Agora quero falar sobre a técnica da roda para o dia-a-dia.
A RODA é um acrónimo simples que pode ajudar em momentos de stress,
De irritação,
Sobrecarga ou agitação mental.
Grandes ou pequenos,
Grandes ou pequenos momentos.
Pode ser útil depois de uma conversa difícil,
De um e-mail,
De uma preocupação.
Ou quando a mente fica presa a ruminar sobre o que devia ter acontecido,
O que devia estar a acontecer ou o que pode vir a acontecer.
A ideia desta técnica não é iluminar emoções ou pensamentos.
É criar algum espaço interno para responder de forma mais consciente,
Em vez de reagir automaticamente.
E,
De certa forma,
A roda junta vários elementos da matriz que exploramos neste nível.
Ajuda a prevenir ou alimentar os estados não benéficos.
Ajuda a largar histórias de reatividade.
E cria condições para responder com mais equilíbrio,
Clareza e cuidado.
O nome Roda ajuda a lembrar os quatro passos deste processo.
Respirar.
Observar.
CD.
E avançar.
Vou falar um bocadinho sobre cada um.
O primeiro passo é o R de respirar.
Em momentos de estresse,
A mente tende a acelerar e o corpo também.
Por isso o primeiro gesto é parar por alguns instantes,
Talvez fazendo duas ou três respirações mais profundas.
Respirar ajuda a interromper momentaneamente o ritmo automático da reatividade.
E permitindo que a cada expiração existe algum largar da tensão.
Se fizer sentido,
Pode recuperar a sensação de enraizamento que temos vindo a treinar.
O segundo passo é o wall.
Observar.
Aqui o convite é observar o que está a surgir sem alimentar imediatamente a história.
Observando pensamentos.
Insaio.
Impulso.
Talvez perguntando o que é que está a apresentar agora.
Uma forma simples de fazer isto é dar um nome mental ao que está a surgir.
Olá,
Irritação.
Olá,
Preocupação.
Olá,
Ruminação!
Ao nomear,
Muitas vezes já estamos parcialmente a parar de alimentar o piloto automático da mente.
E em vez de alimentar a história,
O discurso interno passa a ser usado para reconhecer e largar.
Depois,
Também pode observar as sensações no corpo.
Talvez exista aperto,
Tensão.
Agitação,
Coração acelerado.
E talvez perguntando,
Consigo ficar aqui alguns instantes sem alimentar ainda mais esta história?
Também pode ser útil reconhecer.
Estes pensamentos e estados mentais são benéficos?
Ou não benéficos.
Ou seja,
Tendem a trazer mais clareza,
Equilíbrio e menos conflito?
Ou tendem a aumentar a tensão,
A reatividade e o desgaste.
O terceiro passo é o decidir.
Muitas vezes,
Em piloto automático,
Deixamos-nos levar pelo primeiro impulso.
Mas aqui o convite é criar um pequeno espaço antes da reação.
E perguntar.
O que é mais importante para mim nesta situação?
Como quer responder a isto?
Talvez a intenção seja clareza.
Respeito.
Firmeza Cuidado!
Ou simplesmente não alimentar mais conflitos.
O quarto passo é o A,
De avançar.
Ou seja,
Agir de forma mais alinhada com aquilo que reconheceu como importante.
Às vezes isso significa responder.
Outras vezes esperar.
Às vezes colocar limites ou simplesmente não continuar a alimentar o diálogo interno.
O importante aqui não é fazer tudo de forma perfeita.
Mesmo que só se lembre de um dos passos,
Muitas vezes isso já cria diferença.
Talvez existam já situações na sua vida em que esta ferramenta pode ser especialmente útil.
Conversas difíceis,
E-mails,
Conflitos.
.
.
Preocupações repetitivas,
Momentos de pressão.
Ao longo do tempo o processo vai se tornando mais natural.
E muitas vezes bastam alguns segundos de pausa consciente para mudar a direção da mente e da resposta.
A roda é uma forma simples de regressar ao piloto presente no meio do dia.
Provarei tudo.