Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sophia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade,
Para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.
Namastê e bem-vindos a mais um episódio do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Hoje vamos ter de novo a rubrica dos contos de cristal,
Cujo objectivo é partilhar textos motivacionais,
Textos de mindfulness e depois a seguir fazermos uma pequena reflexão.
Assim,
Os contos de cristal,
Na verdade temos duas grandes ferramentas aqui que vamos usar durante a rubrica dos contos de cristal.
Por um lado temos a biblioterapia,
A biblioterapia é algo tão simples como o uso de textos para fins terapêuticos,
Pode ser por exemplo quando um terapeuta vai recomendar um livro para uma pessoa ler depois de uma sessão,
Isto é uma coisa que eu por exemplo costumo fazer nas consultas das pessoas altamente sensíveis como recursos,
Existem muitos recursos muito interessantes de livros que uma pessoa pode ler,
Textos e tudo isto,
Que nos ajudam bastante a sair daqueles padrões de pensamento que temos mais solidificados.
Portanto,
Nos contos de cristal vamos utilizar tanto a biblioterapia,
Ou seja o uso de textos para fins terapêuticos,
Como depois uma pequena reflexão mindfulness sobre esses textos que partilho,
De modo a vocês fazerem a ponte para a vossa própria vida,
Para os vossos próprios desafios,
Para os vossos próprios padrões mentais ou emocionais que vocês pretendem melhorar,
Portanto toda esta partilha depois no fim vai permitir realmente acalmar-nos a nossa mente e manter o nosso sistema nervoso altamente sensível o mais sereno possível.
Nós já sabemos que isto é importante para o traço de alta sensibilidade.
Eu hoje trouxe um texto que me tocou bastante,
Que é um texto do filósofo,
Poeta e guia espiritual chamado Mark Nippo,
E o Mark Nippo tem um livro que se chama o Book of Awakening,
Que é o livro do despertar,
E é muito interessante porque ele tem um texto e uma reflexão em um poema para cada dia.
Este texto que eu vou partilhar,
Este poema,
Chama-se Ser Direto,
E foi muito importante para mim numa altura em que realmente eu estava a passar por uma fase muito difícil,
Portanto uma amiga minha tinha morrido e era uma pessoa que eu era muito chegada,
Sempre que eu ia à minha cidade natal era com quem eu estava,
E quando ela morreu eu senti-me um pouco perdida,
Portanto para além de toda a carga do luto também me senti um pouco perdida e andava um bocado órfão e andava muito à procura de conexão,
Andava com aquele sentimento precisamente de separação muito intenso dentro de mim,
Até que eu realmente o que acabei por descobrir dentro de mim é que essa conexão que eu procurava não era obrigatoriamente apenas uma conexão externa,
Que também nós necessitamos,
Mas era uma conexão comigo mesma e era isso que eu descobri que me estava a faltar.
Isto é muito interessante porque se nós formos ver o próprio Buda também já dizia que o sofrimento vem precisamente de um sentimento de separação e nós como seres humanos somos animais de grupo,
Portanto existem animais e existem espécies que são solitárias mas nós não somos,
Somos animais de grupo,
Precisamos daquela sensação de pertencermos a um todo.
Quando isso acontece nós passamos a ter aquela sensação de pertença universal,
Pelo contrário quando nós nos sentimos separados do todo,
Desse todo,
Quando nós sentimos falta de conexão,
Sentimos-nos cada vez mais sozinhos num casulo,
Isto era o que me estava a acontecer nessa altura,
Eu me sentia cada vez mais sozinha num casulo,
Fechado,
E os sistemas fechados o que é que acontece?
Aumentam realmente os nossos medos,
Aumentam as nossas sensibilidades,
Aumentam as nossas vulnerabilidades,
Portanto nós precisamos dessa conexão e então dentro desse casulo muitas vezes os medos que nós temos são medos precisamente desses de separação,
De nós não nos aceitarmos a nós próprios,
Aceitarmos que não somos suficientes ou termos vergonhas de nós ou que nunca vamos ser amados,
Portanto todo este tipo de sentimentos que são no fundo sentimentos de separação.
Eu estou a falar nisto porque o poema do Mark Nipple que eu vou passar a ler é precisamente disso que ele fala e a reflexão depois que nós vamos fazer a seguir é também sobre este tema.
Quando isto acontece,
Quando nós temos este sentimento de separação,
Uma das coisas que nos pode ajudar é precisamente estas práticas de atenção plena,
Ou seja a meditação mindfulness,
Que nós podemos usar essas práticas como se fosse uma reparentalidade espiritual,
Portanto nós espiritualmente sentimos-nos separados,
Sentimos perdidos,
Quer connosco próprios a nossa mente e o nosso corpo vivem separados,
Quer com os outros,
Quer com o nosso planeta.
Então,
Através destas práticas que eu tenho vindo a partilhar aqui,
Meditação mindfulness e atenção plena,
Nós isso pode-nos ajudar a transformar estes padrões e este modo então como é que nós nos relacionamos connosco e de trazer compaixão à nossa vida,
Quer em forma de autocompaixão e bondade connosco próprios,
Quer com compaixão com o que está à nossa volta e com quem está à nossa volta.
Portanto,
Eu vou passar a ler o poema do Mark Nippon,
Do The Book of Awakening,
O livro do despertar,
Que se chama Being Direct,
Ser Direto.
Desperdiçamos tanta energia a tentar encobrir quem somos,
Quando por baixo de cada atitude está o desejo de ser amado,
E por baixo de cada raiva está uma ferida a ser curada,
E por baixo de cada tristeza está um medo de que não haverá tempo suficiente.
Quando hesitamos em ser diretos,
Inadvertidamente colocamos algo em cima,
Alguma camada adicional de proteção que nos impede de sentir o mundo,
E com frequência essa tenue cobertura é o início de uma solidão que,
Se não for iluminada,
Diminui as nossas possibilidades de sentir alegria.
É como se usássemos luvas.
Todas as vezes tocamos em algo e depois,
Esquecendo que escolhemos colocá-las,
Reclamamos que nada parece real.
Deste modo,
O nosso desafio cada dia não é de nos vestirmos para enfrentar o mundo,
Mas sim de expirmo-nos dessas luvas para sentirmos a maçaneta da porta fria,
O puxador do carro molhado e o beijo de despedida,
Como os lábios do outro ser,
Suave e irrepetível.
Nesta parte em que realmente ele fala de sentir a maçaneta da porta fria,
O puxador do carro molhado e o beijo de despedida,
Isto tem tudo a ver com práticas de mindfulness de atenção plena.
Então fica já este desafio de vocês escolherem uma atividade que vocês tenham no vosso dia,
Seja beber o vosso chá,
O vosso café,
Ou tomar o vosso banho,
Ou pela manhã o vosso pequeno almoço,
Ou quando estão a andar para o trabalho,
Fica o desafio de fazerem pelo menos uma vez por dia uma atividade com a intenção de estar em atenção plena.
Por exemplo,
Ir a caminho do trabalho e ver as árvores pelo caminho,
Ou as florezinhas que estão ao lado do passeio,
Ou quando estamos a beber o nosso café ou o nosso chá,
Ou seja,
O que for,
Sentir a temperatura na boca,
Qual é que é o cheiro,
Qual é que é o sabor,
Ou se estamos a tomar o nosso duche,
Por exemplo,
Sentir a água a correr,
A temperatura da água também,
O cheiro do que nós usamos para nos lavar,
Tudo isto.
Isto já começa a cortar precisamente o trânsito de separação.
A nossa capacidade de estar em atenção plena no aqui e no agora vem precisamente da conexão entre a nossa mente e o nosso corpo,
Porque a maior parte do tempo nós estamos numa realidade virtual da nossa mente,
Certo?
Concordam?
E quando nós estamos numa realidade virtual de pensamentos,
Nós estamos separados da nossa realidade do aqui e do agora.
Nós deixamos de cheirar o nosso chá ou o nosso café,
Ou de sentir a temperatura da água no duche,
Ou deixamos de ver as árvores ao longo do caminho para o nosso trabalho.
Isso é separação.
Para estas pequenas práticas de Mindfulness,
Vamos já começar a treinar o nosso cérebro para ter o foco no aqui e no agora.
E é com pequenas práticas assim que nós começamos a tirar as uvas,
Essas camadas que ele diz aqui nos poemas,
Não é?
É como se usássemos luvas todas as vezes que tocamos em algo e depois,
Esquecendo que escolhemos colocá-las,
Reclamamos que nada parece real.
E às vezes estamos a entrar em ansiedade e nem sequer reparamos nisso e depois isso vai despoltar um ataque de pânico porque nós já nem sentimos as sensações no nosso corpo,
O que o stress nos está a fazer,
Ou entramos em pensamentos de autocrítica para connosco e nem sequer nos apercebemos disso e depois entramos numa depressão,
Numa tristeza profunda e nem sequer reparámos todos os padrões mentais e emocionais que nos levaram a esse ponto,
Porque ela não aconteceu de um dia para o outro.
Portanto o despertar deve ser feito de forma regular,
A nível diário,
Com pequenas práticas.
E então fica já aqui um desafio,
É que escolhas no teu dia-a-dia uma prática com a intenção de fazer a intenção plena,
Isto já é um desafio.
E agora,
Por exemplo,
Nós podemos pensar,
Fazer uma pequena reflexão sobre este poema e então,
Na nossa vida presente,
No dia-a-dia,
Pode ter sido hoje ou ontem,
Onde é que identificas o teu top de separação?
Quais é que são os sentimentos,
Talvez,
De não merecimento,
Que fazem com que penses que não podes ser amado,
Ou que não és suficiente,
Ou tens medo de falhar,
Ou te sentes inseguro,
Ou estás preso num loop de pensamentos,
De modo a ser aprovado pelos outros?
Qual é que é o teu sentimento de separação de contigo mesmo?
Onde é que o casulo te começa a apertar?
Quais é que são as crenças que tu tens,
Em relação a ti próprio,
Que acabam por te prender num loop mental?
Onde é que isso está a acontecer no teu dia-a-dia?
E depois de encontrar o teu top de separação,
Quais é que são esses sentimentos de separação?
De culpa,
Ou vergonha,
Ou raiva,
Ou ressentimento,
Tudo aquilo que te impede de sentir a alegria,
De sentir a ti próprio,
De sentir os outros como outros e não o que nós queremos que eles sejam para nós,
Como é que isso está a acontecer no teu dia-a-dia?
E depois de encontrar quais são esses pensamentos,
Vais tentar identificar no teu corpo onde é que eles estão a expressar.
Esse tipo de pensamentos têm uma emoção e essa emoção está a se expressar no corpo.
Aonde?
Consegues lá ir?
Pode ser uma contração a nível do peito,
Pode ser um aperto na garganta,
Pode ser uma tensão na barriga.
Quando estás preso nesse gazu de separação,
O que é que estás a sentir a nível do teu corpo?
Depois de aceitares essa sensação a nível do teu corpo,
Sem julgamento,
Sem juízo de valores,
Como é que podes nutrir esse sentimento,
Essa sensação,
Essa parte de ti que na verdade o que precisa é de atenção?
Às vezes podem ser palavras tão simples como sim,
Eu reconheço-te,
Sim,
Eu aceito-te,
Fazes parte,
Eu perdoo-me,
Eu liberto esta culpa,
Ou esta vergonha,
Ou este ressentimento.
Como é que eu posso nutrir com compaixão essa parte de mim que necessita de conexão e que entrou num transe de separação,
Num transe de não merecimento?
Como é que eu posso nutrir essa parte de mim?
E depois de termos reconhecido os nossos pensamentos de separação para connosco ou para com os outros,
Pensamentos críticos,
Depois de ter reconhecido,
De ter aceito sem juízo de valores que eles deixam-se expressar a nível do nosso corpo,
De ter investigado no nosso corpo,
Em atenção plena e coração presente,
Como é que eles estão a expressar e onde é que eles estão a expressar,
E depois de nutrir essa parte de nós que precisa da nossa atenção,
Vamos descansar nesse espaço que se abriu,
Nisso despertar da mente e do coração,
O movimento é sempre da mente para o coração,
E agora vamos fazer umas respirações profundas,
Inspirar e expirar,
E voltamos à atenção aqui ao nosso momento presente,
E mais uma vez,
Nas palavras do Mark Nippon,
Deste modo,
O nosso desafio cada dia não é de nos vestirmos para enfrentar o mundo,
Mas sim,
Despir-nos dessas luvas para sentirmos a maçaneta da porta fria e o puxador do carro molhado e o beijo do despedida,
Como os lábios de outro ser,
Suave e repetível.
Espero que tenham-lhes gostado,
O autor é o Mark Nippon,
M A R K N E P O,
Mark Nippon,
E tem realmente trabalhos muito lindos,
Muito extraordinários,
Pelo qual ele é considerado realmente um guia espiritual.
Então,
Que todos os seres sejam felizes,
Que todos os seres vivam na paz da sua presença,
E que todos os seres sejam livres.
Um grande namastê e obrigada pela a tua atenção plena e coração presente.
Namastê.
Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sofia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade,
Para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com tua alta sensibilidade,
Onde harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.