Bem-vindos a esta conversa sereni-médite.
Aqui poderão encontrar um espaço para reflexão ativa.
Numa variação da meditação formal,
Que faz parte dos nossos hábitos de autocuidado e bem-estar.
Acredito que estes momentos de reflexão são igualmente importantes no seu potencial catalisador de transformação em nós.
Ao escutar outras pessoas a conversar,
A trocar pontos de vista.
Pessoas perto e longe de mim,
Parecidas e diferentes.
Maravilham-me sempre perante o tanto que partilhamos?
E o imenso que distanciamos uns e outros.
As experiências podem ser transversais mas o sentir e o interpretar é sempre tão único.
Estas conversas têm o sonho de trazer exatamente isso,
Uma aproximação da nossa humanidade partilhada.
Neste episódio inaugural,
Aqui na Inside Timer,
Senti-me impelida a partilhar o enxerto de um livro que trago comigo desde o dia em que o terminei.
A obra Quando o Amor é para Sempre,
De Catarina Rodrigues.
Relata-nos a história de uma neta e de uma avó nestes dias que correm.
Uma história original,
Recheada de momentos em que nos podemos rever,
Outros tantos que nos fazem questionar e refletir,
Levados pela mão de personagens autênticas,
Num contexto de vida,
De relações e da sociedade tão atual e preguente para todos nós.
Ao longo do livro fui encontrando várias passagens,
Mas esta lançou o mote para esta conversa.
E para muito do que me tem movido ultimamente.
Na página 233 podemos ler Nós não temos nada.
Não somos donos de nada,
Na verdade.
Nem de nós.
Estamos sempre a um passo da loucura.
O que nos salva é o medo.
O medo de ficarmos monstruosos.
É mais fácil acreditar no mal do que no bem.
O mal é muito real.
É o meu pai,
Velho.
Objetivo.
O bem não.
O bem manifesta-se no silêncio,
No invisível.
Tem uma passagem sutil.
Nem sempre o percebemos,
Nem sempre o encontramos.
Mas ele é forte,
Bem mais forte do que o mal.
E assim,
Hoje esta curta conversa pretende ser apenas um ponto de partida.
Para que o bem deixe de ser tão sutil.
Para que nos comecemos a manifestar mais visualmente pelo bem.
Que seja o mote para nos instigar a olhar para a nossa vida.
E perceber onde é que podemos exprimir mais o bem que queremos para os outros.
Em que espaços,
Em que momentos,
Com que pessoas é que nós queremos partilhar mais ou bem?
E sermos mais vocais.
Para que seja mais fácil nós o percebermos,
Nós encontrarmos este bem.
E todos sabemos que existe,
Que nos é inerente.
E que está sempre aqui.
Então que ele deixe de ser tão sutil e que possa ser mais ativo.
Que possa ser mais perceptível.
E que nós próprios sejamos o veículo para isso.
Que ao longo dos nossos próximos dias,
Desta época em que estamos a viver,
Sejamos nós o estandarte desta bandeira do bem.
E que este pequeno excerto vos inspira não só a ler a obra,
Mas a partilhar o bem.
A espalhar o bem onde puderem.
E também refletirem-se bem para vocês mesmos,
Vocês mesmas.
Que não nos esqueçamos de devotar este bem também para nós.
Nós também merecemos todo o bem que vertemos nas outras pessoas.
Portanto,
Aqui fica o mote.
Onde é que nós podemos ser a bandeira do bem na nossa vida?
Obrigada por me escutarem hoje e espero sinceramente que o bem se revele claramente para todos nós.
Boas práticas.