Nesta meditação,
Vai aprender a voltar-se muito delicadamente para a sua experiência de dor ou dificuldade e a encará-la com tornura,
Com compaixão.
Isto pode ajudar a suavizar ou dissolver resistência e sofrimentos secundários e aprenderá a envolver a sua dor ou dificuldade,
Bem como qualquer resistência que possa sentir,
Numa respiração gentil,
Terna,
Momento a momento.
E para isso,
Comece por estar o ser uma postura confortável.
Pode estar sentado ou deitado,
Mas poderá escolher qualquer postura que seja adequada para si.
Ceda gentilmente o peso do corpo à gravidade,
Para que este se instale e repouse no chão,
No tapete ou na cadeira.
Talvez consiga sentir como a gravidade empurra suavemente o seu corpo para o chão e o segura e o suporta.
E gradualmente,
Concentre a consciência em torno da respiração no corpo inteiro,
Permitindo-se ser embalado e acalentado pela respiração.
À frente,
De lado e atrás,
Sinta a respiração profunda.
Consegue repousar a consciência no interior da respiração,
À medida que este amove o corpo,
Ritmada e delicadamente.
E agora,
Amplie suavemente a consciência,
Para incluir a dor,
O desconforto,
A fadiga ou a dificuldade que esteja a experienciar.
Inclua essa sensação na sua consciência com a atitude que teria habitualmente em relação a um ente querido que estivesse ferido ou a sofrer.
Respire suavemente com esta experiência durante alguns momentos.
E,
Se isto lhe parece assustador,
Respire suavemente,
Voltando depois à consciência do corpo,
Uma e outra vez.
E,
Caso sinta resistência ou se a dor lhe parecer muito dura e fixa,
Talvez a seguinte imagem seja útil para si.
Imagine a sua resistência e a sua dor como um fardo de palha,
Ao lado do qual se encontra,
De pé ou sentado.
Imagine que,
Muito,
Muito suavemente,
Este fardo de palha e que vai cedendo gradualmente o seu peso a essa superfície.
À medida que se inclina para o fardo,
Este cede um pouco,
Recebendo o seu peso,
E apercebe-se de que a superfície é mais flexível e maleável do que julgava.
Consegue ter uma noção da sua resistência em relação à dor e ir abrandando,
À semelhança do fardo de palha à medida que se encosta?
Tente agora explorar as sensações da dor ou do desconforto.
Reparte na forma como as sensações estão sempre a mudar e como não há dois momentos exatamente idênticos.
E,
Talvez,
À medida que se aproxima da experiência concreta,
A sua sensação de dor e de desconforto comece a mudar.
E,
Talvez,
À medida que se aproxima da experiência concreta,
A sua sensação de dor e de desconforto comece a mudar.
E,
Talvez,
À medida que se aproxima da experiência concreta,
Pode dar-se conta,
Por exemplo,
Se é só a zona lombar das costas que lhe dói e não as costas como um todo,
Como poderia pensar.
Poderá aplicar esta exploração atenta a qualquer dificuldade,
Seja ela física ou emocional,
Notando as sensações no corpo,
Investigando com curiosidade e um olhar compassivo,
Notando até se não haverá elementos menos desagradáveis.
Talvez uma sensação de formigueiro,
De calor ou de frescura.
Ou pode sentir algum abrandamento,
Alguma sensação de alívio e até ternura,
Agora que está a voltar-se para a sua dificuldade e a olhá-la com mais leveza e abertura,
Em vez de lutar contra ela.
Note também os pensamentos e emoções.
Consegue deixá-los ir e vir,
Momento a momento,
Sem os suprimir ou identificar-se excessivamente com eles.
Consegue deixá-los partir a pouco e pouco,
Enquanto repousa nas sensações básicas do corpo,
Apoiado pela suavidade da respiração.
Asegura-se que cultiva uma atitude paciente,
Gentil,
Terna.
E,
Se se sentir assegurado,
Talvez possa ampliar a consciência para incluir outros aspectos da experiência do momento presente.
Note os sons,
Os seiros.
Talvez a temperatura no lugar onde está permita que as sensações de desconforto ocorram no campo mais amplo e aberto da consciência,
Incluindo muitas coisas que surgem e se dissipam.
E,
Caso se sinta bloqueado ou entorpecido,
Talvez queira voltar-se para a sua experiência com maior concentração.
Com curiosidade,
Note o que está,
Mas dê também espaço.
Use a respiração para abrandar a resistência à dureza.
Sinta a respiração como uma espécie de massagem que permite dissolver ou atenuar naturalmente qualquer rigidez e desconforto.
Traga para a sua respiração um olhar compassivo e terno.
Ao inspirar,
Imagine um sentimento de benevolência afluir por todo o corpo.
Ao expirar,
Sinta essa benevolência insinuar-se mais profundamente,
Embebendo o corpo de afeto e compaixão.
Inspire e expire esta compaixão,
Esta ternura,
Este cuidado,
Direcionados para si mesmo.
Permita que todo o corpo seja embalado e acalentado pela respiração.
E,
Se ainda sentir resistência,
Então permita que essa resistência seja premiada pela respiração compassiva.
Aceita a experiência,
Seja ela qual for,
Com ternura e leveza.
E,
Muito suavemente,
Expanda a consciência para incluir sons próximos e mais afastados do lugar onde se encontra.
Abra os olhos suavemente.
Permita que a consciência permaneça com o corpo à medida que comece a mexer-se com cuidado e suavidade.
Tente levar esta qualidade de auto-compaixão para o seu dia-a-dia.
Independentemente do que estiver a fazer ou a sentir,
Lembre-se de trazer este olhar compassivo para a sua vida.
Www.
Opusdei.
Pt