23:00

Respiração Compassiva: Próprio (MBCL)

by Marta Lopes

Rated
4.7
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Experienced
Plays
32

Esta meditação permite-nos praticar uma relação compassiva com o nosso próprio sofrimento, combinando um ritmo respiratório tranquilo com a utilização da imaginação. Convida-nos a receber de forma respeitosa e íntegra aquilo que é doloroso e a oferecer generosamente aquilo que alivia ou cura. Esta prática faz parte do programa Mindfulness Based Compassionate Living (MBCL).

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Transcript

Permitindo-se chegar ao momento presente,

Acolhendo com uma atitude de abertura e curiosidade o que quer que surja momento a momento,

Apenas notando aquilo que encontrar,

Tal como é,

Não tentando mudar nada,

Notando a respiração,

Notando a inspiração,

Notando a expiração e pouco a pouco permitindo que a respiração possa tornar-se mais lenta,

Mais profunda,

Permitindo que a respiração possa alcançar um ritmo tranquilo,

Voltando a este ritmo respiratório tranquilo,

Uma e outra vez,

Sempre com notar que perdeu,

Permitindo que a respiração flua livremente,

Para dentro,

Para fora,

Permitindo ao corpo abrir todos os seus suportes para receber,

Deixar-se de encher e depois dar,

Cada ciclo respiratório uma troca sem esforço com o ambiente,

Recebendo e oferecendo,

Se notar durante a prática a energia do sistema de ameaça ou do sistema de drive,

A resistência ou o esforço,

Permitindo-se de regressar a esta consciência do momento presente e a um ritmo respiratório tranquilo,

Quando se sentir preparado,

Imaginando que incorpora compaixão,

Trazendo para si as qualidades,

As competências e a atmosfera da compaixão,

Imaginando que existe em si espaço interior,

Estabilidade e resiliência,

E quando se sentir preparado,

Escolhendo uma área de sofrimento possa existir neste momento na sua vida,

Algo que sinta ter espaço para trabalhar neste momento,

Pode ser uma dor física ou uma dor emocional,

Permitindo que a sua imaginação possa desenvolver-se com um toque de leveza em torno desta dor que escolheu,

Imaginando que esta dor ocupa espaço e está situada à sua frente,

Como imagina que é,

Que qualidades visuais tem esta dor,

Que cor ou cores,

Que forma,

Que outros atributos sensoriais imagina que esta dor tem,

Como se sente quando lhe toca,

A que cheira,

A que soa,

Deixando-lhe surpreender com o que a sua imaginação lhe traz em torno desta dor,

Imaginando-a à sua frente,

Da mesma forma permitindo que a sua imaginação possa de novo com leveza desenvolver-se em torno de uma qualidade de cura ligada a esta dor que imaginou,

Imaginando que esta qualidade de cura ocupa um espaço e está situada à sua frente,

Como imagina que é,

Que qualidades visuais tem,

Que cor ou cores,

Que forma,

Que outros atributos sensoriais imagina que esta qualidade tem,

Como se sente quando lhe toca,

A que cheira,

A que soa,

Deixando-lhe surpreender com o que a sua imaginação lhe traz,

O convite é que possa imaginar que está a inspirar e a acolher esta dor,

Permitindo que ela se transforme dentro de si na qualidade suave e curativa e inspirando essa qualidade,

Permitindo que isto aconteça sem esforço,

Deixando que a sua imaginação faça o trabalho,

Não precisa de se esforçar e permitindo também que a curiosidade e a leveza possam estar presentes durante esta prática,

Assim por exemplo se inspirar a escuridão pode inspirar a luminosidade,

Se inspirar um fundo negro pode inspirar uma luz branca ou dourada,

Se inspirar uma determinada cor pode inspirar a sua cor complementar,

Por exemplo inspirando vermelho é inspirando verde,

Se inspirar peso ou dureza é inspirando leveza ou suavidade,

Inspirando calor é inspirando frio,

Inspirando odor é inspirando fragrância,

Inspirando dissonância,

É inspirando harmonia,

É inspirando cansaço,

É inspirando vitalidade,

Podendo inspirar uma atmosfera emocional escura,

De ansiedade,

Raiva ou tristeza,

E é inspirando uma atmosfera emocional leve,

De conforto,

Tranquilidade ou alegria,

Envolvendo-se nesta imaginação em que inspire e acolhe a dor,

Permite que ela se transforme dentro de si numa qualidade suave e curativa e é inspirando esta qualidade.

Se notar que a respiração deixou de estar num ritmo tranquilo,

Notando aquilo que está presente,

Pode estar a tentar afastar o desagradável,

Reparando talvez na energia do sistema de ameaça,

Ou pode estar a lutar por alcançar algum resultado específico,

Reconhecendo aí a energia do sistema da drive,

Reconhecendo a sua experiência gentilmente e prometendo que a respiração tranquila possa regressar antes de continuar com a prática de imaginação.

Se notar muita resistência pode escolher algo menos doloroso,

Ou então praticar com essa resistência que nota.

Pode experimentar visualizar a resistência à sua frente,

Imaginando as suas qualidades,

Inspirando essas qualidades e transformando estas qualidades da resistência numa qualidade suavizante que a inspira,

Inspirando a dor,

Inspirando a qualidade de cura.

Se quiser pode expandir a respiração compassiva adicionando alguns movimentos conscientes,

Esticando os braços e as mãos em direção à dor que tem diante de si e com a inspiração movendo as mãos num gesto de receção em direção ao coração e depois com a inspiração movendo os braços e mãos para a frente num gesto de doação,

Ligando estes movimentos ao ritmo da respiração enquanto continua a imaginar,

A inspirar o que é doloroso e a inspirar o que cura,

Podendo alternar entre praticar com os movimentos e sem os movimentos.

Gentilmente explorando os efeitos desta prática,

Quer sejam agradáveis ou desagradáveis,

Quais os efeitos desta prática em si neste momento?

Não há experiências erradas,

Se necessário adaptando a prática de uma forma bondosa às suas necessidades do momento,

Podendo continuar a explorar esta dor ou dificuldade,

Ou se sentir espaço para isso,

Pode explorar outra dificuldade de forma semelhante,

Inspirando o que é doloroso e inspirando o que cura ou alivia.

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Marta LopesFaro District, Portugal

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