Vou agora fazer a companhia para que estejas uns minutos consigo.
Aqui e agora.
Treinando presença,
Consciência da mente e abertura à experiência.
Antes de começarmos,
Convido a recordar a sua aspiração para praticar.
E encontrando uma posição que permita simultaneamente algum conforto e vitalidade.
Eu vou dar orientações para uma posição sentada.
Mas pode fazer esta prática na posição deitada ou em pé.
Aquilo que o corpo estiver a pedir neste momento.
Fazendo,
Intencionalmente,
Algumas respirações um pouco mais profundas.
Inspirando,
Levando a atenção ao corpo como um todo.
E expirando,
Tendo a intenção de descontrair.
Largar.
Soltar.
Vamos começar por fazer um breve rastreio corporal.
Vamos dar atenção ao rosto.
Talvez largando alguma tensão.
Permitindo que o maxilar descontraia.
Talvez permitindo um leve ar de sorriso.
Vendo a atenção aos ombros,
Braços e mãos.
Sentindo o contato das mãos com a superfície.
Vão dar atenção ao tronco.
Notando a respiração a acontecer aí.
Sentindo o contacto das nargas e das coxas na superfície.
Talvez explorando esta sensação de enraizado.
Deixando-se apoiar a cada expiração.
Levando a atenção para as pernas e pés.
E sentindo agora o corpo como um todo.
Aqui e agora.
Por cento.
Reconhecendo que o corpo e a respiração podem ser um lugar onde repousar.
Um lugar onde regressar.
Um apoio para este momento.
E,
A partir deste lugar de maior estabilidade,
Abrindo gradualmente o campo da atenção.
Sem abandonar o corpo e sem abandonar a respiração.
Mas permitindo que a atenção inclua também aquilo que naturalmente surge na experiência.
Sonhos.
.
.
Sensações.
Impulsos.
Pensamentos e emoções.
Aquilo que estiver presente neste momento.
Como um pai ou uma mãe sentado num banco de jardim a observar as crianças a brincar.
Não precisa correr atrás delas.
Não precisa de entrar na brincadeira.
Não precisa de controlar aquilo que acontece,
Mas está presente.
Com a atenção disponível.
Sabendo o que está a acontecer.
Com uma qualidade ternura para com o que acontece.
Este é o convite a esta prática.
Vou posar aqui.
No corpo.
Na respiração.
Como quem permanece neste banco.
E perguntando-se de vez em quando,
O que estou a notar agora.
Talvez um som,
Uma sensação,
Um pensamento.
E acrescentando agora uma segunda dimensão à prática.
Até aqui a atenção esteve,
Sobretudo,
Voltada para aquilo que está a ser conhecido.
Mas podemos também levar a luz da atenção para a forma como a mente se relaciona com aquilo que está a ser conhecido.
Como é que eu me estou a relacionar com isto?
Talvez notando que existem momentos em que aquilo que surge é simplesmente conhecido.
Sem necessidade de fazer nada com isso,
Sem necessidade de mudar nada.
Reposando o banco.
Presente.
Disponível.
Sabendo o que está a acontecer.
Mindfulness está presente quando reconhecemos aquilo que está a surgir.
Sem precisar digarrar,
Rejeitar ou desligar.
Como estou a relacionar com isto.
Talvez existam momentos em que a mente é puxada pela experiência.
Talvez notando uma tendência para agarrar.
Ou uma tendência para rejeitar.
Uma tendência para desligar.
Observando como isso é sentido no corpo.
E regressando.
Ao corpo,
À respiração.
Aumento presente.
Esta presença aberta,
Disponível.
Reconhecendo que nenhuma destas tendências é um problema.
São apenas movimentos habituais da mente.
Aquilo que estamos a treinar não é iluminá-las,
Mas reconhecê-las.
E regressar.
Sem as alimentarmos.
Vou agora ficar uns instantes em silêncio para repousar no corpo e na respiração.
E praticar com estas duas perguntas por si.
O que é que estou a notar?
E como estou a relacionar com isso.
E preparando para terminar a prática.
Talvez começando por notar como a mente se está a relacionar com este momento de transição.
Fazendo uma ou duas respirações mais profundas.
Sentindo o corpo.
Sentindo novamente o contato com a superfície.
O que é que está presente agora?
Como é que se está a relacionar com isso.
Começando a fazer alguns movimentos com o corpo.
Primeiro mais subtis.
Pois talvez um pouco mais amplos.
E quando for o momento,
Abrindo os olhos.
.
.
Olhando lentamente em volta.
Continuando a observar aquilo que está presente.
E a forma como se está a relacionar com isso.
Trazendo talvez um leve ar de sorriso ao rosto.
E reconhecendo que,
No meio de tudo,
Reservou uns minutos para estar consigo.
Obrigada por praticar comigo.
Até a próxima.