Agora vou fazer-lhe companhia para que esteja uns minutos consigo.
Aqui e agora.
Treinando reunir a mente usando o movimento das mãos como âncora.
Esta prática pode ser particularmente útil quando a respiração não é um objeto fácil de acompanhar.
E,
Nesses momentos,
Pode ajudar a usar um objeto mais sólido.
Aqui,
O objeto à atenção será o movimento das mãos.
Esta prática é feita na posição sentada.
Talvez começando por encontrar uma posição que permita vitalidade e também descontração.
Sentindo a coluna alongar suavemente.
Descontraindo o rosto.
Talvez permitindo um leve ar de sorriso.
Colocando agora cada mão em cima de uma perna.
Com as palmas das mãos viradas para baixo.
Deixando as mãos repousar naturalmente.
E antes de mover as mãos,
Talvez começando por reconhecer a posição em que elas estão agora.
Notando simplesmente que as mãos estão posadas.
Explorando as sensações de contato.
Talvez sentindo o peso das mãos.
Notando as diferenças de temperatura.
As zonas onde as mãos tocam nas pernas e as zonas onde estão em contacto com o ar.
Explorando também as sensações internas nas mãos.
Ou talvez a ausência de sensações.
Pode surgir um pulsar,
Um formigueiro ou sensações muito subtis.
Quão intensamente consegue sentir as suas mãos por dentro deste momento?
Sentindo o dorso das mãos.
O volume das palmas,
Dos dedos,
Dos polgares.
Talvez notando também o espaço entre os dedos.
Pequenas vibrações ou apenas uma sensação geral de presença nas mãos.
Ou não sentindo nada.
Isto também está bem.
Agora vamos trazer a atenção para um movimento simples.
Nesta prática movemos sempre uma mão de cada vez.
Começando pela direita.
E a sequência é a seguinte.
Virando a palma para cima.
O ventando.
Virando a palma para baixo,
Descendo e posando na perna.
Então,
Começando.
.
.
Virando lentamente a palma da mão direita para cima.
Levantando a mão,
Talvez cerca de 10 cm,
Mais ou menos a altura de uma chávena pequena.
Movendo lentamente a mão.
Como se estivesse a observar um movimento em câmara lenta.
Virando novamente a mão para baixo.
Descendo lentamente.
E pousando novamente na perna.
Agora experimentando o mesmo movimento com a mão esquerda.
Talvez acompanhando mentalmente cada fase do movimento com uma palavra.
Virando.
.
.
Levantando.
Virando.
Descendo.
Por zen.
Observando o movimento enquanto acontece.
Virando.
.
.
Levantando.
.
.
Virendo Descendo.
Posendo.
Sempre uma mão de cada vez.
Alternar.
Talvez notando como as sensações mudam ao longo do movimento.
Os músculos a moverem-se.
Mudança de peso,
O ar a tocar na pele.
E especialmente o momento em que a mão toca novamente na perna.
Continuando a ser o ritmo.
Movimento após movimento.
Observando cada parte do movimento.
Este observar aqui é uma consciência sentida.
E se notar que a mente está mais estável.
Talvez permitindo que o movimento fique ainda um pouco mais lento.
E,
Claro,
Quando a mente se distrair,
O treino continua o mesmo.
Reconhecendo,
Sussurrando mentalmente uma palavra como pensamento.
Talvez com um leve ar de sorriso.
E regressando ao movimento da mão que está a acontecer nesse momento.
Ficando agora uns momentos apenas com o movimento das mãos.
E agora deixando as mãos repousar suavemente nas pernas.
Sentindo aqui é tudo.
O peso das mãos.
A temperatura.
O contato.
Talvez levante consigo esta capacidade de acompanhar o movimento com atenção.
Também para o resto do dia.
Ao abrir uma porta.
Apagar um copo.
Opusar o telemóvel.
Ao colocar as chaves na mesa.
E preparando para terminar,
Deixo o convite a reconhecer que no meio de tudo.
.
.
Reservam uns minutos para estar com si.
Talvez possa agradecer-se por isso com um leve ar de sorriso.
Obrigada por praticar comigo.
Até a próxima.