Vamos nos sentar em uma posição confortável,
Com estabilidade e atenção,
Respirando delicadamente pelas narinas.
Nos sentamos sobre os isquios,
Com as pernas cruzadas e as plantas dos pés voltadas para cima,
A coluna ereta,
O peito aberto,
Os ombros relaxados,
Pescoço e cabeça elevados.
Sinta sua coluna se levantar em uma linha ereta até o topo da cabeça.
As mãos descansam sobre os joelhos em Chin Mudra,
O dedo indicador sendo tocado pelo dedo poligar.
Solte os ombros,
A mandíbula e a língua.
Com os olhos semi-cerrados,
Vamos sentir a postura,
Colocando atenção e intenção nas respirações.
A atenção intensifica o movimento e a intenção constrói a paz interior e a entrega.
Observemos a respiração sem julgamentos,
Inspirando e expirando.
A respiração será nossa mestre até que ela e o corpo se tornem um só movimento,
Um só processo.
Vamos deixar que ela purifique os nossos sentidos trazendo leveza,
Naturalidade e liberdade.
Buscamos um equilíbrio sutil entre o estado alerta e o relaxamento.
Não temos nenhum lugar para ir,
Nada para fazer.
Somos livres como nuvens flutuando no céu.
Observamos a respiração em solitude,
Quietude e tranquilidade.
Se os pensamentos se agitaram,
É um bom sinal de que você entrou em contato com a quietude e percebeu a agitação.
Com leveza,
Paciência e compaixão persista.
Mantenha-se presente,
Conectado à respiração,
Mesmo no meio da confusão mental.
Seja como um velho sábio vendo uma criança brincar.
Não resista ou convide os pensamentos,
Mas permita que eles venham e se assentem como as ondas do mar.
Inspiramos preenchendo todo o abdômen e tórax.
Expiramos com atenção e fluímos naturalmente,
Nos libertando da avidez e da pressa.
Inspirando,
Expirando.
Entre o pensamento que passou e a respiração,
Expirando.
Entre o pensamento que passou e o pensamento que ainda não chegou,
Encontramos uma brecha onde a nossa consciência se revela.
O nosso desafio é tornar os pensamentos mais lentos e esse intervalo mais evidente,
Fértil para a nossa consciência se manifestar.
Inspiramos.
Imaginamos a expiração se dissolvendo na vastidão do universo.
Ao expirar o ar e antes de inspirá-lo de novo,
Percebemos novamente um breve intervalo.
Descansamos nesse intervalo,
Nesse espaço vazio.
Quando inspiramos novamente,
Não nos fixamos no ar que entra,
Mas seguimos repousando a mente no intervalo que se abriu.
Unimos a mente com a fluidez,
A vibração e a sutileza da respiração.
Inspirando,
Expirando.
A verdadeira atenção é a nossa pura presença em solitude,
Quietude e alívio.
Silenciosos e relaxados,
Vamos recolher todos os aspectos de dispersão em volta de nós e ficar por inteiros,
Inundados de oxigênio e de uma tranquilidade sublime.
Mais do que observar a respiração,
Vamos nos unificar com ela,
Nos tornando a própria respiração.
Aos poucos,
O respirar e aquele que respira serão um.
A simples presença mental filtra nossos pensamentos e emoções.
Como uma pele velha,
Algo se desprende de nós e nos liberta.
Retomamos o nosso estado inalterado e natural de bem-aventurança e claridade.
Inspirando,
Expirando.
Vamos agora permanecer alguns minutos em silêncio.
Inspirando,
Expirando.
Inspirando,
Expirando.
Traga a atenção de volta à respiração,
Ao abdômen subindo e descendo.
A verdadeira glória da meditação reside na experiência viva e contínua do presente.
Vamos sorrir e unir as palmas das mãos diante do coração.
Sinta o estado de paz que essa prática proporcionou.
Leve essa sensação para o seu dia a dia.
Sinta a liberdade e fique em paz.