Bem-vindos a esta meditação.
Obrigada por se juntarem a mim nesta prática de abertura.
De honestidade.
De aceitação de todo o nosso ser.
E de forma a facilitarmos esta prática.
Fazemos,
Então,
Uma mudança intencional na nossa postura.
Sinalizando a todo o nosso corpo.
Que entremos num novo momento.
Sentados ou deitados.
Escolhemos agora se queremos manter os olhos abertos baixar o olhar ou fechar totalmente.
Nesta presença sincera.
Fazemos então uma respiração bem profunda.
Inspiramos pelo nariz.
E a expiramos pela boca.
Permitimo-nos sentir a nossa respiração?
Em todo o nosso corpo.
À medida que a corrente do pensamento continua a passar.
Lembramo-nos de que é natural.
Os pensamentos vêm e vão.
Não nos julgamos.
E voltamos simplesmente à tensão.
Para o nosso corpo.
Aqui.
Neste espaço.
Experimentamos,
Dizermonos.
Está tudo bem.
Estamos seguros?
Podemos relaxar.
Baixar a guarda.
Recebermo-nos tal como somos em todo o nosso espectro,
Em todas as áreas da nossa vida.
E nesta abertura nesta sinceridade.
Encontramos.
A força,
E confiança.
Para encarar aquilo que sentimos.
E.
.
.
Até mesmo.
Aquilo que nos assusta.
Alguns medos.
Até mesmo o que é considerado ansiedade.
Quando.
.
.
O medo que temos.
Se refere ao futuro?
A eventos que ainda não aconteceram?
A narrativas que repetimos na nossa cabeça.
Em ideias que continuam.
É passado.
E alimentarem-se umas às outras.
E neste espaço seguro?
Bem conectados com a nossa força.
Com a nossa confiança.
Podemos até.
.
.
Fazer um esforço para sentir a superfície de contacto em que estamos apoiados.
Os pés.
Ativar toda esta sensação de segurança.
Por todo o corpo.
À medida que olhamos para aquilo.
De que temos receio neste momento na nossa vida.
E temos esta abertura,
Esta abordagem.
De simplesmente ver.
OBSERVAR permitir que o medo exista.
Não queremos forçar nenhum.
.
.
Desconforto mais profundo.
Estamos atentos aos nossos limites,
Às nossas fronteiras.
E olhamos apenas.
.
.
A partir de um momento,
De um ponto seguro.
Sabemos que o medo é uma emoção que a ansiedade e que O receio que permanece.
Todo aquele sentimento que nós alimentamos.
Que nós repetimos.
Então encararmos o medo como ela é.
Uma emoção necessária.
Faz parte de nós.
Da nossa paisagem interior.
E dizemos-lhe Está tudo bem.
Fazes parte de mim?
Fazes parte da equipa que somos.
Eu vou deixar de lutar contra ti.
Vou deixar de gastar tanta energia.
Tantos recursos.
Em estresse,
Em tensão.
Em canseço mental.
Eu vou deixar de existir.
Como se o medo estivesse aqui.
Ao nosso lado.
E também eu.
Tivesse agora a oportunidade.
De descansar um pouco.
De respirar.
De baixar a guarda.
Recordamos a nossa natureza evolutiva.
Recordamos o paraquê do medo.
E do couro.
Esta emoção e este sentimento depois que se desenvolve.
É tudo uma ferramenta para nos protegermos.
É tudo um mecanismo para nos salvaguardar de algum perigo.
E agradecemos.
Agradecemos esta forma como estamos construídos.
Como tudo em nós.
Existe para nos preservar.
Para nos ajudar a viver melhor.
E com essa mesma aceitação Lembram-nos de como.
.
.
Tudo faz parte.
Desta nossa tentativa constante.
Deprever.
De antecipar.
De controlar a vida à nossa volta,
Sempre para nos proteger.
Sabemos que esta ansiedade,
Generalizada dos dias que correm,
É muito derivada disso.
Esta vida de incertezas.
Mas recordamos também que temos essa escolha.
Que sabemos?
Que é um mecanismo.
Sabemos,
Somos conscientes.
Desta nossa forma de protecção.
Fazemos uma escolha.
Em vez de alimentar.
O ciclo de medo,
De repetir.
Vamos fazer pausas.
Vamos permitir que o medo exista.
Vamos parar de lutar,
De evitar,
De fugir,
De nos distrairmos.
E simplesmente.
Permitirmo-nos sentir.
Quando o fazemos,
Notamos como a força Desmedo.
Se dilui um pouco.
Como o ar que é consumido.
Por essa emoção.
Acabou.
Ganhar asas dentro de nós.
Ganhamos espaço.
Com essa consciência.
Ao agradecermos essa forma de protecção.
Fazemos então a escolha seguinte.
De dar espaço a outras emoções.
A outros momentos.
E perceber e aceitar.
Que nunca vamos controlar nada.
Hmm.
.
.
A vida.
É sempre impermanente?
E que aquilo que sim podemos controlar são as nossas escolhas.
Aquilo que podemos fazer.
Melhor por nós é cultivar a nossa realidade interior.
É trabalhar naquilo que escolhemos sentir?
Viver,
Expressar.
Quando partimos dessa abordagem.
Jamais tranquilos.
Já notamos como que os ombros mais leves,
A tensão que se desvaneceu.
Vemos como.
.
.
Há mais abertura?
Há mais possibilidades.
Há mais oportunidades no dia de amanhã.
Redobramos a força com que iniciamos a prática.
Pois fizemos simplesmente uma viagem às nossas capacidades inatas.
Aos nossos recursos que trazemos sempre cá dentro.
Basta lembrarmo-nos.
E ativá-los.
Sabemos que o medo existe.
Mas que é apenas uma parte da equipa.
Passado o seu momento.
Volta ao banco.
Descanse.
E dá lugar.
A todas as outras emoções.
Mais aventura!
A mais descoberta.
Há mais conhecimento.
A mais vida.
Por isso,
Hoje o convite era esse.
De deixarmos de ter medo do medo.
Espero que vos tenha ajudado.
Que esta abordagem faça sentido,
Que a possam colocar em prática naqueles dias em que ele quer falar mais alto.
E que se lembrem de que basta dizer-lhe um olá.
Sentá-lo ao nosso lado.
Aquilo perde aquela força.
E relaxar.
Tal como nós.
Obrigada por estarem aqui hoje.
Boas práticas!