Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sophia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade,
Para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.
Namastê e bem-vindos a mais um episódio do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis e hoje o tema vai ser a diferença entre processar emoções e pensar mais ou analisar e ficar na ruminação.
Um dos processos leva-nos a encontrar soluções para os nossos problemas e o outro mantém-nos preso a um ciclo de um loop mental negativo.
Portanto,
Eu sou a Sophia Loureiro,
Sou terapeuta natural especializada em pessoas altamente sensíveis e guio as pessoas altamente sensíveis a encontrar o seu potencial máximo e o seu equilíbrio,
O equilíbrio do sistema nervoso que é muito importante para as pessoas altamente sensíveis.
E faço isto através de ferramentas de saúde natural e de mindfulness e de psicologia positiva.
Portanto,
O assunto de hoje é um assunto que é muito importante e interessante para as pessoas altamente sensíveis já que,
Precisamente,
A característica do traço de alta sensibilidade é processarmos todas as informações de uma forma profunda e isto inclui os estímulos externos,
Podem ser estímulos sociais,
Estímulos ambientais,
Estímulos sensoriais,
Mas também os nossos estímulos internos,
O que inclui,
Por exemplo,
As nossas emoções,
Os nossos pensamentos,
A fome,
A temperatura corporal,
Portanto,
Tudo isso,
O que implica que realmente nós já temos uma tendência,
Devido ao traço,
De entrar em mecanismos de pensar demais por vezes,
Analisar demais as coisas,
Ficarmos presos a lupos mentais e ruminar.
A ruminação são aqueles pensamentos repetitivos que,
Normalmente,
Não nos ajudam a encontrar uma solução para os nossos problemas e aí,
Então,
Que é a diferença entre o processar as emoções e os pensamentos e apenas ficar na parte da análise e do ruminar.
Portanto,
Nós,
Normalmente,
Quando pensamos demais,
O que é que nós estamos a fazer?
Nós estamos a fazer o juízo de valores sobre aquilo que sentimos,
Autocriticamos-nos,
Ficamos presos em pensamentos repetitivos,
Questionamos-nos de uma forma pouco produtiva que não nos permite chegar a uma solução.
Enquanto que,
Normalmente,
Quando nós processamos as nossas emoções,
O mecanismo,
A dinâmica é muito diferente.
O que acontece é que,
Quando nós processamos as nossas emoções,
Quando nós processamos os nossos pensamentos,
Nós falamos curiosidade à emoção que estamos a sentir.
Ou seja,
Tentamos fazer sentido ao que eu estou a sentir.
Perguntamos-nos como é que nós podemos honrar ou nutrir esta emoção,
Ou cuidar melhor de nós.
Portanto,
Processar emoções,
Normalmente,
Envolve não querer mudar o que está a acontecer naquela altura,
A experiência que está a acontecer,
Mas envolve uma aceitação,
Uma compaixão,
Um querer ver,
Validar aquela parte de nós.
Portanto,
É falar conosco como se estivéssemos a falar com um amigo,
Porque,
Normalmente,
As pessoas altamente sensíveis conseguem ser mais compassivas com as outras pessoas do que com elas próprias.
Portanto,
Trata-se de,
Realmente,
Começarmos a ter auto-compaixão.
Então,
No processamento de emoções,
Nós levamos a curiosidade ao que está a acontecer,
Ao que estamos a sentir,
Levamos a auto-compaixão,
Levamos a aceitação e levamos a observação das sensações no corpo do que está a acontecer.
Enquanto que,
Quando nós estamos a ruminar e estamos a analisar os nossos pensamentos,
O que,
Por vezes,
Até pode nos levar a processos de ansiedade e de pressão,
O que acontece é que,
Normalmente,
Entramos em juízo de valores dos outros e até de nós próprios,
Ou seja,
O que é que nós estamos a pensar,
O que é que nós estamos a sentir,
Leva-nos uma auto-crítica,
A escapar,
Por vezes,
Até do nosso corpo.
Portanto,
Quando nós estamos a ruminar,
Não estamos a levar a atenção para o nosso corpo e o que estamos a sentir no momento,
Mas acabamos por perder-nos,
Muitas vezes,
No mundo mental e as perguntas,
Normalmente,
Quando estamos a ruminar,
Andam à volta do que é que está errado comigo,
Porquê é que isto me acontece,
Porquê é que eu não consigo superar,
Ou seja,
Muitas vezes,
Quando nós estamos a ruminar,
Entramos até dentro do vício emocional de vítima,
Que é um dos vícios emocionais mais alargados,
Mais amplos,
É precisamente a vitimização.
Quando nós estamos a processar as emoções e os nossos pensamentos e os nossos sentimentos,
Então nós perguntamos,
Por exemplo,
Como é que eu posso cuidar melhor de mim,
Como é que eu posso nutrir esta parte de mim que está a sentir esta emoção,
Ou o que é que esta parte de mim precisa.
E levamos a curiosidade e a atenção às sensações no corpo,
Em vez de nos perdermos num processo virtual de pensamentos repetitivos negativos.
Ora,
Qual é que é,
Então,
A diferença dos resultados?
É que,
Normalmente,
Na ruminação,
Precisamente,
Nós vamos ficar presos ao problema,
Se é um problema que nós estamos a pensar,
Por exemplo,
Ou a sentir,
E não vamos encontrar uma solução.
E os pensamentos vão-se repetir e vamos ficar presos a esse loop,
À rodinha do hamster,
Enquanto que,
Se nós processarmos as emoções,
Nós vamos aprender a crescer com elas,
Vamos também começar a exercitar e a desenvolver a nossa autocompaixão,
A nossa observação,
Levar a curiosidade ao momento,
Por exemplo.
Portanto,
Tem tudo a ver o processar emoções,
Tem tudo a ver com o mindfulness,
Tem tudo a ver com levar a atenção plena ao que eu estou a sentir,
Neste momento,
À minha experiência,
Sem fazer juízo de valores.
E aí é quando pode emergir,
Então,
Todos esses processos de encontrar soluções para o nosso problema.
Portanto,
Uma coisa é ruminar sobre um problema e outra coisa é termos a capacidade de processar as nossas emoções.
Eu espero que isto tenha sido de ajuda.
Muito obrigada pela tua presença,
Um grande namastê e até ao próximo episódio de Um Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.