Esta é uma breve meditação sobre a procura da felicidade interior.
É particularmente indicada para quando nos sentimos sem rumo e precisamos de parar e olhar para dentro de nós próprios.
Começo por lhe contar uma história.
Certa noite,
Rápia,
Uma famosa mística sufi,
Estava à procura de uma coisa na rua,
À frente da sua pequena cabana.
O sol estava a pôr-se e,
Pouco a pouco,
Fez-se noite.
Algumas pessoas juntaram-se à sua volta e perguntaram-lhe O que é que estás a fazer?
O que é que perdeste?
O que é que procuras?
Ela respondeu,
Perdia-me na agulha.
As pessoas disseram,
Agora o sol está a pôr-se,
Vai ser muito difícil encontrar a tua agulha.
Mas podemos ajudar-te.
Onde é que a perdeste ao certo?
É que a rua é bastante grande e a agulha é pequena.
Se soubermos exatamente onde a perdeste,
Será mais fácil encontrá-la.
Rápia respondeu,
É melhor nem perguntarem isso.
Porque,
Na verdade,
Eu não a perdi aqui na rua.
Perdi-a dentro de casa.
As pessoas começaram a rir e disseram,
Nós bem pensamos que tu eras um bocadinho maluca.
Então,
Se perdeste a agulha dentro de casa,
Porque é que estás a procurar cá fora?
Rápia disse,
Por uma razão muito simples e muito lógica.
Porque a minha casa está escura e cá fora ainda há alguma luz.
As pessoas riram-se e começaram a afastar-se.
Rápia chamou-as de volta e disse,
Escutem,
É isto mesmo que vocês estão a fazer.
Eu estava apenas a seguir o vosso exemplo.
Vocês estão sempre a procurar o baixo das do mundo exterior,
Sem fazerem uma pergunta primordial.
Como é que se perderam?
Eu respondo-vos,
Vocês perderam-se no interior.
Vocês estão a procurar no exterior por uma razão muito simples e lógica.
Porque os vossos sentidos se abrem ao exterior,
Onde ainda há alguma luz.
Os vossos olhos vêm para o exterior.
Os vossos ouvidos escutam para o exterior.
As vossas mãos tocam o exterior.
É por isso que vocês buscam no exterior.
Mas eu digo-vos que o que vocês buscam não está no exterior.
E garanto-vos por experiência própria.
Eu também andei em busca no exterior durante muitas,
Muitas vidas.
E no dia em que olhei para o interior,
Fiquei surpreendida.
Não precisava de procurar mais.
Aquilo que eu buscava estivera sempre dentro de mim.
A nossa grande infelicidade deriva do facto de estarmos sempre a olhar para o exterior.
À procura,
Em busca.
Mas não encontramos nada no exterior,
Pois não há nada a encontrar.
Toda e qualquer felicidade está dentro de si.
Olhe para dentro de si.
Permita-se essa aventura.