Vamos procurar um lugar tranquilo,
Onde não sejamos incomodados.
Vamos sentar-nos,
Numa postura de meditação,
Com os seus pés bem assentos no chão,
Mão direita sobre a esquerda,
Com os polegares tocando-se levemente,
Perna direita mas não rígida,
Inclinar um pouco o queixo em direção ao peito,
Voltar a nossa atenção para a respiração,
Fechar suavemente os olhos,
Se estivermos um pouco sonolentos,
Entre e abrir os olhos de forma a que entre um pouco de luz,
Deixar as pálpebras semi-abertas,
Sem nos conseguirmos focar em nenhum objeto em particular,
O suficiente para entrar um pouco de luz e nos manter alerta e acordados.
Vamos então visualizar a nossa mente como um infinito céu azul,
Límpido,
E que os nossos pensamentos são nuvens,
Brancas,
Escuras,
Como quisermos importar aos nossos pensamentos.
E os nossos pensamentos,
À medida que vão aparecer na nossa mente,
Vamos imaginá-los como nuvens que vão passando por um céu claro.
Esse céu claro,
Essa claridade do céu sem nuvens,
É na verdade o nosso objeto desta meditação.
Porque esse céu azul,
Sem nuvens,
É a claridade da nossa mente.
Uma mente sem pensamentos perturbadores.
Vamos então visualizar esse céu.
Vamos observar as nuvens e reparar como as nuvens passam com os nossos pensamentos.
Quando cada nuvem passa,
Não vamos persegui-la,
Vamos deixá-la passar,
Vamos esperar que venha outra nuvem,
Vamos observar-se a abertura entre as nuvens e conseguimos deslumbrar o céu claro e límpido,
Reparar o que sentimos no espaço entre cada nuvem,
Se o espaço é pequeno,
Se é grande.
Cada pensamento que surgir,
Damos a forma de uma nuvem.
Deixamos-o ir,
Passar mais rápido,
Mais lento,
Não interferimos com o movimento da nuvem.
Quando conseguirmos visualizar a claridade por trás das nuvens,
Vamos ficar com o pensamento focado aí,
Nessa clareza,
Nesse céu azul infinito,
Sem nada que tolde a sua infinitude,
Que turve a sua limpidez,
Vamos focar-nos nessa clareza.
Se alguma nuvem nos passar à frente,
Não faz mal deixá-la ir.
Nosso objectivo é ver essa clareza,
Essa limpidez,
Impetulável,
Imutável,
Criadora de uma profunda paz,
Uma energia purificadora e tranquilizadora,
Que nos deixaremos absorver.
Se temos dificuldades em focar o nosso pensamento no objeto,
Voltamos à respiração,
Sentimos os movimentos,
A sua cadência tranquilizadora,
Inspiração,
Inspiração,
E voltamos para o objeto,
Para o céu claro e límpido,
O símbolo de clareza da nossa mente.
Se voltarmos a passar muitas nuvens a um ritmo mais rápido,
Deixar acontecer é normal,
Como o lugar das nuvens,
É num céu límpido.
O lugar dos pensamentos,
A sua natureza também é na nossa mente,
Temos de aceitar como sendo normal.
Somente depende de nós se queremos prender a nossa atenção nas nuvens ou no céu límpido que está por trás delas.
Nós escolhemos o foco da nossa atenção.
Tentar gravar em nós a sensação de clareza impetulável,
Intocável,
E o efeito que tem na nossa mente,
Ou apaziguá-la e tranquilizá-la,
E levar este sentimento para o nosso dia-a-dia.
Gravar esta emoção,
Ver as coisas como elas são,
Claras,
Sem perturbações,
E definir como objeto da nossa mente sempre a clareza.
E entender que o aparecimento das nuvens no céu não depende de nós,
Mas depende de nós para onde queremos olhar.
Vamos então relaxar,
Pouco a pouco,
A meditação.
Vamos dedicar os benefícios da prática à felicidade de todos os seres vivos,
Sem exceção,
E que as nossas ações promêiem com sabedoria todos os seres que a nossa clareza influencia o máximo de pessoas possíveis em seu benefício e de todos.
Obrigado.
Fique bem.