Todos nós temos dias.
Com menos saúde.
Dias em que a doença se faz sentir o nosso corpo.
Através de várias sensações.
Que são desconfortáveis.
Seja uma tosse,
Uma dificuldade em respirar.
Uma febre.
.
.
Enfim,
Qualquer coisa.
Que não é limita.
É que nos traz algumas preocupações,
Alguns receios.
Será que isto vai passar depressa?
Os pensamentos vão e vão.
Está aqui algo leve,
Aconselho a ir.
O alvo mais sério pode crer mais tempo ou medidas.
Será a consequência disto e daquilo que eu fiz?
Extra fruto do acaso,
Traz sido um contágio.
Uma situação que eu poderia ter evitado.
Ou penumbra tributária.
Exatamente,
Gosto sempre de inventar histórias.
E quando estamos um pouco adventados,
Frágeis,
Esse é um terreiro muito fértil.
Aí,
Basta.
Acenderam o fósforo para a nossa mulher conseguir fazer logo muitos ensinamentos.
Muitos cenários.
Sempre negros,
Muito negros,
Normalmente.
E é fácil cair um bocado nisso.
Essa turbina de lançamentos negativos.
Nossa mória talvez fuja para.
.
.
Outras alturas em que estivemos doentes.
Ou é que alguém que conhecemos esteve doente.
Talvez em procura de situações similares para.
.
.
Encontrar algum conforto.
Alguma forma de.
.
.
Sentir que este é um.
.
.
Um estado.
Entrei no conselho.
Cof Cof e o que podemos mais fazer nesta altura para nos sentirmos melhor.
Mais fácil dizer do que.
.
.
Fazer.
Então,
É isso,
Né?
Não seja preciso inventar muito.
Vemos que a mente está a fugir para situações comparáveis,
Em que estivemos doentes também.
Podemos deixá-la ir,
Mas fazer um pequeno desvio.
E pensar.
Nos momentos em que estávamos antes dessa situação extremamente lenta ou nos momentos em que a recuperámos após essa situação.
Ou é assim,
Ao invés de pensarmos,
Estou tão doente,
Já estive uma vez assim.
Se calhar,
Podemos pensar.
Neste momento,
Eu sinto-me doente.
Já me senti assim.
E depois,
Passado algum tempo,
Senti-me bem.
Fiquei ótimo.
Provavelmente é o que vai acontecer agora também.
O que aconteceu de negativo não tem mais probabilidade de acontecer do que o que aconteceu de positivo,
Da recuperação,
De melhoria.
Se não quisermos ser muito otimistas,
Podemos ser apenas.
.
.
Realistas.
E a probabilidade é que este momento de doença transforme num momento de saúde.
E se se prolongar tanto algum tempo,
Isso não significa que não vai passar na mesma.
Quantas pessoas conhecemos que tiveram doenças?
E comprar o Canambai.
Nós teremos as próximas.
Para recuperar só é preciso estar doente.
Digamos assim.
Portanto,
Já temos todas as condições necessárias para fazer uma recuperação.
Pode parecer estranho fazer uma piada,
Se calhar com uma doença,
Mas.
.
.
O humor também é hormédio.
Portanto,
Também pode ajudar-nos a recuperar.
E assim como podemos comparar outros.
Situações,
Também podemos comparar outras partes do nosso corpo,
Por exemplo.
Neste momento,
A zona dos meus pulmões está muito congestionada,
Apertada.
Até tosse,
Espeturação.
Alguma dificuldade em respirar.
Isso,
Incomoda um pouco.
Mas as minhas mãos estão ótimas.
Consigo mexê-las facilmente.
A ter a sua leveza quando as move devagar.
E tantas outras partes do meu corpo estão a funcionar.
100%.
Focar toda a minha atenção apenas nas partes que estão com alguma dificuldade agora,
Não será fazer um retrato.
Geraldo.
.
.
O meu estado de saúde.
Algumas partes estão debilitadas,
É verdade.
Muitas outras partes estão excelentes.
Excelente saúde.
E talvez este pendular,
A tensão entre.
.
.
As partes mais confortáveis e as partes em dificuldades,
Te ajudam também.
A lida é a melhor com estes momentos.
De doença,
De debilidade.
Às vezes dizemos,
Estou doente.
Parece que estamos quase a definir toda a nossa totalidade do corpo como stand-in.
Cumprimento quase.
Mas o resultado já era o mesmo,
Era isso,
Né?
Raramente estaremos todos doentes.
Há situações muito complicadas,
É verdade.
Mas na maioria das situações nós estaremos doentes,
Todos doentes,
Completamente doentes.
Vemos que há uma parte do nosso corpo que tem milhares de milhões de peças.
Como a parte habilitada,
Em que precisa de algum cuidado.
Há bom repouso,
Alguns medicamentos,
Há umas terapias para.
.
.
Tornar o seu normal funcionamento.
Eu sinto assim,
É doentado.
Lembro-me muitas vezes no exercício que o meu mestre David fazia.
Que consistia em mandar-nos desenhar a figura de um corpo,
O nosso corpo.
Depois pegar uma caneta vermelha.
Pintar.
Com essa cor,
As partes em que sentíamos desconforto,
Ou doer-se,
Ou alguma fragilidade.
Se eu fizesse esse exercício agora,
Iria pintar mais ou menos as minhas palmões,
Talvez o nariz também.
Uma parte cita a outra.
O vermelho mais leve.
Depois chegaria a segunda parte do exercício.
Ele nos diria para pegar uma caneta verde e pintar dessa cor todo o resto do corpo,
Que estivesse bem,
Que estivesse confortável.
E teríamos muito mais área para pintar.
Na parte final do exercício,
Olharíamos para o desenho completo.
Preferíamos que.
.
.
No conjunto do nosso corpo.
As partes que estão com dificuldades são uma pequena parte.
Das imensas,
Formam.
As maravilhas que.
.
.
Processam dentro do nosso corpo.
O exercício me ajuda quando estou com alguma dificuldade física.
Talvez isso ajude alguém que esteja com uma situação similar.
Neste momento temos mentais,
Não da atividade física,
Mas da atividade mental.
Talvez possa aplicar também.
Voltamos.
Entre aspas doentes para fazer uma certa tarefa.
Que a nossa mente tem a não querer fazer e nos sentirmos incapazes,
Incompetentes por causa disso.
Se conseguimos ver ao lado dessa todas as outras que estamos a ter punhar.
Para termos a real dimensão da nossa dificuldade.
Espero que esta pequena reflexão ajude a lidar com este momento em que estou parcialmente,
Este momento passageiro.
Mas se mete que daqui a umas semanas,
A uns meses,
A uns anos,
Provavelmente já esquecerei por completo.
Já não terá qualquer importância.
Mesmo que agora pareça muito importante.
Trazer algumas limitações e preocupações no momento.
Mais provável é que passe pressa.
E que tudo fique mais leve.
Espero que esta reflexão me ajude e se ajudar mais alguém a ultrapassar alguns momentos de dificuldade.
Ultrapassar talvez não seja a palavra.
Correto,
Mas acompanhar avançamentos de dificuldade.
Para passar.
Às vezes parece querer dizer que recusamos o que está a acontecer.
Queremos rapidamente fugir disso.
Mas metodologias são daqueles em que não.
.
.
Alguns daqueles em que.
.
.
Talvez sejamos mais chamados para o ritmo.
A natureza,
As coisas levam o seu tempo e não podem ser apressadas.
Nem as boas,
Nem as outras.
Acredito que vai dar tempo.
A que aceitar a evolução da doença.
Se for o caso,
E da recuperação,
Se for o caso.
Dar tempo ao que está a acontecer.
E procurar encontrar aí alguma defesa,
Alguma melhoria.
Na forma de lidar com o universo.
Talvez ouvi uma frase,
Não sei bem quem diz.
Ah,
Creio que foi a Cartola a falar de um momento em que esteve com o seu pai.
A relação não era assim muito simples.
Olha lá das suas visitas.
Ele encontrou o pai bastante mais calmo e tranquilo do que era hábito.
O pai acho que tinha várias doenças.
Normalmente estava sempre um pouco irritado com elas.
E o Ecartol a certa altura contou-lhe uma visita que tinha feito ao seu pai e que o encontrou bastante mais tranquilo.
E ter-lhe-á perguntado como estás,
Como é que está a tua saúde,
Se estás melhor.
E ele disse qualquer coisa,
Como estou a ter uma relação muito saudável com as minhas doenças.
Tinha muita graça aquela expressão.
De facto,
É isso que se calhar nos pode ajudar quando estamos doentes.
Ter uma relação saudável com a doença.
Não podemos ter quase duas doenças.
A doença em si,
Depois uma relação doentia.
.
.
Uma zanga,
Uma revolta contra o facto de termos a doença,
Isso não vai ajudar em nada à recuperação.
Ou o contrário.
Sim,
Acho que é essa a expressão.
Faz muito sentido.
Ter uma relação saudável com as nossas doenças.
Parece-me algo que vale a pena procurarmos.
Cultivar.
Bom,
Agora a minha doença perde um pouco,
Te cansa um pouco.
E faz parte da minha relação saudável com ela,
Parar de falar.
Já está há bom tempo.
Deixo-vos estes pensamentos.
Espero que.
.
.
Traga algum conforto.
A quem possa estar numa situação similar.
Obrigado pela vossa atenção.
As melhores para todos.
As melhores nas doenças e na educação.
Que temos com elas.
Tudo bom para vocês.