Encontrando uma posição confortável,
Assentado,
Notando aquilo que está a experimentar neste momento,
Reconhecendo gentilmente o que quer que surja,
Talvez noto sons,
Sensações físicas no corpo,
Pensamentos,
Emoções,
Apenas acolhendo as experiências que vão surgindo,
Tal como elas se apresentam,
Sem tentar mudá-las de alguma forma,
E quando se sentir preparado permitindo que a atenção repouse na respiração,
Seguindo cada inspiração e cada expiração com uma atenção serena e curiosa,
Permitindo que um ritmo respiratório tranquilo surja ao abrandar e aprofundar os movimentos da respiração,
E quando a respiração tiver encontrado o seu ritmo tranquilo,
Pode simplesmente deixá-la seguir o seu próprio curso,
Relembrando que em qualquer momento desta prática,
Se sentir que isso lhe pode ser útil,
Pode sempre retornar a esta consciência plena da sua experiência no momento,
E pode voltar a ligar-se a um ritmo respiratório tranquilo,
E depois,
Quando se sentir preparado,
Retomar suavemente a prática.
Tal como já magoou outras pessoas na sua vida,
Há provavelmente pessoas que o magoaram assim.
Se sente que o seu coração endureceu em relação a estas pessoas,
Esta é uma terceira área do perdão que pode explorar.
Consegue contemplar a possibilidade de perdoar alguém que lhe tenha causado dor e sofrimento?
É importante abordar esta área apenas quando tiver clareza de espírito e espaço suficiente no seu coração para o fazer.
Não comece com a pessoa mais difícil.
Lembre-se de que perdoar os outros não é perdoar o seu comportamento.
Trata-se sim de acabar com o sofrimento necessário.
Já sofreu com o ato em si e continuará a sofrer-se sem venerar com emoções destrutivas como o ódio,
O ressentimento,
O rancor.
Pode sentir que a outra pessoa não merece perdão,
Mas e você?
Merece paz?
Daria uma oportunidade à paz?
Perdoar os outros começa com auto-compaixão,
Reconhecendo conscientemente a sua dor,
As suas emoções reativas e todos os julgamentos e histórias que a sua mente constrói à volta desta possibilidade de perdoar o outro.
Se puder,
Mantenha o seu sofrimento e reatividade com compaixão.
Talvez então possa sentir-se pronto para abrir o seu coração para a pessoa que o magoou e ver para além do seu comportamento.
Consegue ver nesta pessoa um ser humano vulnerável que anseia por felicidade e por estar livre de sofrimento,
Tal como acontece consigo?
É contemplar a hipótese de que a pessoa que o magoou pode não ter tido muita escolha nas condições que o levaram ao comportamento que o fez sofrer,
Ou pode não ter previsto as consequências do que fez,
Ou contemplar a hipótese de que mesmo tendo a intenção de o prejudicar,
Esta pessoa foi provavelmente também maltratada por outros.
Escolhendo a pessoa com quem quer fazer esta prática,
Imagine que esta pessoa está a uma distância segura de si neste momento,
E veja se consegue dar um passo em direção a este perdão.
Pode imaginar-se a olhar nos olhos da outra pessoa,
Dizendo o seu nome,
E expressando algo como sinto a dor e o impacto daquilo que fizeste,
Isto não é fácil para mim,
Mas quero fazer aquilo que me é possível para aliviar o sofrimento que resultou do que fizeste.
Quero em mim,
Como em ti.
Não podemos mudar o passado,
Mas podemos esperar por um futuro melhor.
Todos nós temos as nossas imperfeições,
E muitas das condições que mudaram as nossas vidas não foram uma escolha nossa.
O que fizeste não foi correto,
Mas perdoa-te como ser humano,
Podendo depois repetir gentilmente um desejo que suavize o seu coração para com esta pessoa.
Pode usar uma frase tu ou uma frase nós,
Algo como que a sabedoria possa crescer dos nossos erros do passado,
Possamos viver livres de sofrimento,
Possamos viver em paz,
E enquanto pronuncia este desejo silenciosamente,
Explora conscientemente os efeitos desta prática no corpo,
Na mente e no coração,
Sendo fiel a si mesmo,
Ajustando as palavras se achar que perdoar é demasiado difícil por agora,
Podendo voltar à auto-compaixão tanto quanto precisar.
Talvez perceba que desejos como que eu esteja aberto à intenção de perdoar,
Ou que eu esteja aberto à reconciliação,
Possam ser mais viáveis neste momento.
Pode sentir que respirar compassivamente a sua própria dor ou a dor de outra pessoa,
E inspirar uma energia curativa,
De alívio,
Pode ser uma alternativa a esta prática,
Ao invés da oferta de desejos bondosos a si mesmo e à outra pessoa que pretende perdoar.
Terminando a prática,
Ao seu ritmo.