Encontrando uma posição confortável,
Podendo sentar-se,
Deitar-se ou ficar de pé,
Lutando aquilo que faz parte da sua experiência neste momento,
Reconhecendo gentilmente o que quer que surja,
Sejam sons,
Sensações físicas,
Pensamentos,
Emoções,
Acolhendo todas as experiências tal como elas se apresentam,
Sem tentar mudar nada.
Quando se sentir preparada,
Permitindo que a atenção repouse na respiração,
Seguindo cada inspiração e cada expiração com uma atenção serena,
Curiosa,
Permitindo que um ritmo respiratório tranquilo possa surgir,
Abrandando e aprofundando os movimentos da respiração.
Quando a respiração estiver encontrada,
O seu ritmo tranquilo pode simplesmente a deixá-la seguir o seu próprio curso.
Lembrando que em qualquer momento desta prática,
Quando sentir que isso não lhe pode ser útil,
Pode sempre retornar a esta consciência plena da sua experiência num momento presente e pode voltar a ligar-se a este ritmo respiratório tranquilo.
E depois,
Quando se sentir preparada,
Retomar suavemente a prática.
Neste exercício,
Pode explorar a sua disponibilidade para pedir perdão a uma pessoa que magoou,
Prejudicou ou enganou de alguma forma.
Na vida real,
Pedir perdão pode ser muito difícil.
Não precisa sentir-se preparado para pedir perdão na vida real neste momento.
Pode começar a fazê-lo apenas na sua imaginação.
Se a pessoa em causa está inclinada a conceder perdão,
Não é importante para esta prática.
Tudo o que está a fazer é abrir um caminho para a reconciliação com esta pessoa a partir do seu lado.
É claro que é difícil pedir perdão se não for capaz de se perdoar a si próprio.
Assim,
Se achar que é este o caso,
Pode regressar à prática e explorar o perdão a si mesmo.
Trazendo à mente a situação em que magoou a outra pessoa.
Recordando a situação com o detalhe que a sua memória permitiu neste momento.
E em particular,
Concentrando-se na dor ou decepção que pode ter causado a outra pessoa.
Imaginando que está a sentir o que ele ou ela sentiu.
Notando-se sem despaço para se perdoar a si mesmo em primeiro lugar.
E quando estiver preparado,
Imaginando-se só olhar para esta pessoa nos olhos.
Podendo talvez sussurrar somente o seu nome.
E trazendo palavras como.
.
.
Compreendo que te causeis hoje e lamento pelo que te fiz.
Não posso mudar o passado,
Mas valorizo a nossa relação e desejo que possamos viver em harmonia agora e no futuro.
Que possas no futuro perdoar-me.
Que possamos viver em paz.
Tornando-se consciente daquilo que surge no corpo,
Na mente e no coração durante a prática.
Enquanto tu se imagina a pedir perdão a esta pessoa.
Procurendo aquilo que surgir,
Tal como é.
Em vez de usar palavras,
Pode praticar uma respiração compassiva.
Imaginando-se a inspirar a dor que causou a outra pessoa.
Permitindo que essa dor se transforme no seu coração numa qualidade curativa,
Consoladora ou reconfortante.
E depois a inspirando esta qualidade curativa,
Consoladora ou reconfortante em direção a essa pessoa.
Podendo,
Se quiser,
Acrescentar movimentos de braços e mãos.
Que de alguma forma acompanham e reforçam este receber da dor.
E este dar de uma qualidade reconfortante.
Finalizando a prática,
Regressando a uma consciência do momento presente.
E um ritmo respiratório tranquilo.