Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sophia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade,
Para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.
Namastê e bem-vindo a mais um episódio do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
O tema deste episódio é Invalidação Emocional.
O que é Invalidação Emocional?
Qual é o impacto que ela tem no nosso dia-a-dia,
Quer nos nossos comportamentos,
Quer na nossa saúde mental e até na nossa saúde física?
O que é que nós podemos fazer em relação à Invalidação Emocional?
Portanto,
Este é o tema do episódio de hoje.
Eu sou a Sophia Loureiro,
Sou a terapeuta natural especializada em pessoas altamente sensíveis e guio as pessoas altamente sensíveis a equilibrar o seu sistema nervoso e a empoderarem-se no seu dia-a-dia para poder superar os seus desafios.
Portanto,
Hoje o tema é Invalidação Emocional.
A Invalidação Emocional é a negação,
A minimização ou a rejeição dos nossos pensamentos,
Emoções ou sentimentos,
Enquanto que a validação é precisamente o oposto.
É a aceitação dos nossos sentimentos,
Das nossas emoções e dos nossos pensamentos.
Portanto,
A Invalidação Emocional em si é algo que por vezes começa já na nossa infância.
Portanto,
Os nossos pais têm os próprios padrões de parentalidade que foram-se passando ao longo de gerações e,
Sem querer,
Acabam por nos invalidar emocionalmente diversas vezes.
Eu já vou falar de exemplos de Invalidação Emocional,
Mas o problema é que nós depois habituamos-nos a isso,
Não é?
Então habituamos-nos a não colocar as nossas emoções e os nossos sentimentos como prioridade ou até achar que eles nem sequer têm lugar neste mundo,
Não é?
Portanto,
O que é que acontece de seguida quando nós somos invalidados emocionalmente,
Quer que nos façamos a nós mesmos ou os outros nos invalidem,
O que advém disso é normalmente um sentimento de frustração,
Um sentimento de incompreensão e um sentimento de ressentimento.
Portanto,
Não é por acaso que realmente quando uma pessoa entra em grupos ou fóruns de pessoas altamente sensíveis,
Um dos comentários que nós vamos ver repetido várias vezes é que se sentem incompreendidas pelo mundo e esta incompreensão vem precisamente muitas vezes da Invalidação Emocional que há dos sentimentos,
Do modo como uma pessoa altamente sensível,
Ou seja,
Uma pessoa que se identifica com traços de alta sensibilidade,
Experiencia um mundo que é sempre de um modo muito intenso devido ao processamento profundo das informações a nível do sistema nervoso.
O impacto disso é não só esse sentimento de incompreensão como a Invalidação Emocional pode até estar na raiz de certos casos ou de ansiedade ou de depressão ou de uma autoestima ou autoconfiança frágil,
Não é?
É por acaso que neste momento a Invalidação Crónica,
Portanto de forma crónica,
É considerada um abuso emocional.
Eu vou partilhar um pouco do que foi a minha própria jornada,
Portanto eu identifico-me com o traço de alta sensibilidade,
Mas também com o traço buscador de altas sensações.
Ou seja,
Uma pessoa que procura sempre novidade na sua vida e não gosta de rotina e se aborrece com facilidade e tudo isto,
O que fez com que realmente eu na minha infância fosse muito irreguieta.
Era ainda mais irreguieta com o meu irmão mais velho e isso fez com que muitas vezes a minha mãe dissesse que muitas vezes quando nós discutíamos eu é que era a culpada.
Portanto,
Também se eu às vezes ficasse aleijada,
Porque na verdade o meu irmão sendo rapaz e sendo mais velho tinha mais força do que eu e eu ia chorar para a minha mãe,
Novamente ela dizia tu é que começas-te.
Portanto,
Isto foi uma mensagem que eu olhando para trás claro que entendo no fundo que foi os padrões de parentalidade que ela própria tinha sido sujeita durante a sua infância.
A verdade é que essa mensagem teve um impacto profundo na minha vida e o impacto foi que normalmente eu era a culpada de tudo e que as minhas emoções não importavam.
E isto claro que acaba por se impregnar,
Integrar em nós um nível inconsciente.
Então como é que isso depois se pode refletir em nós em idade adulta?
Isto na verdade teve um impacto direto,
Quer a nível relacional,
Quer a nível laboral na minha vida.
Portanto,
Na minha vida,
Por exemplo,
Eu fui vítima de bullying várias vezes a nível do trabalho,
Já em idade adulta e eu nunca me defendia porque achava que no fundo as minhas emoções não tinham prioridade,
Porque normalmente eu era a culpada das coisas,
E até podia parecer mal eu estar a responder aos outros ou o que é que os outros iriam pensar.
E a nível pessoal também aguentei relações tóxicas,
Não só por parte de companheiros como por parte de amigos,
Também por achar que os meus sentimentos não contavam.
E engolia muitas vezes,
Certas vezes,
O humor sarcástico,
Ou seja,
O que for,
Mesmo que isso se magoasse.
O que acontecia a seguir,
É o que acontece a muitas pessoas altamente sensíveis,
É que realmente entramos,
Nos dias a seguir,
Estas situações nos acontecerem em uma ruminação completa,
Ou seja,
Pensamentos colantes em que a nossa mente a única coisa que faz é repetir e repetir aquele acontecimento em que nós pensamos o que é que nós devíamos ter dito,
O que é que nós não dissemos,
Como é que esta pessoa foi capaz de nos esmagoar,
Mas na verdade nós é que também temos a dificuldade sequer em reconhecer as nossas emoções e validá-las,
E depois em estabelecer limites saudáveis,
Que isto é um grande desafio também para as pessoas altamente sensíveis.
No entanto,
O que aconteceu,
Realmente,
É que após descobrir que me identificava com o traço da alta sensibilidade,
Portanto fui desenvolvendo e implementando na minha vida uma série de estratégias,
Quer de saúde natural,
Quer por exemplo de mindfulness,
De atenção plena,
Que realmente me impulsionaram bastante na consciência das minhas emoções.
E isto é muito importante,
Nós aprendermos a reconhecer as nossas emoções,
Porque antes de poder validá-las é preciso que nós as consigamos reconhecer,
E realmente todas estas estratégias ajudaram-me bastante,
Tanto também no campo da autocompaixão,
Da autoestima,
Da autoconfiança.
Então,
O que é que aconteceu recentemente na minha vida é que por acaso num encontro social aconteceu eu sentir-me muito surpresa e magoada com a atitude de certos elementos que lá estavam.
E depois,
Ao partilhar isto mais tarde com um amigo que estava presente nesse encontro social,
A verdade é que eu fui totalmente invalidada.
Portanto,
Eram coisas que estavam na minha cabeça,
Eu estava a ver coisas que não tinham acontecido,
As outras pessoas não estavam a sentir assim como eu estava a implicar que elas também estavam a sentir,
E realmente novamente nessa altura vieram ao de cima os típicos sentimentos de frustração,
De humilhação,
De vergonha das emoções que eu tinha sentido,
Afinal eu não estava certa e tudo isto,
Mas o que aconteceu é que graças às práticas que eu tenho implementadas de mindfulness,
Eu soube reconhecer e responder com bondade ao meu estado emocional,
Portanto impedindo-me de entrar num grande loop ou por exemplo num episódio de depressão,
Por sentir vergonha dos meus sentimentos.
Deu-se por acaso que uma semana mais tarde eu encontrei outras pessoas que estiveram nesse encontro social e quando realmente eu acabei por referir e expor a minha vulnerabilidade,
Ou seja,
A vulnerabilidade de nós aceitarmos a nossa vulnerabilidade é aceitarmos o modo como nós sentimos,
Portanto quando eu expus o modo como tinha sentido essas outras pessoas que tinham estado nesse encontro social,
Não só validaram,
Portanto aceitaram as minhas emoções como concordaram com o modo como eu me tinha sentido,
Porque elas também tinham visto as mesmas coisas que eu e senti as mesmas coisas que eu.
Então nesse instante,
Mais uma vez,
Algo dentro de mim gritou,
Sofia,
Tu não podes duvidar dos teus sentimentos,
Tens direito a sentir,
Portanto eu tinha direito a sentir o que eu senti durante esse encontro social,
Quer isso fosse errado ou não,
Quer eu tivesse a ver coisas que talvez não tivessem lá,
Eu tinha o direito de sentir para depois então dar a resposta a essa experiência emocional.
Daí a importância da validação,
Ou seja,
De aceitar os nossos sentimentos,
Os nossos pensamentos e as nossas emoções para depois poder até trabalhar sobre elas.
Portanto,
O que é que nós podemos fazer em relação à invalidação emocional e como é que nós podemos desenvolver uma relação mais saudável,
Quer connosco,
Quer que os outros?
Portanto,
Eu agora de seguida vou dar três dicas importantes que te vão ajudar nesta jornada de validação emocional.
Portanto,
A primeira coisa em relação ao tema é que realmente o mais importante é que nós nos temos que validar perante nós mesmos,
Portanto a pessoa mais importante pela qual nós temos que validar,
Ou seja,
Aceitar os nossos pensamentos,
Os nossos sentimentos e as nossas emoções é perante nós mesmos.
Portanto,
A jornada de alta sensibilidade inclui nós nos entendermos e cuidarmos de nós.
Isto é muito importante porque até aprender a reconhecermos e aceitar as nossas emoções é muito difícil que os outros vão reconhecer as nossas emoções ou aceitar as nossas emoções,
Se nós mesmos não o fazemos.
Então,
O que acontece é que muitas pessoas altamente sensíveis têm um baixo grau de autocompaixão,
O que as leva precisamente a rejeitar o seu modo de sentir,
Ou seja,
É a invalidação,
É a não-validação das nossas emoções,
Dos nossos sentimentos,
Dos nossos pensamentos.
Mas a verdade é que as nossas emoções não só são válidas como são uma chamada de atenção.
Por exemplo,
Quando nós sentimos raiva,
Quando nós sentimos medo,
Estas emoções são normalmente emoções que nos levam a atuar de modo a nos sentirmos mais seguros,
Ou seja,
Tomarmos conta de nós.
Portanto,
Quando nós temos estas emoções a aflorarem,
É uma chamada de atenção para lhes darmos a resposta justa,
Para impormos limites saudáveis,
Para começar a implementar práticas de autocuidado para connosco,
Para não entrar em stress,
Seja o que for.
Portanto,
Aprender a relacionar com as nossas emoções e identificá-las é a coisa mais importante em relação a este tema de validação emocional.
E uma das práticas que eu considero ótimas para isto,
Eu já partilhei num episódio chamado a meditação que todas as pessoas altamente sensíveis devem conhecer,
Portanto depois pode ir ver esse episódio,
Que é a prática de meditação,
Ou de mindfulness,
Chamada RAIN.
Reconhecer,
Aceitar,
Investigar e nutrir as emoções em nós.
RAIN.
Portanto,
Valida-te emocionalmente.
Esta é uma grande dica para iniciares então a tua jornada de validar emocionalmente se pensas que tens dificuldade neste tema.
Portanto,
O outro aspecto,
Portanto a dica número 1 era valida-te emocionalmente,
Tu és a pessoa mais importante para a qual tens que validar e aceitar as tuas emoções,
Pensamentos e sentimentos.
E a segunda dica é nós nos apercebemos como é que soa a validação e como é que soa a invalidação.
Portanto,
Em termos de algo,
Como é que isso realmente acontece.
O que é que nós nos dizemos a nós mesmos,
Ou nos dizem a nós,
Ou nós dizemos aos outros que soa a invalidação emocional,
Ou seja,
Não estar a minimizar,
Ou a rejeitar,
Ou a ignorar os nossos sentimentos ou os das outras pessoas.
Portanto,
Vou dar aqui umas dicas de o que é que soa a invalidação versus a validação.
Por exemplo,
Dizer-nos a nós,
Ou aos outros,
Ou dizerem-nos a nós,
Podia ter sido pior,
Em vez de,
Lamento que isso tenha acontecido.
Invalidação,
És muito sensível,
Em vez de validação,
Isso parece ser difícil.
Invalidação,
Levas sempre tudo a peito.
Validação,
Desculpa não ter reparado o quanto isso te está a afetar.
Quero entender melhor como te sentes.
Invalidação,
Porquê é que estás tão zangado?
Validação,
Os teus sentimentos importam.
Invalidação,
Não vejo qual o problema.
Validação,
Isso deve ser doloroso de sentir.
Invalidação,
Não te quero ouvir falar sobre isso.
Validação,
Queres falar sobre isso?
Portanto,
Estes são apenas exemplos de nós vermos como,
Às vezes,
Nós próprios não tomamos em conta as nossas emoções,
Porque muitas vezes isto,
Não vejo qual é que é o problema,
Podia ter sido pior,
Leves sempre tudo a peito,
É um diálogo que nós podemos ter connosco próprios,
Não é?
Portanto,
Nós podemos nos estar a invalidar emocionalmente.
Ou,
Outras pessoas podem nos estar a fazer a nós.
Ou,
Nós podemos estar a fazer aos outros.
Outras formas de invalidação.
Invalidação,
Por exemplo,
Não verbal,
Ou seja,
Que não é feita por palavras.
Isso pode acontecer quando uma pessoa está a expor a sua vulnerabilidade e sentimentos e a outro o que é que faz?
Por exemplo,
Rolar os olhos para cima.
Isto é típico de invalidação emocional.
O que é que estás para aqui a dizer?
Estás a exagerar,
Não é?
Portanto,
Isto é não verbal,
Mas a atitude é uma atitude de não-validação.
Por exemplo,
Sair da sala quando uma pessoa está a falar.
Ou,
Por exemplo,
Estar a ver o telemóvel,
Ou jogar um jogo,
Ou ver televisão,
Ou atender uma chamada,
Ou não fazer contacto visual.
Todas estas são formas de nos invalidarem ou nós invalidarmos a outra pessoa quando ela está a expor os seus sentimentos,
Os seus pensamentos,
As suas emoções.
Ok.
Outra forma de invalidar uma pessoa é,
Por exemplo,
Após ela expor os seus pensamentos,
Emoções e sentimentos,
Nós saltarmos imediatamente para conselhos como elas podem melhorar.
E em vez de nos darmos tempo de sentir realmente o que é que a outra pessoa poderá estar a passar.
E isto vem,
Na verdade,
De um impulso,
De um impulso de empatia,
De nós queremos ajudar.
E isto aqui realmente é uma coisa que eu tenho treinado bastante,
É de escutar a outra pessoa quando ela está a desabafar ou a ventilar,
Seja o que for sobre as suas emoções,
Em vez de a parte,
Digamos,
Que é mais terapeuta de mim querer imediatamente ajudar com uma série de estratégias e de recursos e tudo isto,
Quando muitas vezes a outra pessoa apenas quer ser escutada,
Apenas quer ser validada,
Apenas quer que aceitem o seu modo de se sentir,
Não é?
Portanto,
Esta aqui eu tenho que treinar muito a minha parte mindfulness,
Que às vezes sinto uma agitação dentro de mim quando alguém está a desabafar,
Um amigo está a ventilar,
Uma agitação dentro de mim para saltar imediatamente para estratégias,
Não é?
Que essa pessoa pode implementar.
Mas às vezes nós queremos apenas ser escutados e validados.
Portanto,
Em conclusão,
O primeiro passo para nós validarmos outra pessoa é escutar com o coração o que ela está a dizer.
É aceitarmos as suas emoções e sentimentos sem querer entrar imediatamente na defensiva ou fazer juízo de valores ou achar que ela nos está a atacar quando ela apenas está a expor os seus sentimentos.
No caso de nós mesmos,
O primeiro passo para a validação emocional é aceitar com bondade todas as partes de nós que sentem medo,
Que sentem raiva,
Que não gostam de nós.
Portanto,
Aceitar todas essas partes de nós e não entrar automaticamente em autocrítica.
Portanto,
O primeiro aspecto a ter em conta é que o importante é nós nos validarmos a nós mesmos,
Depois entender como é que realmente soa a invalidação versus a validação emocional e o terceiro,
Então,
É chamar a atenção.
Portanto,
Embora o importante seja que nós nos validemos a nós mesmos,
Como é evidente,
Em relações que nos são próximas,
Nós queremos que essas relações sejam saudáveis,
Não é?
Ou seja,
Nas relações com as pessoas que gostam de nós,
É claro que é importante que a outra pessoa saiba como é que nós nos sentimos,
Não é?
Portanto,
É natural que se uma pessoa que nos é próxima,
Nós sentimos que uma pessoa que nos é próxima nos está a invalidar emocionalmente,
Ou seja,
A ignorar,
A minimizar,
A rejeitar o modo como nós nos sentimos e nós consideramos que a opinião dessa pessoa é importante e que vale a pena investir o nosso tempo e energia em que ela nos entenda.
Então,
Da próxima vez que nós nos sentimos invalidados,
Nós temos de chamar a atenção.
E isto recorrendo ao quê?
À comunicação não violenta.
Novamente,
Já existe um episódio no Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis sobre comunicação não violenta,
Que eu aconselho a ir ver,
Mas a fórmula é algo como eu sinto-me,
E nós dizermos o modo como nos sentimos,
Sinto-me triste,
Sinto-me deprimida,
Sinto-me com raiva,
Seja o que for.
Portanto,
Eu sinto-me,
Dizer o nosso sentimento.
Quando tu fazes e fazemos uma observação neutra do evento,
Por exemplo,
Eu sinto-me triste quando eu falo contigo e estás a olhar para o telemóvel.
Portanto,
É uma observação neutra,
Não é?
Não me ligas nenhuma,
Ok?
Portanto,
Eu sinto-me,
Depois,
Quando tu,
Observação neutra do evento,
Porque isso não preenche a minha necessidade de.
.
.
Ou seja,
Vamos ver qual é a necessidade que está debaixo desse sentimento,
Não é?
Porque isso não preenche a minha necessidade,
Por exemplo,
De ser reconhecido ou de atenção,
Ou seja,
O que for.
E depois temos que ir com o pedido.
Podias,
Por favor,
Considerar para a próxima vez,
Quando eu estiver a falar contigo,
Não olhar ao mesmo tempo para o telemóvel.
Portanto,
Eu sinto-me quando tu,
Porque isso não preenche a minha necessidade de.
.
.
E depois fazer o nosso pedido.
Isto é uma forma de comunicação violenta,
De expor as nossas emoções de forma não violenta.
Portanto,
Chamar a atenção quando alguém que nos é próximo e que nos interessa nos está a invalidar,
De forma crónica,
Emocionalmente.
Ou seja,
Está sempre a invalidar,
Se for uma vez por outra.
Portanto,
Penso que também não é preciso entrar imediatamente ali num diálogo,
Mas se realmente nós reparamos que somos invalidados cronicamente por uma pessoa que nos interessa,
Convém chamar a atenção.
Agora,
De notar que nós nos validarmos ou alguém nos validar,
Não é?
Quer dizer que,
Portanto,
Quando nós validamos alguém,
Ou quando alguém nos está a validar,
Quer dizer que ela aceita e reconhece os nossos sentimentos.
No entanto,
Não é obrigatório que essa pessoa vá pensar ou sentir da mesma forma que nós.
Assim como quando nós validamos as emoções dos outros,
Não quer dizer que nós vamos pensar da mesma maneira.
Portanto,
A validação é a aceitação que a outra pessoa está a sentir.
Depois tentar entender,
Num diálogo,
O que é que se pode fazer em relação a essa emoção.
Ora,
O que acontece é se depois de nós pormos os nossos sentimentos de forma não violenta,
De falar várias vezes como nos sentimos invalidados cronicamente por essa pessoa,
E ainda assim ela não se interessa pelo que nós temos para dizer,
Não faz o esforço para nos entender,
Então chegou a altura de nós perguntarmos quais são as nossas necessidades nessa relação.
Ou numa relação em geral.
E depois termos a coragem de tomar uma decisão alinhada com essas nossas necessidades.
Ou seja,
Uma decisão alinhada com a forma como nós queremos e merecemos ser tratados numa relação próxima.
Portanto,
As três grandes dicas.
O mais importante é nós aprendermos a ter a consciência das nossas emoções,
Aceitar as nossas emoções,
Aprendermos a dar resposta.
Já dei vários recursos em relação a isso,
Até em relação a outros episódios.
Depois aprendermos a como é que soa a invalidação versus a validação.
Para nos treinarmos a nós mesmos e também ver como nos tratam nós ou nós tratamos os outros.
E depois se nos invalidam cronicamente numa relação próxima.
Portanto,
Realmente chamar a atenção.
E termino este episódio com uma citação do Steve Jobs.
Não deixes o barulho da opinião dos outros abafar a tua voz interior.
Tenha coragem de seguir o teu coração e a tua intuição.
Portanto,
Muito obrigada pela tua atenção plena e coração presente.
E até ao próximo episódio do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Grande Namastê.
Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sofia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento,
Da jornada de conhecimento deste traço de personalidade,
Para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.