Bem-vindo,
Bem-vinda a esta meditação de reencontro com a nossa essência.
Vamos iniciar por simplesmente respirar fundo,
Tranquilizar o corpo físico,
Sentir que ele vai ficando mais relaxado,
Mais tranquilo.
Vamos imaginarmos um ritmo de respiração tranquilo,
Sem forçar demasiado o ritmo e à medida que respiramos vamos imaginando um local de segurança,
Um local onde nos sentimos bem,
Onde nos sentimos como se estivéssemos na nossa segunda casa,
Um local de paz,
De tranquilidade e neste local,
Aos poucos,
Vamos encontrar um sítio para observar as nossas mãos.
Olhamos as nossas mãos e elas vão ser o registro do passado.
Em cada mão vamos ter marcas,
Vamos ter sinais das memórias do passado,
Das decisões,
Dos momentos mais duros,
Quase como se fossem cicatrizes,
Marcas,
Sinais de tudo aquilo que já vivemos.
Essas marcas não vão existir no plano físico,
Mas vão ser a imagem de tudo aquilo que passámos até aqui.
Todos esses momentos mais duros,
Mais desafiantes,
Vão estar representados na palma das nossas mãos,
Para que seja possível observar que estes momentos são nossos,
Fazem parte da nossa aprendizagem,
Mas ao mesmo tempo não precisam de ser pesados e de serem dolorosos,
Eles podem ser realmente apenas uma aprendizagem.
Observando estas marcas vamos sentir que temos aqui por perto uma grande taça,
Uma taça sagrada com água,
Que vai estar bem aqui ao nosso lado,
Para que com muita calma,
Com muita suavidade,
Seja possível passar alguma desta água nas nossas mãos,
Para que à medida que lavamos as mãos elas se tornem mais suaves,
E aos poucos vamos ressignificando estas memórias,
Vamos suavizando estas memórias para que à medida que a água vá passando as mãos vão ficando mais suaves,
Com menos marcas,
Mas não menos resistentes ou com menos força,
Porque a aprendizagem está lá,
Os desafios foram ultrapassados e a aprendizagem vai ficar connosco,
Mas libertamos parte do peso da decisão,
O peso dos momentos em que não fomos flexíveis,
Esse sim vai sendo suavizado,
Toda a dureza que foi sendo adquirida como defesa muitas vezes,
Vai sendo suavizada,
E as nossas mãos vão ficando mais suaves,
Mais quentes.
Vamos ressignificar estas marcas,
Reconhecendo as memórias,
Sabendo que parte da nossa essência é também a nossa história e aquilo que vivemos,
Parte da nossa essência está nas escolhas e nas aprendizagens do passado,
A nossa essência nasceu connosco mas vai evoluindo connosco,
À medida que vamos terminando de lavar as mãos,
Vamos procurar neste local de conforto,
Neste local onde estávamos inicialmente,
Uma pequena rocha,
Uma rocha irregular,
Simples,
Cinzenta,
Sólida,
Que vai estar presente neste local,
Vamos procurar por esta rocha,
Vamos encontrá-la,
E apesar de sólida,
Apesar de robusta,
Apesar de áspera,
Aos poucos vamos começar a moldar com as nossas mãos esta rocha,
Quase como se fosse magia,
Vai sendo possível moldar esta rocha dura,
Sólida,
Em algo quase como se fosse um barro,
Reconhecendo o poder das nossas mãos,
Reconhecendo o poder que temos dentro para mudar até as situações que parecem mais duras,
Mais ásperas,
Vamos moldando esta rocha,
Compreendendo que muitas vezes esta rocha somos nós mesmos,
Esta rocha é o nosso coração,
Tantas vezes duro,
Áspero,
Demasiado sólido,
Demasiado estanque,
Que por vezes precisa de ser moldado,
De ser cuidado,
Para ganhar uma nova forma,
Para se adaptar,
Reconhecendo também que esta rocha sólida também está presente naqueles que estão à nossa volta,
Em pessoas mais rígidas,
Mais fechadas sobre si mesmas,
Que por vezes precisam de tempo,
Precisam de carinho,
Então vamos moldar esta rocha até que se assomelhe com um pequeno coração nas nossas mãos,
Vamos lhe dando essa forma,
Aos poucos e com muita criatividade,
Como se fosse um pedaço de barro nas nossas mãos,
E à medida que esta rocha vai se tornando tão bonito,
Suave,
Sem restas,
Vamos levá-lo ao nosso peito,
Como se estivéssemos a abraçar-nos a nós mesmos,
Como se este coração também estivesse a abraçar-nos,
Ao ponto que se vai dissolver connosco,
Vai se dissolver do nosso peito,
Para que esta aprendizagem esteja sempre connosco,
Para que esta aprendizagem viva connosco,
Para que possamos ser mais gentis no nosso dia a dia,
Com as nossas emoções,
Para recordarmos que está nas nossas mãos o poder de moldar até o pensamento mais sólido,
Mais concreto,
Que está nas nossas mãos o poder de transformar uma memória dura e áspera,
Numa memória suave,
Com uma aprendizagem feliz,
Enriquecedora,
Porque,
Recordo,
Parte da nossa essência é também a nossa história,
E as aprendizagens que acrescentamos à nossa essência,
Numa sensação de união,
Numa sensação de que estamos completos,
Seguros e amados,
Vamos fazer um ciclo de respirações mais profundo,
Como se estivéssemos a preparar o corpo para acordar novamente,
Mexemos os dedos,
As mãos,
Os pés com suavidade,
Podemos espreguiçar devagarinho,
E antes de sairmos de posição onde estávamos,
Vamos realmente levar as mãos ao peito,
Ou mesmo abraçar o nosso peito,
Numa sensação de união connosco,
Numa sensação de perdão profundo connosco,
Para que possamos terminar este momento maiores,
Com o coração maiores,
Mais expandido,
Quase como se tivéssemos crescido alguns centímetros ao longo desta meditação.
Agradeço-te por continuares a fazer este caminho de constante melhoria,
Constante autoconhecimento,
Para ti e para todos aqueles que te rodeiam.
Gratidão.