Agora vou fazer-lhe companhia para que esteja uns minutos consigo.
Aqui e agora treinando apreço,
Gratidão e contentamento.
Encontrando uma posição confortável e com vitalidade,
E chegando aqui e agora.
Sentindo o corpo apoiado.
Os pés no chão,
O contacto com a superfície.
Talvez fazendo duas ou três respirações um pouco mais profundas.
E permitindo que a cada expiração exista algum largar.
Um largar de atenção.
E deixando agora a respiração encontrar o seu ritmo natural.
Sabendo que está a inspirar.
Sabendo que está a expirar.
E nos próximos minutos,
O convite é cultivar uma qualidade de apreço,
Gratidão,
Contentamento.
Não como uma obrigação de sentir algo especial,
Nem para negar as dificuldades.
Mas treinando uma inclinação da mente para reconhecer também aquilo que apoia.
Ou traz algum bem-estar à vida.
Mesmo no meio das dificuldades,
Talvez continuem a existir pequenas coisas que sustentam a vida e que passam despercebidas.
Começando por permitir um leve ar de sorriso.
Isto é um sinal à mente que agora estou bem aqui.
E usando os dedos das mãos como suporte para esta prática.
Segurando levemente cada dedo enquanto explora cada tema.
Começando pelo pulgado.
Segurando o pulgar de uma das mãos.
E reconhecendo tudo aquilo que este corpo faz continuamente para sustentar a vida.
Respiração.
O coração a bater.
Edição.
Corpo recuperar.
Capacidade de se mover.
Mesmo sem precisar controlar conscientemente a maioria destes processos.
E perguntando como é realmente apreciar isto.
Não é preciso forçar sentir alguma coisa,
É apenas abrindo um espaço para uma qualidade de apreço.
De gratidão.
E permitindo que essa qualidade surja ou não.
Ficando há alguns instantes com isso.
E segurando agora o dedo indicador da mesma mão.
Trazendo a atenção a algum objeto presente no sítio onde está.
Se quiser pode até abrir os olhos por uns instantes.
Talvez um objeto útil ou bonito.
E traga conforto.
Algo que suporta a sua vida,
O bem-estar ou a alegria.
Que normalmente toma como garantia.
Talvez uma chave,
Uma manta,
Uma fotografia.
Uma cadeira,
Um livro.
.
.
Explorando como é realmente apreciar isto.
Como seria usar este momento para realmente reparar neste objeto.
Talvez notando texturas,
Cores.
Função.
A história desse objeto na sua vida.
E talvez exista algum eco de apreciação no corpo,
Talvez não.
Há dias em que estas sensações estão mais presentes e noutros parecem mais distantes.
Trazendo alguma gentileza ao que estiver presente.
E saboreando durante alguns instantes esta experiência de apreciar.
E segurando agora no dedo médio.
Trazendo à mente um lugar na natureza.
Talvez uma floresta,
Uma praia.
Um parque.
Uma montanha.
Notando que surge espontaneamente.
Como é trazer este lugar à mente?
Talvez em diferentes estações.
Com diferentes temperaturas,
Cheiros,
Luzes,
Sons.
.
.
E talvez perguntando como é realmente apreciar este lugar.
Talvez reconhecendo o efeito que certos lugares têm no corpo,
Na mente,
No sistema nervoso.
E ficando alguns instantes a saborear esta experiência.
E passando agora para o dedo anelar.
E trazendo à mente uma pessoa que a aprecia.
Alguém próximo ou talvez alguém distante.
Alguém cujo trabalho,
Presença,
Palavras ou forma de estar tenham trazido algo importante à sua vida.
Talvez alguém que escreveu algo,
Que ajudou,
Que ensinou algo importante.
Ou cuja presença lhe trouxe apoio,
Inspiração ou cuidado.
Explorando como é reconhecer aquilo que recebeu desta pessoa.
Sem precisar de idealizar,
Apenas reconhecendo valor.
Apoie o significado.
E ficando alguns instantes com esta apreciação.
E passando agora para o dedo mindinho.
Deixando surgir algo que aprecia.
Sem precisar de pensar demasiado.
Talvez um livro,
Uma música,
Um filme.
.
.
Uma experiência,
Um objeto,
Uma memória.
O que surgir?
Saboreando durante alguns instantes a experiência de apreciar.
E agora,
Movendo para a outra mão.
Deixando uma pergunta mais aberta.
O que é que eu aprecio na minha vida?
Que que é útil?
Bonito.
Significativo.
O que é que me ajuda?
O que é que me sustenta?
E pode ir percorrendo os dedos ao seu ritmo.
Deixando diferentes imagens,
Pessoas,
Momentos ou experiências surgirem espontaneamente.
Continuando em contacto com o corpo e com a respiração e deixando espaço para saborear aquilo que surgir.
E agora eu vou ficar alguns momentos em silêncio para continuar a percorrer os seus dedos ao seu ritmo.
E nos próximos momentos,
Deixando talvez todas estas imagens suavizarem gradualmente para o segundo plano.
E regressando à simplicidade deste corpo aqui sentado.
Respirar.
Talvez apreciando este momento.
Esta pausa.
A possibilidade de estar vivo e consciente aqui.
Agora.
E preparando para terminar.
Deixo o convite para reconhecer que,
No meio de tudo,
Reservou uns minutos para estar consigo.
Talvez possa agradecer-se por isso com um leve ar de sorriso.
Obrigada por praticar comigo.
Até a próxima.