44:34

Transcender a Autossabotagem

by Tania Castilho

Rated
4.7
Type
talks
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
67

Nesta partilha do Simplesmente Respire Mensal, desta vez dedicada a como transcender a autossabotagem, o ouvinte é convidado a uma introspeção mais profunda, serena e compassiva e é partilhada sabedoria em torno do tema, incluíndo também prática de Respiração Compassiva. O objetivo é proporcionar uma expansão de consciência e de perspetiva que permita uma maior harmonia de cada um consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.

Self SabotageIntrospectionCompassionWisdomBreathingConsciousnessHarmonyBody AwarenessSelf AcceptanceSelf CompassionInner ChildIntuitionEmotional HealingInner PeaceJournalingCommitmentGratitudeCompassionate BreathingSelf Sabotage AwarenessInner Child HealingIntuition DevelopmentGratitude Practice

Transcript

Aconselho que,

Então,

Te tornes confortável.

Se descolheres ficar deitado para este início,

Para este pedaço de respiração compassiva,

Fica de barriga para cima.

Então,

Logo que tenhas encontrado a posição mais confortável e também o local onde estarás sossegado,

Convido-te a fechar os teus olhos e a tomar uma respiração profunda pelo nariz,

Trazendo toda a tua atenção para a tua respiração,

Sentindo-a entrar no teu corpo,

Preenchê-lo com todas as qualidades que a tua respiração te traz.

E quando a expiras,

A expira também pelo nariz.

Então,

Vai encontrando a tua cadência natural,

Inspirando e expirando pelo nariz,

Focando toda a tua atenção apenas nesse fluxo da respiração,

Permitindo que ela abra espaço em ti para a tua presença,

Para o teu ser estar neste momento,

Agora,

Apenas aqui,

Em ti.

E à medida em que vais tomando cada respiração,

Saboreando,

Sorvendo cada respiração,

Sempre respirando pelo nariz,

Dá-te conta que os músculos relaxam e te tornas também mais consciente de ti,

Do teu estar aqui agora,

Que é um serenar,

Um tranquilizar.

E então,

À medida que vais inspirando,

Convido-te também a encher a barriga,

Docemente,

Levemente,

Sem esforço,

A encher e a repousar a barriga com cada respiração,

Permitindo que os pensamentos estejam livres de ti,

Sem que tenhas que dar-lhes atenção,

Livres flutuando a superfície,

Enquanto tu mergulhas mais profundamente em ti,

Dentro do espaço seguro da respiração,

Sentindo-a ampliar-se,

Abrir-se ainda mais,

Trazendo toda a tua atenção para a respiração,

Para o teu corpo,

Para a tua presença neste momento.

Aquieta-te,

Fica contigo.

E agora convido-te a respirar um pouco mais amplamente,

Iniciando a tua preparação para eventualmente abrir os teus olhos,

No teu próprio tempo.

E quando te sentires preparada,

Abre então os teus olhos e vamos então seguir com a partilha,

Simplesmente respira,

De hoje,

Neste mês de julho.

Muito obrigada a todos que estão aqui hoje,

É sempre uma benção que eu recebo com muita gratidão poder estar contigo,

Com cada um,

Neste espaço íntimo,

Interno,

Onde estamos,

Cada um de nós presente em si,

Disponível,

Coração aberto,

Permitindo que a consciência se expanda,

Que as perspetivas se alterem,

No sentido de proporcionar a cada um uma vida cada vez mais próxima daquilo que cada um almeja para si.

E o ideal será que não seja assim,

Mais próxima,

Mas que seja precisamente isso que estás a experienciar em cada momento.

Aquilo que tu sabes e sentes no teu coração,

Que te preenche,

Que te completa,

Que te anima,

Que te apaixona,

Que te impela adiante com entusiasmo e inspiração.

E é nesse sentido que vou direcionar a partilha para expandir um pouco acerca da auto-sabotagem,

Começando por convidar-te a ficar consciente,

Sem teres que lembrar-te precisamente de coisa nenhuma,

Mas de sentires.

Ficares consciente de sentir qual é o grau de auto-sabotagem que costumas implementar no teu dia-a-dia.

De zero a cem por cento,

Sente apenas,

Permite-te sentir,

Sem auto-crítica,

Sem julgamento.

É apenas um ficar consciente disso.

De zero a cem por cento,

No dia-a-dia normal,

Qual é o grau de auto-sabotagem que costumas permitir?

Fica apenas consciente,

Respira e sente.

Não é algo que necessite muito tempo,

Porque se estiveres muito tempo a olhar para isso,

Já estás a criar ideias e não a sentir.

E agora,

A minha pergunta seguinte é,

Independentemente da porcentagem que surgiu,

Qual é o motivo porque permites essa auto-sabotagem?

Permite-te sentir.

Eu não estou aqui propriamente para dar respostas,

Mas para dar suporte que tu encontres as tuas respostas.

Então vamos lá ver.

Sente para ti.

A tua sabedoria,

Qual é o motivo porque essa auto-sabotagem é permitida?

Terá sempre que haver um propósito.

E até se tiveres uma caneta ou lápis e papel e queiras simplesmente escrever automaticamente,

Sem estares a pensar o ou os motivos que te vão surgindo,

Pois então também é possível e é uma boa forma de tornar-te consciente disto.

Vou dar-te aqui só um tempinho para poderes discernir,

Tomar contato com isto.

E agora,

Então,

Expandindo sobre esse tema,

Vou fazer-te mais uma pergunta.

Como é que te vês a ti?

Sobre quem tu és,

Como te apresentas ao mundo,

Como é que te vês?

Mais uma vez,

Podes utilizar o papel,

Caneta,

Lápis para tomar nota.

E é essencial que sejas honesto nessa.

.

.

Não é aquilo que tu achas que devias ver,

Ou como deveria ser,

Mas é de facto como tu te vês.

Ok,

Agora vou convidar-te a olhar de novo para o propósito da auto-sabotagem,

O porquê,

O motivo ou os motivos a que chegaste há pouco e a forma como te vês e a verificar os pontos de ligação entre uma coisa e outra.

Tomar consciência da,

Como diria,

Ligação entre uma coisa e outra.

E agora,

Vou convidar-te a tomar contacto com como é que te verias se não tivesse qualquer julgamento a teu respeito,

Qualquer necessidade de te auto-sabotares?

Como é que te verias se não tivesse qualquer julgamento a teu respeito e qualquer necessidade de te auto-sabotares?

Ou seja,

Como é que te verias se fosses completamente compassivo e amoroso contigo próprio e a teu respeito?

Para cada uma destas respostas,

Convido-te a fechar os olhos,

A respirar e a sentir cada resposta profundamente.

Esta é uma daquelas respostas que a tua mente não conseguirá responder.

Por isso,

É preciso mesmo deixares-te ficar nesse vazio sereno e permitir que essa visão de ti surja o teu sentir,

A tua sabedoria profunda.

E agora então,

Como veres-te mais dessa forma e menos da outra?

Gradualmente,

Transformando a tua relação contigo mesmo e,

Claro,

Nesse caso a relação que tens com a tua vida,

Com tudo o que nela existe,

Incluindo todas as outras pessoas com as quais interages.

A resposta é simples.

A visão que construíste acerca de ti,

Que inclui todos os julgamentos e as auto-sabotagens que vão surgindo no dia-a-dia,

Provém das diversas crianças que foste sendo,

Dos diversos adolescentes que foste sendo e daquilo que tu viste também dos teus pais ou quem quer que seja que te criou,

Das pessoas que te eram mais próximas ou mais presentes ao longo dos teus primeiros anos de vida,

Diria,

Mais fortemente até aos 16 anos de vida.

E isso formou muito claramente aquilo que tu achavas certo e errado,

Aquilo que tu almejavas ser,

Aquilo que tu detestavas e não querias ser de tudo,

Aquilo contra que tu lutavas,

Aquilo com que tu concordavas,

Tudo isso formou a tua personalidade ou as diversas facetas da tua personalidade e,

Portanto,

A tua interação contigo mesmo e com o mundo à tua volta.

No entanto,

Grande parte disso proveio daquilo que tu vias nos adultos à tua volta ou naqueles que tu consideravas serem o exemplo,

Portanto,

De onde tu ias buscar o teu discernimento sobre as coisas,

A tua navegação.

Então,

Enquanto criança,

Não havia um julgamento como ah,

Agora,

Havia apenas olha,

Faz-se assim,

Olha,

Faz-se assim,

Porque era aquilo que tu ias vendo ias apreendendo e também ias apreendendo da interação que os outros,

Adultos e não só,

Tinham contigo e isso foi formando a tua ideia de ti mesmo e daquilo que era necessário ser para poder interagir no teu ambiente.

Portanto,

Dependendo do ambiente que tu tinhas ao teu redor foste criando,

Foste gerando uma forma de ser e de estar e,

Claro,

Criando os teus julgamentos acerca de ti mesmo que também estavam relacionados com aqueles que tinhas em relação às pessoas à tua volta e aquilo que tu decidis ir experimentando vamos ver se isto funciona olha,

Aquela pessoa faz assim vamos ver se isto funciona enquanto criança não estás consciente,

Por exemplo,

De que determinado hábito é tóxico ou determinada forma de expressar,

Etc.

Vais simplesmente vendo,

Apreendendo e pondo em prática e daí vem então a criação das diversas auto-sabotagens porque a tua intuição o teu saber intrínseco aquilo que chamamos normalmente de voz do teu coração esse é independente desse estado essa consciência é independente de todos esses aprendizados de todos esses exemplos,

Tudo isso é límpido é cristalino não está influenciado por nada do que tem que ser como deve ser não só que cada vez que essa voz de sabedoria interior se manifesta se ela não está em sintonia ou de acordo com aquilo que tu vês manifesta à tua volta e que te parece ser a coisa certa porque é assim que a maioria das pessoas à tua volta faz enquanto criança não vais calando essa voz vais descartando não não pode ser ninguém está a fazer assim se eu fizer assim vão me rejeitar e então vais aprendendo muito bem a não ouvir a não discernir e a não seguir aquilo que o teu coração que o teu saber intrínseco,

Que a tua intuição indica isso é auto sabotagem é tão simples quanto isto tão simples quanto isto então como desmantelar toda essa todos esses condicionamentos que tu próprio foste criando e aprendendo e não podias ter feito de outra forma,

Repara não vale a pena sequer julgar-te por isso porque o que tu aprendeste e a forma como foste assimilando que deveria ser era a forma que tu conseguias compreender e pôr em prática em cada momento nessas diversas idades não podias ter feito melhor ou de outra forma se estivesse terias feito e portanto não vale a pena ficar nesse julgamento constante do e se eu tivesse e se eu soubesse e se x ou y ou z pessoa tivesse feito ou dito de outra maneira não foi isso que aconteceu logo não importa o que importa é o que aconteceu e o que aconteceu não importa aquilo que tu podias e conseguias perceber e pôr em prática portanto o primeiro passo é conciliar-te completamente com a forma como tu te construíste só isso é ficar num estado de aceitação plena das diversas crianças e jovens que fostes sendo com as limitações que agora mas que na altura não conseguias ver e da mesma forma conciliar-te com todas as pessoas que fizeram parte desse teu crescimento independentemente do que fizeram e disseram e logo aqui neste primeiro passo dois passos vamos dizer mas são todos a mesma coisa porque tem a ver com aceitação plena surge o obstáculo principal que é a dificuldade de deixar ir a mágoa de deixar ir a ansiedade de ter que manter alguma dor ou algum desconforto ou algum julgamento seja ele de que natureza for alguma culpa alguma vergonha etc dificuldade em deixar ir em seres mais compassivo e gentil contigo principalmente porque se conseguis ser gentil e compassivo contigo consegues ser como qualquer outra pessoa então primeiro isto largar a necessidade de estar continuamente em autocrítica em relação ao que foi porque enquanto houver isso existe um apego e uma relação direta com tudo isso que foi e que aconteceu e que vai fazer com que continues a perpetuar a mesma forma de ser e estar os mesmos padrões,

As mesmas crenças os mesmos hábitos porque curiosamente ainda possas estar em conflito com muitas coisas que aconteceram seja o que for enquanto houver conflito mantens essas coisas vivas porque há uma interação e por isso como isso está tudo impresso no teu inconsciente e subconsciente é isso que vais atuar mesmo contra aquilo que tu achas ser a tua vontade atual então ficar em aceitação plena é realmente o primeiro passo depois e como com isso um montão de julgamentos vão desaparecer vais ficar com a consciência mais límpida e com mais clareza para poderes ouvir a tua intuição o teu guia interno intuição,

Teu tutor interno e poderes então iniciar uma senda nova com novos hábitos que vais criando a partir daquilo que discernes que te preenches e é apenas isto não é preciso mais nenhuma bitola mais nenhum ponto de referência o ponto de referência é aquilo que te preenches e aquilo que te preenches não tem que,

Não pode e não deve depender de qualquer outra pessoa na tua vida ou seja aquilo que te preenches são momentos que tu crias,

Nos quais te sentes inspirado de bem contigo nos quais te sentes cheio de entusiasmo de vontade de viver e isso deve não pode prejudicar a existência desta e daquela e da outra pessoa na tua vida para te preencher e aí reside outro passo fundamental é deixar de ter que ver os outros na tua vida como elementos fundamentais para te sentires inteiro porque isso decorre na infância era essencial evidentemente que houvesse outros que te trouxessem aquilo que tu não podias criar para ti seja sustento conforto,

Bem estar alimento,

Essas coisas todas carinho aceitação apreço,

Todas essas coisas mas à medida que vais crescendo se cresceses sem nenhumas mágoas nem nada irias entretanto desenvolvendo uma relação mais íntima contigo com esse teu tutor interno,

Com o teu coração e gradualmente dependerias menos e menos emocionalmente dos que te rodeiam porque encontrarias em ti o conforto,

O apreço amizade o amor que normalmente buscas lá fora e isso faria com que tu pudesses estar em interação com qualquer pessoa de uma forma inteira e plena preenchida sem necessidade de retirar nada e isso enriqueceria todas as tuas relações de uma forma extraordinária porque aí não precisarias que o outro te desse nada estarias a dar a tua inteireza sem esperar nada em troca e aí receberias de facto tudo aquilo que eventualmente sonhaste de querer receber e mais mas não porque necessitas mas sim porque já tens é que uma coisa interessante sobre esta realidade é que por defeito ela funciona assim,

Só recebes o que já tens é estranho mas é assim e aquilo que já tens é o que multiplica é o que cresce então podes tu dizer então mas isso na prática não é bem assim porque por exemplo se eu não tiver um carro e receber um carro então estou a receber uma coisa que eu não tinha então eu não estou a referir-me a coisas literais estou-me a referir dentro de ti se tu já tens em ti esta noção de que és a abundância da tua vida tudo o que tu recebes tu já tens já tens essa abundância intrínseca ativa e consciente e presente em ti então tudo seja o que for que se materialize fisicamente na forma que for decorre disso não de uma falta de uma escassez do que te falta mas do que tu já és já tens e como é que tu constróis para já ter é de dentro para fora és tu que te permites ficar em harmonia interior contigo e claro que não é nos 45 minutos uma hora eu vou poder partilhar como é que iluminas completamente a auto-sabotagem,

Como é que integras todas essas dores mágoas equilibras as emoções tudo isso porque isso daria para um curso inteiro e mais e para muitos meses e anos até de trabalho interior e dá mas é a decisão principalmente a decisão fundamental de poderes permitir isso para ti de perceberes que não não é impossível não não está fora do teu alcance não,

Não é algo que não vais conseguir é algo perfeitamente tangível,

Execuível é natural aliás o fluxo de reunião em harmonia contigo mesmo o fluxo de reunião interna é natural o que não é natural é a auto-sabotagem a resistência e os obstáculos que pões a isso é criar barragens as barragens não são naturais o fluxo é natural então convido-te a permitir esta decisão porque a partir do momento em que tomes essa decisão e seja uma decisão firme e clara uma decisão que tu sabes não vais voltar atrás com ela a partir do momento que tomes essa decisão mesmo quando te perdes no caminho quando cais,

Quando tropeças lembras-te,

Espera eu assumi um compromisso comigo mesmo e esse compromisso é a coisa mais importante que existe porque se eu cumprir esse compromisso,

Se eu honrar esse compromisso eu vou deixar de ser um fardo para mim mesmo e para as pessoas na minha vida e vou passar a ser uma dádiva a viver como uma dádiva e repara se tu já és uma dádiva tu já tens tu recebes tudo como uma dádiva então o intuito hoje aqui é mesmo simplificar isto de forma a que possas selecionar se a auto sabotagem é algo que merece muito mais tempo na tua vida ou se é algo que podes assumir e aceitar podes gradualmente com muita paciência com muito carinho ir descartando para que em vez de auto sabotagem exista apoio,

Inspiração suporte a ti de ti para contigo mesmo e claro que vais atrair isso também das pessoas que te cercam porque repara recebes o que já tens então é esta a minha partilha para hoje e uma vez que ela foi muito respirada muito serena e com muita introspeção hoje não vou fazer mais uma mais uma respiração uma respiração final vou apenas propor como já propus nalgumas outras ocasiões que fiquemos em silêncio por isso eu não vou guiar nada vou apenas convidar-te a fechar os olhos e a respirar por ti e simplesmente a sentir tudo isto e a deixar a sentar por alguns minutos e vou então terminar esta sessão com muita,

Muita gratidão agradeço a tua presença a tua disponibilidade a tua abertura o teu carinho e desejo-te um dia maravilhoso na tua presença e daqueles que estejam contigo e obrigada obrigada por tudo se calhar se olhares para trás para toda a tua vida com obrigada por tudo muita coisa vai mudar um forte abraço com todo o amor

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Tania CastilhoTomar, Portugal

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