chegou exatamente da forma mais pura,

Da forma mais original que foi passado diretamente pelo Buda,

Que foi sendo filtrado pelos conhecimentos,

Pelas consciências que foram recebendo aquilo,

Aqueles conhecimentos e interpretando,

Dando a sua moldura,

A sua forma,

A sua visão de mundo em relação àquilo e passando adiante da forma que achavam que era melhor possível,

Mas não deixando de ter a sua própria influência naquela passagem adiante desses ensinamentos.

Então,

Pense num telefone sem fio de 500 anos,

De uma pessoa passando para outra e aí na tentativa,

Às vezes,

De passar até decorado o verso,

De passar adiante mesmo assim,

Eu creio que pode ter se perdido alguma coisa ou acrescentado algo que não tinha na originalidade lá do ensinamento original ou até distorcido informações e Jesus também passou pela mesma situação,

Jesus crestou.

Ele também não deixou nada escrito de próprio punho,

Não deixou nenhum texto e seus discípulos é que depois,

Mais para frente,

Começaram a escrever os seus ensinamentos de acordo com os seus aprendizados,

As suas interpretações.

E aí,

Como eram mais próximos de Jesus,

Não esperaram 500 anos para começar a escrever,

A gente tem aí evangelhos similares,

Alguns textos de livros da Bíblia que são muito parecidos e muito próximos.

Então,

A gente tem essa questão,

Mas mesmo assim,

Depois deles terem escrito os textos,

Não existia cópia xerox imprensa,

Não tinha máquina,

Então quem é que passava adiante isso depois de começarem a escrever?

Então,

Pessoas que copiavam,

Que liam,

Copiavam e passavam à mão aquela transcrição e copiando e passando,

E copiando e passando,

De novo,

Passando pelo filtro humano,

O filtro da própria pessoa que está lendo a coisa e está ali colocando adiante o que ela está lendo,

Passando adiante.

O que a gente faz quando a gente tem o fator humano no meio?

Tem a ver erros,

Modificações,

Distorções,

Interpretações,

Que aí a gente precisa ficar alerta.

Na questão da Bíblia ainda tem a questão da língua,

Jesus teria falado aramaico e textos surgiram em hebraico e tiveram traduções para o latim e para o grego,

E a gente tem toda essa coisa aí da língua,

Da tradução,

Das nuances de uma palavra em uma língua que,

Às vezes,

Não tem necessariamente exatamente a mesma conotação em outra língua,

Então aparecem coisas,

Muitas vezes,

Confusas,

Tipo,

Como assim,

O que ele está querendo dizer com isso aqui,

Nesse texto sagrado,

Na Bíblia mesmo?

E aí a gente precisa tentar se aprofundar mais ou nas nuances das palavras em si ou num âmbito,

Num campo onde não há palavras para serem descritas aquilo,

No silêncio.

Eu vou voltar para essa questão do silêncio e da intuição em relação às palavras daqui a pouco.

E aí tem uma questão pior,

Então a gente só começou a ter impressões mesmo e cópias de máquinas depois da Revolução Industrial,

Ali por volta dos anos 1800,

Antes disso era tudo copiado e transmitido à mão,

Quando não era pela oralidade.

E aí,

Antes disso ainda,

Teve a intervenção de Constantino,

O primeiro imperador romano,

A aceitar,

Entre aspas,

O cristianismo e a acabar,

Entre aspas,

Também com a perseguição aos cristãos.

Só que ele,

Ao aceitar o cristianismo,

Constantino,

No ano mais ou menos ali de 325,

Depois aí já na era cristã,

Ele,

Ao aceitar,

Ele meio que também modulou,

Sistematizou ali o que que era aceito em termos de cristianismo,

Quais evangelhos iriam fazer parte do cânone e quais continuariam sendo perseguidos,

Proibidos,

Considerados hereges.

Então ele aceitou aqueles que a gente conhece hoje na Bíblia,

Foi sistematizado lá,

Mas outros evangelhos,

Daqueles que conviveram com Jesus,

Foram descartados,

Perseguidos e depois aí a gente tem toda essa história de terem sido encontrados aí nos pergaminhos do mar morto e tudo mais,

Em Qumran,

Que são os evangelhos apócrifos.

A gente tem,

Por exemplo,

O evangelho de Tomé e tem coisas bem espiritualizadas,

Um pouco mais internas,

Mais,

Digamos,

Místicas,

No sentido de ir mais fundo na questão interior consciencial,

Mental,

Daqueles ensinamentos ali que estavam sendo passados e mais humanizado também e foram deixados de lado também,

Foram sistematizados para fora do cânone,

Se tornaram apócrifos.

E aí,

Então,

A gente tem essa questão complicada da língua,

Dos textos,

Da tradução,

Das noanças e tudo mais e vem uma questão,

Por quê?

Por que que Buda,

Por que que Jesus não deixaram,

Os dois não deixaram nada escrito de próprio punho,

Da sua própria ideia,

Diretamente?

Por que será?

Para tentar falar disso,

Eu vou falar um pouquinho de Lao Tzu,

Lao Tze,

Ali na área da China 2600 anos atrás também,

Mais ou menos,

E ele,

No Taoísmo,

Ele é um grande nome do Taoísmo,

Ele,

Como grande mestre de sua época,

Também não ia deixar nada escrito,

Porém,

O imperador da China da época,

Quando Lao Tzu resolveu fazer suas viagens e estavam percebendo que ele estava começando a fazer sua jornada porque ele estava próximo de falecer,

Próximo de deixar a terra,

Próximo de morrer e o imperador percebeu que ele estava indo embora nesse sentido e colocou,

Avisou os guardas nas fronteiras,

Nas saídas das cidades do país,

Caso eles vissem Lao Tzu,

Que prendessem ele e que só deixassem ele seguir depois dele ter escrito um livro com seus conhecimentos em relação ao Tao,

Ao Taoísmo.

Então,

Ele foi preso,

Um desses guardas realmente o reconheceu,

Não permitiu que ele continuasse em sua viagem e ele foi comandado,

Foi aí invocado para que escrevesse o que ele tinha aprendido em relação ao Tao.

E aí,

O que ele fez então?

Já que eu tenho que escrever,

Vou começar escrevendo sobre a impossibilidade de se colocar em palavras o Tao.

A primeira coisa que ele escreve,

O primeiro verso que abre o Tao Teching,

Que foi o livro que ele escreveu,

É o Tao,

O verdadeiro Tao,

Não pode ser descrito em palavras.

Aquilo que pode ser descrito em palavras não é exatamente a verdadeira natureza do Tao.

Dito isto,

Ele começa a escrever o livro com os seus conhecimentos,

Ou seja,

Ele também não queria deixar escrito em palavras,

Em sistematização de linguagem,

Aqueles conhecimentos que,

No fundo,

Estão além das palavras,

Além da linguagem,

Além da nossa tradução da realidade em símbolos,

Em sistema de linguagem,

De comunicação.

E aí,

A gente vai pegar um pouquinho aqui a sardinha para o lado da linguística para falar um pouquinho disso.

Tem gente na linguística que fala,

Por exemplo,

Que o limite da sua realidade,

O limite da sua compreensão de mundo,

Está diretamente ligado ao limite das palavras,

Da sua linguagem,

Ou seja,

Se você não tem uma palavra,

Não tem na sua língua uma forma de estruturar uma determinada realidade,

Você não terá acesso àquela realidade,

Não terá percepção daquela realidade.

E isso é muito interessante porque,

Na verdade,

Isso aí é uma via dupla,

É uma via de dois sentidos,

Porque,

Muitas vezes,

A gente tem uma invenção de palavras novas para conseguir lidar com uma realidade com a qual a gente está lidando.

Então,

A gente gera palavras,

Cria palavras,

Neologismos para conseguir estruturar e comunicar aquela percepção que a gente está tendo e conseguir compartilhar e lidar melhor com a realidade em grupo,

Através da comunicação.

Então,

O que acontece?

Por exemplo,

Diz-se que os esquimós,

Dizem que esses esquimós teriam seis palavras diferentes para falar sobre gelo ou neve,

Que seriam estados diferentes entre o derretimento ou a estrutura,

A textura da neve e tudo mais,

E que,

Para eles,

Aquela comunicação é importante em lidar com aquela situação que é a realidade,

A convivência diária deles e que,

Por isso,

Desenvolveu-se essas palavras,

Inclusive,

Também em comuns palavras com tons diferentes de branco,

De cinza e mais fluentes no linguajar deles.

Então,

A gente tem essa questão das palavras envelopando,

Sistematizando a realidade de uma forma que nos traz uma compreensão.

E aí,

Como eu falei no episódio passado,

Como é que a gente vai estruturar,

Sistematizar uma realidade que é espiritual,

Que,

Muitas vezes,

Está inacessível aos nossos cinco sentidos mais básicos?

E aí,

Então,

A gente precisa ter uma tentativa de ter as nossas próprias experiências,

De as nossas próprias percepções,

Tentar sentir e lidar com essas realidades superiores ou mais sutis de forma a tentar sistematizar para nós o que aquilo significa,

O que aquilo pode estar trazendo de ensinamento de percepção,

De realização.

E aí,

Eu creio que é por isso que os grandes mestres não queriam deixar exatamente nada escrito,

Nada sistematizado,

Porque é como se você estivesse colocando em pedra,

Você está fixando uma suposta realidade que tem ali as suas nuances naquela linguagem,

Naquele período da história da humanidade,

Que vai significar uma coisa naquele momento de acordo com as pessoas que estão ali passando por aquela experiência,

Mas que não é necessariamente a mesma experiência de outra pessoa que não está naquele contexto com você e que,

Ouvindo as suas palavras desconectadas com aquela situação,

Podem trazer aí outra interpretação,

Outra nuance,

Outro contexto para o que você está falando,

Que não é necessariamente a verdade daquilo que você disse.

E aí,

Por isso que tem essa importância de ter-se um contexto e,

Muitas vezes,

Esse contexto o próprio silêncio.

E falando dessa questão do silêncio,

Não é à toa que um dos grandes clássicos da espiritualidade da teosofia da Helena Blavatsky se chama A Voz do Silêncio.

Blavatsky bebeu muito na fonte dos orientalistas,

Do budismo,

Do taoísmo,

Do hinduísmo bastante e trouxe muito essa questão.

E falando um pouco sobre essa questão também,

Novamente,

Do orientalismo,

A gente tem aí uma historinha sobre Buda que diz o seguinte.

Conta-se a seguinte história,

Que Buda estava atendendo os seus seguidores,

Tirando dúvidas,

E aí,

Do lado dele,

Tinha lá o seu seguidor fiel,

Ananda,

E então,

Os consulentes,

Aqueles que eram atendidos,

Chegavam até ele e perguntavam.

E disse que um deles chegou e perguntou,

Deus existe?

E que Buda teria respondido,

Sim,

Claro,

É lógico que Deus existe,

Com certeza,

Por que não?

E aí,

Chegou um outro e fez a mesma pergunta,

Deus existe?

E disse que Buda teria respondido,

Não,

De jeito nenhum,

De forma alguma,

Impossível,

Não.

E aí,

Uma terceira pessoa teria chegado e teria perguntado para ele,

Deus existe?

Do que Buda somente silenciou,

Fechou os olhos,

Entrou em meditação,

E a pessoa que havia perguntado também tinha feito o mesmo,

E após algum momento de silêncio entre os dois em meditação,

O discípulo que havia perguntado simplesmente disse obrigado pela resposta e se retirou.

Ananda,

Intrigado com aquela situação toda de três perguntas iguais,

Aparentemente idênticas,

Com três respostas totalmente diferentes,

Ou talvez duas respostas diferentes e uma não-resposta,

Foi indagar com Buda,

Como assim,

Como é que se diz para um que Deus existe,

Para outro que não existe,

Para outro que simplesmente não disse nada,

Que história é essa?

E aí,

Buda teria explicado que nessa questão,

Nessa situação,

O primeiro que perguntou se Deus existe,

Na verdade,

Na sua frase estava implícito que ele não acreditava de forma alguma na existência de Deus,

Que o seu sistema de compreensão da realidade de mundo,

De vida,

Era uma compreensão da não existência dessa entidade superior maior chamada Deus e que a intenção de Buda era justamente tentar quebrar essa sistematização fixa mental dessa pessoa em relação à possibilidade da existência de Deus.

Já o outro foi justamente o contrário,

O outro já tinha uma convicção fixa também sobre a natureza de Deus,

Sobre quem era Deus,

Sobre a existência de Deus e já estava muito bem pautado nas suas crenças e aí a intenção de Buda,

Mais uma vez,

Foi de questionar,

De quebrar essa compreensão supostamente já definitiva sobre a existência de Deus para trazer,

Para gerar reflexão,

Mais uma vez,

Sobre a possibilidade de interpretação da existência divina,

O que seria essa divindade.

E aí o terceiro disse,

Então Buda disse que entendeu a intenção desse terceiro que era realmente de investigar a natureza divina profundamente e não simplesmente confirmar as suas próprias percepções.

Os dois primeiros queriam simplesmente ter a confirmação daquilo que eles já achavam que já era o certo,

Que já acreditavam.

Já o terceiro não,

O terceiro estava com a atitude de abertura,

De realmente tentar compreender,

De tentar apreender uma realidade que é mais difícil de ser aprendida,

No caso Deus.

E aí então Buda simplesmente silenciou mostrando que esta compreensão da divindade é algo que não se pode ser colocado em palavras,

Que a natureza divina,

A natureza de Deus,

A existência dessa consciência cósmica é algo que ainda é inalcançável,

Que está além da nossa lógica,

Do nosso raciocínio lógico,

Da nossa compreensão intelectual sobre essa possível existência onisciente,

Onipresente,

Onipresente de Deus.

Então disse que essa foi a resposta e compreendida pelo discípulo de que só o silêncio pode ajudar a gente a se aproximar daquela verdade,

Daquela percepção.

O Alan Watts coloca muito isso também quando ele fala do orientalismo e ele coloca que a realidade não é necessariamente o que você fala sobre a espiritualidade,

A realidade não é necessariamente o que você fala sobre o materialismo,

A materialidade,

A realidade é simplesmente o que é e nós não vamos dar palavras para ela,

Ela é a sua percepção.

E aí,

Nesse processo de percepção,

Mais uma vez a gente cai novamente naquela questão de que as pessoas precisam ter as suas experiências,

Precisam ter a sua forma de lidar com a realidade,

Com a vida,

Que é algo sutil,

Que é algo muito subjetivo,

Muitas vezes a experiência de cada pessoa que vai,

Então,

Sistematizando a sua compreensão da realidade externa.

O problema é que,

Muitas vezes,

A gente se prende a palavras,

Se prende a sistemas,

Por exemplo,

Quando a gente vai aprender uma segunda língua,

Quanto mais preso você está à sua primeira língua,

À sua língua materna,

Português,

No caso,

Quanto mais identificado você está com aquela realidade que você é,

Aquilo,

Aquela língua que você aprendeu e você quer fazer tudo em função daquela sua primeira língua,

Mais difícil fica você de aprender uma segunda língua,

De tentar envelopar,

Sistematizar,

Compreender uma nova forma de lidar com a realidade,

Uma nova forma de compreender a realidade,

De nomear as situações,

Os fatos,

As pessoas,

Os acontecimentos e os processos de tempo e tudo mais,

E sempre tentar voltar à sua primeira língua.

E quanto mais você compreender que até a sua própria primeira língua é uma ferramenta que você aprendeu para você utilizar como forma de comunicação e lidar com a realidade e que você utiliza aquilo para tentar envelopar a realidade,

Tentar carimbar,

Dar um rótulo,

Um título e tentar controlar mentalmente o que você percebe da realidade lá fora,

Mais fácil fica de você tentar compreender como que um outro,

Uma outra cultura,

Com outra língua,

Com outras experiências,

Tentou fazer o mesmo de tentar colocar em sistema de símbolos a experiência da realidade lá fora em si.

E se a gente extrapola isso para a espiritualidade,

Mais uma vez a gente tem aí diferentes religiões,

Diferentes contextos,

Diferentes formas de colocar em palavras o que se está longe às vezes em termos de espiritualidade,

Que não está nada longe,

Que falta mais nós prestarmos mais atenção a nossas experiências mais sutis e energéticas,

Tentar prestar mais atenção nos sentidos em si e sair dessa sistematização verbal,

Mental constante de tentar sempre ter o controle do que está acontecendo e tentar sentir,

Entrar num fluxo e ver o que é mais sensível,

Palpável para nós em termos de sentido e não apenas em termos de matéria,

De controle,

De ação.

Então,

Pessoal,

Eu vou ficando por aqui.

Esse foi mais um podcast de alma livre.

Há sempre muita coisa para falar sobre isso,

Sobre linguagem,

Ainda mais,

Que aqui está falando com vocês um professor de inglês,

Que a minha área foi letras inglesas,

Linguística e tudo mais na faculdade.

Então,

É muito interessante essa questão de sair da matrix.

Também significa você compreender como que a sua linguagem está modulando a sua percepção de mundo.

Então,

Sair da matrix provavelmente vai ser o tema do próximo episódio.

Então,

Até lá e um abraço para vocês!

4.5 (2)

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Bernadete

May 2, 2024

🙏

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