
Conhecimentos Esotéricos e Exotéricos
by João Alencar
Todo conhecimento produzido ou alcançado pela humanidade pode ser estudado de forma profunda ou superficial, o mesmo acontece com o conhecimento relacionado à espiritualidade. O conhecimento esotérico é justamente aquele que busca ir além da superficialidade em termos de conhecimento espiritual.
Transcrição
Olá pessoal,
Está começando agora mais um podcast Alma Livre.
Alma Livre Cast.
A gente vai falar sempre sobre espiritualidade de forma universalista e independente.
E hoje queria falar com vocês sobre a questão da diferença entre esotérico e esotérico.
E agora é a mesma pronúncia das duas palavras.
Uma vai ser esotérico com S e a outra esotérico com X.
Você provavelmente já ouviu falar de esotérico com S,
Que é normalmente a legenda e a forma escrita mais comum,
A palavra mais comum.
Agora,
Esotérico com X é mais difícil da gente ver por aí,
Porque na verdade a gente está falando de duas coisas contrárias,
São antônimos.
Vamos entender melhor isso.
Então,
Na aula de português de hoje,
A gente vai ver que esotérico com X,
De eso,
É algo externo.
Externo com X também,
Né?
Exterior com X,
Esotérico externo,
Que é superficial,
Que é por fora.
E esotérico com S será o interior mais profundo,
Interno,
Oculto,
Muitas vezes,
Né?
Então,
A gente vai falar sobre conhecimento esotérico e conhecimento esotérico,
Os conhecimentos superficiais e os conhecimentos mais ocultos,
Ou seja,
Mais íntimos,
Profundos da alma,
Por isso mais difíceis de serem compreendidos e,
Por isso,
Ocultos,
Entre aspas.
Não porque alguém está escondendo,
Mas que a compreensão,
Às vezes,
Exige um nível de experiência e de experimentação maior,
Né?
Eu vou começar falando,
Então,
Aqui com vocês,
Que eu estou com três livros na mão para a gente fazer um estudo básico,
Universalista,
E eu estou aqui com um livrinho que é base do budismo Dhammapada,
Caminho da lei,
Ataka,
O livro das oitavas.
São dois pequenos livros juntos aqui num livrinho bacana,
Que é base do budismo.
Também estou aqui em mãos com A Voz do Silêncio,
De Helena Blavatsky,
Que é um clássico aí também da espiritualidade,
Que é.
.
.
Blavatsky,
Ela é da teosofia,
Fundadora aí da teosofia,
E eu vou falar um pouquinho também do budismo com base nele.
E depois eu vou fazer uma comparação aqui com Um Banda Pé no Chão,
Livro de Norberto Peixoto.
Então,
Vamos lá,
Pessoal.
A ideia deste canal,
Deste podcast,
É falar sempre sobre universalismo,
Universalidade,
E com isso eu vou começar abrindo aqui esse texto do Ataka,
Do livro do budismo.
Por que eu vou começar com ele?
Bom,
Eu estava falando aí em outros podcasts,
Outros episódios,
Que a gente tem aí uma possível distância entre os ensinamentos originais dos grandes mestres e o que chega até hoje,
Até nós hoje,
Nas traduções,
Nas transmissões e tudo mais.
Então,
O que eu quero colocar aqui para vocês é que este texto aqui é considerado um dos mais antigos do budismo,
Considerado um dos originais,
Que traz aqui palavras que teriam sido ditas pelo próprio Buda Gautama.
E a gente vai ver aqui que tem uma introdução pequenininha aqui que diz que esse Ataka muitas vezes se contradiz com outros textos do budismo e a possibilidade disso acontecer é que este aqui é mais antigo.
Então,
Diz aqui mais ou menos assim,
Olha só.
As incongruências e as contradições verificadas entre os diversos ensinamentos budistas quando se comparam outros textos em Pali com Ataka só podem ser explicadas admitindo-se que os demais livros tenham surgido em época posterior a este.
Segundo a tradição budista,
Admite-se que,
Durante aproximadamente 450 anos após a morte de Buda,
Os seus ensinamentos se tenham transmitido oralmente e que só há pouco mais de dois mil anos surgiram em linguagem escrita no Ceilão.
A língua em que os ensinamentos se conservaram no sul da Ásia,
O Pali,
Já é língua morta há muitos séculos.
Então,
A gente vai ver uma coisa aqui que é base muito de universalidade dentro do budismo.
E aí,
Lendo esse trechinho aqui dos Atakas,
As oitavas,
O livro das oitavas,
Eu vi que aonde que provavelmente pode ter dado problema mais na frente na estruturação da religião budista em si,
Que é o seguinte discurso aqui atribuído a Buda,
Que é o quinto verso,
A quinta parte desse livro dos Atakas,
Que é o melhor,
Paramataka Sutta,
E diz o seguinte,
Vou ler para vocês porque aqui tem muita coisa bacana nessa parte,
Vamos lá.
A pessoa que tem preconceitos favoráveis a determinado sistema filosófico os tem também contrários a outros sistemas.
Uma pessoa se indisputa e não consegue envencer o motivo da disputa.
Ele se apega a tudo que parece bom,
Entre aspas,
E que soe bem,
Entre aspas.
Ela se apega às ações que em particular lhe parecem boas,
A tudo,
Enfim,
Quanto pense ser bom,
E ao fazê-lo rotula as demais coisas como demais,
Coisas más.
Todos os que possuem experiência nesse campo concordam em que o homem que rotula uma coisa deverá tornar-se por isso mesmo incapaz de vê-la como naturalmente é.
É por este motivo que o indivíduo disciplinado não deve dar colorido ao que vê,
Nem ao que ouve,
Devendo limitar-se à contemplação do fato em si.
Também não deve basear a sua fé na virtude,
Nem nas vitórias que alcance ou na tradição.
Ele não se deve fundamentar num sistema organizado de filosofia,
Como também deve mostrar-se favorável a qualquer delas,
Quer por suas palavras,
Quer por suas ações.
Não se considera melhor,
Nem pior,
Entre aspas,
Melhor,
Entre aspas,
Pior do que os outros,
E nem mesmo igual,
Entre aspas.
Eu vou fazer uma pausa para comentar isso aqui.
Então,
Ele está dizendo que,
Ao mesmo tempo,
Você não vai ter disputas filosóficas sobre qual é a melhor filosofia,
Melhor religião,
Melhor caminho,
Você não é contra elas e,
Ao mesmo tempo,
Você também é a favor de todas elas.
Como ele falou aqui,
Deve mostrar-se favorável a qualquer deles,
Quer por suas palavras,
Quer por suas ações,
Ou seja,
Ele não está lutando contra nada.
E é uma base do budismo essa do pacifismo,
De não luta,
De não disputa,
Sabe?
Então,
Se você tem um apego a uma ideia,
Isso também é apego.
Então,
A gente está abrindo mão dos apegos,
Inclusive mentais,
Filosóficos.
Isso é base também do budismo,
Digamos,
Budismo raiz,
Né?
Então,
Continuando aqui,
Livre de preconceitos e de simpatias e sem se deixar influenciar por convenções,
O indivíduo disciplinado não pertence a qualquer religião formal,
Nem a qualquer seita.
Ele não se escraviza a regras pré-estabelecidas quaisquer que elas sejam.
Para ele,
Não mais se faz necessário qualquer esforço no sentido de se transformar nisto ou naquilo,
Tanto nesse mundo quanto no próximo.
Pausa para a explicação.
Eu não preciso virar santo,
Não preciso me tornar alguém mais puro do que outra pessoa,
Melhor do que outra pessoa,
Não preciso alcançar um status,
Né?
É isso que ele está querendo dizer aqui.
Continuando,
Além disso,
Deixa de estudar as diversas filosofias por não mais carecer do consolo que elas possam oferecer.
Ou seja,
Ele não está estudando para ter,
Assim,
A garantia de um paraíso,
A garantia do fim das dores,
Para ter um consolo de que as coisas estão bem ou vão ficar bem.
Ele está estudando as filosofias para se conhecer e para desapegar e para tentar deixar para trás aquilo que é ilusório,
De acordo com o budismo.
Voltando ao texto,
Com relação às coisas que vê e que ouve,
Mantém-se inatingível pelo preconceito.
Um brahmane como esse nunca se deixará levar,
Nunca se deixará iludir.
Nada há que aceite,
Nada há que prefira e não se prende a nenhuma filosofia em particular.
Não é por suas virtudes ou por seus feitos gloriosos que o verdadeiro brahmane há de atingir a outra margem,
Para de lá nunca mais voltar.
E aí é o fim desta parte aqui,
Da quinta parte do Paramataka Sutta.
Então,
Voltando a essa interpretação aqui,
A busca,
Muitas vezes,
Da espiritualidade acaba descambando para um ego de superioridade,
De coisa assim de eu estou melhor do que outras pessoas que não estão no caminho que eu estou seguindo.
E aí há as disputas entre os caminhos,
Entre as filosofias.
Agora,
É muito interessante que isso,
Se realmente foi colocado pelo Buda,
Você vê que o Buda não era budista.
Se a pessoa fala,
Por exemplo,
Você não deve se apegar a nenhuma filosofia,
Você também não deve se apegar sequer àquilo que eu estou falando para você,
Que isso precisa ser algo experimentado,
Vivenciado por você,
Mas que também não deve se tornar algo fixo,
Rígido,
Que você deve lutar por aquilo e lutar contra todas as outras coisas que possam discutir com aquilo que você acredita ou com aquilo que você está seguindo.
E você simplesmente engloba todas,
Ou seja,
Compreende todas as filosofias,
Mas você não toma partido de nenhuma delas.
E aí eu comecei a ver que,
De repente,
Isso aqui pode ter dado problema mais para frente em relação ao budismo,
Quando as pessoas começaram a dizer que o budismo é o caminho a ser seguido,
É a filosofia a ser seguida.
Uma vez eu ouvi alguém dizendo que o budismo,
Na verdade,
Não é religião.
E aí eu fiquei,
Mas como assim não é uma religião?
E aí,
Quando eu vi esse trecho aqui,
Em que você não deve se apegar a nenhuma filosofia e nenhuma religião,
Eu comecei a entender mais que realmente há um processo de lógica e de busca dentro do budismo,
Que é a parte mais esotérica,
Que sai dessa questão do dogmatismo e vai realmente mais a fundo,
Que você não precisa ficar apegado a nada,
Nem mesmo às religiões,
Nem mesmo a esta aqui que eu estou falando.
E eu vi que no budismo acontece muito isso.
Então,
Por que eu estou falando dessa questão esotérica?
Esse é o lado esotérico porque é o lado mais profundo,
Mais íntimo,
Mais interior,
Mais relacionado ao seu consciente ou até mesmo ao seu inconsciente do que você faz às vezes sem perceber.
E como que isso é de mais busca interior e não de seguir passo a passo externo,
De não ter rituais ou receitas de bolo que são práticas físicas ou supostamente espirituais,
Que são simplesmente fórmulas para tentar se alcançar algo,
Mas que não há muito o sentido,
A ideia,
A filosofia por trás.
Então,
Quando a gente fala sobre seguir um caminho,
Muitas vezes a gente está falando sobre seguir uma receita de bolo e tentar fazer tudo o que está sendo prescrito para ser feito naquele caminho.
E aí,
Você vê que mais a fundo não é bem assim.
Então,
O que eu queria dizer é que em todas as religiões tem esse tipo de coisa,
Tem a coisa mais superficial,
Mas ali eu estou seguindo os preceitos que disseram para eu seguir.
Não estou muito antenado na coisa do significado mais profundo do que está sendo feito,
Mas eu estou fazendo,
Então,
Eu acho que estou bem.
E aí vai funcionar mais ou menos como um placebo.
Vou voltar nisso daqui a pouco.
Vou continuar aqui com A Voz do Silêncio,
De Helena Blavatsky.
Por que eu vou falar dela um pouquinho?
Porque ela,
Se você vai na teosofia,
Você vê que tem muita coisa do budismo também lá.
E aí,
Eu estava lendo aqui esse livro,
A Voz do Silêncio,
Que tem uma introdução explicativa também sobre a produção do livro,
Sobre a produção da obra da Helena Blavatsky.
Inclusive,
Com trechos sobre a própria fala da Blavatsky em relação a questões do budismo ou dela dentro do budismo.
E aí,
Teve um trechinho aqui que eu achei muito interessante para trazer para vocês,
Que é o seguinte,
Quando ela fala sobre essa questão dela ser budista ou não.
E aí,
Ela diz o seguinte.
Crença budista nem por convicção,
Nem por qualquer outra razão.
Ela colocou crença budista entre aspas aqui também.
É verdade que encaro a filosofia de Gautama Buda como o sistema mais sublime,
O mais puro e,
Acima de tudo,
O mais lógico de todos.
Destaque para a palavra lógico.
Mas o sistema tem sido distorcido durante os séculos pela ambição e fanatismo dos sacerdotes e tornou-se uma religião popular.
As formas e os processos do culto esotérico conchis ou popular desse sistema se assemelham demasiado estreitamente aos da igreja romana,
Que os tem servilmente plagiado para jamais me convencer a ele,
Jamais me converter a ele,
Na verdade.
E aí,
Então,
Aqui a Blavatsky vai mostrando que ela abraçou a filosofia,
A ideia lógica budista,
Mas que ela não se converteu à religião ou ao dogma,
Aos rituais budistas que estavam sendo estabelecidos pelos sacerdotes,
Pelos monges,
Pelos lamas e tudo mais.
E aí a gente vê,
Então,
Ela até comparando com a igreja romana,
Ou seja,
A igreja católica cristã,
Que tem vários rituais também.
Tem lá a questão do papado e tudo mais,
Mas que muitas vezes esses rituais,
Essas festividades,
Digamos,
Esses feriados religiosos,
Muitas vezes,
Perdem o seu sentido interno,
O seu sentido espiritual,
A sua coisa mais esotérica com S e se torna algo esotérico com X,
Porque é somente externo,
É somente aparente,
É somente físico,
É como se você pronunciasse,
Digamos,
Uma oração,
Mas sem prestar atenção nas palavras que pronuncia,
Sem sentir o que exatamente significa cada coisa que você está pronunciando ali e é feito de modo automático,
De modo dogmático,
Simplesmente seguindo receitas de bolo.
Então,
Eu queria dizer que em todas as religiões,
Que eu estava falando da questão do remédio placebo,
Como assim o placebo?
Você está fazendo uma coisa que você não sabe qual é o conteúdo.
O placebo é um remédio que,
Ao invés de ter o conteúdo realmente do remédio,
Esse conteúdo é substituído por um,
Sei lá,
Por açúcar ou farinha e aí experimentos são feitos pelos médicos para testar se a questão da doença da pessoa não é somente psicológica ou se aquele remédio não vai ter o efeito psicológico de ajudar a pessoa a se curar.
E muitas vezes isso é real,
A pessoa está tomando ali pílula de açúcar,
Pílula de farinha,
Mas pelo simples fato dela estar tomando aquilo ali,
Ela começa a ter uma melhora física,
Uma melhora da sua doença.
Do seu quadro,
Dos seus sintomas.
E muitas vezes isso acontece pela sugestão mental da própria pessoa sobre ela mesma.
Ela não sabe o que é aquilo que ela está fazendo,
Mas ela está ciente que ela está fazendo algo pela sua melhora e ela acredita nessa melhora e aí por isso ela vai se melhorando.
E aí é o efeito placebo,
Que é o que muitas vezes acontece com rituais que,
No fundo,
Muitas vezes não possuem um fundo,
Sentido,
Uma qualidade real,
Palpável,
Mas que pode funcionar como efeito placebo de algo automático que está sendo feito,
Mas que me serve para me sentir bem porque eu estou fazendo alguma coisa para me melhorar,
Alguma coisa por mim.
E isso aí a gente encontra também nas religiões.
E isso acontece em todas elas,
De realmente haver aqueles que seguem o processo religioso de forma a se estudar,
A estudar o que existe por trás,
O que existe por trás das palavras,
O que existe por trás dos rituais,
Para ver o que tem de sentido ali,
Para crescer com aquele sentido,
Para conseguir se aprimorar com aquele sentido,
Ampliar a sua visão de mundo,
Ampliar a sua compreensão da vida,
Do universo e realmente se tornar uma pessoa melhor e exercer essa mudança de si mesmo para cada vez mais funcionar melhor na sociedade,
Para ser uma pessoa melhor para os familiares,
Para os amigos,
Os colegas e tudo mais.
E há quem simplesmente siga as religiões de forma esotérica com X,
Que faz as coisas externas,
Os rituais externos,
O fato de ir,
De repente,
Para uma igreja no domingo e isso ser algo simplesmente exterior,
Que eu não vou fazer nenhum esforço de mudança real e eu não vou fazer tanto esforço de compreensão maior,
De ampliação da minha percepção da realidade espiritual,
Mas eu estou ali fazendo o que eu acho que deveria estar fazendo,
Então eu me sinto bem,
Porque eu já cumpri o meu dever de fazer um ritual XYZ e isso me dá uma tranquilidade,
Um alívio de,
Bom,
Já fiz o que eu tinha que fazer e agora eu estou livre.
Mas,
E aí a gente tem essa situação que,
Muitas vezes,
Não é o bastante a coisa externa e aí às vezes acontecem coisas com as pessoas que estão simplesmente produzindo,
Realizando os rituais externos e elas se sentem injustiçadas,
Porque como assim,
Né?
Eu sigo aqui essa religião,
Eu faço aqui tudo que me disseram para fazer e ainda acontece isso comigo,
Ainda acontece esse problemão na minha vida,
Não,
Deus é injusto,
O Buda é injusto,
Jesus é injusto,
Sei lá quem é injusto,
O padre é injusto,
Porque eu estou fazendo de tudo aqui e aí não tem o retorno e aí parece que a pessoa estava fazendo essa coisa externa para tentar barganhar com Deus,
Né?
Troca de favores,
Ó,
Eu sou do teu time aí,
Você me ajuda aí agora,
Eu já disse aqui,
Já pendurei a cruz aqui,
Ó,
Já estou dizendo que eu sou da sua galera aí,
Agora está tudo certo,
Né?
Não é tão simples assim,
Né?
Mas vamos voltar um pouquinho para a questão de sempre estar de olho,
Tentar enxergar mais profundamente a questão interna,
Esotérica,
Profunda dos rituais aparentemente somente externos.
Tem o outro lado da moeda aqui,
Agora eu vou aqui para Umbanda pé no chão,
De Ramatiz,
Que é o seguinte,
Vou ler um parágrafozinho aqui,
Hein,
Muitos ainda têm preconceito em relação a Umbanda por causa de seus rituais,
Esquecendo-se de sua essência em detrimento das aparências externas.
Quase sempre o que os olhos veem,
O coração não sente.
Assim,
Transferimos para os que são diferentes de nós,
Da maneira que julgamos,
Certo?
Uma falsa e impositiva sentença de inferioridade e imperfeição.
Quem assim age sente-se superior e mais evoluído,
Como se fosse um juiz supremo.
Então aqui a gente tem o outro lado da moeda,
Umbanda e Candomblé também,
As religiões aí de origem africana,
De influência africana em sua grande parte,
Têm muitos rituais,
Muita ritualística,
E muitas vezes elas são julgadas com preconceito por gente que não chegou a estudar mais profundamente o que significaria ali esotericamente o que tem por trás daquele ritual.
É claro que você pode criticar,
Você pode falar,
Como eu sempre falo aqui,
Ter um pensamento crítico,
Ter uma análise,
Uma visão de conjunto mais ampla,
Mas essa crítica precisa ser embasada,
Precisa realmente ver o que tem por trás,
Sem um julgamento pré-concebido,
Porque muitas vezes a pessoa vai querer investigar,
Mas já tem uma tendência,
Já tem uma pré-ideia,
Uma preconcepção,
Um preconceito,
E aí ela vai tentando confirmar aquilo que ela já achava que tinha antes.
Quando a gente tem esse tipo de atitude,
A gente vai provavelmente deixar passar aqueles aspectos que entram em conflito com o que eu já achava,
Que vão descomprovar,
Que vão refutar o que eu já achava,
Eu vou descartar esses argumentos ou essas pistas,
E eu vou ficar somente com as pistas que mostram o que eu achava está certo,
O que eu achava é verdadeiro,
Eu sabia,
Eu dizia que era assim,
E tudo mais.
Então realmente as questões dos rituais precisam ser sempre buscado o conhecimento mais esotérico,
A coisa mais interna,
Que é só através desse conhecimento,
Desse entendimento intelectivo que a gente pode trazer,
Através da compreensão,
Uma melhora para nós mesmos e ser uma pessoa melhor no mundo.
Ou seja,
A gente está sempre buscando a coisa mais lógica,
Racional,
Por trás daquilo que parece ilógico.
Então sempre usar a questão da lógica,
De algo que faz sentido,
Qual é o sentido por trás das palavras,
Qual é o sentido por trás dos rituais,
E não simplesmente repetir por tradições ou por costumes,
Por hábitos,
Sem saber necessariamente nem sequer o que se está fazendo.
Então esse foi mais um Alma Livre Cast,
E até a próxima pessoal!
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