
Yin Yoga para praticar na Lua Nova
A Lua Nova marca o início de um ciclo a partir do silêncio. É um convite ao recolhimento, à escuta e ao contato com o que ainda está nascendo de forma sutil. Esta é uma sequência suave e introspectiva para aquietar a mente, liberar tensões e criar espaço interno. Ideal para momentos em que você precisa desacelerar, soltar excessos e se reconectar internamente antes de iniciar um novo ciclo. Duração: 36 minutos Cuidados na prática: Evite ou adapte em caso de hérnia de disco, dores intensas na lombar, lesões nos joelhos/tornozelos ou desconforto acentuado nos quadris. Essa é uma prática de caráter geral, respeite seus limites físicos, emocionais e energéticos. Uma ótima prática. Hariḥ Oṁ
Transcrição
Oiê!
Namastê!
Bem-vindo,
Bem-vinda a essa aula de Yin Yoga especial de Lua Nova.
A Lua Nova é conhecida como Amavasya e ela marca o início de um novo ciclo lunar.
É aquele momento entre que o Sol e a Lua se encontram no mesmo grau do Zodíaco e simbolicamente a Lua,
Que representa a mente,
Se aproxima do Sol,
A essência,
E perde a sua capacidade de refletir a luz.
Ela não é visível,
Há escuridão,
Silêncio e há um recolhimento natural da nossa energia.
Diferente da ideia mais comum de ter um recomeço na Lua Nova,
Não é a essência desse momento.
Não é um momento para ações externas,
É um momento de pausa.
A amavácia é vista como uma fase em que a gente se encontra mais sensível,
Mais introspectiva e muitas vezes também com menor clareza,
Já que a energia não está voltada para fora,
Não tem luz,
Não tem brilho,
É por isso que a gente tem essa falta de clareza.
Mas é um momento para que a gente olhe para dentro e organize internamente o que a gente tem dentro para depois a energia voltar a crescer.
Então a nossa mente,
Como eu disse que é regida pela Lua,
Ela tende a ficar mais vulnerável nesse período.
Pode haver mais oscilação emocional,
Maior necessidade de recolhimento e pode,
Em alguns casos,
A gente ter uma sensação de cansaço e falta de direção.
Isso não é um problema,
Na verdade é só a inteligência da natureza que se movimenta em ciclos.
Nem todo momento é para a gente expandir.
Há fases que existem justamente para integrar,
Assimilar e nos preparar para outros momentos.
E vamos aproveitar esse momento,
Essa energia,
Com uma prática bem introspectiva.
Esses dias de lua nova também são maravilhosos para meditação,
Respiração consciente,
Tudo que não exija performance.
Pelo contrário,
Só presença.
Então esse é o convite de hoje,
Uma prática para quietar,
Confiar no invisível,
Nos teus processos internos e confiar também que nem tudo precisa ser resolvido agora.
Então bora silenciar?
Vamos praticar?
Vamos iniciar a nossa prática de hoje na Postura da Seiza.
Sentando sobre o dorso dos pés.
E estendendo as costas,
Levando o topo da cabeça na direção do c��u.
Se você tem sensibilidade nos joelhos,
Coloca um bloquinho embaixo dos isquios.
Quanto mais alto,
Melhor para as tuas articulações.
Você ainda pode,
Se tiver um bolster,
Usar uma almofada,
Um travesseiro.
No meio das pernas,
Colocando os díscos.
Sobre o suporte.
E ali,
Com ou sem bolsa ou com bloco,
Se ajusta para ficar confortável.
Uma mão sobre a outra,
Conecta os seus polegares e relaxa as mãos sobre o copo.
Fecha os olhos um pouquinho.
Faz uma inspiração profunda.
Solta o ar pela boca.
Legendas pela comunidade Amara.
Org Fecha os lábios com solidariedade.
Traz um sorriso pro rosto.
A língua solta dentro da boca.
Os olhos fechados,
Sem nenhuma tensão.
E vamos ficar aqui alguns instantes,
Em silêncio,
Respirando.
Chegando nesse momento.
Trazendo a mente para o corpo e conectando o corpo-mente à respiração.
No agora Legendas pela comunidade Amara.
Org Sua mente se distrai com facilidade,
Não briga com ela.
Só traz ela de volta pra respiração.
Quantas vezes foram necessárias?
A respiração,
A âncora.
É aquilo que te conecta,
Que te enraíza com aqui e agora.
Volte pra ela sempre que se distrair.
Na consciência das tuas mãos.
Se fizer sentido,
Dava-nos unidas frente do coração.
Faz uma intenção para a sua prática de hoje.
Vamos juntas,
Juntos,
Se fizer sentido,
Entoar o mantra.
Inspirar profundo.
Agora vai abrindo os olhos,
Relaxando as mãos.
Vamos tirar o bolster,
O bloco,
O acessório que você usou.
Aproxima de novo os joelhos e coloca a ponta dos pés no solo.
Agora,
Ceisa com o alongamento dos dedos dos pés.
Se você,
Por ventura,
Já quebrou algum dedinho,
É melhor não fazer.
Volta para a variação anterior.
Tenta puxar o dedo mínimo para fora para não ficar esmagado.
Ficou muito intenso,
Já senti não dá,
Não consigo.
Traz um bolso aerobloco embaixo dos seus joelhos.
E pra quem tá tudo bem,
Vai colocando peso ali nos calcanhares,
Talvez até inclinando um pouquinho pra trás.
E relaxe.
Anseie a tua primeira aula de Yin Yoga.
As posturas são mantidas de 90 segundos a 5 minutos,
Depende da intensidade.
São práticas onde a gente tenta se entregar,
Se render,
Relaxar.
Fica evitando ali de ficar contraindo o músculo,
Faz tudo de forma mais solta.
Assim a gente consegue tanto.
.
.
Para chegar ao tecido conjuntivo.
Duas faces,
Tem dois ligamentos,
Assim como trabalhar os meridianos da medicina tradicional chinesa,
Pressionando certos pontos,
Como a acupuntura,
Para liberar o Qi,
A energia estagnada.
Mais 30 segundos ali.
Então,
Tô com o cronômetro aqui.
Não se preocupe com o tempo.
O que você precisa é tentar relaxar.
Se entregar nessa experiência e vou começar a ficar mais quietinha,
Mais em silêncio para que você tenha realmente um momento de interiorização.
Mais uma respiração ali,
Quem tá usando bolsa ou bloco pode tirar.
Traz as mãos aqui na frente.
Pode dar suave batidinhas dos seus pés contra o chão.
Apoie as mãos firmes no solo.
Nós vamos só passar pelo cachorro para baixo,
Desencostando os joelhos.
E agora,
Você vem caminhando,
Trazendo os pés na largura do quadril.
Pendurado,
É a postura que nós chamamos de Uttanasana no Hatha.
Para quem tem hérnia,
Protusão,
Abalamento discal,
Que tem que evitar as flexões de coluna,
Vai colocar um bloquinho embaixo das mãos e vai deixar a coluna mais na horizontal.
Relaxar a cabeça,
Soltar os ombros.
Flexiona um pouco os joelhos.
Para ficar bem confortável.
E quem pode fazer a flexão de coluna,
Tira o bloco,
Dobra para baixo e para frente.
Dorso das mãos.
Na direção do solo.
Pode ir tentando apoiar o abdômen sobre as pernas.
Relaxa bem a cabeça,
O pescoço.
Feche os olhos ali e respira com presença.
Agora com bastante cuidado.
Vai flexionando mais os joelhos.
As palmas das mãos apoiam no chão,
Depois vão passando lá para trás.
Afasta um pouquinho os joelhos para fora para facilitar.
Sentamos com os isquios no chão.
Estende as suas pernas.
Mantenha a perna.
Direita estendida.
E passa a tua perna esquerda por cima da direita,
Levando o dorso do pé no chão.
Para quem tem sensibilidade nos joelhos,
Pode sentar em cima do bloco e se porventura a sua sensibilidade for no direito,
Mantenha ele para frente,
A perna estendida.
Senão,
A gente vai tombar o peso para o lado direito para levar o calcanhar direito próximo do glúteo esquerdo.
E é importante que os dois isquios estejam no solo,
Senão você vai ficar com escoliose.
Não conseguir,
Passo o bloquinho.
Senta no bloco.
Lembra que você vai passar um tempinho aqui respirando.
Essa postura não dá pra mim.
O que eu faço?
Descruza e só cruza as tuas canelas.
E aqui a gente tem o cadarço solto ou a postura do cadarço,
Que conhecemos também como Gomukhasana no Hatha Yoga.
E por que o nome é diferente?
Porque o propósito é diferente.
No Gomukhasana você vai ativar Respirar com um pouco mais de presença,
Aquela respiração vitoriosa.
Os bandas estão ativos,
A energia está trabalhando de uma certa forma no corpo e músculos ativos.
No inha,
A gente vai soltar.
Vai afrouxar a musculatura,
Vai relaxar os bandas.
Se tiver já intenso,
Fico aqui.
Se tiver suave,
Traz as mãos pelas laterais.
E a gente vai deslizando as mãos para os lados,
Dobrando para baixo e para frente.
E vamos permanecer.
Uma postura de recolhimento.
De entrega.
Quero apoiar a cabeça.
Posso trazer o bloquinho aqui na frente.
Feche os olhos.
E tenta se manter ali,
Presente na respiração.
Inspirando,
Exalando.
Se entrega a esse momento.
Agora você vai começar a se preparar para voltar.
Vem caminhando com as mãos.
Então,
Nasços dos braços,
Lá para trás.
Inclina o corpo e descruza,
Estendendo as pernas aqui para frente.
A perna direita estava por baixo.
Agora ela vem por cima,
E aqui a tua primeira variação,
Meio cada arco.
Passo o pé esquerdo.
Para trás na direção do glúteo.
Postura do cadarço.
Com ou sem o bloco,
E aí você vai avaliar a necessidade para estabilizar os ombros e os seus quadris.
Deixar tudo alinhadinho com ou sem o bloco.
Ou ainda cadarço solto.
Que a gente conhece como Sukhasana,
Postura Fácil.
E aí,
Na tua variação.
.
.
A opção de permanecer aqui em cima Como?
Eu já sugeri,
Ou intensificar um pouquinho,
Descendo o tronco,
Podendo ou não usar o bloquinho embaixo da testa.
Respeita os lados,
Às vezes um lado vai mais do que o outro.
Dá para o corpo aquilo que você sente que é bom para ele hoje.
E lembra do propósito,
Silenciar,
Aquietar.
Tentar diminuir o excesso de ruído mental para a clareza,
Os espaços de silêncio retornarem.
Agora a gente começa a se preparar para retornar.
Vem caminhando com as mãos de volta.
E estende as pernas aqui para frente.
Pode dar suave batidinhas das pernas contra o solo.
E vamos para a postura da borboleta reclinada.
Juntou a planta dos pais.
Se você tiver dois blocos ou duas almofadas,
Vai ficar ainda mais gostoso.
E a gente pode colocar aqui embaixo da coxa ou embaixo do joelho.
Pode ser o bloquinho mais baixo,
O bloquinho mais alto.
Quanto mais próximo calcanhares do períleo,
Mais intenso,
Quanto mais afastado,
Mais suave.
Vai caminhando,
Então ajusta essa distância.
E deita com a coluna inteirinha no chão.
Não vale ficar com os teus joelhos tremendo,
As tuas virilhas tremendo.
Por isso,
Suporte.
Então,
Se acomoda.
E tenha certeza que tá bem confortável e que as suas pernas,
Os joelhos,
As virilhas não vão ficar trepidando,
Tremendo.
Posso fazer sem suporte?
Pode,
Com certeza!
Se ficar puxado depois,
Puxa o bloco ou afasta um pouco os calcanhares do perigo.
Mão direita vai no ventre,
Mão esquerda no coração.
Praticadinha,
Menos é mais.
Quanto menos estímulo,
Menos esforço.
Vem nos competição!
Menos cobrança.
Melhor.
Mais entrega,
Mais aceitação.
Mais consciência,
Presença.
Inspirando,
Exala.
Se entregando a esse momento consigo mesma.
E começa devagar a se movimentar,
Aproximando os joelhos,
Trazendo a planta dos pés para o chão.
Se você tem protusão,
Abalamento,
Arna de disco,
Qualquer questão na coluna,
Coloca uma almofada ou um bolster ali do lado direito,
O mesmo bloquinho.
Raízes torcidas,
Que é uma torção.
Reclinada,
Passou a pé na esquerda sobre a direita,
Um joelho grudado no outro.
Perna esquerda tá por cima,
A gente solta as duas pernas cruzadas para o lado direito.
E aqui ó,
Apoiei sobre o bloco.
Vai ficar bem confortável.
Tenta manter o teu ombro esquerdo no chão.
Pode deixar a cervical neutra,
Olhar para o céu,
Para o teto,
Os olhos fechados.
Quanto menos estímulo,
Mais fácil a gente interiorizar.
E os olhos,
Quando abertos,
São as janelas,
Uma das nossas janelas para o mundo.
A gente tem muito estímulo visual.
Se você se sentir bem,
Feche os olhos.
Da pele pra dentro.
Da descontração do músculo.
Da entrega do corpo.
A profundidade da respiração.
E o caminho é interno,
Até o núcleo do ser.
A conexão com o si mesmo.
E agora a gente se prepara pra voltar.
Quem usou bloco ou almofada passa lá para o outro lado.
Cruza sua perna direita sobre a esquerda e vai devagarzinho,
Puxando,
Soltando lá para o lado esquerdo.
Lembra que agora é o ombro direito que fica no chão.
Mais dois minutinhos ali,
Com essa atitude de entrega.
Agora a gente vai se preparando para voltar.
Descruza as pernas.
Vamos para o pentáculo,
Que é uma postura neutra.
Imagina que você é uma estrela do mar.
Afasta os braços e as pernas.
E relaxa mais dois minutinhos ali.
Nada a fazer,
Nenhum lugar pra ir.
É só aproveitar a melhor companhia de todas,
A sua própria companhia.
Para voltar,
Flexiona os joelhos.
Trazendo a planta dos pais no chão.
Deita de lado em posição fetal.
E empurra as mãos contra o solo.
Trazendo o teu corpo de volta à postura sentada.
Se você tiver um tempo.
.
.
Para fazer uma meditação,
Esse é o momento.
Você pode.
.
.
A partir de agora,
Desligar essa aula e continuar em silêncio.
Se recolher ainda.
E a gente vai terminando por aqui.
Se você sentiu resistência,
Dificuldade de ficar parada.
.
.
Tá tudo bem,
É super normal.
O yin e yoga é uma prática que quebra um pouco alguns padrões.
Fomos criadas para sermos produtivas,
Para performarmos,
Para fazermos mais e mais e o impede o contrário.
Sem performance.
.
.
Menos estímulos,
Menos excessos,
Não tem nem ativação muscular.
Então tá tudo bem na tua primeira experiência.
Tudo é válido e,
No fim,
Tudo são experiências.
A gente não precisa gostar nem odiar.
Mas caso você tenha sentido que te fez bem essa pausa,
Esse sentimento,
Movimentos calmos,
Silenciosos.
Você pode repetir essa prática,
Mas sempre em dias alternados.
Porque nós acabamos de estimular um meridiano.
Um par de meridianos segundo a medicina tradicional chinesa e agora essa energia precisa se reorganizar para que seja estimulada desse mesmo jeito novamente.
Então é isso,
Se você tiver alguma curiosidade sobre a prática de yin,
Porque é tão diferente das outras,
Eu fico à sua disposição.
Mãos unidas,
Frente do coração.
Se fizer sentido o mantra da paz.
Inspira.
Shanti,
Shanti,
Shanti.
Obrigada.
Namastê.
Conheça seu professor
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