
Lidando Com os Apegos
Uma meditação que vai te levar a uma jornada pelo ciclo da vida-morte-vida, para que você aprenda a lidar melhor com seus apegos olhando de frente para a impermanência, um princípio que permeia a tudo. Também pode servir para lidar melhor com o luto de uma perspectiva mais ampla.
Transcrição
Bem-vindos e bem-vindas ao podcast do Projeto Presença.
Eu sou a Gabi,
E hoje vamos fazer uma meditação para lidar melhor com nossos apegos.
É normal que nos apeguemos a pessoas,
Coisas,
Lugares,
Memórias.
Até certo ponto,
Esse apego pode ser saudável e nos trazer uma sensação de segurança.
Ou então,
Se tornar uma fonte de sofrimento.
Por isso,
Encarar o apego e saber que tudo é impermanente pode nos ajudar a cortar esses laços do apego que estão em excesso.
Sente-se em uma postura confortável,
Mantendo a coluna alinhada.
Respire profundamente,
Feche os olhos e vamos começar.
Aprofunde cada vez mais a sua respiração,
Tornando-a mais lenta e completa.
Esteja presente com a sua respiração nesse momento,
Sentindo a inspiração e a expiração.
Perceba que para conseguir respirar,
Você precisa deixar ir o movimento de inspirar quando esse chega ao seu máximo.
E precisa deixar ir o movimento de expirar quando todo o ar já saiu.
A respiração nos acompanha toda a nossa vida e nos traz uma lição muito profunda sobre a impermanência.
Comece a visualizar uma sementinha dentro da terra.
Vá visualizando todo o crescimento dessa sementinha.
Os primeiros brotinhos.
As raízes crescendo.
Esse brotinho explorando e crescendo para cima.
As primeiras folhas.
O surgimento de um botão.
E esse botão crescendo e se abrindo pétala por pétala.
Até mostrar uma linda flor.
Contemple essa flor.
Sinta o seu perfume.
Agora,
Prossiga na jornada do tempo.
Veja as pétalas caindo.
O brotinho se encolhendo.
Murchando.
Retornando para a terra.
Morrendo.
Tudo nasce e tudo morre.
Plantas,
Animais,
Seres humanos.
Todos os seres sobre a ação do tempo.
Agora,
Pense em você lá no ventre da sua mãe.
Pequeno serzinho crescendo.
Se desenvolvendo.
Nascendo.
Respirando pela primeira vez sozinho.
Engatinhando.
Andando.
Falando.
Brincando.
Estudando.
Entrando na adolescência.
Descobrindo o amor.
Vá passando pela sua vida até chegar à sua idade atual.
E agora,
Prossiga com o tempo.
Se veja envelhecendo.
As rugas.
Os cabelos brancos.
O corpo mais rígido.
A postura mudando.
Até a sua última respiração.
Como você se sente com isso?
É algo que vem como natural para você?
Ou te assusta de alguma forma?
Respire fundo e fique com essas percepções.
Já vimos que todos os seres nascem e morrem.
Já contemplamos nosso próprio nascimento e nossa própria morte.
Então pense em alguém muito querido.
Muito próximo.
Perceba que essa pessoa também está sujeita à lei da impermanência.
Seja a morte.
Seja uma viagem.
Ou o fim de um relacionamento.
Em algum momento,
Essa pessoa não vai mais fazer parte da sua vida.
Como você se sente com isso?
É difícil?
Existe luto?
Negação?
Dor?
Tudo bem.
Respire fundo e fique com esse sentimento.
Refletir sobre isso te prepara para o momento real da separação.
Mas não fique preso a esse fato ou a sua dor.
Viva o presente.
Retorne para sua respiração,
Inspirando e expirando.
Para finalizar,
Te proponho mais uma reflexão.
O que você vai levar com você dessa meditação?
Olhe para os seus apegos e aos poucos trabalhe seus sentimentos com relação a eles.
De passinho em passinho,
Você pode lidar melhor com o sofrimento da vida.
Com a impermanência.
Lentamente,
Volte para o ambiente que você está.
Faça os movimentos que o seu corpo pedir.
Quando quiser,
Abra os olhos e finalize essa prática.
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